Cristalino

Para Sócrates, o MP, com esta operação, está a colocar-se "sob suspeita de ter feito uma detenção e uma prisão politicamente motivadas".

"Neste caso, não há propriamente um processo para descobrir um crime. O que há é um alvo e a investigação não é a um crime mas a um alvo. É uma perseguição a alguém", afirmou.

Admitiu que houve "abusos" por parte do MP noutros processos, mas sublinhou que "nunca houve tantos abusos ao mesmo tempo" como no Processo Marquês.

"Houve abusos em todo o lado (...). Verdadeiramente, quem está hoje sob suspeita é o MP", disse ainda.


Sócrates acusa Ministério Público de não cumprir os prazos legais na Operação Marquês

19 thoughts on “Cristalino”

  1. Sócrates, lúcido e sem medo, como só ele sabe ser !

    e

    Miguel Sousa Tavares (um dos poucos não contaminados pela “indiferença”) no jornal Expresso:
    “Amadeu Guerra, o director do DCIAP e chefe hierárquico do procurador Rosário Teixeira, produziu um despacho fixando o prazo final para ser deduzida acusação contra José Sócrates: seis meses e meio, a contar de agora. Porém, o prazo não é final nem definitivo: pode ser prolongado se sobrevierem “razões excepcionais, devidamente fundamentadas”. Três anos e meio decorridos desde o início oficioso das investigações, isto é o melhor que o MP tem para apresentar: mais seis meses ou um ano de investigações, sem acusação no processo. Mas nem é o tempo da investigação que mais choca (no processo Freeport, Sócrates esteve seis anos a ser investigado sem qualquer acusação no final e sem sequer chegar a ser ouvido): o que choca é que, à luz deste despacho, tudo o que a lei estabelece como limites de prazo para o MP não conta para nada — são eles próprios que fixam os seus prazos. No processo penal português, passámos assim a ter dois tipos de prazos: os prazos para a defesa, que são imperativos, e os prazos para a acusação, que são “meramente indicativos”. No limite, um processo pode nunca mais ter fim, pode durar eternamente, mergulhando ou saindo da gaveta ao sabor dos ímpetos do MP.
    Aos poucos, vamo-nos habituando a que a anormalidade e o abuso se tornem regra. Sem o mais leve vestígio de incómodo, antes pelo contrário, o “Correio da Manhã” lá prossegue a divulgação sistemática das escutas feitas a José Sócrates, ultrapassando despreocupadamente o que poderia ainda ser visto como matéria criminal para entrar já no domínio da vida privada — a parte mais sinistra de qualquer escuta. Fazem-no ao abrigo do estatuto indigno de “assistentes do processo”, que é uma fórmula encontrada para que a justiça promova os julgamentos populares enquanto arrasta as investigações eternamente. Mas há quem ache que isto é jornalismo que se recomenda. Aqui ou no Brasil, fazem-no porque entendem que os meios são justificados pelos fins que anseiam — no caso, a liquidação política e moral de Sócrates ou Lula da Silva. Alguns que assim pensam, conviveriam sem problemas com os métodos instrutórios da PIDE e pouco lhes importa a contribuição decisiva que um jornalismo do tipo “Correio da Manhã” dá para a corrosão do sistema democrático. Outros, apenas não se deram ao trabalho de pensar a sério antes de escrever. Quando João Miguel Tavares, por exemplo, escreve que os que são contra a divulgação pública de escutas feitas num processo sob segredo de Justiça estão a defender “uma visão profundamente passiva da cidadania, que apenas atribui a cada um de nós e à comunicação social o triste dever de aguardar pacientemente que o poder judicial faça o seu caminho, sem vigilância nem escrutínio”, no fundo o que ele faz é a reclamar contra a Justiça, tal como ela é e deve ser, e preconizar a alternativa paralela da justiça popular. E quando defende que situações destas “exigem um exercício de contraditório que os meios judiciais, pela sua própria natureza, não estão em condições de oferecer, mas a comunicação social está”, não apenas defende o abjecto jornalismo do “Correio da Manhã”, mas também lhe reconhece uma abjecta função judicial, tão válida quanto a desempenhada por magistrados. Creio sinceramente que um dia, quando possivelmente já for tarde demais, serão os próprios magistrados a dar-se conta das consequências trágicas a que conduzirá a promiscuidade entre justiça e jornalismo justiceiro, que eles levianamente consentiram ou promoveram. Uma vez instalados, os tribunais populares não se contentarão em partilhar com a justiça comum esse novo poder: vão querer tudo o que à Justiça cabe.” MST

  2. Os prazos dividem-se em imperativos ou peremptórios, e, prorrogáveis ou dilatórios.
    Para a Administração Pública e para a Oficina Repressiva Judicial existem prazos mas esses são indicativos ou indicativo-ò-decorativos . Nem sequer prazos indicativo-disciplinares são, por exemplo, o prazo geral para a Administracao Pública se pronunciar sobre quaisquer assuntos a ela submetidos, é, – na falta de outro qualquer prazo especial previsto na lei, – apenas de 10 dias. Pergunto: é cumprido ? Claro que não. Consequências ou sanções ? Nao existem .
    Ergo, para a AP, Sanção vai ao … à Dalila .
    Para a OJR, não se pode apresentar queixa, fica ao Deus de Ará .

  3. E o que pensar quando um dos principais veículos utilizados na perseguição, beneficiando de uma situação de favor do MP, e afinal um devedor da Segurança Social e Fisco em cerca de 10 milhões ?

    http://www.jn.pt/nacional/interior/cofina-penhoradapor-dividas-ao-fisco-5118935.html

    Não haverá aqui algo mais de errado nesta relação promíscua, alem da troca de favores?

    A notícia Schaeuble já está no site RTP desde ontem. A questão é se alguma vez subirá à pantalha.

    http://www.rtp.pt/noticias/panama-papers/ministerio-de-schauble-teve-negocios-com-firma-ficticia-no-panama_n910210

  4. Todos os que deveriam falar por terem voz e posições institucionais para o fazer calam com cobardia, displicência e falta de vergonha.

    Esta perseguição ao EX.PM José Sócrates já não tem classificação.
    Já não dá para culpar o m.p. em roda livre de prepotência nem para avaliar a esquisita p.r.g. para não dizer outra coisa.
    Isto mostra a cobardia e a falta de Gente de Estado a sério para as funções que ocupam.
    Não sabem dirigir e dignificar o País de acordo com as responsabilidades políticas para que foram eleitos.

    Já não se consegue ouvir notícias que não sejam formatadas já não há quem se atreva como MST a apreciar com racionalidade e acerto o imbróglio em que está atascado o m.p., tribunais superiores e “donos” do processo em segredo para o mãnhas ter editoriais sempre preparados.

    Qualquer badameco que tenha tempo de antena ou espaço nos jornais diz coisas e debita críticas variadas e vesgas sobre pessoas e políticos em geral.

    Os rapazes do eixo do mal são o exemplo mais evidente da rapaziada de costas quentes com imagem e escrita ao dispor.
    A dr.clara ferreira alves que já foi uma pessoa interessante e livre chama ao arrepiante caso que assassina há longos anos o EX. PM José Sócrates “lendas e narrativas.
    Espero que lhe venham a calhar narrativas e lendas do mesmo teor para perceber quão leviano e longe foi o seu serviço de encomenda.
    O Caso Dr. João Soares já mostra os dentes das hienas defendendo a linguagem desrespeitosa do tal seabra atrevendo-se o daniel oliveira dos eixo.d.m. a considerar o texto de :
    – puramente político.
    Isto está a precisar de alguém que faça uma agenda de discussão pública séria e útil.
    Senhores : o Rei Vai Nu.

    Dr. Costa que se cuide.

    A direita segue cada vez mais abrangente na formatação de opinião buscando audiência para a propagação da sua ideologia da mentira e do oportunismo.
    Vão desaparecendo audiências jovens da leitura de jornais e notícias.
    Basta conversas formatadas para manter o país em estado de cada vez maior ignorância e baixa cultura onde as gentes vão repetindo como papagaios o que interessa aos detentores dos pasquins para uma comunicação de facção única.
    Convém manter José Sócrates agrilhoado :
    – a sua coragem e capacidade de comunicar mete-lhes medo.
    Tomara que chegue Setembro para ver se já basta!?!

  5. Eu gostava era que fossem os corruptos Damaso, Alexandre e Teixeira Lda a pagar a indemnização que o TEDH vai condenar o estado português daqui a 8 anos.

  6. daqui a 8 anos já prescreveram os crimes cometidos pela pasquinada e buscadores da república.

    ò xtrum, a rtp não faz parte do consócio e o estagiário que botou a notícia, convencido que o shaeuble é tio do sócras, já foi posto a andar para não dar maus exemplos.

  7. Todas as 4 afirmações 4 que Valupi aqui trancreve de Sócrates são acusações fortes, vivas e directas aos que manipulam e torpedeiam a Lei no seu caso.
    Para qualquer atento observador da coragem e grandeza de carácter de Sócrates, que sempre fez da sua prática política um paradigma do homem de antes quebrar que torcer, já se tornou uma uma evidência sem espinha de dúvidas de que magistrados e procuraderira geral fizeram deste caso (e dos outros todos relativos a Sócrates dos quais este é a continuação) uma perseguição política de vingança e medo por o homem os ter enfrentado e os possa a vir a enfrentar ainda.
    Como se compreende facilmente, Sócrates, tal como os enfrentou como PM está enfrentando-os e confrontando-os agora mesmo na posição de ex-preso, meio preso, acusado na praça mas não acusado no tribunal, humilhado mas não destruído, injustiçado por homens venais que subvertem a Lei, por capricho e ódio, quando estão obrigados sob juramento a apenas cumprir a Lei.
    Apesar das ilegalidades criminosas dos magistrados, apesar da turba informada pelo “cm” que é informado pelos detentores do processo para manipulação e desinformação e de todos os avençados feitos voz dos donos dos media que trombeteiam diariamente as maldades do homem, este não só de mantém de pé como os enfrenta e combate sem tréguas.

    Para o relachados que andam ao sabor dos ventos, para os que à primeira investida tergiverseiam e hesitam, para os que lançam dúvidas por medo ao pensamento dominante, para os que exibem ostentar um bem e verdade absoluta (sinónimo de cepticismo absoluto), para esses, Sócrates, ao enfrentar o poder inescrutinável dos senhores juízes estará:
    “A PÔR-SE A JEITO”!

  8. Iguana, e quem disse q a RTP fazia parte do consórcio? O comentário não era adversativo mas (agora sim uma boa adversativa) justificativo do teu.
    O jornalismo tuga é packed. Matilha. Se um avançar vão todos atras, em temas “sensíveis” ninguem arrisca.

  9. No fundo todos nós já sabíamos porque é que custavam a sair cá para fora os nomes dos “ex-Ministros e políticos, e até de um Presidente” que constam dos Papéis do Panamá.
    Mas o pasquim anuncia hoje na 1ª página com toda a pompa.
    Vejam: http://www.jornaiserevistas.com/capa/8/correio-da-manha
    … de qualquer modo, o outro pasquim (o Sol) já tinha anunciado que os Papéis do Panamá “não servem de prova em Portugal”.
    Ou seja: é OFICIAL. Há sonegação de provas dentro do MP para proteger os amigos, e perseguição política até á 20ª geração para os inimigos.

  10. O tempo corre a favor de José Sócrates, o pasquim já não consegue enganar
    com os seus “trabalhos” sobre as escutas … os portugueses estão a ficar far-
    tos de tanto fumo sem fogo!
    O problema estará ao nível dos desembargadores que, se prestaram a dar
    cobertura à “montagem” do ministério público e investigadores e, nalguns
    casos até se permitiram a “jogos” florais nos seus acordãos, com a honrosa
    excepção de um que, escreveu preto no branco que não havia matéria crimi-
    nal para a prisão do ex. P. Ministro! Todos os que deram cobertura aos atro-
    pelos verificados, devem ser avaliados pela sua ligeireza na Justiça não se
    pode assinar de cruz … tem que se saber “ler” o que pode estar em jogo!
    A dilatação dos prazos pode estar relacionado não com o processo em si mas,
    na obtenção de mais tempo passado para se alcançar uma reforma descansada!
    Sim, a provar-se que existiram os chamados erros grosseiros na tramitação do
    processo/investigação, pelas consequências não pode ser resolvido com uma
    simples advertência … no mínimo, os que tiverem o tal tempo, basta a reforma
    compulsiva com 80% ou menos do que teriam direito como “prémio”!!!

  11. A esta hora já os ‘xarifes’ dos ‘Orgãos’ devem ter recebido dos respectivos departamentos comercias a lista dos anunciantes em carteira .
    Já lhe juntaram também a lista dos Diretores e Proprietários dos ditos ‘Orgãos’.
    Só depois é que vão ver o que se pode publicar.
    Os documentos referindo portugueses deviam ficar a cargo de uma equipa internacional de jornalistas.
    Só assim é que se teria a certeza de que talvez…

  12. Deixem-se de ” romans a clef”… Chamem os bois pelos nomes!!! Arre mundo,tanta coragem!!!

  13. Calma aí gente!!!!!
    Calminha aí, que isto bem escrutinado, o alex e o róró, coadjuvados pelo dream team dos manholas da cofina, ainda vão descobrir que um tio avô de um gajo conhecido do Sócrates, também tinha uns dinheiros manhosos escondidos lá no Panamá. Daí a concluírem que o dinheiro pertence afinal ao Sócrates é tiro e queda.
    Coisa para dar aí para mais oito ou nove mesitos de investigação, que graças a Deus nosso senhor, estes paladinos da justiça não dormem.

  14. há negócios tão estranhos!,que justificam plenamente uma ida às “ilhas” “cai na mão” . trabalhem senhores trabalhem!

  15. Panama?! Fonix!
    O Vilarinho enganou-se no offshore, ele devia julgar que era o da Adega Cooperativa de Cuba e Alvito que também fica na América do Sul. E maior que o Alqueva ou Alqaida ou lá o que é…e tinto.

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