Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos

The key to warriorship and the first principle of Shambhala vision is not being afraid of who you are. Ultimately, that is the definition of bravery: not being afraid of yourself. Shambhala vision teaches that, in the face of the world’s great problems, we can be heroic and kind at the same time. Shambhala vision is the opposite of selfishness. When we are afraid of ourselves and afraid of the seeming threat the world presents, then we become extremely selfish. We want to build our own little nests, our own cocoons, so that we can live by ourselves in a secure way.

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Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84

10 thoughts on “Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos”

  1. Bom texto. Dito doutra forma, e noutro registo (embora esteja por provar que a guerra e o amor são dois registos diferentes) :

    Não querer mais que bem querer…

  2. Um pouco mais a sério,

    Concordo com o facto de termos muito a aprender com estas “sagezas” (o livro que citas, que não li, mas também muitos outros, alguns bem antigos, que abundam por ai e que nos vêm das varias tradições “orientais”).

    Quero so alertar para o facto de exagerarmos muito, a meu ver, a discontinuidade entre essas sabedorias e a tradição filosofica ocidental, nascida na Grécia, etc. O que deturpa a nossa visão é um problema que tem alimentado muitas das minhas discissões com o Valupi : o facto de termos invertido a relação entre ética e fisica, que é o mesmo que dizer entre saber pratico e saber teorico.

    Se relermos os classicos da nossa tradição atravês do prisma do “primum vivere”, ou seja tendo em mente o caracter meramente “utilitario” do saber teorico, vamos constatar que muito do que eles dizem é afinal bastante parecido com o que vamos buscar às sabedorias “orientais” (seria mais correcto dizer “exoticas”). Isto aplica-se, claro, às grandes escolas antigas, mas também a muitos filosofos mais proximos de nos no tempo, incluindo o Espinoza tão querido do nosso ⅀.

    Muitos autores havera que escreveram coisas interessantes sobre essa matéria. Pessoalmente, recomendo as obras de Pierre Hadot (que morreu o ano passado) sobre filosofia antiga. Não sei se estão traduzidas para português, mas bem mereciam.

    Abraços,

  3. joão viegas, continuas a não aceitar o ponto de vista original desta tradição, tal como o autor a expõe nestes textos: o da universalidade de um ensinamento que podemos recolher em diferentes lugares e períodos históricos. Nesse sentido, esta abordagem não se deve confundir, embora esteja na sua base, com a parafernália doutrinária das chamadas sabedorias orientais.

    Em suma, e daí a provocação do título que dei à série, está em causa uma iniciação à espiritualidade. É como a subida à montanha, podendo partir-se de diferentes pontos. Eles terão em comum o seu nível, o serem sopé.
    __

    K., esse amigo também é sábio, pudera.

  4. Val,

    Eu aceito o que quiseres, como sabes, mas nota que “a universalidade de um ensinamento que podemos recolher em diferentes lugares e períodos históricos” é tudo menos uma originalidade. Trata-se antes do pressuposto de base de qualquer racionalismo, e nem vale sequer a pena começar a enumerar os textos do nosso patrimonio cultural mais proximo que o dizem. Ou antes, podemos começar, e ficarmo-nos, por Terêncio, com o seu célebre (e justamente celebrado) “Homo sum, humani nihil a me alienum puto”…

    E olha que a aplicação às relações inter-nacionais também carece de qualquer novidade. O ius gentium dos romanos ja era baseado nessa mesma ideia.

    Mas que esta bem dito (logo bem pensado), la isso esta.

    Bom fim de semana

  5. Addenda :

    Eu tinha reparado no titulo, de maneira que me podes incluir nos dois primeiros circulos do alvo mas, desta feita, não no terceiro.

    Bom fim de semana para ti e um fim de semana camoniano para o K…

  6. joão viegas, a originalidade fica com quem a descobrir. É por isso que vale a pena continuar a convidar os outros a serem descobridores. É isso que está aqui em causa, neste textos, e é isso que está em causa na espiritualidade, uma entre outras das vias de realização do nosso potencial humano.

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