Dominguice

Destino ou liberdade? Podemos, como sugeria e recomendava Agostinho da Silva, aceitar que o nosso destino consiste em cada pessoa se realizar, ou simplesmente viver, como um ser livre. E que numas situações olhamos para o que se explica ou compreende melhor com a dimensão destino e noutras com a dimensão liberdade. Se for esse o caso, quão mais livres mais nas mãos do destino e quão mais entregues ao destino mais livres.

Paradoxal? Sim. E essencialmente quântico.

13 thoughts on “Dominguice”

  1. eu só tenho uma coisa, neste momento, a dizer agora, e com redundância, pois claro, redundância é coisa bonita e livre, grampos brilhantes no cabelo do destino:
    quanta dominguice quero
    mais sempre mais
    ó meu querido agostinho
    para sempre
    a gosto
    não, gosto só assim não
    sabe-me a pouco
    quero a esbordar
    e sem prefixo
    quero até ao infinito
    tudo do todo
    gostosão

  2. só sei que hoje toda a gente está a falar do quão espectacular foi o concerto de gorillaz no primavera sound sem sequer se aperceber que ao incluir o z no final do nome da banda está a apoiar o putin

  3. por esta ordem de ideias, do ser livre que vive simplesmente livre e tal, devemos liberalizar o acesso às armas em portugal?

  4. tenho tanta pena, sinto tanto, que um pensamento tão bonito, que uma bonitice sobre liberdade e amor, o amor é sempre o cúmulo da liberdade, desperte comentários do avesso – sobre guerras e armas e putinismo. calem-se, símios de cimento ao alto.

  5. ontem assaltou-me uma dúvida existencial de carácter machista , ó pá , só visto .
    o que me passou pela cabeça foi se o meu cérebro especificamente feminino ia ser capaz de lidar com o que procuro . depois lembrei-me que a religião nem sempre foi só de homens e fiquei mais tranquila. mas há coisas que pensamos não sofrer e sofremos , de tão cimentadas nem as percebemos.

  6. yo, se a ideia é comunicar convém concretizar o que está a dizer. de outra forma, ficamos nos acimentados. !ai! que riso

  7. Agostinho Silva diz “aceitar que o nosso destino consiste em cada pessoa se realizar, ou simplesmente viver, como um ser livre”
    Sartre disse que ” o homem está condenado a ser livre”

    Logo se deduz logicamente como correto que “quão mais livres mais nas mãos do destino e quão mais entregues ao destino mais livres.”
    Por que sendo nós homens livres não há destino nenhum A CUMPRIR mas, tão só, um destino que vamos perseguindo e construindo com o nosso uso da vida segundo nossa liberdade individual; somos nós socialmente e cada um individualmente os únicos construtores do destino pessoal.
    Não há paradoxo.
    Parece haver paradoxo porque ao dizer-se “…mais nas mãos do destino e quão mais entregues ao destino mais livres” subentende-se que existe um destino pré-determinado.
    Desfeito tal subentendido teológico fica desfeito o paradoxo.

  8. ” Por que sendo nós homens livres não há destino nenhum A CUMPRIR mas, tão só, um destino que vamos perseguindo e construindo com o nosso uso da vida segundo nossa liberdade individual; somos nós socialmente e cada um individualmente os únicos construtores do destino pessoal.”

    até há quem se esteja cagando para isso, o que vai dar ao mesmo e é menos um problema na lista das preocupações diárias.

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