De que ano é o teu socratismo? Talvez te safes ou então estás feito, anunciou a suprema autoridade na matéria

JMT – […] E o pior que tudo é que esteve ligado ao PS na pior altura em que podia estar ligado ao PS, que foi durante o consulado de José Sócrates. Para mim, o tempo socrático é para mim um tempo prova do algodão. Prova de algodão para quem foi colunista nessa altura e também para quem tinha alguma espécie de actividade política nessa altura. Eu sou muito pouco tolerante para quem era socrático em 2009. Eu consigo compreender os socráticos de 2005, 2006, 2007. Assim com muita vontade talvez consiga nos de 2008. Aos de 2009 eu já não perdoo. Há três tipos de atitudes para as pessoas que estavam no espaço público naquela altura, que eram: combatiam José Sócrates, não queriam saber, ou então apoiavam José Sócrates activamente - e Pedro Adão e Silva foi desses. Aquelas pessoas que almoçavam com os Joãos Galambas, que almoçavam com os Miguel Abrantes, e todos eles que criaram aquela atmosfera dos tempos das Câmaras Corporativas, em que Portugal, nos seus tempos democráticos, esteve ameaçado nas suas liberdades como nunca desde os tempos do PREC. E é bom repetir isto: Portugal, na altura de José Sócrates, esteve ameaçado nas suas liberdades como não aconteceu desde os tempos do PREC. E, portanto, quem colaborou activamente nisso não pode ser...

CVMDeve ser banido da vida pública?

JMTNão, não tem de ser banido da vida pública. E pode continuar a comentar. Não pode é ser comissário das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Não pode.

Governo Sombra – 11 de Junho 21

Segundo o eleito de Marcelo para honrar e elevar o 10 de Junho em 2019 – e dessa altura falar à Nação para que ela bebesse palavras de sabedoria a respeito de Portugal, das Comunidades e de Camões – quem foi colunista entre 2005 e 2011 e apoiou Sócrates, ou quem exerceu algum tipo de função com ligações ao Partido Socialista ou ao Governo nesse período, está agora limitado nos seus direitos cívicos e políticos. Por exemplo, o exemplo acima dado, não pode ser comissário das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Se quisermos outro exemplo, o fulano já o deu a respeito de Domingos Farinho, tendo usado a influência mediática de que dispõe para tentar (repetidamente) que ele fosse despedido da FDUL. De certeza certezinha, este canónico “liberal” terá muitos outros exemplos para dar, tantos quantos as centenas de milhares de casos abarcados pelo seu critério. Basta lembrar que nas eleições legislativas de 2011 votaram no PS 1.568.168 indivíduos. Donde, temos aqui 1.568.168 retintos apoiantes de José Sócrates, condição agravada por então já terem passado dois anos sobre 2009, altura em que o João Miguel começou a despachar ordens de linchamento sem parar. Se cada um destes párias estiver curioso a respeito do castigo que o Torquemada de Portalegre gostaria de lhe aplicar, tem bom remédio: vá ter com ele, exponha a gravidade do seu socratismo e aguarde pela pancada.

Rivalizando em honestidade intelectual e sanidade mental com a temática anterior é a temática congénere de Portugal ter estado ameaçado nas suas liberdades “como nunca desde os tempos do PREC” por causa de José Sócrates. E de que forma tal perigo tamanho nos ameaçou? Felizmente, o autor da corajosa denúncia igualmente revela pormenores secretos desses tempos terríveis. Informações espantosas a que, de certeza certezinha, muito poucos jornalistas e magistrados da PGR tiveram ainda acesso. Foi assim, conta: algumas pessoas reuniam-se para almoçar com “os Joãos Galambas” e/ou com “os Miguel Abrantes“, e depois, talvez recorrendo a tecnologias extraterrestres ou à alquimia, “todos eles“, grupo onde se encontra o perigoso Pedro Adão e Silva, criavam “aquela atmosfera dos tempos das Câmaras Corporativas“. Ora, isto de criar atmosferas, metendo-se câmaras ao barulho, é das coisas que mais danos provoca nas liberdades. A tal atmosfera suga as liberdades para dentro das tais câmaras corporativas, e depois as liberdades, coitadas, já não conseguem sair. Ficam por lá a pão e água, a definhar.

Não temos qualquer razão para duvidar da bondade e seriedade com que estas declarações foram feitas. O famosíssimo e importantíssimo “jornalista” só está a querer o melhor para Portugal e para os portugueses. Aliás, até devíamos iniciar um movimento para levar Marcelo a atribuir-lhe o Grande-Colar da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito pelo que ele conseguiu fazer em 2017. Lembremo-nos: a 12 de Maio desse ano, manhã cedo, foi deixar quatro filhos de tenra idade ao cuidado de um bando de facínoras que apoiou abertamente José Sócrates em 2009 e anos seguintes, chegando vários deles ao ponto de terem ido a Évora em romaria prestar vassalagem ao tirano. Este tipo de heroísmo exibido pelo mais valente dos caçadores de socráticos, arrisco-me a dizer, não se voltará a testemunhar na nossa História. Porque não está ao alcance das pessoas normais.

10 thoughts on “De que ano é o teu socratismo? Talvez te safes ou então estás feito, anunciou a suprema autoridade na matéria”

  1. Este parágrafo diz tudo sobre o valor da pessoa.
    “Lembremo-nos: a 12 de Maio desse ano, manhã cedo, foi deixar quatro filhos de tenra idade ao cuidado de um bando de facínoras que apoiou abertamente José Sócrates em 2009 e anos seguintes, chegando vários deles ao ponto de terem ido a Évora em romaria prestar vassalagem ao tirano. Este tipo de heroísmo exibido pelo mais valente dos caçadores de socráticos, arrisco-me a dizer, não se voltará a testemunhar na nossa História. Porque não está ao alcance das pessoas normais. “

  2. Para quê todo este arrazoado em relação à figura patético do JMT?
    Até parece que querem é promover o culto de tal pateta.
    Quantos portugueses é que perdem tempo a ler as crónicas do imbecil? 10.000. 20.000?, Despiciendo!
    Ignorem-no e isso será o pior que lhe farão.

  3. E porquê JMT sente necessidade de repetir e repetir cada vez mais amiudada e constantemente que Sócrates é o mal em si tal que todos que alguma vez o olharam ficam implantados desse mal terrível ou assinalados com uma “mancha” desse mal.
    Tal implante socrático do Tavares ou tal mancha do Pacheco tem o mesmo poder impressionante sobre estas duas especiais personas; mete-lhes um medo tão horrível a sua personalidade que só o facto de ainda estar vivo fá-los cagarem-se de medo.
    Só pode ser: pois que a mim nunca me criou medo mas sim admiração e ao milhão e meio que votou nele também algo sentiram de entusiasmante para nele depositarem confiança.
    Só um oportunista obscurantista do calibre de JMT amedrontado com o futuro de seu nome na história pode sentir uma necessidade pavloviana doentia forte de querer à força de martelo mediático forçar a ficção junto da opinião pública da vinda de um deus do mal contra os portugueses de bem como Tavares e Pacheco.
    E mui esclarecedor, simbolicamente, é precisamente este dia em que Guterres é reeleito por unanimidade para SG da ONU, mesmo depois de ter sido “tocado” pelo mal socrático depois da sua visita ao “mal” aprisionado em Évora.
    O destino histórico de Pacheco está inexoravelmente ligado a Cavaco e o de Tavares acabará ligado aos dos crentes homens de bem de que o inferno está a transbordar.

  4. Pois eu, em 2021 Socrático me confesso, e quero que o JMT, mais a imbecil cambada que lhe alimenta o ego, vão comer onde comem as galinhas.

  5. Enquanto JMT pode dizer o que lhe apetecer tenho o privilégio de não ser obrigada a ouvi-lo ou a lê-lo já PP não é tão contornavel, nunca o tomei por idiota, brincalhão, irresponsável e inconsequente. PP sempre deslizou mas os seus apoios e os seus ataques nunca me pareceram de ordem pessoal eram convicções, ele pertence a uma geração em que se trabalhavam convicções. Este outro parece um catavento a procura de onde sopra, se alguém quisesse fazer um estudo, tal como ele fez pode ir-se a registos anteriores, sobre as suas convicções encontrávamos um vazio preenchido por banalidades que ele pinta como verdades irrecusaveis. Quando começou era uma brincadeira jovial em que contracenava com RAP. Depressa se apercebeu que podia contracenar em estilo de revista com quem muito bem entendesse pois estava a ser bem aceite. Tão bem aceite que até MRS o foi buscar para a peça do 10 de Junho.

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