É mesmo uma nova forma de fazer política

Alinhar com as campanhas de ódio dos adversários contra o seu próprio partido.

Partir do princípio de que todos os seus camaradas são suspeitos de falhas éticas até à assinatura de uns papeluchos em contrário.

Ficar calado perante a torrente de calúnias contra ex-governantes do seu próprio partido.

Repetir, mandando repetir ou aprovando que se repita, o argumentário do ódio criado pela direita contra os adversários internos.

Anunciar-se como um ser moralmente excepcional e superior ao partido.

Dizer que aprova uma moção de censura sem saber o que ela ataca ou defende, depois dizer que não concorda com ela, depois mandar o seu grupo parlamentar votar a favor da moção com a qual não concorda, depois abandonar o grupo parlamentar aquando da discussão da mesma.

Recusar marcar um congresso para resolver uma questão incontornável de liderança, depois defender uma ideia que tinha recusado no ano passado e nela inventar uma solução nunca antes vista, ou sequer imaginada, onde o PS poderia ter um secretário-geral que não seria candidato a primeiro-ministro.

Estar três anos a ser o líder da oposição que a direita e o Governo além-Troika adoram e não querem perder.

Tudo isto é novo, e ridículo, e cada vez mais trágico.

11 thoughts on “É mesmo uma nova forma de fazer política”

  1. O que se está a passar hoje na CN é abjecto. Gravações entregues a jornalistas! Então porque são feitas á porta fechada. Será isto o PS ou dá para ver claramente a quem está entregue um partido que já foi o garante da democracia pluralista.

  2. Aquilo que neste momento já pode ser concluído sem margem para erro,é que os atuais dirigentes(salvas as devidas exceções)do Partido Socialista,são gente ao mesmo nível dos estarolas que estão em funções de governo.Por muito que me incomode(e,incomoda muito!)devo reconhecer, que um Governo saído do atual PS,sucedendo ao em exercício,em nada mais resultaria que não fosse acrescentar desgraça à desgraça já existente!
    António José Seguro,se ainda tiver um pingo de decência e respeito pelo Partido Socialista,só precisa de refletir nas monstruosidades que disse e corporizou nas últimas 48 horas, para pôr o lugar que ocupa à disposição do Partido.Se de tal gesto não for capaz,só uma leitura pode ser feita : AJS e PPC,são farinha do mesmo saco e existem politicamente para servir os mesmos interesses!

  3. Confesso que estou a gostar da luta do PS pelo novo Messias . Vai ser excelente para a esquerda esta luta de galos pelo poder.
    Vergonha que o povo portugues nao esquecerá nas próximas eleicoes.

  4. Também me vou candidatar nas directas. Eu é que sou o verdadeiro leader que vai educar e conduzir o povo à vitoria.

  5. Seguro é igual a si mesmo. Não percebo quem pensava que ele ia actuar de outra forma.

    Infelizmente, Costa sendo muito melhor tambem não é grande coisa.
    Quem desespera por “alguem” que nos leve a “algum lado”, vê nele a salvação. Mas será apenas outra desilusão.

    O que é que isto significa, na práctica? Que estamos bem fodidos e entregues a uma bicharada do pior tipo.
    Não faço ideia de como ou quando isto vai acabar, mas sei que ainda vai demorar e que acaba mal.

    Miguel

  6. Eu percebi bem? O seguro vai abrir a eleição do candidato socialista a 1º ministro aos comunas, cds e ppds? Adivinhem quem vai ganhar.

  7. “Partir do princípio de que todos os seus camaradas são suspeitos de falhas éticas até à assinatura de uns papeluchos em contrário.”

    Mais do que isso, afirmou mesmo agora à Judite que “este ataque ao PS partiu da ambição pessoal de uma só pessoa”. Em psicologia chama-se projecção.

  8. Ó Bento estás aí numa excitação vê lá se não fazes cócó nas calças.
    Tu como leader só se for de analfabetos porque nem escrever líder sabes.

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