Coxos e zarolhos

A 10 de Junho de 2019, com os mais importantes representantes do Estado e dos cidadãos soberanos hieraticamente perfilados ao redor da estrela convidada para comemorar Portugal, Camões e as comunidades portuguesas, ouvimos um discurso cuja palavra inicial, depois dos cumprimentos da praxe, foi “Eu”. Este pronome pessoal aparece 11 vezes no texto. Os pronomes possessivos “meu”, “meus” e “minha” aparecem mais 18 vezes. Trata-se do cimento lexical necessário para erguer e desenvolver uma narrativa heróica acerca de um certo portalegrense com uma história de vida impressionante. Tendo vivido e crescido ao cimo da Avenida Frei Amador Arrais, teve de sair da sua cidade para realizar o sonho de obter uma licenciatura. Um sonho nascido num jovem que foi obrigado pelo destino madrasto a ter de passar pelo desafio de ser filho de dois funcionários públicos, e de fazer o ensino básico e secundário numa escola pública, acabando fatalmente por se licenciar numa universidade pública. Apesar dessas adversidades, apesar das quatro horas de autocarro de Portalegre a Lisboa (duração igual para o regresso; ou seja, penalização a dobrar), e de a essa distância física corresponder uma ainda maior distância cultural pois os livros eram poucos e vendiam-se nas papelarias (incrível, não é?), apesar de o cinema só funcionar ao fim-de-semana (horror indescritível) e de as bandas que este jovem e amigos de rua e escola queriam ouvir não passarem por Portalegre (indescritível horror), ele foi subindo aos poucos na vida e chegou ali. Ali, ao palco de onde agora falava ao Povo. Ora, tal tem uma explicação, que o próprio magnanimamente se encarregou de nos oferecer. É que, no meio dos obstáculos todos que teve de vencer até chegar lá, ao ali, deu-se a felicidade de ter tido pais que investiram parte do salário a comprar livros e enciclopédias que chegavam pelo correio, a prestações. Quantos livros, quais? Quantas enciclopédias, e ficaram completas ou ainda há uns volumes a faltar nas estantes? Interrogações inevitáveis, imediatas, e mesmo lancinantes, que ficaram sem resposta na ocasião solene. Porém, desiluda-se quem pense que a audiência saiu de mãos a abanar quanto ao segredo do sucesso do orador. O próprio revelou que os seus pais tinham um plano para ele, o tal filho que estava ali no paleio de costas para um Presidente da República e outros tipos. Esse plano parental correspondia ao algoritmo “objectivo claro” + “um caminho para trilhar na sociedade portuguesa“, desdobrando-se nas seguintes etapas: lutar pela liberdade em 1974, lutar pela democracia em 1975, lutar pela integração na Comunidade Europeia nos anos 80 e lutar pela entrada na moeda única durante a década de 90. Se vitoriosos de tantas lutas, o seu amado filho não teria de se limitar a 15 dias de férias em Albufeira, era a ambição que motivava os progenitores planificadores e lhes dava ânimo inesgotável. Pelo que o próprio João Miguel Tavares tem publicitado a respeito das suas férias recentes, podemos já com confiança declarar que os seus pais triunfaram plenamente.

Em 10 de Junho de 2020, abraçado pelos Jerónimos, vibrou no ar um discurso cuja palavra inicial, depois dos cumprimentos da praxe, foi “Agradeço”. Ainda no seu primeiro parágrafo, a primeira citação – «como pesa na água (…) a raiz de uma ilha», de Herberto Helder. Seguiu-se uma reflexão onde se cruzou o legado camoniano – literal e simbolicamente, a mátria lusitana – com o desvelamento da actualidade para atender ao que mais importa numa comunidade, a cidade de pessoas para pessoas. No último parágrafo, a última citação – «rasto do fulgor», de Maria Gabriela Llansol. A meio do texto, uma suposta citação de Margaret Mead, a anedota do fémur quebrado e cicatrizado. Anedota no sentido de historieta, mas anedota também para aqueles que se tenham sorrido, ou mesmo rido, com a profundidade interpretativa dessa micronarrativa. Súbito, dezenas de milhares de anos de criação e construção civilizacional ficam inscritos nas marcas de um fémur humano que teve tempo para sarar. Não é na biologia e fisiologia desse acontecimento que a nossa inteligência encontra a surpresa, o sentido e o encantamento. É no factor estritamente humano que com compaixão, generosidade e invenção introduziu na Natureza a novidade de ajudar e proteger quem está próximo e em grave carência. Este momento antropológico do discurso mostra, quanto à eficácia pedagógica, que estamos a testemunhar uma lição. E mais prova que a etimologia de lectio como apanha, colheita, tem em Tolentino de Mendonça um exímio artista. Deixou-nos em desenho uma linha que vem das raízes na água, passa pelas pernas no chão, e acaba com o olhar apontado ao fulgor do mistério de tudo e de todos. A linha de uma ave a levantar voo nesse preciso momento impossível em que está entre a terra e o céu.

O 10 de Junho de 2019 serviu para que se promovesse um apelo à sedição de fantochada a partir de um palanque do regime. Para tal, a retórica e economia textual usadas tiveram de montar um circo demagógico e populista onde se apagou tudo o que foi e é positivo na comparação entre o regime democrático e o regime anterior. O que restou depois de se excluir o que nos liga na República é um mundo cão onde apenas o individualismo glutão conta, apenas se aponta ao que corre mal aqui ou ali, apenas se valoriza o que não se tem. Donde, cantarolou o profeta do regresso de Passos Coelho, a causa da minha situação infeliz, a culpa para a minha insatisfação insaciável, assim corre o mecanismo propagandístico, está nos que se distinguem por uma qualquer aparente superioridade ou percebida vantagem face a mim. Se eles têm sucesso, ou que seja só notoriedade, então tal só é possível porque eu não tenho sucesso, porque não há holofotes da fama apontados ao meu canto. As elites, os corruptos, os políticos (passe a tautologia) estão a roubar-nos, e tu, se quiseres ser como eu e chegar onde eu cheguei (olha para isto, pá, olha como “eles” me vêm comer à mão), tens de continuar a garantir que eu saco o meu ao fim do mês; ou seja, tens de continuar a papar o que te sirvo na manjedoura da indústria da calúnia, esse hino à impotência colectiva para proveito e gozo dos que enchem a boca com “verdades” ao gosto popular acabadinhas de grelhar. Aqui está a mensagem suprema da partida que Marcelo pregou aos portugueses – com a finalidade de interferir no ciclo eleitoral e de alimentar o linchamento de Sócrates e respectiva coacção da Justiça a seu respeito – quando enfiou João Miguel Tavares na lista dos que tiveram oportunidade para honrar a data e o que ela representa; algo comparável em imaginação exótica à partida dos “árabes” no Tavares Rico em 1971, só que no ano passado foi a sério, foi real, teve o selo do regime, mesmo que continue a parecer uma alucinação distópica.

O 10 de Junho de 2020 serviu para outras coisas bem diversas, deslocámos a atenção para o essencial da vida em comunidade, sentimos a passagem de um espírito são; mas numa coisa foi análogo ao ano anterior: permitiu que ficássemos a saber ter Ana Gomes gostado muitíssimo mais do penúltimo 10 de Junho. Essa normalização e defesa da pulhice, de que o seu apoio a um discurso soez e indigno de Abril é uma manifestação exuberante, acaba por produzir a mais harmoniosa das afinidades. De facto, no ano passado, a única personalidade a que o presidente das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas fez referência para além de si próprio e da sua família mais chegada (grupo onde se incluem os sogros e três mulheres que criaram a sua mulher, não esquecer) foi precisamente Camões. A única abébia que deu à elite, talvez por imposição exterior, consistiu em identificar uma das figuras que era dever protocolar comemorar no seu discurso. E só concedeu em nomeá-lo, sem o citar, porque tinha um conselho para deixar a professores e doutores: que se leia menos os Lusíadas pois já farta de tanta “exaltação patriótica”, se é para perder tempo com o zarolho que tragam os seus poemas giros com escravas boazudas. É disto que o povo gosta, vai sem discussão, pelo que estamos em condições de antecipar o futuro. Quando Ana Gomes for a presidenta, depois de pulverizar os corruptos com o seu fácies de imaculada furibunda, já sabemos a quem irá entregar o 10 de Junho para um encore. Não, padreco armado em poeta, tu vai lá para a tua Vitalina Varela da tanga e deixa-te de ilusões beatas. A regra da civilização não é a do fémur cicatrizado, essa foi a excepção. A regra é a da selva, onde os mais fortes comem os mais fracos, e onde os menos burros enganam os muito burros. Aprende com a gente séria, Tolentino, e tem cuidadinho com as más companhias.

32 thoughts on “Coxos e zarolhos”

  1. Depois de passar atestados de bom comportamento jornalístico ( alternadamente a Fernanda Cancio e a Pedro Marques Lopes ) vem o inevitável atestado de mau comportamento, ao ódio de estimação, o Tavares .
    O autor é repetitivo, tem um recorrente biociclo, e a santíssima trindade, já sabemos de cor : depois vem a defesa de José Socrates, agora já alargada à defesa de Vara, também .
    Ao tradicional discurso de ódio contra JMT, acrescentou o elogio a D. Tolentino, um homem culto e erudito, portanto do agrado do académico, intelectual e elitista autor do texto .
    D. Tolentino, que estará a ser preparado para futuro papa, teve mais do que todo o tempo do mundo, para estudar, o seminário é gratuito, e possui boa biblioteca . E não há mais nada para fazer .
    Os padres operários, que não queriam ser parasitas nem depender da sociedade, esses foram todos perseguidos e obrigados a abandonar a igreja .
    Não sei o que disse Tolentino, nem me interessa .
    Imagino que não indicou uma unica receita nem um remédio para nada .
    Tavares, esse narrou um percurso de vida e formulou uma esperança de um mundo melhor sem os obstáculos antigos .

  2. Excelente comparação, apesar de serem discursos distintos onde o caluniador
    fez jus ao seu ódio e frustração … deixando para quem o escolheu, o ónus que
    resultará na perda de alguns votos para o candidato do chega … sim, porque a
    outra candidata não avançará, prefere o comentário fácil!!!

  3. Em verdade vos digo que, se chapéus há muitos, o rigor científico garante-nos que percursos de vida há muitos mais. Vida toda a gente tem, pelo menos enquanto vivo está, como diria a insigne filósofa Lili Caneças, e chapéus nem tanto. Assim, portantes, a modos que, também em verdade vos digo que, se enquanto há vida há esperança, a esperança minha de que alguns percursos de vida insípidos e merdosos, apenas porque notórios e merdiáticos, merdosos deixem de ser é népias. Pelo sim pelo não, porém, se houver alguém para aí virado, oremos.

  4. So far, três comentários lisonjeiros, um manifestamente exagerado, outro exageradamente manifesto, um terceiro, de um rapper que mistura rigor científico, chapéus, vida, esperança, uma socialite e remata com trampa, que demonstra ser o que tem na mioleira .

  5. Da profunda escuridão pelágica onde, escondido da luz, consome a anónima existência, pastando o invertebrado krill, atreve-se ocasionalmente o não menos invertebrado molusco cefalópode, auto-promovido a fiscal de comentários alheios, temendo e tremendo perante o seu mais que previsível e inglório fim no intestino grosso de D. Orca. Mas em verdade vos digo que, para tão inglória existência, nada de mais adequado do que inglório fim, excretado pelo recto da rainha dos mares como adubo de pradarias marinhas. Da merda saiu, na merda existiu, à merda e como merda voltará… ou voltariu.

  6. «Tavares, esse narrou um percurso de vida e formulou uma esperança de um mundo melhor sem os obstáculos antigos .»

    Um ano passado não será ainda o distanciamento temporal suficiente para fazer um juízo definitivo sobre o verdadeiro sentido do discurso do Tavares; qual o tal “objectivo claro” que leve todos os portugueses a serem “alguém” como o próprio.
    Contudo, antes de formular a falta desse objectivo claro aos portugueses hoje, pensa “possível que eles (a geração dos seus pais) tenham tido aquilo que mais nos tem faltado nos últimos vinte anos: um objectivo claro…”
    O discurso continua assim sempre, neste registo saudoso do antigamente, até ao grande final: planos grandiosos que nunca se cumpriram como a “auto estradas onde não passa ninguém”, “corrupção”, “que não é pelo trabalho e talento que se ascende na vida”, “nascer na família certa”, “a melhor solução para os talentosos é emigrar”, etc., etc.
    E por fim o grande final com o “há o ‘eles’ e há o ‘nós”, “‘Eles’ não têm nada a ver connosco. ‘Nós’ não temos nada a ver com eles”, “os portugueses são os que estão ao nosso lado. E isso conta. E conta muito.”, “o grande desafio está em tentar desenvolver um sentimento de pertença”, e finalmente o elogio da “arraia-miúda, aquelas pessoas que fazem mais por este país do que imaginam” , e em apoteoso o elogio da banalidade feita nestes termos: “Todos nós temos histórias destas, de gente banal envolvida em feitos extraordinários”.
    Em suma, um chorrilho de queixumes acerca da tragédia que é ser português hoje, que tresanda um cheiro infeccioso vindo dos tempos quando tudo era previsível, corriqueiro, o saber ler, fazer o nome e contar era um desígnio certeiro e suficiente.
    Não é por acaso que se tem como ídolo político, também ele, um homem banal embebido em feitos extraordinários como é Passos Coelho.
    Logo, caro Von da Costa, o discurso do Tavares será mais e é, seguramente sobretudo, uma apologia saudosa da vida do português simples cuja política é o trabalho e cuja esperança é vir a ser empregado do Estado para garantir um objectivo claro.
    O discurso do Tavares é o dos que apelida de “Eles” embrulhado num falso “Nós”.

  7. São considerações que valem o que valem.
    Fico sem saber qual a diferença entre a apologia do estado antigo e a do estado novo (o regime atual) poderá ser a diferença entre um pijama para homem com perna, e um pijama com perna para homem ?

  8. Comentador das 13 e 46
    Everything you wrote is false, qualquer texto se presta a múltiplas interpretações, acho que o meu amigo retorce e distorce a seu bel-prazer, e a sua interpretação, desculpe a franqueza, a mim parece o samba do crioulo louco.
    Não deixa de ser intrigante e dê que pensar que o celebrante deste blog se foque exclusivamente na defesa de Sócrates, e agora, também do amigo dele, Armando Vara, e por exemplo, a respeito de Maria de Lurdes Rodrigues, condenada a três anos de prisão e seis meses, com pena suspensa, por prevaricação de titular de cargo político, nem uma palavra . Os juízes consideraram que favoreceu patrimonialmente João Pedroso, irmão de Paulo Pedroso .
    Mistério essa obsessão em JS e AV. Ou será questão de multiplicação dos piquenos cofres ?

    O comentador das 4 29 e 4 31, é um broncacho, completamente desiquilibradacho, com tendências para a escatologia, e portanto defecou textos coprológicadachos, em conclusão, um merdacho que se alimenta no tacho, a cabeça dele, que construiu a fossa em que vive e é.

  9. Acrescento que essa fixação doentia em Tavares, foi o pretexto para, mais do que fazer um texto a elogiar D. Tolentino, produzir uma diatribe e atacar mais uma vez, Tavares.

  10. Ó Van Humbolt Tavares, não há aqui nenhuma fixação doentia no Tavares. Há uma reacção à fixação doentia e prolongada do Tavares em José Sócrates. Tavares não teria sido convidado para a festa do ano passado se quem o convidou não soubesse que ele iria fazer um discurso de mesquinhez com insinuações ao nome a quem deve a popularidade. Oferece uma réstia de esperança encontrar neste pardieiro alguém que, sem se importar com holofotes, ter muitos ou poucos leitores, ou fazer disso ganha-pão, leva à bigorna , com eficácia e sem se cansar, esse baluarte da calúnia e da canalhice. Ou, dito de outra maneira, alguém que defende a polidez e integridade das institituições da República. Que não te doam as mãos, Valupi. Não há um, repito, não há um nome na praça pública portuguesa que tenha descrito com tanta clareza, consistência e insistência a maior aldrabice mediático-jurídica da nossa geração.

  11. O cefalópode analfabeto abusa do chazinho Neoblanc e dos supositórios WC Pato receitados pela sua matriz intelectual da Casa Preta e lá vai, ou vem, cantando e rindo, sobre a língua pátria/mátria/lgbtátria tripudiando, vírgulas semeando, de atentado em atentado, entre sujeito e predicado. Pobre invertebrado “DESIquilibrado”.

  12. “Acrescento que essa fixação doentia em Tavares, foi o pretexto para, mais do que fazer um texto a elogiar D. Tolentino, produzir uma diatribe e atacar mais uma vez, Tavares.”

    fixação doentia e criminosa são as capas diárias do correio da manhã e os artigos do tavares covidamente subsidiados pelo estado português. o texto acima é opinião livre de quem o escreveu num blog privado não subsidiado e onde toleram ranhosos como tu. se eu fosse dono da tasca já tinhas levado o tratamento que os blogs da tua laia dão a quem expressa opiniões desfavoráveis à cavacada & direita adjacente.

  13. O destrambelhado comentador das 5 06 é comuna e metalúrgico, não sei que tem a fazer aqui para além de vir logo atraído como um iman, atrás de tudo que sirva para estrambolicamente espalhar palavreado sortido do alfabeto português, e dizer mal, amplificando sempre e tentando ser mais original, que o criador original, uma autêntica destilaria de veneno que já devia estar à muito era enfiado numa camisa de forças, o trautamitizado de merda, Deus nos livre de um anormal destes algum dia alcançar rédeas de poder . Cala a boca que só dizes porcaria .

    Quanto ao comentador das 10 31, acho bem, era uma medida que se encaixava bem na normalidade democrática socialista.

  14. Comentador das 4 37, se ele não gosta do Tavares, e como ele muitos outros, que não leia e não ligue, há muita gente que nem sabe quem é o Tavares, e há quem leia e quem goste e quem leia e quem não goste, qual é o problema? O Tavares pratica ou praticou algum crime ?
    Se há uma fixação doentia do Tavares, a melhor resposta é uma desafixação saudável, não lhe parece ?
    Agora o PR também tem fixação e é cumplice ?
    O panegírico da parte final do seu comentário é de um verdadeiro crente [ inserir aqui um violino a tocar música celestial ] ninguém nem você mesmo acredita no alegado desinteresse altruísta e incondicional …
    Os textos não têm nada de extraordinário, seja em termos literários, seja em termos de cruzada – pelo que quer que seja, – e você diz que é um paladino e coisa e tal .
    É a minha opinião. É crime ?
    Eu, por exemplo, do Tavares, só li um artigo, salvo erro, as sete vidas de Sócrates. E gostei .
    Isso faz alguma diferença, ou, muda algo estar sempre a martelar no mesmo, isso deve ser o lado para o qual o Tavares e outros, dormem melhor .
    Sintomático do que isto é e para que serve, é a constatação de que muitos temas muito mais importantes, não são aqui abordados, pelo contrário, são evitados .

  15. Ó Van Humbolt Tavares, faço minhas as tuas palavras. Se não gostas do que o Valupi e o Camacho escrevem não leias, não ligues. Vai-te embora. Eu, por exemplo, não voltarei a subscrever a assinatura do Público enquanto esta servir para sustentar um caluniador profissional.

  16. Grande Lucas!

    “Se ele não gosta do Valupi, e como ele muitos outros, que não leia e não ligue.”

    Como muito bem notas, isto poderia ter ocorrido ao cefalópode analfabeto antes de bolçar o que bolçou, se os deuses o tivessem bafejado com uma simples sinapse, já que duas seria pedir muito. Mas para uma sinapse exige-se um mínimo de dois neurónios, muito além da metade de um terço que calhou em sorte ao invertebrado analfa. Em verdade te digo que, face à triste figura que o molusco bailarino é levado a fazer por aquela malfadada sexta parte de um neurónio, até o SARS-CoV-2 faz figura de intelectual.

  17. “O Valupi pratica ou praticou algum crime? Se há uma fixação doentia do (no?) Valupi, a melhor resposta é uma desafixação saudável, não lhe parece?”

    O ké kachas, Lucas?

    “Sintomático do que isto é e para que serve, é a constatação de que muitos temas muito mais importantes, não são aqui abordados, pelo contrário, são evitados.”

    Pruke é que o cefalópode analfa perde aqui o seu tempo, em vez de o dedicar a chafaricas onde “muitos temas muito mais importantes” são abordados, é mistério ao nível do que rodeia a Área 51, pelo que me atrevo a sugerir que espere sentado quem anseia por uma resposta.

    O que continua a não falhar, ao cefalópode que-não-se-enxerga, é a pontaria infalível para a virgulina entre sujeito e predicado. Coitado do invertebrado!

  18. O calhorda dá também indícios de “projecto falhado de padre”, assim, deste modo : “em verdade vos digo”, em “verdade te digo” .
    Se aquilo que ele diz que diz, é a verdade, então imagino o que será a mentira do anormalóide.

  19. Ó Gaúcho fazes bem, lê antes o AS, o Acção jornalista, que é um jornal partidário, e por decorrência, 100 % isento, e além disso, total e excluisvamente subsidiado pelo dinheiro das quotas dos militantes, gratuito e on-line, poupas no subsídio para a assinatura do jornal que dizes não gostar, e vai jogar no bingo ou na betclique .
    Olha ando por aqui, movido pela curiosidade ( será panca grande, como diz a Zazie, será por o zezito ter aprovado legislação favorável aos normais alternativos, será um resto da ceara de blogs, de que o camara corporativa era o expoente máximo ) enfim, confesso que me é difícil conter a irritação perante textos na maioria tão falsos e enviesados, supostamente apresentados como colocados à apreciação, quando na realidade são produtos acabados e publicados apenas com vista à colecta de aplausos, se há algo mais, por exemplo, incentivos assessoriais, não tenho provas, mas que parece, parece, parece acima, mas pode ser abaixo do esperado, no resto, estou à espera que o Snr. Neves me explique o paradigma de Kant, se lhe deu para ler o tratado todo da Crítica, da Razão Pura ( e pode suceder que tenha que ler ainda mais obras do autor ) nunca mais é sábado, olha vou andando por aqui, a constituição estabelece o direito a deambular.
    Assinado
    Di Ambulancio, da Costa

  20. ” Olha ando por aqui, movido pela curiosidade…”

    yah, o futuro tá nas recicláveis. falta o apelido pidesca à dona curiosidade, mas percebe-se ao que vens, nem era necessário citares a zaida. só cá faltavam os patrulheiros da frente nacional movidos a cusquice faxista para podermos discutir o paradigma da emmanuelle e a vírgula da “Crítica, da Razão Pura”.

  21. Ora aqui temos, nas palavras do mesmo, “uma máscara que funciona bem” . Isto é, Valupi, Ignatz .
    Gosto de vírgulas ,,,,,,,,,,,,,
    Servem para pausar, mas parecem pontinhos finais, em movimento .
    Porque a vida é feita de pausas, e não de pontos finais .
    E as vírgulas também salvam vidas, por exemplo, “agora vamos comer, avô”, e não, “agora vamos comer avô”.
    Uso sempre vírgulas, “sem pestanegar”, como por lapso escrever Neves, num dos seus (dele) comentários ; ^)
    Porta-te bem Valupi, se não, arriscas, no epitáfio da tua lápide, o seguinte virgulário :
    “Aqui jaz um mentiroso,
    E um homem intelectualmente honesto”
    “Em duas campas separadas”

  22. yah. manda pró alex que ele junta ao processo quando enviar os cd’s em falta ou tira certidão e abre novo processo e de caminho podes ir pró caralho com as vírgulas mais a eloquência panilas que agrada à vaca residente no caixote.

    I am he as you are he as you are me
    And we are all together
    See how they run like pigs from a gun
    See how they fly
    I’m crying
    Sitting on a corn flake
    Waiting for the van to come
    Corporation T-shirt, stupid bloody Tuesday
    Man you’ve been a naughty boy
    You let your face grow long
    I am the egg man
    They are the egg men
    I am the walrus
    Goo goo g’joob
    Mister City policeman sitting
    Pretty little policemen in a row
    See how they fly like Lucy in the sky, see how they run
    I’m crying, I’m crying
    I’m crying, I’m crying
    Yellow matter custard
    Dripping from a dead dog’s eye
    Crabalocker fishwife, pornographic priestess
    Boy, you’ve been a naughty girl, you let your knickers down
    I am the egg man
    They are the egg men
    I am the walrus
    Goo goo g’joob
    Sitting in an English garden
    Waiting for the sun
    If the sun don’t come you get a tan
    From standing in the English rain
    I am the egg man (now good sir)
    They are the egg men (a poor man, made tame to fortune’s blows)
    I am the walrus
    Goo goo g’joob, goo goo goo g’joob (good pity)
    Expert, texpert choking smokers
    Don’t you think the joker laughs at you (ho ho ho, hee hee hee, hah hah hah)
    See how they smile like pigs in a sty, see how they snide
    I’m crying
    Semolina Pilchard
    Climbing up the Eiffel tower
    Elementary penguin singing Hare Krishna
    Man, you should have seen them kicking Edgar Allen Poe
    I am the egg man
    They are the egg men
    I am the walrus
    Goo goo g’joob, goo goo goo g’joob
    Goo goo g’joob, goo goo goo g’joob, goo
    Joob, joob, jooba
    Jooba, jooba, jooba
    Joob, jooba
    Joob, jooba
    Umpa, umpa, stick it up your jumper (jooba, jooba)
    Umpa, umpa, stick it up your jumper
    Everybody’s got one (umpa, umpa)
    Everybody’s got one (stick it up your jumper)
    Everybody’s got one (umpa, umpa)
    Everybody’s got one (stick it up your jumper)
    Everybody’s got one (umpa, umpa)
    Everybody’s got one (stick it up your jumper)
    Everybody’s got one (umpa, umpa)
    Everybody’s got one (stick it up your jumper)
    Everybody’s got one (umpa, umpa)
    Everybody’s got one (stick it up your jumper)
    Everybody’s got one (umpa, umpa)
    Slave
    Thou hast slain me
    Villain, take my purse
    If I ever
    Bury my body
    The letters which though find’st about me
    To Edmund Earl of Gloucester
    Seek him out upon the British Party
    O untimely death
    I know thee well
    A serviceable villain, as duteous to the vices of thy mistress
    As badness would desire
    What, is is he dead?
    Sit you down, Father, rest you

  23. O assessoreco socialista para a desvalorização, branqueamento, desinformação e intoxicação, passa a vida a vasculhar em toda a imprensa, no Facebú, no twiter e em todo o lado em que possa cheirar e eu é que sou o pitoresco e o petroleiro : ) da frente lateral .
    Não cantes de galo que o Rolex pode um dia chegar até tí e se fôr caso disso, acertar- te os ponteiros .
    Queres fazer dos outros parvos mas toda a gente sabe ao que estás, eu não venho de lado nenhum, apenas tenho curiosidade na magnitude desintere$$$ada da tua actuação, para além de desmarcarar aquilo que para aqui regurgitas .

  24. Von Humboldt Tavares, ao dizeres que quem discorda de ti é assessor socialista estás a fazer uma insinuação caluniosa, tal qual o teu herói costuma fazer. Essa é uma prática que identifica um pulha.

  25. isto anda tudo ligado, o caralhex tira certidões desta merda, manda prender a malta e anexa ao mexia. pode ser que assim apanhe o pinho e depois chega ao sócras, caso o manso não mande cortar a luz e volte tudo à casa de partida.

  26. Von Emplastro da Bosta: “Noção do ridículo é cena que a mim não me assiste. Vergonha no focinho idem.”

  27. “Von Humboldt Tavares, ao dizeres que quem discorda de ti é assessor socialista”

    Quem é que discorda de mim . Valupi nunca disse que discorda de mim.

    “estás a fazer uma insinuação caluniosa”

    Ai estou ?

    “uma prática que identifica um pulha.”

    E a insinuação de que eu sou um pulha, não é caluniosa ?

    “Lucas é um pulha, e ainda por cima ameaça com o rolex.”

    Se o dizes, não tenho como discordar .

    A seguir tem uma foto com uma gaja com ar de LGBT.
    Alinhavou uma cantilena ao estilo do samba do crioulo louco . Só faltou dizer que a D. Maria casou com o filho .

    Segue-se o satanacho .
    A este gosto eu de puxar pelo frontal .
    Manda-me investigar na Área 51 ( 5 +1 = 6 )
    6 x 6 = 36
    36 x 37 = 1332
    1332 : 2 = 666
    Eis a besta e o verdadeiro pulha .
    E a explicação “daquilo” que está no subconsciente e por detrás dele, quando escreve que “Deus é gordo e …”
    o resto é indizível

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