É uma boa Pessoa

Graças aos meus pais, pude pagar as divinas propinas. Estudei no colégio S. João de Brito e na Universidade Católica – o que não alterou a condição religiosa que sempre foi a minha, mesmo quando partilhava salas de aula com teólogos e aprendizes de teologia, leigos e ordenados: não sou católico, nem sequer cristão, tal como também não sou agnóstico, ateu ou crente em alguma das religiões conhecidas. Sou deísta, por imperativo de consciência: se existo, penso em Deus.

Na Católica foi onde encontrei os mais sérios e profundos argumentos para o abraço ao agnosticismo, pelo menos. E tal não veio de nenhuma falha moral detectada naqueles que representam e divulgam a sua fé e espírito de Igreja, bem pelo contrário. Foi a investigação pura e dura, que lá se praticava, que obrigou a esse confronto onde se perdem os preconceitos, ilusões, ignorâncias, erros. Adentro deste incontornável exercício: fiides quaerens intellectum.

A Igreja em Portugal ainda está a pagar pelos erros cometidos por cá e por toda a parte. Chega à população de muitas e decisivas formas – e só quem não sabe nada de nada do apoio social que presta é que se permite dizer bacoradas – mas entra nas dinâmicas do debate público quase sempre por causa de polémicas. Nessas guerras, a Igreja perde. Ela não sabe comunicar com o tempo, é medrosa, preguiçosa e narcísica. O resultado é nefasto para todos, também perdemos enquanto comunidade, pois há tesouros humanos, culturais e cívicos que permanecem desaproveitados na Igreja.

A escolha de Manuel Clemente para Prémio Pessoa é uma boa nova, porque faz justiça ao Povo de que faz parte e para quem trabalha. A estranheza que provocou a sua premiação é lógica, inevitável. Decorre do manto de invisibilidade que cobre a feérica produção intelectual nos meios académicos e literatos ligados à Igreja. Quem se aventurar neles vai ter radicais surpresas. E se é inútil convidar a esquerda fanática, ou a direita gulosa, para essa descoberta, tenho a certeza de que muitos numa esquerda convencional, que hostiliza a Igreja por hábito e ignorância, iriam descobrir aliados onde agora vêem ameaças.

40 thoughts on “É uma boa Pessoa”

  1. Vossemecê é pessoa desenganada. Parabéns. Li umas reacções por aí tão pavlovianas que mais do que me entristecerem, me irritaram. Bem aparecido texto, o seu.

    :))

  2. deixa cá ver, portanto se calhar deísta é uma boa deixa. Eu também penso em Deus como o Outro transcendente que me interpela, uma resultante integrada de infinitos feixes de forças que de tanta conta esconsa prefiro chamar Luz, ao menos essa é bela.

    o problema da Igreja Católica é inerente a qualquer instituição, a instituição supõe-se ser maior que os homens e assim determiná-los, ora é isso que Jesus negou.

    aproveito desde já para sefgredar que acabou o tempo dos sacrificados, por razões de enjôo abissal histórico, agora voa-se sobre o Abismo, é tempo dos redimidos, tempo da novidade, da revelação,

    fundamento: a proximidade de 2012 junto com a força do pensamento et pour cause assim aconselha

  3. É, para mim, sempre um prazer vir ao Aspirina.

    Admiro, além da sua excepcional qualidade literária, a coerência de Valupi: os Grandes Homens são os que, têm convicções, ideais e estratégias que ousam propor em nome do Bem-Estar da sociedade, devotando boa parte da sua vida à sua consecução.

  4. Este post…!?!?!? Afinal, o que é que é o seu autor? Tudo e nada, um ser pensante, mas isso todos somos. Desde a religião à política – também não é socialista, nem vota… – não tem uma opção definida concreta. Mas, vá lá, defende o Sócrates, vá-se lá saber porquê!
    Eu, sou contra as igrejas e as religiões e não penso em deus, sou feito da matéria do Universo, tal como os animais irracionais e estes, penso, que não penam em deus, também. Deus não passa de uma abstracção de homens para se fazerem superiores/eleitos para a dominação dos outros, seus semelhantes. As Igrejas sempre foram e serão factor de atraso e de divisão fatídica e a maioria das vezes letal, entre os homens. As Igrejas, sempre estiveram ao lado dos tiranos e dos ricos, logo, contra as populações em geral. As igrejas são riquíssimas e por isso se alegam grandes benfeitoras, hipocritamente benfeitoras, porque deviam combater, com o seu poder, este sistema, que permite a acumulação de imensas fortunas pessoais e ao mesmo tempo a morte pela fome de grande parte da população do planeta! Etc.
    Assim se vê como a Universidade Católica forma os seus discípulos – fortes e argutos na defesa dos princípios da doutrina católica, mesmo afirmando que não os segue – perfeito. Basta!!!

  5. mct, em que época da História é que foram criadas as religiões?
    __

    Carmen Maria, quero dizer que a minha existência, posto que sou um ser dotado de linguagem verbal, implica o pensamento em Deus. Nesse sentido, essa entidade existe para mim.

  6. O que é curioso é que hoje o Bettencourt vem dizer que “Já tenho dinheiro para reforços”.
    Dois mil anos depois continua a existir uma estranha ligação entre cristãos e leões.

  7. Val,

    este assunto interessa-me. Acontece que hoje estou apertada de tempo.

    Volto aqui apenas para uma opinião breve e que consiste no seguinte. Tenho o maior respeito pela religiosidade que existe em cada pessoa. Agora, custa-me entender que alguém submeta a sua existencia a um Deus.

    Partilho do comentário de mtc. Eu sou matéria. O que está em causa neste planeta é a matéria. As questões filosoficas desta nova era têm que ver com a matéria. Então como se tem o pensamento em Deus quando a questão é que estamos Todos em risco …

  8. Carmen,

    a correr, a correr, discordo. A própria ciência já chegou à conclusão de que isto não é só matéria (matéria como se entende no racionalismo tradicional)…

  9. desde os estóicos que se considera que o signo contém algo de imaterial, o significado é imaterial, o lekton, dizem alguns,

    a luz não pode ser vista como só matéria

  10. Val,

    Matéria é o que existe.

    O facto é que a existência dos seres, está nuns casos, subordinada aos ciclos naturais, noutros casos à vontade humana, sendo que hoje temos a certeza que em ambos os casos a vontade humana é decisiva.

    O que é que eu quero dizer com isto????

    Servindo-me do tema da actualidade – o nosso Planeta- para todos nós é inquestionável que a breve prazo, se nada for feito, a continuidade da existência de vida na terra está fortemente ameaçada.

    Prosaicamente, é Deus que assim quer ???

    Bom, eu diria que foi o homem que iniciou este caminho e também é ele que o pode alterar.

    Quero dizer, mais uma vez, que tenho o maior respeito pela religiosidade do ser humano. E não só tenho, como sou sua defensora em qualquer discussão que se estabeleça em torno deste assunto. Considero mesmo que ela é fundamental à Sua existência.

    Agora quando penso o universo, a base de reflexão que encontro é sempre material. A nossa própria existência é material. Um espermatozóide que se junta com um óvulo, é material. Este talvez seja (estou a alargar o meu âmbito)o sentido mais dialéctico do material.

    &,

    Esse imaterial que falas, na minha opinião, não é uma oposição ao material. A oposição ao material, faz-se pelo espiritual. O que falas é da culturalidade a que eu atribuo um sinal de equivalência com a religiosidade, para a qual exprimi a minha opinião anteriormente.

  11. Carmen, nem tudo o que existe é material; por exemplo, a energia não é matéria – o tempo também não, fora outras possíveis dimensões. Mas mesmo no plano humano, tu não dirias que as tuas memórias são materiais, ou os teus sonhos, ideias, desejos. Ainda mais fundo na questão: quem ama, ama a matéria ou a pessoa constituída de matéria? E como se relaciona essa experiência de esperança e crença na eternidade, ou infinito, que o amor convoca ou realiza?

    Dizer que o Planeta, e seus seres e coisas, é material não invalida a também possível existência de deuses ou Deus. Não interessa qual o nome que dás à Natureza, ela sempre foi vista como o reino da necessidade, enquanto Deus, ou o divino, sempre foi visto como o reino da liberdade. E o ser humano, pois, está no meio ou é dúplice.

  12. reino das liberdades.

    quem ama, ama tudo porque somos um todo. e continua a amar se a matéria se fôr.

    (acaso existe poema se não fôr materializado? um livro, apenas, de ideias não fará explodir a matéria?) :-)

  13. Os milagres consistem em alterações na matéria que as próprias forças materiais não conseguem explicar. E não será isso que nos acontece a todos, sempre que exercemos a nossa vontade, por exemplo? Onde é que está contido na matéria que vamos dizer sim ou não?

  14. Val,

    Discordo da tua argumentação.

    A energia é matéria. Quem não se alimenta, entendendo a alimentação como fonte de energia, desculpa a redundância, mas não tem energia. A existência de energia no nosso planeta está ligada a movimentos constantes e permanentes identificados pelas ciências que se ocupam dessas matérias.

    Não falo sobre o tempo, porque não entendi a que tempo te referes, desculpa.

    Quanto à memória, creio que para mim como para qualquer ser humano, a memória é uma espécie de “armazém” muito arrumadinho de factos vividos, de experiências efectuadas, logo, real.

    Os meus sonhos ideias ou desejos são, ou podem ser, construções que eu faço de projecção futura, mas sempre mas sempre tendo o material na qualidade de representação do real, como base dessa projecção.

    Também não tenho crença na eternidade, construção que julgo diminuir no presente o ser humano.

    O infinito é matéria cientifica e na minha opinião, desligado da eternidade (que é um conceito religioso).

    Por último, também não vejo a construção da divindade como “reino da liberdade”. Pelo contrário. Veio-o como reino da opressão.

    Um caso histórico : que liberdade teve Galileu para continuar as suas pesquisas cientificas?!?!

    Nenhumas !!!!

  15. Carmen,

    acho que estás a confundir instituição igreja e suas regras “materiais” com a dimensão não matéria da realidade, quando referes o caso de galileu. Há energia não mensurável nem observável pelos mesmos meios com que se observa a energia-matéria. Por exemplo, a fisica quântica fala de como a matéria é apenas uma das várias formas de energia. Essa outra dimensão cria a realidade material e é do âmbito do divino.

  16. Carmen, estás a proteger uma crença ingénua: a de que Deus se esgota no fenómeno social e político das religiões. Acontece que até Jesus se insurgia contra essa eventual hipocrisia, contra os vendilhões e os fariseus – e este exemplo de Jesus é apenas um que nos é próximo culturalmente, poderíamos invocar Buda e muitos outros religiosos de diferentes origens e tempos.

    A eternidade pode ser um conceito filosófico, remeter para uma noção apenas cósmica. O mesmo para a noção do infinito, que também tem aplicação na matemática.

    O tempo é aquilo que transforma o espaço, a dimensão onde ocorrem as transformações da realidade, sejam lentas ou rápidas. Não consta que seja material, nem energético.

  17. Foi preciso aparecer o sapiens – por acaso, numa cadeia evolucionista já devidamente comprovada pela ciência, depois de milhares de milhões de anos de o planeta ter aparecido, de muitas espécies terem também aparecido e desaparecido para sempre – para que o cérebro deste, maior do que o dos outros animais que têm os mesmos órgãos no interior do seu corpo, inventasse o espírito para além da matéria. Não interessa se é matéria ou não, é o universo formado de uma complexidade de partículas, de luz, de energia, que têm todas a mesma origem e porventura a mesma estrutura fundamental. Jesus? Está provado que existiu este homem? Todas estas formas de espiritualidade, esotérica, porque na prática está mais que provado que se transformaram em violência da mais brutal quando qualquer “espírito” que se afirmasse diferente era logo reduzido a terra ou cinza, surgiram em épocas remotas da vivência do sapiens em que predominava a superstição, a ignorância e o obscurantismo, terrenos férteis para a (nova) inteligência de um novo mamífero se afirmar pelos piores motivos!
    Leiam alguns cientistas, cosmologistas, por ex. o Carl Sagan, por ex. este livro organizado por sua mulher, “As variedades da Experiência Científica-Uma Visão Pessoal da Procura de deus” de que me permito citar da sua introdução:
    – “Até há cerca de 500 anos, não havia assim uma barreira assim a separar a ciência da religião. Nessa altura eram a mesma coisa. Só quando um grupo de homens religiosos que desejavam “ler a mente de Deus” se apercebeu de que a ciência seria o meio mais poderoso de o fazer, é que se tornou necessário erguer uma barreira. Estes homens – entre eles Galileu, Kepler, Newton, e, mais tarde, Darwin – começaram a expor e a assimilar o método científico. (…) e a religião institucionalizada, tendo optado por negar as novas revelações, pouco mais pôde fazer do que construir uma barreira protectora à volta de si própria.”
    Mas não é por causa de livros deste tipo que não acredito, nem em religiões nem em deuses, nem em milagres, nem em salvadores, embora ajudem muito, porque espalham os conhecimentos científicos necessários a ajudar-nos a situar-nos neste Universo de que poderemos desaparecer para sempre, como muitas outras espécies, um dia…

  18. Val,
    Não protejo crenças excepto quando fundamentais para a identidade cultural dos povos.

    A ideia de Deus consiste numa criação humana com propósitos específicos, dos quais destaco a servidão duns homens perante outros, que por motivos vários, se intitulam mais próximos da divindade.

    A ciência tem provado que os milagres correspondem à ficção de mentes engenhosas, na maioria dos casos estupidamente mentirosas e responsáveis pela atrofia colectiva dos povos. Tente-se perceber o milagre de Fátima, a época em que apareceu, e o que significou para o regime a sua construção.

    Relativamente ao tempo, é meu entendimento que o mesmo faz parte dum sistema de medições, no qual se sequenciam eventos, se quantifica o movimento dos objectos, etc. Agora, uma coisa é certa – nada de meditações divinas, nem filosóficas ao relativamnete ao tempo.

  19. Carmen,

    nem tudo o que a ciência não consegue replicar em laboratório é ficção. Aliás, nestas matérias, o que a ciência “tradicional” (materialista, se quiseres), tem provado é que não consegue provar nada.

  20. Edie,

    A ciência progride e tem história. A verdade ciêntifica não é estática.

    Quem diria, no inicio do sec. XX que hoje, nós, sem nos conhecermos poderiamos trocar este tipo de opinião. Ninguém!

    No entanto, o final do sec. XIX é extremamente “radical” em matéria de desenvolvimento tecnologico e cientifico.

  21. Carmen,

    é exactamente isso. Dentro desse movimento de mudança da própria ciência inclui-se o questionamento e mesmo abandono de certos dogmas e crenças – a ciência também os tem – como, por exemplo, o pressuposto de que a realidade se esgota na matéria ou de que a matéria esgota toda a realidade.

    O conhecimento humano (por vezes milenar) que a ciência experimentalista afasta do espectro do conhecimento aceitável é agora retomado, com a verificação de que, paradoxalmente, esse novo pensamento científico vocacionado para a tecnologia nos fez avançar numas áreas e nos fez retroceder noutras uns bons séculos…

    Esse final do sec.XX é também muito radical nessa mudança de paradigma.

  22. Pois é Edie,

    O paradigma que está em construção, afigura-se-me que nada terá que ver com o anterior, devido sobretudo ao processo das tecnologias da informação que empurram o individuo para dinâmicas de relacionamento e interacção muito próprias.

    Assistimos a um fenómeno curioso que tem que ver com o seguinte. O induviduo quanto mais próximo se encontra das técnologias de informação, maior é a sua preocupação com a natureza, com o planeta, no fundo com o sistema natural de que faz parte. Tal, ocorre, naturalmente por via de uma maior exposição à informação, mas não só. Estou em crer que o individualmente cada um de nós está com a percepção inevitável de que é um elemento material do universo, do qual quer fazer parte.

    Mais, a tecnologia da informação que existe ao nosso dispor actualmente, é interactiva. Como tal, permite que cada personalidade expresse pontos de vista, sem que a sua “integridade” social seja afectada. Se calhar, estamos assistir a um novo espaço de liberdade individual, no qual a opinião deixa de ter características grupais. Nova sociologia estará para chegar?! Talvez.

    O meu comentário já está muito longo. No fundo, eu só queria dizer que a ciência se renova por ciclos de conhecimento, em concordância com os ciclos sociais e que a esfera do religioso tem a mesma orientação.

    Anteriormente houve um comentário muito interessante do mtc. O raciocínio dele está correcto. Apreciei-o muito. Não li , mas vou ler o livro que ele recomenda. Obrigada MTC.

  23. «Agora, uma coisa é certa – nada de meditações divinas, nem filosóficas ao relativamnete ao tempo»,

    Carmen Maria, se vc quer ser uma positivista fundamentalista isso é consigo, agora que queira impôr isso aos outros já é connosco.

    A ditadura do positivismo caiu com esta crise que as escolas positivistas não souberam nem podiam prevêr. Porquê? Exactamente porque são positivistas e portanto a crise em potência não era nada, só chegando a facto ou seja depois de ter acontecido é que era real. Antes disso era pura especulação.

    Mesmo estando à vista de qualquer um que a espiral de financiamento da guerra do Iraque fundada numa mentira não podia dar outra coisa senão uma crise fiduciária brutal, sabendo-se que a confiança é a base da economia não é difícil imaginar o resto.

    A metáfora de que a ciência positivista guia o carro para a frente a olhar para o retrovisor é bem aplicada.

    Portanto entendamo-nos: você pensa como quiser agora não venha impôr ou querer impôr o modus operandi aos outros.

  24. De nada Carmim, eu também de identifico com os teus pontos de vista.
    Infelizmente as crendices ainda estão aí para durar, mas a ciência, um dia encarregar-se-á de desfazer esses equívocos, definitivamente, provocados intencionalmente por instituições humanas de carácter “sobrenatural” que de sobrenatural nada têm, na sua praxis diária.

  25. &,

    &,

    Não pretendo impor pontos de vista a ninguém. Aliás, se bem reparou, tenho o cuidado de mencionar várias vezes que se trata da minha opinião.

    Naturalmente que da mesma forma que os outros comentadores escrevem as suas opiniões, eu faço o mesmo, dado o espaço em questão ser livre e aberto.

    Está no seu direito de não concordar.

    Agora também tenho que lhe dizer que “ditadura do positivismo” e “fundamentalismo positivista” , sugerem-me etiquetas filosóficas de quem acumula excesso de doutrina e pouco pensa no REAL, real entendido como aquilo que é vivido, observado, sentido no dia a dia dos seres humanos, de todos os seres humanos.

  26. Carmen,

    «REAL, real entendido como aquilo que é vivido, observado, sentido no dia a dia dos seres humanos, de todos os seres humanos»

    isso não é completamente objectivo, quando muito é intersubjectivamente estável numa dada cultura; aquilo que vc nomeia como factos puros são factos de cultura, podem ter um suporte físico, e terão, mas não se reduzem a isso de todo.

    (mas claro que tem o direito de ter as suas opiniões, como eu as minhas, e todos aliás)

  27. &,

    Já percebi!…

    Permitam-me fazer aqui a transcrição de parte duma noticia publicada hoje no DN

    ” Papa acelera beatificação do seu antecessor”
    A cerimónia está já prevista para 16 de Outubro de 2010, a data em que se assinala o 32.º aniversário da eleição de Karol Wojtyla para o trono de São Pedro, onde permaneceu quase 26 anos. Falta apenas validar oficialmente um milagre para que João Paulo II possa subir aos altares já em 2010.”

    Aqui está tudo o que eu penso relativamente ao tema – Milagres -.

  28. O Vasco GMoura não foi também prémio Pessoa? O próprio Pessoa concordou?
    Puta que os pariu a todos que não conseguem sequer arranjar nome para o detergente que promovem.

    A religião já não tem nada que ver com a existência de um criador e os milagres são folclore para entreter crentes. Para a religião já só está em causa a eternidade e só lhes resta correr atrás dos milagres.

    “Vou já ali ver a dolores de maria, se não se importam mijem aqui nos olhos deste não crente, estou aflitinho, depressa um milagre para o paulo VI, por favor ponham uma argália no bento 16 que amanhã vai dar tanto jeito.”

    A linguagem não tem nada de mais. Há muitas espécies que comunicam.
    Tira-se que isso nos permite dominar outras espécies? Há ciclos e esse argumento é muito curto.
    Basta isto tremer e fica tudo ai jesus. cambada de cobardes auto-convencidos. xôôô… andor!

    Deixemos isto entregue a seres mais humildes!

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