Da vergonha

A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.

[…]

Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser “terreno propício para as campanhas negras”; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático.

João Miguel Tavares

Quando saiu este texto, subiu-me o fel à boca. Porque é um texto odioso, alucinado. Toma partido pelas suspeitas, construindo com elas as conclusões. Nem as investigações entretanto feitas, que nada revelaram de errado no percurso e currículo de Sócrates, nem as investigações a decorrer, que obrigam a uma espera, contam para suspender a sentença: Sócrates já é culpado, e para sempre será tirano. Quem o diz é um jornalista, daqueles com opinião.


Há quatro semanas, pensei que este texto subsumia o que de pior acontecia em Portugal e a Portugal: velhacos e canalhas, em demente algazarra, eram pagos para se bolçarem em cima do patriotismo. Uma triste prova do triunfo de Pacheco Pereira e da sua política de terra queimada. Quando se mancha a honra de terceiros, sejam eles quem forem, fere-se de morte o sentido do viver em comunidade. E se o alvo das campanhas negras for o chefe de Governo ― ou o Presidente da República, ou o Ministério Público, ou o Parlamento ― as vítimas somos todos nós, cada cidadão. Não duvides, os ataque sórdidos funcionam. A estratégia de destruir pela suspeita compensa, pois as acusações lançadas ao carácter são venenosas, criam associações que poderão não mais ser desfeitas. Que cada um pense nas inúmeras circunstâncias em que se poderia dizer com falsidade que fizemos, ou pensámos, qualquer coisa que nos diminua perante outrem. Uma vez lançada a lama, ninguém garante que se consiga limpar a nódoa.

Ao reler o texto, por causa do processo ao autor, outros aspectos ressaltam. Primeiramente, estamos perante um exercício pueril e vácuo. É apenas uma juliana de emoções verrinosas mergulhada no cuspo da maledicência. Porém, as palavras contam, e essas entram desvairadamente no campo da ofensa política e pessoal. Parece que o escriba se imagina bisonho forcado, num acesso de valentia para impressionar o pagode. E por isso avança soberbo em direcção à fera, chamando-a com urros, agitando as mãozinhas, desafiando-a insolente a marrar. Não fica pedra sobre pedra da dignidade de Sócrates: eis um ser destituído de moral, falcatrueiro, populista, manipulador, que pretende destruir a democracia e esmagar a justiça. Claro, tamanho entusiasmo na injúria só pode vir de admiração tamanha. Freud, e a Cicciolina, explicam.

João Miguel Tavares nasceu em 1973. Mentalmente, contudo, tem a idade e o rancor do Medina Carreira, do Mário Crespo, do Pacheco, das Manelas. Com sorte, um dia corará de vergonha por ter recebido aplausos dos extremos da imbecilidade.

44 thoughts on “Da vergonha”

  1. Oh Valupi como o povo te compreende!
    Por muito bit que gastes não mudas o rumo das coisas nem a opinião das pessoas. Os que pensam como tu não necessitavam das tuas escritas, o que pensam diferente é-lhes indiferente, uns porque nunca as lerão, outros porque a única coisa que elas lhe provocam é compaixão.

    Estás, sem te aperceberes, a tornar-te cada vez mais um “dominicanis” sobre tudo, no sentido pejorativo que se atribuía à palavra, sabes qual é não sabes?

    Nesta quadra da Páscoa, que representa o renascimento, aproveita bem o seu espírito!!

  2. como lidar com isto sem que o gajo se vitimize? só vejo uma solução: dois pares de estalos nas ventas.

  3. “Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates”. Do texto em “assunto”. Eis o “core” da questão, que é a impotência de se derrubar um homem pelo escrutínio da sua acção política. E o que sabemos também é que as notícias não evoluem no sentido esperado: os investigadores do caso freeport não têm qualquer prova que incrimine José Sócrates, de certezinha absoluta. Ou já o saberíamos pela TVI. E assim, ficamos todos a saber, diariamente, que sempre que o caso freeport não seja notícia de abertura em noticiários, é só porque não existem provas. Assim se faz uma justiça transparente.

  4. este está contigo Valupi; eu fico a ver. Se não me admira nada que o Freeport possa ser um constructo político para tentar dar a vitória ao psd, também não me admira nada que noutros tempos tenha havido enriquecimento ilícito em muito lado e também na família Monteiro, até onde vai não sei. Quem obstou à criminalizaçãao do enriquecimento ilícito foi o PS e agora até a manela vem dizer que vão apresentar uma proposta nesse sentido.

  5. “nada revelaram de errado no percurso e currículo de Sócrates”

    revelam algo de errado basta conhecer um pouco a vida académica, quanto aos outros casos prefiro esperar pelos resultados

  6. valupi é genial.
    escreveu um “post de opiniao” a criticar o “artigo de opiniao” de joao miguel tavares.
    usou os mais variados adjectivos e outros atributos para o classificar.
    e para dar mais enfase à sua opiniao, acabou por escrever um “post de opiniao” que encaixa exactamente nos atributos que criticou.

    « Primeiramente, estamos perante um exercício pueril e vácuo. É apenas uma juliana de emoções verrinosas mergulhada no cuspo da maledicência. (…) Claro, tamanho entusiasmo na injúria só pode vir de admiração tamanha. Freud, e a Cicciolina, explicam. »

    valupi é genial.
    genial rima com atrasado mental.

  7. sempre quero vêr onde isto vai parar, isto sim é uma vergonha – fica à vista de todos porque o PS se recusou legislar a iniciativa Cravinho, com a tal história da inversão do ónus da prova. É óbvio que se alguém andou a declarar rendimentos que não dão para responder pelo património acumulado nesse período tem que se justificar: pode ter ganho um euromilhões ou uma herança, ou então?

  8. Este Tavares não conhece os” pilares essenciais do regime democrático” e ainda se atreve a opinar contra quem os defende. Este rapazito é mesmo um mimado …

  9. Mas é sempre o mesmo e mais forte.
    O objectivo já foi conseguido. Não haverá mais maiorias, as reformas vão estagnar, o país continuará adiado, continuaremos a viver acima das nossas posses, até que se atinja a situação de ruptura.
    Os media são uma parte essencial na ditadura de mediocridade em que vivemos, contribuindo decisivamente e objectivamente para este estado de coisas.
    Entretanto vai-se sempre acrescentando mais um ponto ao conto…

  10. “investigações entretanto feitas, que nada revelaram de errado”

    O que as investigações revelaram é que não houve ilegalidades, ou prova de ilegalidades. Isso não nos impede de achar que houve coisas erradas. Opiniões. A que temos direito, não é?

  11. Só não avento a hipótese de Valupi ser um pseudónimo de Sócrates porque o segundo não escreveria tão bem (até por causa do facilitismo académico de que se tem falado). Se calhar é a Fernanda. Ou então … quem será capaz de conhecer tantos adjectivos lá para aqueles lados? A Maria de Lurdes, O Walter, O Pedreira, a Margarida da DRE? Não, esses també tiveram carreiras académicas facilitadas, uns DESES, uma pós-graduações em Boston e pronto ficam todos doutores. E depois percebe-se porque é que a educação de hoje está pejada de facilitismos, não há autoridade moral para exigir.

  12. … Uma pessoa de bem nunca se oporá a uma iniciativa de legislação contra o enriquecimento ilícito,sejam quais forem as motivações dessa iniciativa.

  13. Caro Valupi,

    É preciso separar forma de conteúdo. Não recomendo o tipo de linguagem de JMT; acho que há outras formas de se dizer o mesmo (e com a mesma contundência) sem ser necessário invocar a Cicciolina. Foi igualmente desnecessário envolver no caldo Hugo Chavez ou misturar a RTP e o Pedro Silva Pereira. Aliás, sobe-me tb o “fel à boca” quando vejo crónicas com este tipo de linguagem e a capitalizar suspeitas sobre políticos.

    Mas se exceptuarmos a forma, a tese de JMT é esta (citação do próprios José Sócrates): “quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena”.

    E, dêem as voltas que quiserem, mostra uma grave subversão de um dos pilares democráticos que é o do Estado de Direito. É que se trata do PM de Portugal; não foi numa mesa de café no meio de amigos e cheia de minis.

    Foi sobre isto que JMT dissertou. Não vejo nada mais. Nem sequer o acusa de nada. E eu tb tenho vergonha de um PM que diz estas coisas.

    Já quanto a acusa-lo seja do for na praça pública, eu próprio tenho-me distanciado (tendencialmente…) desse tipo de comentários. E JMT nem sequer alinhou nisso.

  14. Meu caro Valupi, por em privado (via email) teres tido a elegância de trocarmos algumas opiniões e teres guardado reserva de que nunca duvidei, tal não faz de modo nenhum uma amizade. Ficou um especial estado de alerta para o enorme dom de escrita que o meu caro por natureza e culto aprimora.
    Com todo o respeito lhe peço que mude de tema, não desperdice quem o admira, não canse, enfim, é com pena que lhe digo, não afie facas em tal pedra. Fazer a pobre da mãe sócia do Raposo da Amadora, é o mesmo que o Valupi forçar a sua a pedir esmola no Metro. Quanto aos Juízes, são grandes, que se amanhem. Não fale em tourear quem o visita, cada um tem o direito à sua dignidade. Só o visitam porque gostam de si.
    Há mais temas para lá do pobre do Sócrates. Quer uma imagem de futebolês? O Sócrates é neste momento o abono de família de milhares de marmanjos que na próxima esquina o vão deixar borda fora.
    Quem ri por último, ri melhor. O que teria feito Sampaio caso ainda fosse Presidente?
    Sempre a considerá-lo.

  15. Ibn, quando deliras saem-te sempre melhor os comentários.
    __

    José Manuel Ferreira, partilho a autoria contigo.
    __

    Assis, lidar com o quê e qual gajo?
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    Sinhã, arrisca, mostra lá isso.
    __

    claudia, é para isso mesmo que escrevemos, seja quem for que escreva, para deixarmos de ser indiferentes.
    __

    JRRC, concordo totalmente contigo.
    __

    Primo, exacto. O ridículo do costume.
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    z, é fixe o texto do Rangel. Obrigado pela leitura.
    __

    olho, para todos os efeitos, nada de errado foi ainda revelado. É esta a situação. Se ela mudar, então passará a ser outra situação. É simples.
    __

    zé, tens toda a razão: genial rima com atrasado mental. É inegável.
    __

    adelaide, tem pinta de ser mimado, realmente.
    __

    jv, a intenção é só essa. O PSD está tão desesperado, e é feito de uma estirpe de gente de tão baixa política, que vai explorando até onde der esta constante perversão da Justiça.
    __

    formigas, e quais são, para ti, essas coisas erradas? Conta lá.
    __

    JCV, a questão do enriquecimento ilícito é mais complexa do que a nossa impaciência gosta de pensar. Porque tem outras consequências. Seja como for, o PS e o PSD parece que se vão entender a respeito, o que será um grande avanço.
    __

    kruzeskanhoto, pois.
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    Vitor Jesus, a afirmação de Sócrates é uma mera definição do que seja a democracia. Pretenderes ver nela um ataque ao Estado de direito é abusivo e tonto. Porque o seu contexto não se relaciona com qualquer decisão ou implicação legal, antes com a campanha negra.
    __

    ramalho santos, tens de descodificar esse discurso, homem. As tuas ideias merecem um discurso claro e assertivo, não o rabiosque a fugir à seringa.

    Quanto a Sampaio, qual é a questão? Que teria ele feito em relação a Pinto Monteiro, é isso? Cuidado com essa colagem ao PSD, ramalho; cuidado com as más companhias e as péssimas leituras.

  16. :-) foi um mero exercício do campeonato nacional de escrita criativa e pode, de facto, ferir susceptibilidades, Valupi. mas se quiseres espreitar, está lá na minha casa, datado de 25 de março

    (pronto, arrisco).:-)

  17. Na novela O Físico Prodigioso, o Diabo faz das dele, mas aqui… é Deus… com Sócrates, ainda por cima! Fértil imaginação a tua. Altos voos!

  18. Exercício de Sinhã lido: tudo esclarecido.
    Palavras para quê?
    A mesma finura de gosto: a mesma refinada grosseria.
    Belo par: CC. e Sinhã.
    Como se merecem.

  19. valupi disse
    “investigações entretanto feitas, que nada revelaram de errado”

    formigas comentou
    O que as investigações revelaram é que não houve ilegalidades, ou prova de ilegalidades. Isso não nos impede de achar que houve coisas erradas. Opiniões. A que temos direito, não é?

    valupi respondeu
    formigas, e quais são, para ti, essas coisas erradas? Conta lá.

    formigas responde
    O assunto era a opinião do JMT, e o teu post. Não respondes ao comentário e perguntas a minha opinião. OK. Que me lembre, dos casos referidos pelo JMT só escrevi um post sobre o Freeport, em Janeiro, que podes ver aqui:

    O Freeport de Alcochete e os indícios: serão líquidos? serão gasosos? sólidos não são certamente, porque a PGR é que fala assim.

    Eduardo Lapa

  20. Caro Senhor Valupi

    Aconselho-o a rever ou a estudar estes três conceitos básicos: a Moral, a Política e o Direito.
    Qualquer compendiozinho de Introdução ao Estudo do Direito explica na perfeição as diferenças e as semelhanças destes três conceitos. E que ser-lhe-ão de grande utilidade para perceber o alcance do texto de João Miguel Tavares.
    Ele referiu FACTOS: FACTOS conhecidos, FACTOS verificados, FACTOS investigados. Os quais não foram considerados, até à data, como indiciadores da prática de ilícitos penais.
    Mas, nem por isso, tais FACTOS deixarão de ser eticamente censuráveis ou politicamente incorrectos na opinião do autor do texto.
    E o texto é um texto de opinião como bem pode confirmar.
    Tenha uma continuação de uma boa noite

  21. Ninguém sabia o que era a “Democracia de Sucesso?”. Ela aí está! É o vale-tudo para enriquecer, para ganhar eleições, para chegar ao Poder.

  22. Só quero lembrar que quiseram entalar o Jorge Sampaio numas eleições quando a SIC colcou uma cadeira vazia mas o Sampaio ganhou essas eleições. Era o que faltava. A CS não substitui o voto nem os tribunais nem o tribunal de Contas nema AR. As capas dos jornais desportivos nada têm em comum com a realidade real do desporto em Portugal. É assim…

  23. Meus amigos a noticias bombática para o próximo jornal da sexta-feira, é a seguinte e aqui fica em primeira mão:

    A CICCIOLINA ENTRA NO DVD DO SR- CHARLES SMITH, COM AQUELES LABIOS À MOURA GUEDES… E COISO….

  24. Sinhã, obrigado. Gostei de ler, as conversas com Deus são sempre proveitosas.
    __

    z, eu apoio publicamente o Cravinho desde 2006, como terás memória. Portanto, tudo o que diminua a corrupção é para eu aplaudir. Não vamos é confundir as boas intenções com a inteligência, pelo que se terá de ver com profundidade e extremo rigor a questão.
    __

    formigas, não há qualquer problema em se ter dúvidas. O problema é usar as dúvidas para atingir a honra de alguém. É o que poderá estar em causa no texto de JMT, mas as autoridades irão apurar.

    Para mim, e no mero plano da opinião, JMT ofende a honra de Sócrates no texto em causa.
    __

    João Trolha, estamos de acordo: é um texto de opinião. Ao que parece, a opinião chegou para Sócrates se sentir atingido no seu bom nome. É simples.
    __

    Manolo, de quem falas? No entanto, seja lá de quem for, essa é uma velha história, tão velha quanto as cidades e os campos e as cavernas.
    __

    jcfrancisco, ok.
    __

    Homem Absurdo, pareces bem informado.

  25. abraço de felicitações artigo.

    è interessante verificar
    que no inicio Freeport
    parece tinha algum conteúdo

    falava-se em luvas,
    urgencias na aprovação
    e quejandas outras questões “substanciais”

    tudo, note-se, em algo que beneficiou o país e região.

    depois

    passou-se a discutir casas da mãe,
    negocios do primo e tio

    eu sei lá que mais
    lembrando-me que tudo foi contemporaneo de acusação de gay a JS

    agora aquilo de inicio invocado parece que perdeu substrato

    agora discute-se questão dos virgens vestais da justiça

    os srs procuradores que parece facultam
    par e passo
    todos passos desta imensa intriga
    canalhice

    não se agitam enquanto BPN
    e outros
    caiem nas sombras, buracos negros da justiça

    e o Conselho de Estado
    pela via da tentativa de imposição do Provedor

    é dos pontos essenciais do apelo à tomada do poder
    agora expressa sem equivocos por sr. Aguiar Branco

    na sequencia de anteriores posições de outro Sr. Aguiar
    conselheiro do PR

    Portugal em cooperação estatégica…

  26. Certo, Valupi, vamos vendo. Há um problema de fundo que me preocupa: nada a opôr quanto à presunção da inocência, mas parece que os juízes em Portugal não conseguem concluir coisas como: se só existem as hipóteses {a,b,c} e se se conclui sem margem para dúvidas que não foi a nem b, então só pode ser c, mesmo não fazendo prova positiva sobre c. Ora, parece que costumam concluir que não se prova nada, e improcede, sendo que esta redundância em português significa em termos lógicos que ficou provado alguma coisa: este vazio pode branquear tudo, e no espaço dual do sistema significa emergir uma vaga de sombra; se a tensão fica extremada dá convulsão social sem limites. Que outra motivação houve para as revoluções se não uma profunda sensação de injustiça regada pela fome?

  27. Caro Valupi o “rêmático” tem-me tolhido as articulações. No entanto consegui arrastar-me até à máquina do demo. Mais um daqueles posts! Pensava que já estava a ficar gágá quando vi postado por Aires Bustorff algo que já pensava há muito tempo ” é dos pontos essenciais do apelo à tomada do poder agora expressa sem equívocos pelo senhor Aguiar Branco na sequencia de anteriores posições de outro senhor Aguiar conselheiro do PR”. Está quanto a mim aqui o fulcro da questão. A FIRMA da qual os Aguiares são sócios remete-nos para o Sr. Silva que gere ruidosos silêncios. Os outros sócios lá vão fazendo o seu nefando trabalho.

  28. Esta casa deveria ter uma bandeira do PS no canto superior direito, em vez de uma chave de fendas. Convém aliar o grafismo ao conteúdo. O encaixe seria pefeito.

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