15 thoughts on “Embrulha lá esta, Scolari”

  1. O nome é: Nossa Senhora de Caravaggio.
    Criticamos certas posições nos outros, quando estamos na mesma situação somos iguais. Devemos estar gratos a Scolari, como agora a Carlos Queirós. Como também devemos esperar pelo campeonato do Mundo, para ver se a classificação é melhor que a 2006. Se for, aí é que se pode dizer “Embrulha lá esta, Scolari” até lá vamo-nos manter calmos e não cuspir no prato em que comemos.

  2. Não, Manuel Pacheco. Scolari apareceu qual abutre no pior momento da Selecção, a dizer que admitia voltar a Portugal. É só por isso este remoque.

  3. Val
    E não pode voltar a Portugal? É algum proscrito. Não é verdade que num inquérito recebemos louvores por saber receber bem os emigrantes. Nunca Scolari disse que vinha para treinar a selecção. Há tempos respondi num comentário da forma que estavam a censurar os ministros que iam para certos empregos. Se não podiam ir viviam de quê? De roubarem com abundância para não precisarem de trabalhar mais ou darem um tiro na cabeça. É isso que se pretende para Scolari? Sendo assim não pode ir para o Brasil, Portugal ou qualquer País que tenha treinado porque é visto como uma sombra para qualquer treinador. Scolari teve a sua fase. Devemo-nos sentir orgulhosos pelo que fez pela nossa selecção e País. Diga-me quantos emigrantes portugueses fizeram tanto pelo País em que estão emigrados. Não concorda que foi um sucesso o Euro 2004? Nunca se viu tal coisa no País. E o campeonato do Mundo de 2006? Um quarto lugar não é honroso. Temos mais olho que barriga.

  4. Claro que pode voltar, Pacheco, não é esse aspecto que está em causa. E Portugal está agradecido pelo seu trabalho na Selecção, também é indiscutível. Ao que me refiro é a uma sua declaração na sequência do empate na Dinamarca, o qual quase que afastou Portugal, pois foi aí que passámos a depender dos resultados de outras selecções.

  5. Nestas coisas da bola, acho que nunca devemos exagerar , nem nos elogios nem na crítica, porque o futebol não é tão certo como o peso das carcaças.
    No futebol eu sempre acreditei mais no Engº Edgar Cardoso, que aos 80 anos subiu a placa de Alvalade e saltou para provar que não caía e se não fosse o Euro2004 ainda lá estava.
    Deixem os ofícios para quem sabe da poda e Scolari e Queiroz podem perder algumas vezes, mas são como os médicos quando vou à consulta… confio neles.

  6. Scolari, emigrante? Essa é para dar gargalhada! Não ofendamos os desgraçados dos emigrantes que têm de sair da sua terra em busca uma vida melhor, trabalhando de sol a sol, muitas vezes desesperando… Scolari, como outros magnatas do futebol, não passa de um mercenário, a ganhar milhões, quer aqui quer ali, ao sabor de quem lhe der mais e a gozar, ainda por cima, com os adeptos amantes da indústria da bola…

  7. Perdão pelo lapsus do meu primeiro comentário. Queria escrever nossa senhora do caralhagio. Porque se pensam que eu vou agradecer o que quer que seja a um labrego supersticioso que instala um ídolo de barro dentro do balneário, em vez de coordenar os jogadores para ganhar os jogos, estão enganados. Esse grunho é uma nódoa, e nem evitar que o Brasil fosse campeão do mundo conseguiu…

  8. “Scolari, emigrante?”
    Se não é emigrante o que há-de ser? O emigrante só o é quando trabalha na construção civil ou a limpador de fossas. Só é chamado de emigrante quando ganha o ordenado mínimo nacional. Ou quando se desloca de um País para outro.

    Julieta Ferreira
    Pedaços de mim

    Ser emigrante
    “Muitos portugueses nunca saíram de Portugal. Para muitos outros, o máximo período de ausência, no estrangeiro, limita-se a um mês de férias, por ano. Ainda há aqueles que nunca estiveram em directo contacto com emigrantes e o conhecimento que têm sobre emigração é um conhecimento vago. Trabalhei numa organização subsidiada pelo governo australiano, dando apoio a emigrantes e refugiados. Por isso, tive o privilégio de conhecer, por dentro, muitas das motivações e problemas de uma classe que, ainda hoje, não é totalmente aceite na sociedade australiana. (Não se passará o mesmo em Portugal, em relação ao afluxo de emigrantes dos países do Leste, nos últimos anos?) Estive envolvida em projectos onde defendi, apaixonadamente, os seus direitos e lutei, com desassombro, contra a discriminação e o racismo. Colaborei com professores, para a integração de alunos de várias ideologias e etnias; apresentei seminários para fomentar o respeito, a apreciação e aceitação de valores culturais diversos.
    Nos últimos 24 anos tenho vivido num país onde, em 1997, uma senhora chamada Pauline Hanson, proprietária de um take-away shop (o equivalente de tasca, em Portugal) resolveu organizar um Partido a que deu o nome de One Nation. Este opunha-se à entrada de uma certa categoria de emigrantes, na Austrália, e defendia a abolição de muitas das regalias sociais para grupos menos favorecidos. Em 1998, ganhou 11 dos 89 lugares na Assembleia Legislativa do Estado de Queensland e, numa sondagem feita pelo jornal, The Bulletin, Pauline Hanson foi nomeada como uma das 100 pessoas mais influentes, na sociedade australiana, de todos os tempos!
    Tenho visto, de muito perto, a dor estampada nos rostos daqueles que abandonaram a sua pátria, por razões tão variadas, e tenho sentido essa mesma dor, na minha pele, na minha alma e no meu coração.
    Eu sei o que é ser emigrante! É estar com um pé cá e outro lá. É não pertencer nem aqui nem ali. É não ser aceite pelo país de adopção e, às vezes, também não ser aceite pelo país de origem. É ser julgado pelos outros, até mesmo os seus compatriotas. É ser visto como lá de fora, quer se encontre no seu país ou no país para onde emigrou. É não poder emitir certas opiniões, sem receber um olhar condescendente ou uma observação que o coloca numa posição de inferioridade.
    Nunca tive uma mala de cartão à espera da primeira oportunidade, para sair do armário. Se emigrei foi porque dei ouvidos à voz do coração e embarquei num sonho que não era o meu. O facto de ter, arquivado algures, um certificado a atestar a minha nacionalidade australiana, está muito longe de fazer de mim uma australiana ou de me qualificar como menos portuguesa! Contudo, ainda há aqueles que não entendem isso.
    Sou hoje mais portuguesa do que no dia que deixei Portugal e o amor que sinto pelo meu País pode comparar-se àquele amor, redobrado e mais fortalecido, por aquilo ou por alguém que um dia se perdeu e, por isso, nos fez compreender o quanto lhe queríamos e a falta que nos faz.”
    Se Scolari no tempo em que esteve em Portugal não foi emigrante não sei o que é ser emigrante. Aliás o mesmo se deu com Carlos Queirós quando esteve em Inglaterra. Não pus e não ponho o fanatismo por A ou B, gosto da selecção seja treinada por quem for, se for o Tino de Rans, continuarei a ser um fiel aficionado, ao contrário de muitos.

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