Dominguice

O que vemos do mundo é um fragmento. Esse fragmento está em devir, condenado a desaparecer no instante mesmo em que aparece. Mas quem testemunha o fragmento destinado ao desaparecimento é também apenas e só um fragmento de si próprio. Não sabe de onde veio, para onde vai, porque devém aqui e agora. As profundezas caóticas de nós próprios são-nos inacessíveis, fatalmente fantasiadas com histórias e delírios, som e fúria.

Os deuses choram de inveja desta liberdade, desta alegria.

13 thoughts on “Dominguice”

  1. e, no entanto, somos um corpo desfragmentado a carregar fragmentos – a compreendê-los e a aceitá-los.
    os deuses são os donos do sofá, velhacos e mijados e salgados como bacalhaus – não são sardinha bibinha a rabiar que sabe que é para amanhar, carago. !ai! que riso

  2. mas essa liberdade , essa alegria , não é para todos , é só para os que se interrogam e flutuam. suponho que a civilização mais estúpida de todas é também a mais depressiva e triste e neurótica porque lhe cortaram as raízes da filosofia e das interrogações.
    a civilização da ciência é igual às maças que produz: por fora , um espanto , grandes , luzidias , lindas ; por dentro parecem algodão , sem sabor , sem textura , uma merda.

  3. uma acordou com desejos de amanhar sardinhas e a outra com vontade de amanhar filosofia.

  4. cambada de amanhosas, uma acorda sempre e a outra faz de conta que está viva por dispensar umas sementinhas de linhaça a umas asas que lhe vão pousando de quando em vez enquanto se vem no sítio do pcp e do putin: alegra-se com o vinho azedo que lhe servem. !ai! que riso

  5. alergia, vá coçar-se para junto do deus da sarna – ou vá à missa que é igual. !ai! que riso

  6. madame olinda , em vez de passar a vida a pensar como é bondosa , solidária e bla bla de carochinha , veja lá se pensa como havemos de fazer para ter uma sociedade de pessoas felizes e poupadas ..não se esqueça de ler alguma coisa clássica e assim.
    vai ver que a neurose lhe passa.

  7. yo, não sei onde vai buscar e inventar tantas certezas a meu respeito mas pode continuar. e a chorar copiosamente, também. (como é que não hei-de rir !tanto!)

  8. simples , a olinda passa a vida a vigiar o que os outros dizem ( vida própria mental pobre ) , depois larga sermões moralistas como se fosse o farol da decência ( narcisista e controladora ) , mas assim um bocado tresloucados e obsessivos ( medicação? ) . fácil , nem precisei de a mandar fazer uma ressonância magnética nem nada.

  9. sim, senhora doutora da caixa, sou mentalmente pobre, moralista indecente, narcisista, controladora, tresloucada, obssessiva e lá consegui que me tratasse por você há algum tempo. !ai! que riso, por favor, não aposte nos jogos da santa casa, yo.

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