Crachá d’ouro

Espectáculo dantesco dado por Judite de Sousa. Ela entrou e saiu da entrevista a Noronha do Nascimento sem perceber como funciona a relação entre Supremo e Procuradoria, muito menos as obrigações do entrevistado no processo em causa. Mas que todo o mal fosse esse. O pior é ver uma jornalista que é parte da perversão populista, ao serviço de interesses bem identificados, onde se afunda o Estado de direito. A sua convicção é a de que Noronha omitiu informações de cariz criminal, por isso repetia e repetia as mesmas perguntas. Se calhar entrevistar Pinto Monteiro, e mantiver as mesmas certezas, é provável que nem consiga falar pelo medo de estar frente a bandido tão perigoso.

Proponho que se ofereça à Judite uma imitação do crachá de ouro conquistado pelo judite de Aveiro. Ela já fez o suficiente para o merecer.

31 thoughts on “Crachá d’ouro”

  1. Se bem percebi o que te/vos convém tem, ou pelo menos, deve ser um dogma hermético e não sindicável.
    Tudo que não te/vos convenha é populismo e reaça.
    Enfim…

  2. Quem levava com um crachá de oiro era o administrador da pt, que anda lá fora a lutar contra a bandidagem…coitadinho.

  3. Valupi, tu das cabo da minha paciência ao pedir-me para ver esta desgraça. Bom, va la, desta vez não pediste, foi mesmo curiosidade morbida da minha parte, fui ao google e vi 6 mn e picos da entrevista.

    O bastante para ficar completamente elucidado sobre um facto : existe efectivamente uma ameaça grave e preocupante ao Estado de Direito, e também à inteligência.

    Esta ameaça chama-se Judite de Sousa.

    E desonfio que se poderia também chamar televisão…

    Foda-se é que o problema não esta so em ela não perceber a relação que existe e deve existir entre o juiz do supremo e o ministério publico. Nem sequer esta em ela não perceber o que é um processo penal, quem move a acção, quem a julga, quem sanciona uma violação das regras de processo, enfim os minimos necessarios para uma pessoa ser capaz de transmitir uma noticia simples sobre o que se passa no tribunal de circulo de cabeceiras de baixo.

    O problema é ela não ser capaz de entender uma mensagem simples dita em português.

    Pode-ser que existam criticas fundadas à actuação do juiz, ou do ministério publico. Mas em todo o caso ha um problema muito mais urgente, muito mais importante, muito mais grave : ser necessario acabar com o jornalismo Judite de Sousa.

  4. O jornalismo judite não visa informar e esclarecer como é dever de um canal publico, visa só criar um efeito justificativo da narrativa mediática do momento que é a suspeição à volta deste caso.É unissono e totalitário. Nega o esclarecimento porque só lhe interessa arranjar um culpado, tudo o que possa estorvar essa acusação é diminuido, omitido e interrompido.
    Curioso que apos os esclarecimentos cristalinos de Noronha do Nascimento ainda haja quem diga que não está esclarecido quanto à sua actuação, o que interessa é o loop contínuo até que haja o desfecho previsivel.
    O que os media ainda não perceberam é que já ultrapassaram todos os limites de credibilidade e que a manipulação que nos servem tem cada vez menos efeitos na opinião publica.Terá até cada vez mais o efeito contrario.

    Gostei de ver a postura de Nascimento Rodrigues, probo e com caracter (qualidades em desuso) que atraves de raciocinios simples e exemplos do quotidiano conseguiu menorizar, não só intectualmente, a(s) rapariga(s) da bolha e toda a construção mediática de acusação.

    Tudo o que se passa só serve um propósito, a demissão do Governo, e isto é tão cristalino quanto o facto de se omitir até à exaustão quem poderia esclarecer os factos. Por exemplo a administração da Media capital/Prisa, ou o Bernardo Bairrão, o Zeinal Bhava, no folclórico caso do Crespo, o Nuno Santos, e no inenarravel caso do Pinho e da campanha de publicidade negada ao Moniz, os responsaveis da Agência de Publicidade/Central de Meios que planeou a campanha, etc…o problema é que o balão se esvaziaria num instante.

  5. Há jornalistas que confundem entrevistas com inquirições. Quando entrevistam altas individualidades da política ou da justiça, tudo fazem para ali jogar a sua carreira. Que como quem diz a sua promoção. É uma vergonha ter este tipo de atitude. Sabemos ao serviço de quem está. É comparar com a entrevista que fez a Manuela Ferreira Leite.
    Depois dizem-se imparciais mas, entre o parecer e o ser há uma grande diferença. Pôr em causa a idoneidade do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça depois de ele a ter esclarecido, só pode ser falta de honestidade. É uma vergonha, a RTP e o sindicato dos jornalistas, deviam tomar em conta este tipo de fazer informação. Depois queixam-se da falta de telespectadores, por mim, já há tempos que prefiro ver canais estrangeiros, não suporto Prós e Contras, Grande Entrevista e outros mais, pelo facto de os usarem em benefício próprio.

  6. já tínhamos visto a judite assim assanhada, a cortar constantemente a palavra, na entrevista com a ex-ministra lurdes rodrigues (quando 2 dias antes (ou depois?) tinha entrevistado o dias loureiro entre sorrisos cúmplices). tentou usar a mesma táctica com o sócrates numa entrevista por alturas do freeport. o sócrates claro que não foi na conversa ripostou-lhe à altura e ela depois queixou-se “desse bruto”. ontem de novo não conseguiu esconder a sua militância, a sua histeria e a sua falta de preparação, como já aqui se deu conta.
    o jornalismo português está de rastos. tenta obter desesperadamente o seu troféu de caça. não interessa que para isso perca completamente a credibilidade. já ninguém acredita na isenção de um qualquer jornalista.
    sendo o sócrates um grande controlador da comunicação social, ainda ninguém explicou porque é que ele não controla os orgãos de comunicação social que tem sobre tutela (rdp, rtp). para além das judites ainda convidam gente do tipo inês serra lopes, a conspiradora, para comentar sobre o próprio sócrates.
    como vêm dizendo os últimos resistentes a esta fúria demencial, há censura mas é para aquelas que tentam ser imparciais, rigorosos, sem se deixarem cair no histerismo e na traulitada. estes são logo apontados a dedo e recriminados.

  7. Para mim, nenhum destes escarros saõ estupidos ou ignorantes…

    são peças, fazem um jogo tremendo, sem regras,

    para, com outros comparsas, tornar isto ingovernavel,

    com o fim ultimo de realçar a necessidade de “ruptura”

    sob a égide patrocinada por brigadas de reumatico

    ali para o lado do restelo…

    esses mesmos que acicataram as agencias de ratings

    profetisando a desgraça para Portugal…

    isto é claramente um PREC de direita

    o redondinho foi definido como gajinho sem vergonha

    que fará o trabalho de sapa deste maquiavelico plano

    espero estar enganado

    abraço

  8. Está em preparação um golpe de estado suave e de bastidores contra a Democracia, o Estado de Direito e o Povo português, que poderá dar no mínimo origem a uma guerra fria civil em Portugal. Estou para ver depois o que pensarão do que possa acontecer os Josés Gil e outros palonços vesgos ou desencabrestados que agora tanto se preocupam em patrocinar levantamentos colectivos e outras figuras-de-estilo que lhes permitam de uma vez adequar as suas cabeças atascadas num quadro mental e físico que já se extinguiu às realidades concretas do Portugal de hoje, que transporta as sementes (algumas sãs, mas muitas já apodrecidas) do Portugal de amanhã. Por respeito ao compromisso de ser Pai de dois Filhos, podem todos ter a certeza de que não deixarei de lutar pelo vingar de todas as sementes sãs e pelo esmigalhar das podres.

  9. K,

    Concordo com tudo o que disseste. Duvido apenas (e só) que esta descarada manipulação não produza efeitos na opinião publica. O método é duma persistência esmagadora. Os temas são abordados num meio, e são “mastigados” em todos os meios de forma exaustiva, e sempre com o mesmo sentido. Daí as minhas dúvidas quanto ao efeito que tal desencadeia no publico em geral.

    Se por um lado a exaustão pode provocar a banalização do tema, por outro cria-lhe sedimentação passível de ser estimulada mais tarde, em momento considerado oportuno.

    O método utilizado é redutor para o jornalismo e jornalistas por manifesta falta de liberdade de expressão. Quem é o jornalista, do Público, do Sol, do Expresso, da Sic, etc, que tem coragem para “remar contra esta maré”. Nenhum. É a sua sobrevivência que está em causa.

  10. Para o jornalismo nacional a honestidade intelectual é linda. Mas é na prateleira como memória. Por isso é que temos a miséria que temos nas televisões: quanto mais debochado a emitir opiniões mais fácil é arranjar lugar num quaquer painel de comentadores. Muitas vezes, até a presença de contraditório num debate é aparente e ilusória. Uma vergonha.
    A Judite, essa já não engana ninguém há muito tempo. Só quem quer e gosta. São uns felizes.

  11. Enquanto os nossos jornalistas forem como os Crespos e as Judites ,isto só faz é piorar,e, mesmo que os politicos sejam uns nabos, só podem é ganhar com as entrevistas.Com jornalistas destes , a culpa é sempre do mensageiro.

  12. em complemento do meu comentario anterior,

    viram a ferocidade, a ilogica da d. Judith contra Presidente do STJ?

    juntem-na ao rothfeiller que foi para aqui chamado, o bolinhas,

    e imaginem agora o fogo de artificio que para aí vem…

    viram aquela nota noticia final com q dita dona terminou o interrogatório?

    fiquei completly asfixiado com a desvergonha disto tudo…

    receio que os planos possam estar já bem avançados para tanto destempero e falta de pudor…

    abraço

  13. Bom, a melhor do dia é que segundo o “Sol”, as escutas transcritas e os doudos despachos dos despachantes da São Caetano à Lapa… perdão, Aveiro, o Sócrates estava mancomunado com o Eduardo Moniz e o Nuno Vasconcelos para tomar conta da TVI. Está tudo doido ou a levar o Carnaval longe demais?

  14. A Judite de Sousa entrou forte e feio. Utilizou as manhas do costume, perguntas engatilhadas, munições de grosso calibre, como se de um interrogatório policial se tratasse. Interrogatório policial não, porque aí deixa-se falar as pessoas. Uma entrevista não é um interrogatório, Srª jornalista!

    Aqui não! Autentico ringue de box, só faltaram as meninas a passar de três em três minutos os números dos assaltos. Poucos assaltos, afinal. O Presidente do STJ não precisou!
    Parecia estar a assistir a um mau filme da série B daqueles em que o advogado seboso e suado, em plena sala do tribunal, estica os suspensórios até ao limite, e largando-os de repente, e se prepara para “apertar” a sua vítima…

    Só que no caso em concreto, a vítima Presidente do STJ trocou as voltas à Judite. E aquela figura franzina, peso pluma com certeza, depois de várias esquivas aos golpes baixos da Judite, acertou-lhe com jabs, directos, ganchos e upercuts.

    O combate terminou de forma confrangedora… À Judite já só restava ser salva… pelo gongo.

    Lamentável Judite! Lamentável!

    Não deveria ser assim! Prestou um mau serviço! Ao programa, À RTP, aos portugueses!

    Lembre-se Judite, a sua liberdade termina onde começa a dos outros! Recorda-se disso?

  15. Carmen, existirá sempre uma erosão em determinados sectores mais permeáveis à manipulação, não estou tão certo que isso se passe nos sectores mais esclarecidos e dinâmicos, de maior espirito crítico onde o discurso dos media mainstream já não entra.O que parece já não é. E cada vez que uma onda mediática se esboroa por falta de consistência maior é o descrédito do mensageiro.

    Neste caso as apostas estão altas já que o Saraiva/magistrado já meteu ao barulho todos os Grupos de comunicação Social, a Ongoing a Controlinvest, a Media Capital e a PT (que toda a gente sabia necessitar estrategicamente de um parceiro na área dos media). Por isso provavelmente assistir-se-à a uma “guerra” fria nesta área daqui por diante.Esperemos.

  16. A culpa também está nos entrevistados que permitem ser constantemente interrompidos pelos entrevistadores e admitem que estes se armem em inquiridores policiais. A entrevista de ontem de Judite de Sousa ao Presidente do Supremo foi um bom exemplo disso. Não se pode ser tão benevolente!

  17. Bolas, parece que o Link saiu coxo.

    E para além disso, metade do comentário que eu tinha redigido, pura e simplesmente, sumiu!

    Então, cá a vai uma tentativa de reconstruir de memória, a parte que não chegou a aparecer:

    “Aproveito o ensejo, para (mea culpa) me penalizar por ter referido há tempos, que, para além de Manuel António Pina e Mário Crespo, todos os restantes cronistas/escribas do JN eram, para mim, desinteressantes.

    Na realidade, Mário Contumélias, figura também no ilustre triunvirato.

    Apenas mantenho – e firmemente – que o Director do Jornal (aquele que censurou Mário Crespo) em termos de prosa, é uma nulidade!

    E, Nuno Rogeiro, não só é desinteressante, como é, altamente desinteressante.

    Na oportunidade, se me é permitido, um conselho: quem puder, emigre.
    Este País, está um horror!
    E, como já dizia o meu falecido (em 2001) pai, isto já nem sequer é um país, é um sítio mal frequentado!

    PS: Snr. Vale(upi) aproveito o ensejo para clarificar que, o meu comentário colocado em Floribella ou Myke Tyson, era endereçado para sí, desafortunadamente, só tarde demais, me apercebi que o autor do texto principal (Confúcio) era outra pessoa, que não o senhor.

  18. ***Espectáculo dantesco dado por Judite de Sousa. Ela entrou e saiu da entrevista a Noronha do Nascimento sem perceber como funciona a relação entre Supremo e Procuradoria***

    E o Snr. sabe?

    Então, tell me more (conta-me)!

  19. essa (s)enhora, Judite de Sousa, não é, professora numa qualquer escola que por aí há, para formar futuros jornalistas?
    Pelo estilo, mérito e imparcialidade de tal professora,(?), tenho sérias dúvidas àcerca da qualidade dos futuros jornalistas deste país

  20. O voto, actualmente, pertence ao dominio da população em geral, o que significa que camadas significativa da população, trabalhadas em determinado sentido, traduzem votos nesse mesmo sentido, K, isto para dizer que não estamos livres de ver Rangel como PM e Cavaco como PR. Há pior cenário ?

    Até fico com vontade de mudar de país!

  21. Carmin, acho que a correlacção entre noticias e o sentido do voto não é assim tão directa, tão pavloviana, e a opinião de certos sectores mais esclarecidos tem um efeito multiplicador junto de um core da população que é vital para a conquista do poder, e sem o qual não existe de facto uma onda de mudança.Isso sente-se nas ruas e no dia-a-dia e não nos ecrãs
    da televisão tabloide e na opinião dos seus artistas.As pessoas começam no geral a descodificar a coreografia dos media, porque todos ou quase todos já se sentiram de certa forma “injustiçados” pelo byass mediático. Já quase ninguem pensa num jornalista como portador de alguma verdade, ou mesmo objectividade.Defendem interesses.
    Bem , mas isto sou eu que sou um optimista :))

  22. Olha agora lembrei-me de uma cena que vi ontem no Opinião Publica das 17H da SicN dedicado ao Face Oculta (what else?) e que contava com a presença do Daniel Oliveira. A certa altura “entra” em linha um arquitecto acho que de VN Gaia, cuja opinião não era coincidente com o mainstream (no sentido de ser pró ou contra) e começou a criticar o jornalismo feito nas Televisões penso que o da MMGuedes e o do Mario Crespo…e chegado ao Mario Crespo a jornalista que estava a moderar o programa corta-lhe abruptamente (termo não inocente) a palavra para dar uma noticia de ultima hora que passava em rodapé sobre a queda de uma avioneta. Ainda consegui vislumbrar um certo incomodo no Daniel de Oliveira, mas não tenho a certeza pois ficou caladinho perante o facto.Poderia ter dito educadamente qualquer coisa como “É pena não termos podido ouvir o telespectador anterior na totalidade…” fazendo jus à sua heroica luta pela liberdade de expressão e de imprensa. Mas não. Quer dizer discutia-se ali a liberdade de expressão e de imprensa e o diabo a sete…e foram os primeiros a cortar a palavra dissimuladamente a uma pessoa que se aprestava para criticar uma vedeta da casa, na presença (penso que) envergonhada de um dos paladinos das liberdades.
    Julgas que ninguem nota isto? Eles pensam que não, e ainda bem.

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