Como a Cofina conseguiu mais um triunfo

«Em equipa que ganha não se costuma mexer, e portanto eu acho que não se deve mexer numa equipa que claramente está a ganhar, que é a equipa do Ministério Público e da procuradora-geral da República»


Paulo Rangel

«Do lado do CDS continuaremos a reforçar a recondução de Joana Marques Vidal. Se temos aqui um valor seguro, não nos faz sentido estar a trocar por outra pessoa. Em equipa que ganha não se mexe.»


Assunção Cristas

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A exploração à outrance do final do mandato de Joana Marques Vidal começou no Verão de 2017 na Cofina. Os editoriais do CM e da Sábado, repetidos e espectacularizados na CMTV, começaram a juntar lenha para um incêndio por fogo posto marcado para a entrevista à Ministra da Justiça em Janeiro deste ano. Nesses editoriais, de forma maníaca e hiperbólica, o PS é tratado como uma organização criminosa. Donde, a leitura de qualquer acto ou omissão de dirigentes e governantes socialistas oferece diariamente à Cofina sistemáticas oportunidades para se divertir e para degradar o regime envenenando o espaço público ao carimbar todos os socialistas como ladrões do povo. Acontece que a Cofina é um dos mais importantes braços armados da oligarquia portuguesa, tendo uma relação simbiótica com outros órgãos de comunicação social cuja agenda política é exactamente a mesma. A sua importância sociológica, e também antropológica, merecia estudos profundos. No Expresso, no Observador e no Público não é raro lerem-se rasgadíssimos elogios ao esgoto a céu aberto, pintado como baluarte da liberdade graças à sua perseguição a Sócrates.

A Cofina sabia o que o PSD e o CDS também sabiam, e que acaba de se confirmar. Sabiam que o mandato da PGR não seria renovado pois tal ia contra a interpretação da lei – e contra a prática institucional recente – que convinha à autoridade do sistema de Justiça. Sabiam que tanto Costa como Marcelo, a que se juntava a própria Vidal e o sindicato do MP, estavam unidos nessa intenção de prepararem uma transição sem qualquer alarido para descontaminar politicamente a normalidade de um mandato único. Essa certeza abria uma imperdível oportunidade: fazer da saída da PGR que tinha prendido Sócrates uma tempestade que pudesse ser alimentada durante anos e anos. Os materiais para tal já estavam disponíveis na opinião pública graças ao culto de personalidade que a Cofina desenvolveu com Joana Marques Vidal, Rosário Teixeira e Carlos Alexandre, promovidos a super-heróis de um Ministério Público implacável contra os socialistas corruptos (os restantes casos judiciais a envolverem laranjas e laranjitas, mais o Benfica, servindo paralelamente para blindar o seu estatuto de caça-xuxas). Culto esse nunca repudiado pelos magistrados vedetizados, muito pelo contrário. Carlos Alexandre, embriagado pela fama e pela sua real impunidade, chegou a ir para a TV achincalhar um cidadão cujos direitos o Estado obrigava não só a respeitar como a defender. A santa Joana tendo aparecido a reclamar os louros por uma herança histórica que ia deixar aos vindouros. O clima, portanto, era o ideal para mais uma campanha terrorista de politização da Justiça e de judicialização da política.

O plano implicou a mais escabrosa hipocrisia. Se esta direita violentadora que apoiou Santana contra Rio, e que Cristas também representa, quisesse mesmo tentar obter a recondução da JMV, então teria feito trabalho de bastidores pela calada, procurando uma aclamação popular sem contágio partidário. Como sabiam que tal era impossível, havia que partidarizar ao máximo a questão para se chegar ao momento da saída da santa Joana e recolher os ganhos. A lógica era similar à do Brexit e de Trump, onde o objectivo nunca foi o de ganhar por tal se considerar altamente improvável. Queria-se era perder pela margem mínima para a partir dai garantir uma fonte inesgotável de retórica bélica. O texto calunioso de Passos Coelho, saído minutos depois da notícia da substituição da PGR ter começado a correr, é paradigmático da estratégia em causa. Ele não vai precisar de mudar uma linha ao libelo nos próximos 20 anos, assim tenha saúde, porque tudo se resume à repetição da fórmula Cofina: um socialista bom é um socialista preso. É isto a decadência em política, um deserto de ideias construtivas e aliciantes para o eleitorado, a redução da prática política ao ódio e à pulhice.

Essa hipocrisia talvez tenha conseguido ser ainda mais intensa nos jornalistas e comentadores que fizeram campanha para a entronização da santa Joana. É que um cenário em que o próximo procurador-geral da República fosse alguém plebiscitado pela direita partidária e pelo tabloidismo de direita geraria uma situação única em todo o Mundo e arredores. Qualquer acto do MP não só podia como devia passar a ser entendido como o cumprimento de um mandato político oriundo dos partidos, políticos e órgãos de imprensa que declararam o seu apoio à senhora. Houve guerras civis que começaram por muito menos. E a irracionalidade desse cenário, onde o primeiro-ministro e o Presidente da República aceitavam ficar reféns das chantagens de uma súcia político-mediática fanática e delirantemente facciosa, expõe a chave interpretativa do que aconteceu: um jogo de espelhos, onde esta direita apostou tudo na saída da JMV para poder usar a sua regular e bondosa substituição como matéria caluniosa daqui em diante. Em que estado fica a honestidade intelectual desses jornalistas depois das figuras sectárias e idiotas a que se prestaram? Enfim, talvez a sua honestidade intelectual acabe por se manter intacta dado já não existir à partida nesta cruzada.

Para esta direita intelectualmente paupérrima e moralmente dissoluta, Joana Marques Vidal era o rosto do seu maior triunfo: o abate de Sócrates, a sua prisão e o linchamento público imparável e sem qualquer piedade da sua pessoa e de quem mais fosse possível apanhar. Daí sentirem-se a ganhar, sabem que tinham uma equipa dos seus ao seu serviço no Ministério Público. E é assim que pretendem continuar, agora fazendo da santa Joana um sebastianismo abjecto onde se irão afogar em rancor e paranóia.

26 thoughts on “Como a Cofina conseguiu mais um triunfo”

  1. Pode ser que seja como dizes, Valupi, mas pelo que tenho lido e ouvido quer-me parecer que a direita irá fazer tudo para transformar esta derrota em vitória. O mote foi dado pelo próprio PR, na nota de nomeação, qd referiu que a nomeada garante “a continuidade da acção”. Portanto, não é a Joana, mas é alguém que lhe era próximo, pois até foi escolhida por ela para PGA, logo….

  2. MRocha, foi precisamente isso que também disse: esta aparente derrota daqueles que fizeram a campanha para a continuidade de JMV é a vitória que eles pretendiam obter. Exactamente.

  3. Correcto! Armaram o baile para sair por cima de qualquer maneira. Apenas o PPC parece não acertar no passo. Os restantes estão na boa. Nos próximos dias iremos ouvi-los até à náusea a elogiar a coerência do PR constitucionalista e a sua sensatez por ter assegurado uma “mudança na continuidade”.

  4. Caro Valupi,

    Quando ouço falar em PGR recordo sempre certa entrevista de Pinto Monteiro ( desculpa mas não consegui encontrar nenhum link ), em que ele dizia algo como isto:« O PGR tem os poderes da Rainha de Inglaterra».
    Na altura interpretei esta afirmação como um desabafo de um “Papa” depois de tomar consciência de que´, afinal, a cúria funciona em roda livre, organiza-se em tribos e acoita-se em capelas onde só se acede por convite. De resto isso ficou bem ilustrado nas perguntas que alegadamente se ficou a saber que tinham ficado por fazer ao “Mafarrico”, ou no tratamento das escutas que lhe fizerem à revelia da hierarquia.
    Isto para concluir o seguinte: parece-me óbvio que com um PGR aceite como um dos “seus” ( como foi a JMV, e poderá ser a sua sucessora ) o MP se sentirá mais livre para voar; mas não me parece que seja o PGR, por si só, seja ele quem for, quem poderá alterar a propensão do MP para pisar as bermas dos caminhos do Estado de Direito, mesmo que seja esse o seu propósito. E Pinto Monteiro é disso bom exemplo.

  5. JRodrigues, o PGR tem muito pouco poder face ao estatuto dos magistrados do MP, os quais gozam de autonomia. Mas um PGR ao estilo de JMV tem o poder de dar rédea solta a essa autonomia. No caso da Operação Marquês, tal era necessário para se fazer o que no Face Oculta acabou apenas tentado.

  6. Sem dúvida, Valupi. Por isso mesmo o meu comentário pretendia sugerir um outro debate: o de saber se em lugar de nos preocuparmos tanto com o PGR e com a folga que ele possa ou não dar às fracas rédeas que tenha entre mãos, não deveriamos antes dar mais atenção ao debate sobre a produção das leis, de modo a que a letra da lei não permitesse aos magistrados ( e a outros poderes …) de turno interpretar o “espirito” de cada uma delas da forma que melhor se adeque à sua agenda.

  7. JRodrigues, esse debate tem inquestionável mérito. Suspeito é que possa acabar por se revelar bizantino, porque a Justiça, seja no plano da acusação ou do julgamento, radicará para todo o sempre num juízo subjectivo.

    Por mim, aumentava a pena para a violação do segredo de justiça, pois essa é uma prática criminosa aceite pelo regime que esconderá outras ilicitudes praticadas pelos mesmos ou ao seu lado, inevitavelmente.

  8. O maior triunfo que a Cofina vai conseguindo é ter mandado para as
    calendas as suas dívidas à S.Social e ao próprio Estado que, em tempos
    estiveram calculadas ou contadas em mais de 12 milhões de euros!
    O motivo oculto da sua feroz perseguição a tudo o que possa parecer
    PS, talvez seja procurar inibir a A. Tributária de actuar na cobrança das
    citadas dívidas … obtendo por outro lado, a gratidão das direitas desen-
    costadas do Pote! Sobre a nova PGR, ainda é cedo para se aferir da
    bondade da sua nomeação, a Justiça continua muito mal administrada!!!

  9. Valupi, sim, concordo. Mas repara que há coisas que não carecem de subjectividade alguma. Dou como exemplo o prazo máximo de inquérito. Eis algo que pode ser claramente estabelecido sem cedências a excepcionalidades, quaiquer que sejam. A obrigatoriedade da publicidade do inquérito, é outro exemplo. Ainda não houve quem me conseguisse explicar como é que o sigilo da investigação ( que não é um direito das policias, mas apenas uma justificação para um expediente…) não conflitua com os direitos, liberdades e garantias Constitucionais.
    E, já que é de nomeação de novo PGR que estamos a falar,muito gostaria de ter ouvido a agora nomeada no Parlamento a elaborar sobre o que tenciona fazer nestas matérias, como também no combate à fuga ao segredo de justiça,

  10. JRodrigues, pois precisamente o prazo máximo de inquérito, ficámos a saber à conta da Operação Marquês, não passa de algo “indicativo”. Esta interpretação fez jurisprudência e fundamenta-se no primado da subjectividade. São os procuradores, em conluio com o PGR do momento, que avaliam a cada final de prazo se é necessário mais tempo. Problema resolvido, disseram os juízes.

    Quanto à audição no parlamento de futuros PGR, há várias vozes a levantarem-se nesse sentido. Uma delas a de Vital Moreira, para dar um exemplo à prova de sectarismos.

  11. «esta aparente derrota daqueles que fizeram a campanha para a continuidade de JMV é a vitória que eles pretendiam obter. Exactamente.»

    Não concordo nada com tal ponto de vista. A não nomeação da Vidal é mesmo uma derrota completa sob qualquer ponto de vista mesmo sob o ponto de vista de um qualquer golpe genial concebido de modo maquiavélico.
    Primeiro, só o haver mudança de personalidade introduz mudança de pensar a filosofia de acção, pese possam ser apenas nos pormenores.
    Segundo, a nova PG tem de atender e alterar aquilo que a opinião publica já adquiriu como prova de falta grave da anterior PG como seja as fugas do segredo de justiça, constantes e inexplicáveis (esta não vai ser uma indiferente mudança).
    Terceiro, a nova PG, penso, é mais nova e não estará ligada a uma herança cultural familiar salazarista e sendo pessoa discreta não quererá vedetizar-se para satisfazer a direita decadente.
    Quarto, “a continuidade na acção” é uma figura de retórica a que Marcelo não podia, neste momento, de incluir no ‘elogio’ fúnebre da Vidal para acalmar as hostes radicais do seu partido. Sempre disse, e é preciso não esquecer, que a Vidal é a PG que estando à rasca para crucificar Sócrates meteu no mesmo altar de imolação o seu grande amigo de casa e longa data e de sua companheira, Ricardo Salgado.
    Por outro lado, quem sabe, Marcelo ainda não terá algumas antigas contas a acertar com Portas e Passos (Passos já agradeceu à Joana o esquecimento Tecnoforma e Portas falo-a também pessoal e secretamente pelo caso submarinos)
    Uma coisa parece evidente, em Belém não está um patego auto-convencido e desconfiado que possa ser manipulado facilmente. E a rapidez e acertividade com que concordou com Costa na nova nomeação, pese embora seja a única solução verdadeiramente democrática, não parece ser para que tudo fique na mesma mas para que a Justiça melhor alguma coisa em algum aspecto.

  12. jose neves, Joana Marques Vidal desconsiderou completamente o crime de violação do segredo de justiça, tendo até gozado com os políticos à conta disso. Viste Marcelo ou Costa preocupados com o assunto? É que essas violações vão continuar, pelo que a direita golpista passa agora a contar com uma PGR mítica para uso como arma de arremesso e com um Ministério Público onde os criminosos continuarão a cometer crimes impunemente.

  13. Valupi, e porque motivo não devemos nós pensar que a própria não recondução de Vidal informa, precisamente, na preocupação de Marcelo e Costa com a violação do segredo de justiça constante sem consequências ou explicação alguma.
    E também deve ser tomado em conta da não recondução os graves “irritantes” sentidos quer por Costa quer pelo Marcelo no caso angolano quer no caso Centeno.
    E por tudo isso tenho sérias dúvidas que as “fugas” (pelo menos com o descaramento anterior) continuem.

  14. jose neves, Marcelo e Costa desfrutam das violações ao segredo de justiça no caso de Sócrates, pois a ambos convém que esse auto-de-fé seja o mais violento que for possível. Caso contrário, há muito que já teriam mostrado a sua indignação ou, no mínimo, preocupação.

  15. VALUPI, ouvir a pateta ariana Paula von Haff Peixeira da Cruz a vomitar asneiras, pois não verbalizou as acusações, nada explicou à jornalista que lhe pedia esclarecimentos sobre as afirmações que fazia, é o acto mais imbecil deste tempo em que ela já não rosna pelo “fim da impunidade”, mas encosta-se às cordas para não cair. Pela voz, tem-se a sensação que ela já tinha mamado meia garrafa quando foi surpreendida pelo telefonema da repórter, o que não a beneficiou: https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-09-21-Joana-Marques-Vidal-incomoda-muita-gente-e-por-isso-que-nao-foi-reconduzida?utm_source=onesignal&utm_medium=notification&utm_campaign=pais&utm_content=%22Joana+Marques+Vidal+incomoda+muita+gente%2C+%C3%A9+por+isso+que+n%C3%A3o+foi+reconduzida%22

  16. As violações do segredo de justiça e julgamentos na praça praça pública antes – ou em vez de na Sala de Audiências – irão continuar. O poder disciplinador e orientador da PGR é suficientemente ténue para dissuadir as ‘fontes internas’ e o acesso fácil de jornalistas-repórteres à figura do assistente nos processos ‘que (lhes) interessam’ continuarão a permitir tal prática. E, em última análise, lá estará o Conselho Superior do MP.

  17. Não concordo com a leitura “maquiavélica” da questão. A campanha para a manutenção era genuína e os seus efeitos puderam ser verificados na reação de JMV: ela pronunciou-se tempestivamente pelo fim do mandato (e nisso comportou-se como os juristas competentes mas não enfeudados). Mas nos últimos meses ficou caladinha porque parecia que a onda a poderia empurrar para a manutenção o que sendo contrário à sua posição diz muito do seu caráter ou, se quiserem, do cunho político-partidário da questão.
    Quanto à sistemática violação do segredo de justiça, infelizmente não espero alteração nenhuma à catastrófica situação em que vivemos. O sistema português de Justiça não tem competência nem capacidade para investigar, acusar e condenar, virando-se portanto diretamente para a condenação, mas na praça pública, utilizando os meios habituais para esse fim. Há muito que vejo a “máquina” a trabalhar bem mas só perante pilha-galinhas que são os que enchem as cadeias, dos outros não há lá nenhum.

  18. “O sistema português de Justiça não tem competência nem capacidade para investigar, acusar e condenar, virando-se portanto diretamente para a condenação, mas na praça pública, utilizando os meios habituais para esse fim. ”

    Muito bem.

    Abstraindo de casos particulares, esse é que é exactamente o problema. O Estado de direito não é, não pode ser apenas, a obsessão pela protecção dos direitos da defesa e da presunção de inocência (embora deva ser isso também), tem de procurar atingir um equilibrio entre esta protecção e a aplicação efectiva da lei, e nomeadamente da lei penal, garantia essencial das liberdades e do respeito dos direitos dos outros cidadãos, que também merecem consideração.

    O problema dos Portugueses com a justiça é fundamental e chama-se, falta total de sentido da exequibilidade. Para eles a justiça é uma coisa que é suposta acontecer apenas no Juizo Final, nunca antes, ou então apenas em simulacro e dentro dum teatro. O preço a pagar é simples : o direito é puramente teorico e impera a força e o poder, a começar pelo poder do dinheiro.

    Boas

  19. O Ps teve a sua vingançazinha, vulgo pulhice, ergo vulgo, “embirração”.
    Nunc est bibendum, hic hic, abram-se as garrafas de champanhe. Sai uma cerveja pró canto, para Valópia.

  20. E faltou dizer que o pontapé é para cima, muito provavelmente irá ocupar um lugar no tribunal europeu, à semelhança de Cunha Rodrigues ( a quem, “o aqui considerado grande estadistas Soares” nas confabulações que manteve com o ex, enquanto foi PR, dissuadiu de investigar as trafulhices com os fundos europeus cometidas nos consulados de Cavaco, um péssimo hábito aliás, ele visitou Betino Craxi, no refúgio na Tunísia, mesmo após este ter sido condenado e ter confessado publicamente, escudando-se na treta de que “todos o faziam”, também disse que Isaltino foi muito injustiçado, visitou Salgado, e disse que Sócrates era vítima dos “tipos e dos gajos”, quem foi vitima de Sócrates, foi Manuel Alegre, cuja candidatura foi enfraquecida com a entrada em jogo, pela mão de Sócrates, do então já muitíssimo diminuído Soares, divisão essa do eleitorado PS e de esquerda, que deu a vitória de bandeja ao Cabaco, coisa impensável em situação normal !
    Alegre sim, foi vítima do tipo e do gajo !
    Dizia Soares a Cunha Rodrigues, nas ditas confabulações, em tom irritado “mas vocês querem transformar isto numa república de juízes? “.
    E assim se impediu a investigação dos cambalachos do cavaquismo, tá tudo devidamente prescrito .
    E dizem que foi um brande estadista, eu acho que foi mas é um estradista ( ver o número de quilómetros que percorreu em viagens e passeios, cá dentro e lá fora ).

    Portanto, vai promovida, para fora, onde não chateia mais, e entra uma especialista em direito de infantes e famílias, que não vai chatear, porque não é especialista em penal, na vertente da criminalidade económica .

  21. E isso – a saída de Joana e a entrada de Beltrana – benefecia, creio, a esquerda e a extrema esquerda, onde se concentram os grandes crimes económicos e a grande corrupção.

  22. “benefecia, creio, a esquerda e a extrema esquerda, onde se concentram os grandes crimes económicos e a grande corrupção.”

    Trata-se de alucinação, ou pura falta de vergonha?
    E então o “creio” é do suco da barbatana.
    Confesso que há muito tempo que não me ria com tanta vontade.

  23. Creio que não percebeste a ironia ó Micas, quanto ao Imundo, o do Bruno do Caralho, berdamerda para ele, obviamente .
    E quanto ao suco, sou monárquico, viva o D. Pedro Tinto .

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