Da vergonha

Para além da pessoa de José Sócrates e de todas as múltiplas questões ligadas a este mega-processo judicial, que ficará para a História como o mais importante de todo o Portugal democrático, o que mais se destaca neste deplorável assunto é a comprovada FALÊNCIA ÉTICA da Sociedade portuguesa actual, em que uma população inteira se deixa manipular mentalmente pelos grandes senhores da tagarelice social de massas, a ponto de cegar perante a EVIDENTE MONSTRUOSIDADE da condução deste processo judicial falhado, que com base em “acusações vagas, inconsistentes, com omissões e incongruências” arrastou irremediavelmente para a lama um Político discutível, sim, mas que certos sectores poderosos da nossa Sociedade decidiram punir a qualquer preço apenas, ou acima de tudo, por ter logrado a proeza de obter uma maioria absoluta para o seu Partido, caso único na História de Portugal. Inqualificável!

E perante a patente demolição dessa monstruosidade abjecta, levada a cabo por um Juiz e um Homem que dignifica a Justiça portuguesa e a própria Civilidade social, a opinião pública, independentemente de se poder pronunciar livremente sobre o caso, em vez de condenar a conduta de quem assim desprestigiou vergonhosamente a Justiça e vilipendiou o Povo que lhe confere o exercício do seu poder, decide revoltar-se, raivosamente, contra quem exerceu com brio e dignidade as suas elevadas e meritíssimas funções, unicamente por o seu veredicto nesta fase do processo NÃO PERMITIR CONFIRMAR o julgamento sumário já consumado há muitos anos na praça pública, num espectáculo degradante e repulsivo para qualquer Cidadão decente, com princípios éticos e respeito pelas regras da convivência social.


Tenho de confessar que NUNCA COMO AGORA SENTI TAMANHA VERGONHA DE HAVER NASCIDO PORTUGUÊS!


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Oferta do nosso amigo Marçal António Castanho Alves

32 thoughts on “Da vergonha”

  1. Dizer-se que se tem vergonha de ser português é ofender os próprios pais e todos aqueles que têm honra em sê-lo e razões muito concretas para o ser. E não é verdade que seja toda, a população que se esteja a deixar enganar e manipular, Felizmente ainda há quem pense pela própria cabeça, não seja reacionário, não vote no Chega, não seja da direita nem de alguma esquerda, extremistas. Não nos deixemos arrastar pela raiva e pelo ódio.

  2. “Dizer-se que se tem vergonha de ser português é ofender os próprios pais e todos aqueles que têm honra em sê-lo e razões muito concretas para o ser. ”

    não vejo motivos para os pais ficarem ofendidos por os filhos terem vergonha ou orgulho do sítio onde nasceram. aquele filme rtp memória que o valupi postou aqui é um bom exemplo disso, tinhas orgulho de ser português antes do 25abril? a grande maioria dos portugueses tem sufragado os ideais da revolução de 74, tirando os nacionalistas das ofensas à pátria que juram fidelidades a trapos serigrafados na china com logotipo portugal e rituais bafiosos tipo deus, pátria e austeridade. a revolução passou a lado da justiça e a corporação judicial gere o negócio da mesma maneira que os seus antecessores, que sempre
    desconsideraram a democracia, sem qualquer problema. ontem morreu mais um catedrático dessa geração nacional fascista, todos os telejornais abriram com encómios ao gajo e à sua obra, hoje deveremos ter o desfile dos otários no velório do martinez. portantes felicidades para o teus nacionalismo de esquerda e pensamentos próprios, sem raiva e sem ódio em diálogo permanente, alegre e saudável com todos e assim alcançaremos o céu com 7 palmos de terra.

  3. É verdade, sem verborreia inútil, que dispenso, tenho muita honra em ser português, e, sim, já tinha mesmo antes do honroso 25 de abril. Desde que tenho consciência, pelo menos. E pronto!

  4. É certo que a extrema-direita de raiz salazarenta, pintada agora de côres pseudo-modernas, já se ergue perigosamente com vistas a alçar-se ao poder, e o único homem que lhe fará frente será Sócrates. Tudo mais se resume a um bando de cobardes. Sócrates sempre foi visionário e por isso sabe que “só agora começou” e que nunca mais ficará a falar sózinho.
    Mas aposto que no largo da rataria ainda ninguém meteu os óculos, e o hipopótamo não se mexe porque além de ter vista curta tem um cú muito pesado.

  5. “Felizmente ainda há quem pense (…)”. Felizmente que sim, caro Manojas.

    E repara também que não falei de raiva, muito menos de ódio. Falei somente de vergonha, porque apesar de haver ainda quem pense pela sua própria cabeça – e talvez sejamos até a maioria! -, a minoria hiper-ruidosa consegue sobrepor-se a nós todos e monopolizar, quase totalmente, a imagem global daquilo que é o Portugal de hoje. E isso, repito, enche-me de vergonha.

  6. quem feio ama , bonito lhe parece , Jasmim. vê-se que não andas por aí , pelo povo , se andasses saberias que deitamos socrates pelos olhos e desejamos ardentemente que vá para longe e que se cale duma vez por todas. as over doses costumam transformar-se em enjoo…. Silêncio , tão bom.

  7. Yo

    As opiniões do povo mudam conforme as circunstâncias, e estas estão prestar a mudar, muito.
    Quando tiveres a extrema-direita a cavalgar só vais desejar que apareça quem lhe faça frente.

  8. Pensei que após sete anos de intoxicação da opinião publicada, não houvesse um juiz com coragem para enfrentar o monstro com as garras cravadas na opinião pública. Mas houve. Chama-se Ivo Rosa. Bem haja.
    E mantenhamos a serenidade ante o espetáculo de espumar de raiva dos direitolas.

  9. Não é pelos olhos que eles deitam o Sócrates, mas é, sim, pela boca. E nós é pelos ouvidos, porque eles não deixam de falar dele, ainda por cima com voz sempre rouca de raiva e esganiçada de ódio. O que é que ele lhes teria feito, a eles ou a quem os manipula.

  10. . poizé. há uns que têm honra daquilo que envergonha outros, chamam-lhe democracia.

    . insinuar quem tem vergonha é manipulado, não pensa pela sua cabeça, é reaccionário, vota chega é extremista e deixa-se arrastar pela raiva e pelo ódio, não é verdade e argumento da corrente negacionista de direita, portanto um insulto para mim e certamente para mais uns quantos, chamam-lhe indignação.

    . se não gostas de verborreia não insultes, não tenho culpa de teres feito a 3ª. classe com o livro “deus, pátria e família”, chamam-lhe educação.

    https://www.publico.pt/2000/04/25/jornal/menino-sabes-o-que-e-a-patria-143084

  11. ó Jasmim , então vou querer um déspota furibundo para combater a ditadura da extrema direita? suponho que te baseias no principio de que o fogo se combate com o fogo – ) a ditadura saiu do país , mas não dos habitantes , que engraçado . a democracia deve assentar em dialogo e compromissos , mediações e bons feitios , trabalho em equipa e essas coisas de TODOS ( o presente PM parece que percebeu isso ou foi obrigado a perceber) não se baseia em aspirantes a ditadores.
    Uma pena é a pena de degredo não se usar desde o séc. XVII ou XVIII.

  12. Excelente, Marçal
    A parte da sociedade portuguesa com sentido cívico bolsonárico, sem interesse pela separação de poderes, pela presunção de inocência, que sublima as próprias faltas em linchamentos públicos, conspirativa, vingativa e primitiva, é maior do que aquela que pensávamos.

  13. ò galuxo! há 2 semanas atrás andavas a fazer publicidade ao bolsonaro & trump, vendias negacionismo & teorias da conspiração, defendias cenas ventrulhas e confessavas-te votante do psd.
    como é que podes concordar com o poste do marçal que defende valores que tu combates?
    só tenho uma explicação, queres ser adoptado pelo pascóvio e o gajo anda a dar-te conselhos de maquilhação intelectual para surfar a espuma do dia.

  14. Manojas: continuando, o TGV já tinha arrancado com as obras. O aeroporto já estava decidido e já tinha financiamento. O terminal da Sines estava em obras e a ligar em GV com a Ezpamjs estava contratada. O terminal de Turismo de Leixões estava em fase de acabamento, as exportações para África, América e Ásia tinham arrancado e nas maos de novos agentes. A Reserva Marítima foi aumentada,agora sim,exponencialmente…
    Eu não estou a lembrar-me de metade, falem vocês agora, atrasemos a má língua dos incapazes da direita !

  15. Manojas:
    perguntas o que ele lhes teria feito : vejamos dois ou três casos…
    1- Trouxe os Genéricos para Portugal. Laboratórios e farmacêuticos não o matam porque têem medo.
    2- Criou as Novas Oportunidades: empregadores pagando salários de miséria vê -em-sr obrigados a melhorar (?) salários! Mais umas centenas de milhar de potenciais assassinos…
    3- Promoveu os aerogeradores e a energia solar ; a tribo do petróleo deitou a mão à pistola mas treme-lhes a coragem,preferem o boato.
    4- Criou a grande maioria dos jardins escola e assim invadiu a coutada das associações que de misericordiosas têem o nome. Mais um exército fe atiradores contra o S.
    5- Remodelou a maioria das Escolas do País. Os amigos das trevas queriam e querem fuzilá-lo…
    6- Fez o túnel do Marão . A Internacional das toupeiras não lhe perdoa a intrusão num domínio que supunham vedado.
    E centenas de outras realizações que conhecemos e que fazem ganir os direito las feridos nas partes sensíveis…
    A titulo de exemplo do que falto falar, as Lojas do Cidadão, a Empresa na Hora,o Magalhães, as auto estradas, o inglês na primária, a investigação com o Mariano Gago..
    A direita enlouqueceu e teve muitos,muitos motivos para tal !
    Ou não ???

  16. Samuel Clemens: Obrigado! Tem toda a razão. Na verdade, no meu comentário do dia 11 só me referi às intervenções nas férias judiciais e nas benesses aos juízes, na avaliação aos professores, nas mordomias dos detentores de cargos públicos e deputados, embora houvesse muito mais a apontar. Na minha opinião, José Sócrates no seu governo de maioria absoluta provou ser um dos melhores, senão o melhor, dos nossos 1ºs ministros. Pelo que aconteceu depois, foi uma vítima, não o responsável.

  17. ai soidade , mas eu ia-me lá candidatar a presidenta da mamadora se o Carlos Santos Silva desempenha tão bem, e a contento dos mamadores , esse papel??? nem pensar.

  18. A percentagem em Investigação&Ciência atingiu o valor mais alto de 2,8% do PIB e o maior número de comunicações científicas com o Mariano Gago; a ideia de “sistema integrado” de mobilidade eléctrica incluindo o carro eléctrico-geração eólica, carregadores-baterias, estava em marcha com a fábrica de baterias da Renault em construção; a conclusão do Alqueva planeada para incluir na produção agrícola mas também, segundo uma ideia integrada e sistémica, na produção de energia limpa e ligada à mobilidade eléctrica pelo aproveitamento da energia eólica da noite para bombear a água turbinada para montante num circuito fechado de aproveitamento da água; o sistema integrado do TGV com o Porto de Sines para levar os contentores em cerca de 3 horas até Madrid, etc, além dos factos já aqui referidos e para não falar no célebre “aeroporto” e “TGV” megalómanos e faraónicos que “construiu” às vistas de todos os portugueses como a yo mas às escondidas do Tex&Alex que se esqueceram de lhe imputar esse crime.
    Por falar na yo esta cada vez parece mais estúpida pois agora invoca que a «democracia deve assentar em dialogo e compromissos» e depois, logo de seguida afirma esta barbaridade de que «Uma pena é a pena de degredo não se usar desde o séc. XVII ou XVIII.»
    É assim que pensa o português convencido que tem certezas acima de qualquer fundamentação lógica; uma crença dogmática que leva, inevitavelmente, à ideia de que “todos são… isto e aquilo”, “toda a gente sabe… isto e aquilo”, “todo o povo… está revoltado”, “estava-se mesmo a ver que ia acontecer… isto ou aquilo” todo o mundo leu… isto e aquilo nos jornais”.
    E quando não viu ou leu nos jornais “isto e aquilo” que precisa para alimentar o dogma vai procurá-lo na história, no passado de séculos ou, pior ainda, na prosa dos que, ainda que vivam hoje, pensam como no tempo da escravatura.

  19. Ignatz, para mentiras e calúnias já temos a maior parte dos jornalistas na praça. Nunca leste nem lerás um comentário meu simpático com Bolsonaro. Representa a maior catástrofe cívica da história contemporânea. Esta semana, ficamos a saber que tem mais fãs em Portugal do que aquilo que se pensava.
    Mas tocas num ponto. O maior problema da actual direita portuguesa é não ter um, UM, cidadão que queira representar uma área política onde se reconhece e sabe que o dinheiro não cai do céu, se respeita a tradição, se é sensível a temas não neourbanos, se defende que a lei deve ser igual para todos, sem paternalismos ou condescendências, independentemete do sexo, raça, etnia ou religião, entre outros exemplos, e que, ao mesmo tempo, não prescinda da integridade do Estado de Direito para alcançar o poder.

  20. Yo

    Experimenta dialogar com os esbirros quando te estiverem a amarrar na fogueira.
    Pode ser que os comovas tanto como a Joana d`Arc.

  21. Ignatz, já sabemos que para ti, como para os bolsonáricos, o mundo é a branco e preto. Ou concordamos com tudo ou discordamos de tudo.

  22. “Por falar na yo esta cada vez parece mais estúpida…”

    não parece, é.
    aparentemente publicam-lhe os comentários todos sem moderação, o que é um incentivo à estúpidez e promoção da fancaria nazófaxa.

    dou os 10 €uros que o valupi costuma trazer no bolso para estas situações, a quem conseguir descobrir nos arquivos aspirina 1 comentário 1 de jeito que a gaja tenha feito na vida deste blogue, e ainda dou 10 cêntimos extra do meu bolso.

  23. dos brancos e sem pretos era a américa que o trump queria e tu apoiavas, se calhar já não apoias por prescrição do teu conselheiro espiritual. só falta alarvares que és bué anti-racista porque tanto apertas a mão a um branco como o pescoço a um preto, mas andas lá perto com essa formula conciliatória de votares pds, concordares com o sócras e tolerares a música do ventrujas e mais umas quantas pérolas neoconeiras que para aí espalhaste quando o pascóvio te deu guita. usou-te e agora quer que te fodas.

  24. Ignatz, não sei quantos nesta casa já te mandaram para o caralho.
    Aqui tens mais um cumprimento.
    Vai pr’ó caralho.

    Mas volta. De vez em quando, quando não estás de manias, acertas em algumas.

  25. O seu comentário aguarda moderação. Esta é uma pré-visualização, o seu comentário será visível depois de ter sido aprovado.

  26. ” … não sei quantos nesta casa já te mandaram para o caralho.”

    significa que não sei quantos podem expressar desejos em vão e que eu só vou se quiser.

    “Aqui tens mais um cumprimento.
    Vai pr’ó caralho.”

    interpreto, sem hífen ventrulhiano, como mais um desejo vulgar dum gajo pouco imaginativo, que recorre a lugares comuns para fazer turismo. tás com azar, eu não vou. o mesmo não posso dizer dos 480.000 americanos que o teu ídolo americano, trump, mandou para o caralho com a política de negação covid.

    “Mas volta. De vez em quando, quando não estás de manias, acertas em algumas.”

    mostras alguma fraqueza ao vacilar no desejo e concedes que acerto algumas, vantagem sobre o teu guia espiritual trump, que pouca gente quer de volta e não acertava uma. vou considerar uma possível futura vaga na lista dos amarelos*.

    *nome que damos aqui aos arrependidos, atenção que não é a yellow list que vocês usam aí para fins recreativos

  27. Amigo Lucas, és uma pessoa educada, muito mais do que eu, mas dou-te um conselho: não vale a pena argumentares com o parvalhatz. O porco não sabe contra-argumentar, mas apenas ladrar e, rasteirinho que é, alçar a perninha para largar mijas fedorentas nos sapatos dos frequentadores do pardieiro. E olha que a bexiguita do verme, apesar de pequenininha, é incansável, reciclando o mijo sapiens que engole 24 horas por dia, de cabeça enfiada na sanita dos donos mal eles acabam de se aliviar. Imagina tu que, com medo do PAN, já nem puxam o autoclismo, para que o bicho não entre em desidratação. Amigo Lucas (sinto que posso tratar-te assim, é a minha costela alentejana a funcionar), não me interessa que sejas de direita, de esquerda ou do centro. És uma pessoa que gosta de pessoas e que gosta de gostar de pessoas, tal como eu, que sou de esquerda desde que me conheço. Mas reitero o conselho: não dês trela ao porco. Para o cretinatz, pauladas nos cornos e Baygon animais rastejantes pela goela abaixo e já goza. Segue reedição fuck-shitmilada de um capítulo das obras escolhidas de moi (com dedicatória para toi), definindo com rigor o palhaço:

    “O parvalhatz, bully ranhoso e malcheiroso, quer convencer que é de esquerda. Não é.

    O parvalhatz, pide incansável da pensância alheia (por défice crónico de pensância própria), finge ser diferente de Ventura, o bacorinho. Também não é.

    Para o camisa-castanha parvalhatz, bem escondido atrás do arbusto, os bolsos dos calções a abarrotar de pedras, qualquer Sapiens é um judeu e montras é coisa que não falta para despejar os bolsos dos calçõezinhos. O criptonazi parvalhatz sonha com a glória da Kristallnacht, cuja memória lhe humedece as noites com infindáveis e frenéticas punhetas.

    O principal inimigo do criptonazi parvalhatz, aka porcalhatz, é o espelho. Logo a seguir vem o Homo sapiens sapiens, a espécie inteira, que odeia quase tanto como se odeia a si próprio e que dele não se livrará enquanto existirem arbustos no planeta.

    O parvalhatz é um fedor
    E fede tão intensamente,
    Que faz estremecer de horror
    A pituitária de toda a gente.”

  28. Amigo Lucas, nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial penaram e morreram milhões de homens, tanto do lado aliado como do lado alemão. Mas, como é sabido, nas trincheiras não havia só homens, já que os combatentes as partilhavam com todo o tipo de bicharada, desde pulgas e percevejos a ratazanas. O porcalhatz pertence a essa fauna. O javardo quer convencer que a sua trincheira é a da esquerda, mas é-o apenas na qualidade de ratazana, ou híbrido de ratazana, pulga e percevejo, vá-se lá saber. O seu contributo para os valores pelos quais a esquerda luta é igual ao das ratazanas da Primeira Guerra Mundial, ou seja: nulo. Bom, diga-se de passagem que o contributo das ratas da Primeira Guerra Mundial não foi totalmente nulo, dado que algumas, bem assadas no espeto, acabaram a enriquecer a componente proteica da dieta dos soldados. Infelizmente, nem para isso serve o porcalhatz, cuja podridão rançosa o torna absolutamente impróprio para consumo.

    E podes crer, amigo Lucas, que os percevejos, pulgas e ratazanas das trincheiras alemãs eram iguaizinhos, completamente alheios aos assuntos dos homens mas impondo, desgraça e parasitariamente, a sua malcheirosa presença.

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