Comédia no semipasquim

«Mas, no momento da proximidade do caos, ele [Passos Coelho] teve coragem, energia e determinação para traçar um rumo. Governou o país na mais terrível conjuntura em décadas e deixou-o melhor para o primeiro-ministro que lhe sucedeu. Deixou-o com um défice controlável e, principalmente, liberto da sensação de que o Estado estava capturado por figuras como Ricardo Espírito Santo ou empresas como a Ongoing. Só assim se explica que o PSD tenha sido o partido mais votado em 2015.»


Manuel Carvalho

9 thoughts on “Comédia no semipasquim”

  1. ora aí estaria um bom trabalho de jornalismo…saber exactamente qual foi o papel de josé eduardo moniz e moura guedes, via ongoing (essa pérola empresarial) no ódio de estimação que tinham pelo Sócrates. Tal e qual como o correio da manha. ..

  2. e á medida que a sensação de engano e equívoco vai aumentando, a plateia enche mais a pança de riso. :-)

  3. Valupi, já escreveste um post do caraças sobre as maldades que fizeram ao Oliveira e Costa? Da série “Quadrilha dos Irmãos Metralha”, título «Manoel e António, os cineastas culpados».

    Script, mas um draft. Manoel de Oliveira, o cineasta que conseguiu enxertar 6 anos de investigação do MP sobre o BPN, comissões parlamentares, fugas de informação e recursos a dar com um pau num filme genial, mas bastante lento, apresentado em menos de três horas; e o António Costa, esse bandido!, que parece que anda a gozar com estas cenas (a fazer fitas?) e que está a fazer tudo para chegar ao grand finale operático que constituirá o julgamento da Operação Marquês com o José Sócrates e os seus “amigos”. E está a fazer bem, o bandido!, ai que raivinha se eu pudesse…

  4. Pois, Pepito Carvalho exulta e tenta fazer a quadratura do circo, perdão, círculo cognominando Marcello das selfies e dos afectos de … Presidente-Rei, “esquecendo” que Presidente-Rei foi Sidónio Pais, o da República Nova, o percursor do 28 de Maio, o do Estado Novo que teria morrido de velho numa certa e fugaz alvorada. “Esquecendo” também que um Estado Republicano não é uma Monarquia e vice-versa. Bem sabemos qual é o sonho de Marcelo e para onde aponta o leme.

  5. Coitado do carvalho, é tão lambe botas do patrão merceeiro que não consegue disfarçar a sua sabujice. Serve-se de uma mentira obstinada que quer fazer de passos (e concomitantemente o cavacoiso) alguém que contribuiu com algum bem ao país quando é já claro e sabido que foi um voluntarioso e animado inquisidor a aplicar castigos de tipo religioso aos portugueses. E não passou disso um só momento acabando por deixar o país, ao contrário do que dizem, ainda pior do que encontrou sobretudo ao nível da dívida, da banca e da desconfiança da sociedade desesperada a emigrar e sem saber que dose de castigo lhe seria aplicado no dia seguinte.
    Mas voltando ao carvalho do carvalho pelo menos o excerto do Valupi, aqui reproduzido, não passa de mais um frete ao patrão inventando que o Estado estava capturado pelo Bes e pela Ongoing que, decifrando, quer dizer que os coitadinhos do belmiro & belmirinho eram alheios a tentativas de captura do Estado. Ou seja, contra o que era a normalidade, o Estado da altura não se deixou capturar pelos merceeiros pai & filho no caso da negociata fabulosa montada em ‘opa’ para tomar a PT e vendê-la aos espanhóis da Telefónica como estava tratado.
    O parágrafo citado resume o eco desse queixume inapagável na mente vingativa dos merceeiros de que o carvalho do carvalho faz eco sempre que tem oportunidade para mostrar a sua lealdade canina e de escravo do dono.

  6. Valupi, 2017:

    – 14 anos… coitado!

    Valupi, c. 2020:

    – 14 anos, coitado de mim!!

    [Censura, que comigo é que vais p’rá cana também.]

  7. Freteiro do Público dixit: “Só assim se explica que o PSD tenha sido o partido mais votado em 2015.”

    A-Realidade-É-Fodida dixit:

    1.º partido em número de votos: PS, 1 747 685 votos, 32,31% (86 deputados)

    2.º partido em número de votos: PSD, 1 732 232 votos, 32,03% (89 deputados)

    Joaquim Camacho (em americano erudito) dixit: “É a Aritmética, estúpido!”

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