Do contágio

Ninguém estava preocupado com o Congresso do PCP por questões relativas à pandemia. O verdadeiro problema, como as palavras de Jerónimo de Sousa consagraram no discurso de encerramento, é outro: o PCP deixou de ser sectário. Isto é um problema para a direita, por estabelecer um polo para uma governação à esquerda com o PS que deixou de ser apenas reactivo, como em 2015, e que passa a ser estratégico, no que pode ser visto como autenticamente revolucionário para a identidade da Soeiro Pereira Gomes; e é um problema para a esquerda, porque deixa o BE isolado no seu calculismo megalómano que não augura noites eleitorais sorridentes, a avaliar pela reacção que a recusa em chegar a acordo com o PS para o OE do próximo ano gerou entre os seus apoiantes (a maior parte do eleitorado do BE veio do PS, não do PCP – e um ex-comunista dá com muito maior facilidade o seu voto ao PS do que ao BE, e isso nunca irá mudar).

3 thoughts on “Do contágio”

  1. “Ninguém estava preocupado com o PCP ” ? Pois não, por exemplo a Comunicação Social , especialmente as TV´s até parece que estavam em pânico… Foi uma vergonha , quer jornalistas quer comentadeiros. E se pudessem “juntar” o PS à noticia” , melhor Até o voto contra no Comité central serviu … Foi malhar até mais não. Uma vergonha. Nem a RTP falhou !

  2. Estava a passar pelos títulos do DN e apanhei a de um conhecido comentador, ex-ministro etc. e tal, que agora deve querer entrar na vida artística e fazer concorrência aos humoristas.

    Miguel Poiares Maduro, professor universitário e ex-ministro adjunto de Pedro Passos Coelho
    MIGUEL POIARES MADURO
    “Via muito bem Passos Coelho como presidente da Comissão Europeia”

    Ora digam lá se não é para rir….

  3. “Via”, disse muito bem, “via”.
    Mas não vê, nem vai ver.
    Fica com a vontade.
    Ele há cada parvalhão….

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