16 thoughts on “Corrige lá isso, pá”

  1. Porque é que aos «ôlhos» do Valupi deve ser «acôrdos»? E os mólhos/môlhos, como é que se devem pronunciar?

    Just curious.

  2. Gungunhana Meirelles, tu que és um especialista em dicionários, em especial o da Priberam, por que é que não descobres sozinho? Ou será que perdeste a ligação à Internet?

  3. Não perdi a ligação à internet, mas neste caso — ao contrário do do defeito/ausência que não apresenta problema nenhum — parece-me reconhecer um daqueles que admite partidos e interpretações. Por isso inquiri àcerca (ou ácerca? nunca percebi ao certo) das tuas justificações.

    A pergunta não era formal. Era mesmo curiosidade. A coisa a mim afigura-se-me quase do âmbito das pronúncias regionais etc.. Esse tipo de discussão inconclusiva. Se falares à portuense, dizes «inconclusiba» e não é caso para detenção sem culpa formada.

  4. Gungunhana Meireiles, faz todo o sentido a tua curiosidade, posto que consideras não haver problema algum na questão do “default”, só uma das traduções mais questionadas por cá desde os anos 90.

    Diria que vives num mundo à parte (não confundir com aparte). Mas o recurso ao Priberam, assim que recuperes a ligação à Internet, vai ser proveitoso.

  5. Foneticamente, môlhos e mólhos são os plurais respectivamente de môlho e de mólho.
    Não se usa nenhum dos acentos atrás indicados, mas deveria usar-se, porque quando aparece escrita a palavra molho ou molhos, só o contexto pode permitir, quando permite, saber como é que se pronuncia.
    Por exemplo, se eu for cozinheiro e inventar um molho ou molhos (pronunciar môlho ou môlhos) feitos à base de bróculos, chamar-lhes-ei por escrito molho ou molhos de bróculos . Mas assim, escritos sem acento, e sem outro contexto, toda a gente vai ler, erradamente, mólho ou mólhos de bróculos, porque se vai presumir que trata de feixe(s) de bróculos e não do(s) líquido(s) que serve(m) para acompanhar comidas. As normas ortográficas criaram acentos para, p. ex., se poder distinguir pôr de por (em dispor já não é necessário o circunflexo no o, embora se leia ô, porque só há uma palavra que se escreve dispor). No caso das palavras molho e molhos, as normas ortográficas são omissas.

  6. só prova que o costa não fala à tia de cascais, mas em vez de criticares os acentos do costa, poderias brindar aqui o pióple com uma análise ao poema do sampaio, isso ékera serviço, o resto já sabemos que são embirrações para justificares aquilo que te faz cruzar os dedos, dos pés, para ninguém ver. andas a aprender umas merdas com os xico-espertos da direita que visitam o tasco.

  7. Este tal de ignatz é mesmo fraquito.
    Escorrega à primeira para o insulto vulgar.
    Não sei lá de onde vem nem para onde vai, mas boa peça não é com certeza.

  8. Emquantú descutem “acórdos”/”acôrdos” “môlhos”/”mólhos” u meni-mendis amanda-vus reméla pós ólhos i pédi sangui. Bués qui o qui trisvasa pró frontispíccio du pesquim di servicio num chêga.
    Entretanto seria interessante ir à substância da coisa, ou seja o discurso.

  9. Valupi: «Gungunhana Meirelles, faz todo o sentido a tua curiosidade, posto que consideras não haver problema algum na questão do “default”, só uma das traduções mais questionadas por cá desde os anos 90.»

    Isso do «mais questionado» é o argumento do João Miguel Tavares aplicado ao português. Mas o que interessa não é a quantidade, é a qualidade. A tradução de “by default” por «por defeito« é correctíssima, a não ser para quem não saiba português, nem antigo, nem contemporâneo, nem culto, nem popular. Porque é dessas coisas todas que nasce a mistela mágica paraclética…

    Diria que vives num mundo à parte (não confundir com aparte).

    E «àácerca»? Ainda não te pronunciaste, já vi dos dois modos, e estou ansioso por ouvir o oráculo.

  10. Nem àcerca nem ácerca, Gungunhana, hoje escreve-se acerca, sem acento. Antigamente era com acento grave e ainda mais antigamente escrevia-se… acêrca, com circunflexo (Candido de Figueiredo, Novo Diccionário da Língua Portuguesa, 1913 – notar Candido sem circunflexo.)

  11. Já me esquecia, é acôrdos que se deve pronunciar e não acórdos. A razão, dizem os especialistas, é a palavra acordo resultar do verbo acordar em que o se pronuncia u.

  12. JMTB: «Nem àcerca nem ácerca, Gungunhana, hoje escreve-se acerca, sem acento.»

    Eu sei. Era só para ver se ele caía…

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