Combate de Blogues 17º

Esta edição do Combate de Blogues tem a boa novidade da presença da Ana Matos Pires. Para além disso, permite voltar a constatar que a direita portuguesa é um deserto de talento político até nas gerações mais novas. Rodrigo Moita de Deus canaliza o seu cinismo para tentativas de humor, a sua verdadeira vocação. Miguel Morgado transforma o seu cinismo em sectarismo e vulgaridades emocionadas, pecha ainda mais infeliz por vir de um académico. Ambos são cínicos, descrentes de um acordo com os opositores, soberbos no seu conservadorismo. Isso leva-os para um estado de permanente frustração e primarismo intelectual. Em vez de começarem por reconhecer o que é comum – no caso do Freeport, por exemplo, que há uma responsabilidade moral do PSD e do CDS na conspiração inicial e no aproveitamento subsequente, e que não há provas de ilegalidades, apenas boatos – partem para as vantagens imediatas que descortinam nas situações e para o mecânico denegrimento dos adversários. Nada mais lhes ocorre. Não pensam a comunidade, apenas reagem ao conflito.

Esta forma de fazer política está caduca. Ou talvez nem tenha já nada a ver com a política, apenas com o espectáculo.

13 thoughts on “Combate de Blogues 17º”

  1. Já me tinha questionado sobre esse programa, que nunca vi em directo, mas vejo referenciado em vários blogs que visito. Para mim o problema do programa é logo revelado no título: “combate de blogs”. O resto é consequência … Não se trata de aproveitar a novidade que a blogosfera possa trazer e explorar essa novidade de forma original, mas de transportar os aspectos menos interessantes dos velhos espaços de discussão, agora a coberto de uma certa leveza sem grande responsabilidade.

    Ora Valupi, haviam de fazer programas em que o miolo agonista fosse massa de ideias novas, originalidade na abordagem dos assuntos, sei lá!

    :)))

  2. Lá iremos, Zeca.
    __

    mdsol, não posso concordar mais. É incrível como não aparecem novos formatos, onde se busque uma nova inteligência (ou alguma, por pouca que seja, que isto de pôr pessoas a berrar umas para as outras, a atropelarem-se sem se quererem ouvir, é quase nada).

  3. lapso manifesto, isto não devia estar escrito em latim? Sempre era mais chique e dava um ar mais profissional…

    Pois, procuradores: procurai-vos uns aos outros como a vós próprios,

    é o que vos digo.

  4. Deixa tar que a Ana matos Pires é bué da intaligente! original. Espero bê-la bestida de obellha e com a obelhinha ao lado para a inspirare.

  5. mdosol. Eu vi uma vez e chegou. A TVI24, é mais um exemplo de “telelixo”. Mais um local mal frequentado. Vão ali bolsar veneno, e criticas,criticas e…Criticas, qualquer ranhoso, que se diga do contra. Ainda ontem lá estava o Viegas – confesso que só comecei a ouvir arengar contra a ministra da educação – que a meu ver é mais um especialista em “generalidades vulgares”. Consta que também percebe de bjecas e calhando de tremoços…

  6. A ENTREVISTA AO PROCURADOR-GERAL DA REPÙBLICA
    1. São 17,30 horas. A entrevista do PGR deu azo a comentários de todos os lados. De todos? Não. Curiosamente, o Sindicato dos Magistrados do Ministério está calado, a examinar tranquilamente as declarações, o que é, no mínimo surpreendente, sobretudo quando se recorde a rapidez de pronúncia da agremiação relativamente a qualquer tema que, mesmo que longinquamente, ponha em crise as suas finalidades estatutárias, de mais cantina, mais barbeiro e mais impunidade.

    Este será o dado mais interessante nesta nova história e também um factor de alguma esperança: é que, descontando as hipóteses de o Dr. Palma estar a banhos ou de o Sindicato se encontrar a congeminar alguma especial patifaria contra o Dr. Pinto Monteiro (algum FREEPORT?), resta uma esperança – que aquela rapaziada tenha imaginado que aquilo é a sério ou, ao menos, que aquilo pode acabar em sério.

    É que, ao contrário do que se supõe, a coragem não é precisamente o forte desta gente – sem os seus joguinhos de bastidores, os seus segredos de justiça (de justiça, oh céus!), ficam nus em toda a sua incapacidade.

    Esperemos.

    2. Porque, suponho, a partir daqui, nada ficará como antes, pois que me parece imparável a ideia honesta que este arraial tem de acabar.

    Apesar das reacções conservantistas: do PCP, que quer manter as condições que lhe permitem influenciar, ou que supõe permitem, uma influência, sem qualquer origem democrática, sobre um aparelho público de especial relevância; do Bloco de Esquerda, que, à falta de melhor, insiste em navegar nas nebulosas patetices do costume, quanto ao não comentarem o que “pertence à Justiça”, sem que percebam que o Ministério Público não é parte da Justiça (e sem que se perceba por que bulas se não há-de comentar os que fazem e decidem os Tribunais, do mesmo modo como se comenta os actos do Presidente da República, da Assembleia da República ou do Governo da República); e do PSD, que lá vai dizendo o que (já não) seria de esperar que dissesse – atacam o PGR, pedem-lhe a demissão, sem perceberem o perigo de, por meros propósitos de oportunidade política conjuntural, apoiarem um estado de coisas que, mais cedo ou mais tarde, por causa da santa alternativa democrática, lhe cairá em cima, o Dr. Passos Coelho que se cuide.

    3. Mas, já que tanto e tão sinceramente se pede a mudança, convém afastar um mito perigoso, de que o Dr. Marinho e Pinto é também tributário, e que suponho ter sido inventado à medida das necessidades do Ministério Público: não é verdade que a necessária mudança dependa de uma alteração da Constituição da República .

    As normas que transformam o PGR em Rainha de Inglaterra não são normas constitucionais, são normas ordinárias, que podem ser alteradas, a todo o tempo, pela Assembleia da República.

    Gostaria de ver debatidos estes propósitos.

  7. Ó Francisco, Ó Francisco,

    ou és adbogadu ou és magistradu.

    E já tens experiência na merda, keu bem bejo cumo articulas. Oube lá, tou-te aber e a cheirar. Manda forte nesses gajos do carago, num li tudo o que dissestes pás, ke eue tamém tenho que me discansare da linguage, mas oube, caga as berdades nesses fdp.

  8. As normas que transformam o PGR em Rainha de Inglaterra não são normas constitucionais, são normas ordinárias, que podem ser alteradas, a todo o tempo, pela Assembleia da República

    Oube lá ó Francisco, tu tens kexplicare ao maralhale o ké uma norma ordinária, kando não ainda aparece aí uma parva kalquer a dizer kisto é só prustitutas. Tans ka explicare a difarença entre a norma ordinária e a fundamental. Mas oube lá, pá, as normas podem ser alteradas a todu o tempo pela assemvleia, mas num tasqueças do tribunal dos politicus. saves qual é num saves? keres falare desse? Esses gajus fodem a normatibidade toda ao direito e à jastiça.

  9. Senhor Francisco Araújo,

    peço desculpa por ter utilizado um discurso brincalhão num assunto tão sério quanto esse que já articulou neste espaço por mais de uma vez.

    Ambos sabemos do que está em discussão, não é?

    Com os melhores cumprimentos,

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