É ou não é verdade?

Que temos todas as condições para exercer a cidadania em plenitude, usufruindo sem limitações dos nossos direitos e liberdades fundamentais, e que podemos influenciar decisivamente os partidos e as instituições, mas que preferimos a inércia, o tribalismo e o medo?

19 thoughts on “É ou não é verdade?”

  1. Completamente de acordo!

    Para começar um referendo para pôr os justiceiros na ordem.
    Com esta medida,resolvemos 80% dos problemas que nos têm
    isocrinado a cabeça nos últimos 10 anos

  2. Já tentaste nos ultimos tempos recorrer a um tribunal de trabalho?
    Consegues exercer o teu direito á greve?

  3. Genericamente, direi que sim.
    É verdade que não existe nenhuma lei que nos impeça de ter a liberdade que o post refere, mas também não é mentira que, no dia-a-dia, nem tudo é assim tão linear e as duas perguntas de Hélder são um bom exemplo.
    Refiro também que me sentiria mais livre se a nossa Justiça funcionasse e, quando tal raridade acontecesse, ela fosse efectivamente cega.

  4. ah. o meu ‘é verdade’ está translacionado, eu influenciei uns tantos desenvolvimentos locais e outros menos locais e os partidos foram atrás e coisas fizeram-se e ainda se fazem. Boas coisas. Agora, tem custos …

  5. Teoricamente é verdade, e é essa a sensação com a qual gostamos de dormir à noite…a cidadania plena!
    Na práctica como diz a Teresa Guilherme: “não interessa nada”…

  6. Não ao temos Todas as condições para exercermos a cidadania. Pelo menos no curto e médio prazo Ainda estamos na fase em que o factor determinante é o poder economico. Sem dinheiro posso nem estar vivo amanhã ou depois. Ou nascer para morrer embrutecido e humilhado.
    Um pequeno exemplo da «falta de condições» é o espectáculo de retrocesso civilizacional oferecido pelos media da nossa paróquia: poder do mais forte e o mais forte é o cacete económico.

  7. É verdade sim senhor!

    Ouve Val prepara-te para veres o teu nome num jornal perto de ti.Os sequazes do Pacheco e os pasquins da situação devem estar a tratar disso. VERGONHA!!

  8. Quem fala assim nao e gago.

    Esta papalvice de posta disfarcada de sondagem a opiniao publica, tradicionalmente seguida de opiniao e explicacao, tem a forca dum anuncio com trompa e fanfarra a Venus de Milo, informando a senhora que nao se esqueca nunca que nesta edicao da Democracia, como alias em todas as outras que a precederam ou lhe seguirao, tem todo direito de excitar o clitoris com um dos cotos.

  9. Vale a pena perguntar aos mais de 500.000 desempregados se podem ou não:

    ´exercer a cidadania em plenitude, usufruindo sem limitações dos nossos direitos e liberdades fundamentais´ ??????

  10. Creio que a sociedade civil está desmobilizada e não consegue lutar por causas.

    Se pensarmos que os meios catalizadores dum eventual exercício de cidadania são exactamente a comunicação social e a justiça, chegaremos à conclusão do(s) motivo(s) que assistem à inércia, ao tribalismo e o medo.

    Nada acontece por acaso.

  11. Mas que podem a comunicação social, a Justiça e os partidos contra uma sociedade que decide usar os poderes democráticos instituídos? Nada de nada de nadinha de nada.

    Não existe qualquer impedimento à nossa liberdade. É daqui que podemos (devemos?) partir.

  12. Bem, a princípio de conversa, julgo que o actual estado da nossa democracia em nada difere do que se vivia por volta do início dos anos 30. E deu no que deu.

    Hoje, vêm-se alguns aprendizes de feiticeiro, a repetir tiques sem o saber, sem imaginarem sequer que o que dizem, escrevem e veiculam, as posições que defendem, etc, são meras revisitações de outros tempos.

    Não consigo deixar de fazer ligação a uma espécie de sentimento comunitário que vai fazendo escola à esquerda e à direita, um certo nacionalismo de matizes muito próximas da sociedade portuguesa de sempre, a dominada pela igreja, e, que pedia e pede um certo corporativismo na defesa dos valores essenciais, valores em crise. Mentira? Veja-se e oiça-se Manuel alegre.

    Dito de outra forma, uma organização social que se auto-regule debaixo de um qualquer poder paterno.

    Ora, o mais paradigmático disto, e curioso, é que os holofotes estão desfocados. Apontam para o idiota útil e deixam quem importa na penumbra. Teoria da conspiração, cabala? Vão perguntar aos livros e à história de Portugal. Está tudo lá e nem precisa ser leitor de Nietzsche.

    Mas se houver preguiça, atentem nisto: quando a igreja pede “tolerância de ponto” na “visitação” do seu Papa, está tudo dito.

    Anda por aí gente com muita moral. Vá entretenham e entretenham-se com a democracia, usem-na para joguinhos florais e…depois não se queixem.

  13. Em complemento do meu comentário anterior, preciso os termos: sim, o idiota útil é um senhor chamado José Sócrates. Faço a sua defesa neste caso “face oculta” como fiz relativamente ao Freeport porque julgo que a democracia, num caso como no outro, foi e está a ser tratada a pontapé, como convém a certos intentos.

    Mais, os contornos de aproveitamento da situação para a criação de um novo regime dito “presidencialista” estão aí à vista desarmada, uns falharam e outros estão em curso. Convém dizer no entanto, que ele se pôs e ainda põe a jeito.

    Talvez se rodeado de outros assessores, não tão inexperientes, não tão meninos do partido e portanto de coro, a coisa fosse diferente. Num qualquer país moderno, um governante é rodeado de gente que sabe o que faz, que diz o que tem a dizer ao líder porque são detentores de saber, são spins a sério.

    A sua função é proteger o governante dos escolhos de ser para além de governante um homem, ter vida pessoal. Mas estes pobres moços, e não está em causa a sua inteligência ou nível artístico, não sabem assessorar e, ipso facto, têm deixado o assessorado entregue ao bichos.

    Ora, o PM José Sócrates está rodeado d’uma cáfila de idiotas que nunca fizeram nada na vida a não ser viver do partido. Um bando de indigentes que se dão ao luxo, ainda por cima, de caírem nas bocas do mundo e dos jornais, enfim, de serem utilizados nas tais campanhas de criação de ambiente para a contra-revolução.

    São evidentes as qualidades do Sócrates como PM, veja-se a resistência pessoal à série de atentados à sua pessoa. Julgo mesmo tratar-se do melhor PM da nossa democracia, mas, ainda, convenhamos, esta situação toda já foi longe demais. Hoje, defender o PM é estar do lado da democracia, não se enganem.

  14. Salazar – tal como a Nação – também não se discutia, antes se defendia, de forma intransigente e sem olhar a meios.
    Não quero de forma alguma comparar aquele o ditador de Sta. Comba com o PM mas a forma como alguns aqui defendem José Sócrates faz-me voltar umas dezenas de anos atrás e recordar aqueles tempos.

  15. Marinho, nem precisavas. Tudo, nos teus comentários, demonstra por quem te dobras. Então vens para aqui recordar bons tempos, hem? Faz sentido. Agora, uma mínima coisa, o meu velho é do tempo em que não se discutia antes se defendia. Vai daí, sentes confusão e perplexidade com o facto do mero mundo à tua volta ter deixado de ser bifocal, a preto e branco. Sentes traíção pelo devagar depressa do tempo, e, qual verdugo empertigado, autêntico anão patusco e cabeçudo de Vellasquez, ficas a olhar para “oh tempo! Porque não voltas atrás?”. Não Marinho, mil vezes não. Mete o teu Salazar no devido lugar, no sossego de teu lar, sim esse, esse onde passas o dia à frente da televisão e a debitar que o homem ainda não foi à lua e coiso e tal.

  16. Valupi,

    nem na teoria … quanto mais na prática

    Vai a uma urgência pública ao Hosp. S. José
    Espera pela resposta de uma acção judicial

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