Derrelictos — Carmona Rodrigues

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Lisboa é um encanto, cantada por poetas, louvada por turistas e arruinada por presidentes da Câmara. Mas faltava-lhe o je ne sais quoi das grandes capitais do Mundo. Isto foi assim durante séculos. Uma apagada e vil tristeza no meio de tanta luz. Até que, em 2007, um candidato defenestrou os limites do bom-senso e fez de Lisboa o seu partido. Inovação internacional. Perguntarão: qual o projecto político de Lisboa? Que ideias defende Lisboa? Lisboa é de esquerda ou de direita? Perguntas asininas, escusado seria dizer. Como se ainda alguém perdesse tempo a ler o programa dos partidos.

4 thoughts on “Derrelictos — Carmona Rodrigues”

  1. Ora até que enfim que alguém pergunta. Pois, py, derrelicto é isso que fica abandonado e ao abandono. No caso, os políticos que nos falam numa língua que já não é a nossa, repetindo fómulas vazias de tudo, até de vergonha – e também nós, abandonados nesta miséria de eleitores mal servidos por quem se diz querer servir-nos, mas que nem consegue falar connosco.

  2. Obrigado Valupi, é engraçado, vou tentar fixar. Olha aí por Lisboa tenta ver o lado positivo, para além da parada do triunfo dos porcos, a próxima câmara vai ter uma grande diversidade, o que é uma boa coisa, é mesmo o melhor que se podia pedir, creio.

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