Começa a semana com isto

Mari Ruti on Lack, Love, and Psychoanalysis

Que melhor para esta semana de chuva, culminando num Natal molhado (pun intended), do que recebermos uma introdução a Lacan que nos deixa com a estouvada crença de termos entendido o essencial do seu pensamento? Esse milagre deve-se a Mari Ruti, a qual cria dependência oral na assistência assim que começa a falar. Com a sua energia, a sua alegria, a tradição filosófica – de Platão a Žižek e passando por Kant, Nietsche e Heidegger – é servida numa versão popular que consegue o raríssimo feito de continuar a ser sapientemente autêntica.

A última parte da conversa, onde discorre acerca do amor, é imperdível. Não por ser a verdade sobre o assunto, para longe vá o agouro, mas por ser maxi-hiper-ultra-romântico. Deliciosa ironia onde os platónicos são os últimos a gargalhar.

21 thoughts on “Começa a semana com isto”

  1. o desejo é aquilo de que me pretendo livrar , para finalmente ser livre -:) embora muito , mas muito bem encaminhada , cada vez desejo menos coisas , diria até que já não desejo nada deste mundo , não consigo deixar de desejar uma cena , o que vem estragar todo o meu caminho de libertação e me prende aqui. shit.

  2. mas realmente é um mistério como alguém traduz Lacan por miúdos sem ir parar ao manicómio , dada a impossibilidade da tarefa, concordo em absoluto com Sokal , a par de freud , não passa duma impostura intelectual , provavelmente era nunca saiu do armário e afectou-lhe a zona do cérebro relativa a floreados e rendas velhas.

  3. já consegui, aos niquinhos desde que cheguei, porque o som aqui é baixinho e falha, e também porque custou-me um pedacinho perceber, e adorei. mais do meio para a frente. e lacan que o pariu.
    e agora corações, muitos, tantos, queria que houvesse aqui, tipo arraial minhoto, quinta da malafaia, para eu abusar deles. :-)

  4. Acho que o melhor para esta semana, o Valupi que me desculpe, foi ter-se recebido a clara declaração de António Costa, nosso primeiro-ministro, aos jovens militantes e apoiantes do seu partido, via, pois, a todos os socialistas, e a todo o eleitorado, que queria a maioria, e que, para tal, ele e todos eles, tinham de ser a maioria. A maioria que permita governar sem impedimentos, sem entraves espúrios, que provoquem crises, eleições antecipadas, A maioria absoluta das próximas eleições, pois claro. Como entender de outro modo?

  5. Nem Lacan nos explica devidamente a realidade dos jogos políticos. Em Portugal, estes não são passíveis de explicação sem atendermos a uma figura sinistra escondida nos bastidores: António Cunha Vaz. Homem da comunicação e imagem. Mas não nos iludamos: onde se lê comunicação leia-se manipulação, onde se lê imagem leia-se máscara.

  6. manojas e lacanices, qu’ é isto, aqui a estorvarem o começo da semana, ide imediatamente afogar o ganso. !ai! que riso

  7. Que haja gente a carecer de psicanálise, é facto incontroverso. Exemplo disso é a mula russa, cuja relação tortuosa com a verdade e honestidade desafia a ciência guardada em muitos calhamaços, incluídos os de Lacan.
    Lembremos um episódio: em tempos, a mula russa cantou aqui loas e tocou sinos de aleluia em louvor duma cidadã canadiana chamada Eva Bartlett, que reputa de “jornalista” independente”.
    Dando mostras, uma vez mais, da escrupulosa parcialidade e falha de rigor que lhe são naturais, a mula russa enalteceu a exemplaridade profissional daquela personagem, como também sublinhou, com indisfarçável euforia, a circunstância de a mesma ter protagonizado uma “conferência de imprensa” sobre o conflito sírio, realizada nas instalações das Nações Unidas. Sugerindo a mula russa que tal circunstância legitimaria a presunção de que as declarações pró-regime Assad proferidas por Bartlett teriam o patrocínio institucional do organismo dirigido pelo Secretário-Geral António Guterres.
    Na aludida “conferência de imprensa” – diligentemente divulgada na rede web da RT e replicada em sites pró-russos de extrema-direita e conspiracionista, como “le Salon beige”, “Egalité et Réconciliation” e “Réseau international” – a alegada “jornalista independente” pretendeu desmontar as “mentiras” dos media mainstream sobre a Síria.
    Bartlett debitou o discurso tradicional da propaganda pró-Assad relativa ao conflito sírio: a inexistência, no terreno, de jornalistas e de ONG´s internacionais e o recurso pelos media ocidentais (os “merdias”, no saboroso léxico da mula russa) a fontes que estariam inquinadas pela conivência “terrorista” com a “agressão imperialista ocidental” (o que é falso, atendendo, nomeadamente, aos depoimentos prestados por refugiados sírios de Alepo aos correspondentes em Beirute do jornal Le Monde). E, como é sabido, replicando a narrativa respeitante aos “Capacetes Brancos” difundida pelo regime de Assad e meios de comunicação pró-russos (leia-se, a esse propósito: https://www.theguardian.com/world/2017/dec/18/syria-white-helmets-conspiracy-theories).
    Para credibilização da narrativa produzida, Bartlett declara ter estado várias vezes na Síria e colhido o testemunho de habitantes apoiantes do regime Assad, pretensamente ignorados pelos media ocidentais.
    Acrescentando ainda um último argumento: o suposto apoio massivo manifestado pela população a Bashar-Al-Assad aquando das eleições de 2014, realizadas – sublinhe-se – nas zonas controladas por Damasco, sem escrutínio externo independente e credível.
    O facto de o evento ter ocorrido nas Nações Unidos foi celebrado efusivamente pela mula russa, confiante numa aparência de legitimidade e respeitabilidade, afinal, falsa. Não cuidou a mula russa de esclarecer – como devia – que o evento não foi organizado sob a égide da ONU, mas pela missão permanente da República Síria nas Nações Unidas, cujo estatuto diplomático concede-lhe o direito a utilizar as salas de imprensa das Nações Unidas, sem controlo deste organismo internacional. Assim, foi o regime sírio e a organização a este afecta, denominada “Hands off Syria”, que tiveram a responsabilidade do evento, inserido na guerra de propaganda que travam em torno do conflito sírio.
    Eva Bartlett, que se autodenomina “jornalista independente” tem sido, na realidade, uma jornaleira ativista pró-regime sírio, diligente na denúncia do que qualifica de “mentiras ocidentais” e de “silenciamento pela ONU dos crimes de guerra” e apologista militante da “desconstrução da narrativa ocidental”, no que é expeditamente promovida graças aos bons ofícios do canal russo RT e dos sites conspiracionistas Global Research e American Herald Tribune.
    Contribuindo para uma realidade hoje patente: a predominância na internet da imprensa dita “alternativa” ou de “reinformação”, hostil aos media (diz a mula russa, os “merdia”) ocidentais. Formando, no seu todo, uma nebulosa na qual a RT (a amada RT da mula russa…) ocupa um lugar estruturante: basta que o canal russo emita um soundbite noticioso, que o seu efeito é logo ampliado pela cadeia de sites conspiracionistas. Um espectáculo global que merece os aplausos da cândida mula russa.
    Sobre a personagem e as narrativas debitadas por Eva Bartlett, leia-se:
    https://www.thefuldagap.com/2018/08/25/conspiracy-theorist-whackjob-eva-bartlett-at-it-again
    https://pulsemedia.org/2016/12/15/russia-today-and-the-post-truth-virus/
    https://plus.lapresse.ca/screens/2b4a2d8c-c642-4823-90a4-43ac02bb61f6__7C___0.html
    https://www.lemonde.fr/les-decodeurs/article/2016/12/15/fausses-images-et-propagande-de-la-bataille-d-alep_5049097_4355770.html
    https://observers.france24.com/fr/20180508-intox-syrie-casques-blancs-mise-scene-attaque-faux-sauvetages

  8. Pronto, Olindinha, não perca as estribeiras, apenas pensei que tivesse algo de concreto a dizer-me, quando me mencionou. Não tem. Portanto, desculpe e continue na risota. É bom sinal, sinal que está, psicologicamente, bem. Ainda bem!

  9. Manojas, parei de rir por perceber que afinal não foi ouvir. agora fico com vontade de chorar pela asnice – sua e da maioria. e não lhe estou a chamar asno: estou a dizer que não querer ouvir é asnice.

  10. Não querer ouvir e, principalmente, não escrever ou dizer, por isso o seu actual e sério recato. Está perdoada.

  11. tendo em atenção que a criança do sexo masculino quer casar seja com quem for que lhe limpe o rabo e a pila e lhe dê de comer , seja a mãe biológica seja a criada lá de casa ou uma loba , todas estas teorias que partem de édipo são uma grande chachada , chachada maior em lacan porque vai chamar a figura do incesto , que não tem nada a ver com o assunto.

  12. !ai! que adormeci em conchinha com o Aspirina
    carrego em mim todos os sonos do mundo
    diria o Pessoa se fosse
    como eu
    tão profundo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *