Culpa dos homens ou das mulheres?

Na lista de novos Secretários de Estado há 5 mulheres para 32 homens, salvas sejam. A discrepância convida a duas explicações. Pode dizer-se que os homens preferem entregar o poder a outros homens, por não confiarem nas mulheres. E pode dizer-se que há muito menos mulheres por onde escolher, por elas não gostarem de política.

E tu, que nos dizes?

19 thoughts on “Culpa dos homens ou das mulheres?”

  1. Digo que

    ha secretarios e ministros a mais…

    somos um país pequeno…

    o nosso problema maior não é a “dimensão” dos problemas

    é antes a “dimensão” do custo da “solução” dos mesmos
    no tempo, espaço, pessoas, interesses envolvidos….

    é a sua interligação,
    priorização em termos de resolução integrada
    mobilização de vontades e saberes

    para

    analise selecção discussão de “soluções alternativas”
    “baratas relativamente”…

    abraço

  2. 32? Deve faltar aí um que isto agora anda tudo às kpk’s sobretudo na vizinhança de idades dos filhos de Deus. Ou será que estou numerológico demais?

  3. isso mesmo, essa será uma linha de fractura muito esclarecedora sobre quem se acha no direito de impedir casamentos civis entre adultos que assim o querem, independentemente dos sexos. Vamos à luta e eu sou gilette.

  4. Incrivel que tens duplamente razão: os homens preferem entregar o poder a outros homens, por não confiarem nas mulheres e há muito menos mulheres por onde escolher!

    Mas há também uma unica estrategia de fazer a procura: o Primeiro Ministro devia fazer um concurso e fazer entrevistas para ver mais pessoas do que as que ele conhece ou que são politicamente visiveis.

    Claro que isso iria fazer a democracia demorar imenso tempo. Pessoalmente não me importava de esperar.

  5. Amigo Z, tudo isto fede. Tudo isto tresanda a cloaca. E há muito mais. Será que há emenda, solução ou seja lá o que lhe queiram chamar? Por vezes invade-me o desânimo, refugio-me no jardim do Museu de Arte Antiga e espero que o Sol se ponha. Desculpa, mas hoje estou muito envinagrado. Espero que o almoço me salve. O almoço, mas sobretudo a companhia.

  6. Valupi, pensei exactamente no mesmo quando vi ontem a nova lista dos Secretários de Estado. Sei lá, devem ser os tachos para os amigos machos, que ainda deve subsistir o pensamento patriarcal e estúpido, nomeadamente em tempo de crise, que mais vale dar os bons tachos aos gajos do que as gajas. Então não foi ele que falou em Pátria no discurso?

  7. amigo Afonso não te deixes avinagrar, esses gajos é que têm razões para andar azedos cheios de coisas para esconder. Hoje vou levar um puxão de orelhas astral que ando para aqui a assobiar com uma coisa para começar a fazer há dias, está bem que ainda há tempo, mas ainda assim não percebo como arranjo sempre maneira de me entalar,

    quanto ao assunto há épocas piores e outras melhores – a corrupção é inerente às cidades, olha quanto os romanos já tinham problemas com isso.

    Isto agora com a Revolução Digital vai piar mais fino uns tempos, depois não sei.

  8. digo que não poderia ser de outra maneira, nos nossos dias (e ainda bem), porque a polivalência, quase perfeita, das mulheres inibe-as de canalizar o seu – para esse tão pequenino – poder. :-)

  9. As mulheres têm um software diferente dos homens. São mais leais aos princípios que abraçam, não pactuando facilmente com desvios. Também não gostam de “cerrar presunto” em reuniões aonde se discutem assuntos sem interesse, como futebol por exemplo, pois preferem ter esses minutos de lazer com as amigas, discutindo assuntos “só pra elas”.
    É por isso que têm muito poucas hipóteses na política dominada pelos homens, que são muito mais flexíveis quanto aos princípios e gostam de deitar conversa fora, horas a fio, nas reuniões partidárias. Não precisam de ir buscar os meninos à escola, ou ir à reunião de pais!

  10. Eu digo-te que andas a beber vinho de mais! O critério da escolha não tem que ver com o sexo, mas sim com as «amizades» e com os laços «familiares». Porque é assim que funcionam as mafias: o que é preciso é ter um «padrinho» com poder para fazer uns jeitinhos.
    O Armando Vara, por exemplo, foi Secretário de Estado, foi Ministro, e graças ao seu «padrinho» e camarada em certas aventuras (como as licenciaturas na Universidade Independente e os negócios numa estranha sociedade de venda de combustiveis) tornou-se administrador da CGD e depois vice-presidente do BCP. Agora é arguido do processo «face oculta», pois «parece» que andava a vender informações por 10000 euros, entre outras coisas.
    De quem é a culpa moral? De gajos que andam em bebedeiras e entretidos em festejar a «modernidade» dos chicos-espertos e vendedores-da-banha-da-cobra. Bebedeiras que os pôem a discutir a distribuição de lugares entre homens e mulheres em vez de discutir a distribuição de lugares entre os «amigos».
    Larga o vinho, e fala do que interessa, pá!

  11. Bolas, pelas minhas contas, entre secretárias de estado e ministras dá só 21%.

    Todas primas e amigas do Sócrates, de acordo com a apreciação aqui do ds.

    Gajas ao poder, já!

  12. “Os indivíduos do sexo masculino representam cerca de 90% da população prisional.”…com este dado acho que respondo à pergunta. não temos vocação para bandidas.

  13. e conta lá ds como é no Bloco? ou queres que eu conte? é que é a mesma coisa, não sei se sabes, é a mesma coisa em todo o lado. Costuma ser empacotado no conceito de ‘confiança política’.

  14. Se percebes da coisa, conta lá tu, z, porque eu não estou ligado a qualquer partido. Mas que isso não te sirva de desculpa para não falares do Vara, ou para mostrares compreensão pelo rapazote, pois sabes o que se diz: estas coisas só acontecem porque as pessoas (como tu, pelos vistos) acham normal acontecer. È assim em todo o lado: em Oeiras, em Felgueiras, em Gondomar… Porque não também no BCP ou BPN, né?

  15. bem, ao contrário de ti, parece, eu acho saudável que um gajo do partido do Governo apareça arguido com esses pormenores todos, dez mil euros para cá e outros para lá, e sabe-se lá, noutros tempos não seria assim, seria escondido, eram os tempos dos inimputáveis que parece que já não é bem assim.

    Quanto ao Bloco não falo de corrupção, felizmente o Bloco está afastado, imagino eu, dos circuitos onde essa se processa, e ainda bem. Falava do ‘amiguismo’, da promoção daqueles em quem os líderes têm confiança pessoal, – seja a namorada do Portas a número 2 das listas para o PE – é um fenómeno universal, só é contrariável pelo funcionamento de instâncias democráticas dentro dos partidos e ao que parece aí o PS ainda é do melhor que há.

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