Começa a semana com isto


[há legendas em inglês]

Se formos para a rua perguntar “Quem é Jack Grapes?”, em 100 respostas 200 serão “Não faço a mínima”. Só cromos do cinema e TV, especialmente argumentistas, conseguem apresentar um resumo biográfico da figura.

Neste vídeo, um curto trecho de uma maravilhosa entrevista com 3 horas e meia, chamo a atenção para o que acontece quando ele lê o poema dedicado a Jessie, uma sua cadela que morreu. E acontecem várias coisas, todas lindas, todas acerca da finitude, da perda, do devir, e ainda da inspiração, da escrita, da poesia, da criatividade, do amor – inclusive a forma como ele salta num instante do fundo de um poço de emoção, onde realmente se comove, para o papel de entrevistado a controlar a pose. É literalmente espectacular.

Uma pessoa que é jovem aos 78 anos. Jovem na cognição e no sentimento. Daí ser um mestre de vida para quem acredita que a sua Jessie continua a enterrar poemas.

25 thoughts on “Começa a semana com isto”

  1. como se de vestido novo, de riscas amarelas, a estrear, ela pousa no amor a condizer: em torno nada existe, tudo cresce. porque beijar uma flor nunca é, porque sempre não foi e agora não pode ser, tristeza triste. choro, choro, choro. e canto p’ram’encantar.
    ela cheirava a mim
    e eu cheirava a ela
    depois ela partiu
    não perdi
    ganhei o perfume dela

  2. Just write. You don’t have to have a story. You don’t have to have an idea. Just connect with that moment and maybe you’ll write crap but you’ll write.

  3. Havia há uma carrada de décadas na Rua Conde de Sabugosa, em Lisboa, um restaurante que fechava a desoras e onde a minha malta, e a malta de muitos, se reunia, comia, petiscava e bebia, principalmente bebia. Musas vaporosas (de vapores do álcool) sopravam-nos inspirações várias que deram azo a um costume que imagino tenha começado como puro e simples vandalismo. Os proprietários fizeram inicialmente vista grossa e passaram depois a encorajá-lo, tornou-se marca da casa, uma espécie de tradição, quase uma obrigação. Consistia ela em escrever nas paredes do restaurante os poemas que os vapores do álcool… perdão, as musas vaporosas, nos sopravam. E eram sopros telúricos, choques tectónicos, tsunamis de inspiração, cardumes, bandos, manadas de poetas pariam poemas que se atropelavam uns aos outros, tornando já difícil encontrar espaço para uma estrofe. Há um, e apenas um, que nunca esqueci. E digo há porque se mantém actual, intemporal, implacável de lógica (também a pode haver num poema), autêntico prodígio de profundidade, leveza, ritmo e métrica, tudo isso e mais um par de botas que agora não me ocorre, esmagado pela emoção da recordação. Eizi-o:

    A noite está fria
    Chove lá fora
    Os eléctricos vão cheios
    E eu não quero mais ovos estrelados.

  4. estou maravilhada com a entrevista. muito, muito, obrigada. ainda vou a meio porque estou com os livros e textos preferidos a tentar identificar, comprovar, o que tinha percebido antes mas melhor – antes de saber da existência oficial das quatro tonalidades dinâmicas. estou a fazer exercícios do prestar ainda mais atenção sobre a atenção que já tinha prestado. estou a adorar e a amar e a levitar e a fazer o pino. :-)

  5. chamava-se alfredo. era frequentado por betos ié-ié de alvalade e da província que tinham vindo estudar para a capital. com o advento da revolução e consequente contra-revolução da lei-seca dos anos 80 acabou por cair lá a freakalhada em fim de ronda noturna das boîtes. o cais do sodré mudou-se para as trazeiras da av. de roma e tertúlias de bêbados, desordeiros, porrada entre betos e freaks animavam o programa cultural “amigos do camacho” escrevendo disparates nas paredes e declamando grunhice. agora funciona lá o restaurante imperador, comida razoável a preço simpático.

  6. O nome era Arraial, ó sabe-tudo. Alfredo era o da tua tia e beto era o gajo que a comia. Metes-te em tudo e não sabes nada, da boca só te sai cagada. Como é triste e como és triste, pobre traste.

  7. olha, andei à procura da data do vídeo e não encontrei. o google também não me diz quando nasceu. explico: ele diz que tem 78 anos e tu dizes que tem 84. não é importante mas fiquei confusa – a única confusão nas horas todas da riquíssima vitamina que bebi.

  8. arraial de porrada era cá fora, lá dentro quem mandava era o alfredo e tu pelos vistos nunca lá entraste, mas resolveste falar do tasco para enriquecer o teu currículo de grunho. com um bocado de sorte ainda nos vais contar só lá ias comprar mortalhas para enrolar uns puros.

  9. Continuas vigarista e aldrabão, porcalhatz dum cabrão, aprendeste mal as aventuras que o tiozinho te contava enquanto te sentava ao colo e te desentupia a canalização com o magnífico escovilhão.

    https://directorio.iol.pt/restaurante-arraial–344935.htm

    https://vymaps.com/PT/O-Arraial-1763642/

    https://www.portugalio.com/lisboa/rua-conde-de-sabugosa/empresas-11.html

    Mas é possível que, como o relógio avariado, desta vez tenhas parcialmente razão, bully ranhoso. Ainda há pouco falei com um amigo desse tempo que conhecia o Alfredo e eu nem me lembro sequer de alguma vez lá ter entrado, as vezes que certamente lá fui não deixaram pelos vistos marca que valesse a pena recordar. Arraial de porrada comi e dei um mas foi dentro e fora da Alga, não sei se o tiozinho canalizador te falou nessa, enquanto te massajava as amígdalas, em cima, com o escovilhão que te enfiava por baixo. Tira uma folga, parvalhão, isso de ser estúpido todos os dias também deve ser cansativo.

  10. Eu era mais o “Browns”, calças e t-shirt rotas, etc. Se não me engano, a entrada dava direito a uma cerveja “Carlsberg ” ou “Tuborg” (Sagres era coisa de rófe, não dava pála) e era o único álcool que me passava pelo gasganete.
    De vez em quando, com sorte, alguém representava um berlaite para iluminar a noite.
    Uma vez ainda tentei esmerar o poster, calcei uns sapatitos Everest e troquei Clash por Bonney M a ver se me safava com uma betinha no ” Beat Club”. Não deu em nada
    Moral da estória: Quanto mais te baixas, mais se te vêm as cuecas (mesmo que seja por uma causa nobre)

  11. o teu problema é falares de coisas, que não conheces e romanceares cenas que nunca existiram ou tiveram contributo negativo para o progresso cultural dos portugueses, com a finalidade única e exclusiva de promoveres a tua imagem de gajo práfrentex, bué de culto, bronzeado com a patine da movida alvalade, que afinal não frequentava.
    vá lá, desta vez não recorreste aos links da rt para explicar aos aspirinicos onde ficava o restaurante do teu imaginário passador de droga nos anos 80. digo imaginário porque nem coragem tinhas para isso.
    resumo: afinal foi só uma incursão do suburbano de chelas no bairo dos betos para impressionar as garinas como relata o ajudante vieira.

    *https://www.youtube.com/watch?v=16y1AkoZkmQ

  12. Chícera, bully mariconço e incompetente! Ainda não percebeste que eram dois, o Alfredo no n° 5 e o Arraial no n° 13? Eu entendo que tivesses o cuzinho entupido pelo pirilau do titio, quando ele te sentava ao colo e te contava as chupadelas juvenis nas pilinhas dos betos de Alvalade, alternadas com os gostosos empalamentos a que submetia a peida nas incursões aos mangalhos precoces da Curraleira. Percebo também que, simultaneamente, tivesses a boca cheia com a bisnaga do namorado dele, que o titio aventureiro não era forreta e gostava de te partilhar. Mas tinhas certamente os ouvidos destapados, porra! Tinhas obrigação de ouvir e aprender a história como deve ser. Não me digas que também te fodiam as orelhas, caraças!

  13. Não consigo deixar de ser sensível aos teus constantes pedidos de nudes do Putin, bacorinho mariconço. Por isso, toma lá mamas do gajo, querido. Eu sei que mamas um bocado mais abaixo, mas entretanto contenta-te com isto, vai buscar o vibrador e põe a imaginação a trabalhar.

    https://youtu.be/9sw3fjLvNiU

  14. converseta de idiota, mas não lhe apreendem os comentários para investigação de fortes indícios apaneleirados:

    # cuzinho entupido pelo pirilau do titio
    # chupadelas juvenis nas pilinhas dos betos
    # gostosos empalamentos a que submetia a peida
    # incursões aos mangalhos
    # boca cheia com a bisnaga do namorado
    # fodiam as orelhas
    # bacorinho mariconço
    # mamas um bocado mais abaixo
    # vai buscar o vibrador e põe a imaginação a trabalhar
    # Quando te fartares do outro, mamas neste
    # para o cuzinho não te entrar em carência afectiva
    # tão molhadinho te deixa o reguinho, queridinho!
    # Ora toma lá da RT, amorzinho!
    # um pontapé na peida.

    tudo argumentos premium para explicar diferenças entre os nºs. 5 e 13 da conde sabugosa.
    o psicanalizador de serviço tem aqui bué de desentupimentos a fazer para evitar que o blogue se torne num arraial panasca.

  15. é normal , quando vão para velhos tornam às cenitas da adolescência e medem pilas outra vez , desta vez em modo de ocaso e não de descoberta.

  16. A mula russa imbecil, heterónimo dos imbecis da sua escola, explode em orgasmos juvenis de cada vez que bota links da RT.
    Sugere-se, para desenjoo, que passe a botar links da CCTV, a ver se aprendemos o que são as amplas liberdades jornalísticas de que gozam no Império do Meio.

  17. Tens a imaginação de um coprólito de carraça, pide cabrão. A minha tábua de engomar tem mais actividade neuronal do que tu.

  18. A mula russa, desamparada sem a ajuda do bom amigo, o anão cínico, veio cagar sozinha as sentenças do costume. Mostrando, uma vez mais, que a incontinência da sua coprofagia está plenamente adequada à exiguidade da inteligência.
    Ao dias de hoje, multiplica os sinais de que enferma duma patologia paranoica crónica. A tal ponto que já se pôs a calcular as probabilidades de que um sunita lhe venha cortar a cabeça, neste jardim à beira-mar plantado.

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