Costa do castelo

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Notas:

– Os castelos construíam-se na linha da frente da ameaça.

– Mesmo com máscara, o descaramento do pulha está à vista. Aquela linguagem corporal não engana, estamos perante um político que não respeita o bem comum e com quem não pode haver tolerância intelectual, moral ou cívica.

– Costa provou aos imbecis e aos cobardolas que o tratamento indicado para lidar com o Ventura, e quejandos, é exactamente o oposto da saída pela esquerda baixa deixando a alimária em palco a puxar pelos borregos na plateia.

– Ventura berra em registo feirante e com estilo de tasca o que Passos Coelho deixava pendurado no subtexto do seu desprezo pelos “piegas” que se andavam a arrastar na “zona de conforto” em vez de emigrarem. Nada do que Ventura diz é novo, portanto, antes se podendo recuar até ao PSD de Ferreira Leite, Pacheco Pereira e Cavaco Silva, nos idos de 2008 e 2009, e lá encontrar os ovos da serpente. Na altura, pareciam apenas ovos podres. Azar o nosso, estavam a ser chocados pelo ódio pestilento.

One thought on “Costa do castelo”

  1. Exactíssimo!
    Os ovos que pariram o Ventura foram todos postos no pantanal do Cavaco, por seus ideólogos que se aproveitaram da ileteracia sócio-filosófica do montanheiro e seus “ajudantes” próximos oportunistas que usaram da lisonja perante o desconfiado para enriquecer por corrupção. Foi uma festa tão gorda e proveitosa que ainda hoje, saudosos, lhe seguem o rasto e usam os mesmos métodos perante uma nova vaga de “fundos”.
    E também considero que a melhor atitude para combater os venturas é desmascará-los em pleno Plenário da AR perante todos os deputados que representam o povo da Nação; só se aprende e apreende ouvindo explicações completas dos assuntos e não por slogans pré-concebidos para obter fins determinados. E ninguém é tão estúpido que, face a repetidas boas explicações dos factos, mais cedo que tarde não perceba nas palavras dos venturas as reais intenções que elas tentam esconder.
    Contudo, o importante é não olhar para os venturas como os únicos que usam a liberdade para lhe pôr fim, que os venturas são o único e o pior dos males que tramam contra a democracia, que os venturas, sendo a parte visível, são tudo o que há a combater para florescer o bem sem mais, que os venturas vivem por si sem serem alimentados de outros lados; na realidade os venturas são apenas o rosto, a voz e os braços de gente insuspeitável.
    Como é dito no post os ovos dos actuais venturas foram chocados no cavaquistão por gente considerada mui respeitável que hoje continua definindo o pensamento dominante através das TVs como os “var” da bola ditam, de ciência feita, a última palavra acerca da verdade desportiva; contudo, quem controla o “var”? Quem certifica a maquinaria do “var”? Quem certifica a sincronização dos momentos entre a partida e a posição do jogador?
    Também os loquazes humoristas (engraçadistas) e opinadores dos media que sabem tudo acerca de pequenos nadas e pequenos nadas acerca de tudo não fazem mais que tentar fazer de “var” da opinião pública; e quem controla o “var” que eles utilizam? Pode tal “var” ser utilizado contra a opinião do controlador? Não está o utilizador submetido pela necessidade da existência?
    Não conhece o BE a existência desta vida subterrânea para minar a democracia afim de racionalizar de uma forma relativista do mal menor e não segundo a lógica absolutista e totalitária do mal maior?
    Ou conhece melhor e mais profundamente que eu? E…

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