Cúmulos da estupidez

O cúmulo da estupidez seria, tomando o futebol como exemplo, ver um jogador que acaba de agredir um adversário sem ter sido sancionado pelo árbitro a ir ter com esse mesmo adversário com o jogo parado para o provocar e agredir de forma intencional e violenta. Claro, um profissional de futebol raramente faria uma coisa dessas, precisamente por ser profissional. E então numa selecção tal seria praticamente impossível, porque ao estatuto de profissional ainda se acrescenta o de representante do Estado que o convoca.

Continuando no mundo do futebol, outro cúmulo da estupidez seria ver um seleccionador apresentar uma das selecções mais velhas numa competição mundial e repetir exactamente a mesma equipa com que disputou anos antes o Europeu. As duas situações, a idade dos jogadores e a repetição de tudo e de todos, exibem uma inteligência petrificada. E uma inteligência petrificada, que nem na Idade da Pedra teria sucesso, sempre foi uma das mais evidentes imagens do que é a estupidez. Obviamente, um treinador deste calibre nunca poderia ser o responsável por uma selecção com ambição e algum brio.

Eis dois exemplos, hipotéticos e pedagógicos, dos cúmulos a que pode chegar a estupidez em algo tão destituído de importância como é o futebol. O que não se poderá passar noutros lados, ui.

8 thoughts on “Cúmulos da estupidez”

  1. A cena (de teatro de terceira categoria) entre o pepe e o muller não começou como a relatas, val:

    https://s.yimg.com/os/publish-images/sports/2014-06-16/fdb2e580-f577-11e3-b5ea-db1eea405e16_pepe1.gif

    Eu apenas consigo descortinar muller a simular que foi atingido na face. Em Manaus, também já foi decidido que a bandeira americana irá trucidar as cinco quinas e o “melhor do mundo”.

    De qualquer forma, tudo isso é irrelevante. É-me até difícil compreender como pode a raça humana ocupar-se a decorar, com bandeiras nacionais, um espectáculo tão corrupto e putrefacto como o futebol.

  2. Joapft, mas viste as imagens que me recomendas? Se sim, que nome se dá à acção de levar o braço direito à cabeça do adversário e fazer com que a mão lhe toque na cara? Futebol?

  3. muller não é atingido; nem aqui, nem com o encosto de cabeça. Simulação de agressão não é agressão. As “leis do futebol” dão, neste e noutros casos, latitude suficiente à subjectividade do árbitro. As simulações de agressão do pepe (e de outros que jogam no eixo da defesa) são amnistiadas no real madrid e condenadas no mundial.

    É por isso que o futebol é um espectáculo bastante manipulável. Apesar de, do ponto de vista competitivo ser um espectáculo muito pobre, o futebol goza de enorme notoriedade, em boa medida fabricada pelos órgãos de comunicação social. Este fenómeno gera um eldorado de acumulação de capitais socialmente injustificável; que, devidos às inúmeras possibilidades de manipulação dos resultados — e, consequentemente, dos valores de mercado — atraem, como o mel, muitos dos espécimes que povoam os submundos da corrupção humana.

  4. Joapft, serás então um maluquinho da bola muito especial, o qual ao mesmo tempo que vilipendia tudo o que cheire a futebol consegue deturpar até aquilo que entra pelos olhos dentro.

    As imagens mostram que o braço direito do Pepe se desloca na direcção da cabeça do alemão e que a sua mão lhe chega a tocar na cara. O árbitro não considerou falta, talvez por considerar fortuito, ou não consumado, o gesto, mas ele existiu. E foi por ele ter existido que o alemão fez uma fita, tentando sacar uma falta e um cartão. Este foi o sentido que o descontrolo do Pepe tinha, levando-o para uma cena justiceira que, mesmo sem o contacto da cabeça, já lhe poderia ter dado um amarelo, ou daria, mas a violência chegou ao ponto de ele ter mesmo encostado e empurrado a sua cabeça na cabeça do alemão. Todo o mundo viu, todo o mundo comentou, mas tu e mais uns quantos milhares de maluquinhos da bola dizem que nada se passou porque – ahahah! – no Real Madrid não sei o quê.

  5. Valupi, pá, o joão tem toda a razão, são os dois a fazer fita. A moral da história é que tanto o Pepe como o Muller são uns grandes rufias, o que os distingue nesse campo é que o primeiro é burro e o segundo não.

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