43 thoughts on “Coisas que acontecem”

  1. O grande problema politico que atravessamos ainda tem a ver com o concurso das TVs privadas em que Cavaco entregou de mão beijada ao PSD e à direita a manipulação do espaço informativo.Será muito dificil em Portugal qualquer politico da área do centro-esquerda alguma vez governar. Perante isto o PS tem duas alternativas ou faz o que tem vindo a ser feito,(agradecer sicilianamente ao balsemão o facto de poderem ser enxovalhados em publico por rapazolas sem maturidade ou por pessoas que já foram proximas do Kaulza de Arriaga) ou explicitamente denunciar e combater o facto. Hoje em dia basta um jornalista e um magistrado para tentar derrubar um Governo ao arrepio de todas as Leis de um estado democratico, e vemos com espanto que toda a censura se dirige a quem é “acusado” e nada é dito quanto a quem ao arrepio de tudo e todos acusa com um pedaço de lama. A percepção que as pessoas têm da politica e que lhes e dada maioritariamente pelo populismo tabloide televisivo tem origem nesse longínquo concurso. A RTP que deveria informar e formar publicos há muito que se afastou desse objectivo, e embora o desvario não seja tão grande , limita-se a seguir e não a ser seguida no tabloidismo televisivo. Basta ver as entrevistas de Judite de Sousa ou os Prós e Contras de FCFerreira, para vermos a incultura e falta de preparação e profundidade no tratamento dos temas bem como o afunilar dos convidados todos oriundos da área conservadora/direita.
    É obvio que o PS e a esquerda no geral (mas nem toda) sempre se deu mal com este posicionamento mas até agora ganhou sempre a postura cinica e hipocrita do aceitar com mansidão este estado de coisas. Têm que encarar de frente este problema e falar sobre ele, todas as pessoas sabem o que se passa e estão mais que maduras para o perceber.

  2. Valupi,

    Ja aqui puseste este grafico uma vez. Continuo sem perceber a logica, nem a piada, a não ser tratar-se de um boneco sem sentido.

    Não sei de onde tiras esses desenhos. Muitos são bons, têm piada, vêm a proposito. Este é apenas uma daquela “private-jokes” pedantes em que uma pessoa fica a pensar que o proprio autor não percebeu bem o que estava a procurar dizer e deve ter pensado : bom, que se lixe, publica-se assim mesmo, sempre ha de aparecer algum tonto a rir-se, e assim ja ganhei o meu dia.

  3. Magnífico. Eu faria todas as categorias andar uma letra para trás para acrescentar uma categoria e um último círculo concentrico: w – what you know you know; x – what you know you don’t know; y – what you don’t know you don’t know; z – what you don’t know you know.

  4. Havia uma candidatura uma liderada por Proença de Carvalho que foi estranhamente afastada (ou talvez não)e que era a melhor candidatura, pelo menos bem melhor do que a da Igreja.Investigue um pouco Henriques que essa informação não vem na 1º pagina dos tabloides.
    Mas na altura Mario Soares tambem se demitiu do seu poder fiscalizador da tramoia, pois estava a concurso o “son ami” Balsemão. Aliás grande parte do assalto da direita aos principais orgãos de poder (Media, Justiça…) foram feitos nas “barbas” de Soares, ou iniciaram aí a sua larva. O que é tipico de Soares (de quem gosto atenção) muitas bolhas de champagne e superficialidade mas quando é a doer as amizades falam muito alto…Zenha em parte tinha razão.
    Obrigado &.

  5. Os socretinos andam confusos, baralhados e ansiosos com as últimas notícias… Se os jugulares se remeteram ao silêncio envergonhado, o Valupi (o comedor-de-parvos) agarra-se aos formalismos jurídicos e ataca os mensageiros evitando falar da mensagem. De qualquer forma, e em ambos os casos, a máxima socrática «só sei que nada sei» parece ser a regra a seguir; regra que este diagrama parece querer apontar.
    Só que este diagrama é um diagrama repetido, e na altura em que foi colocado o seu título era não «coisas que acontecem», mas sim «natureza humana». Assim, este diagrama pode ser visto como um convite à introspecção dos socretinos, e à descoberta da sua verdadeira natureza. Seria, por isso, um convite a seguirem uma outra máxima socrática: a máxima «conhece-te a ti mesmo». Porquê? Já o expliquei na altura em que este desenho aqui foi colocado, e esta é uma boa ocasião para o voltar a dizer.
    Então, é assim (como está na moda dizer-se): X-Sócrates; Y-esquerda moderna; Z-impostura e aldrabice. Ora, a impostura contém a esquerda moderna que contém o Sócrates. «Sócrates» é aquilo que os sócretinos (apenas cretinos, não esquecer) conhecem do Pinto de Sousa; «esquerda moderna» é aquilo que os socretinos conhecem do Pinto de Sousa, mas desconhecem que é a direita neoliberal de sempre; «impostura e aldrabice» é aquilo que os socretinos desconhecem do Pinto de Sousa e que nunca vão conhecer (pois ou são tapados, ou a luz do sol é demasiado intensa para eles conseguirem ver alguma coisa). Portanto, este desenho mais do que ter a ver com a natureza humana, tem que ver com a imbecilidade dos socretinos, mas também com o silêncio que convém existir em torno de Z (que assim se transforma em «what you don’t know, you don’t have to know»). Concluindo, como diz o diagrama, a reunião entre X, Y e Z é «shit». Ou seja, «shit» é um tipo chamado Pinto de Sousa que os socretinos conhecem por «Sócrates», que os aldraba dizendo que é de esquerda, e que é um impostor que eles desconhecem e que não devem conhecer. Como «diria» Wittgenstein, acerca da impostura e da vigarice de que não se pode, nem se deve, falar, é melhor ficar em silêncio. Oremos, pois…

  6. É o enigma chamado Portugal, só pode ser; identifico ali três, duas mais uma, apenas não sei qual delas é os Açores.

    O imbróglio do quebra-cabeças, mata-miolos, o fim do equívoco existencial, o esclarecimento do princípio da incerteza de Heisenberg, etc, só se resolvem quando tivermos aí; não duas mais uma: mas duas mais cinco: dá para entender?

  7. 1. mas Ds explica-me lá como é que o que não sabes que não sabes, afinal sabes que é impostura e aldrabice.

    2. e explica-me também se o Pinto de Sousa é a incarnação da direita liberal porque é que a tem toda lançada às canelas.

    3. Ravara: a luz? Estou em crer que o princípio de incerteza de Heisenberg aplica-se afinal também ao macroscópico: sempre que se observa algo com atenção descobre-se algo que mesmo já lá estando fisicamente como significante não estava como significado e assim altera-se o valor na esfera perceptiva.

  8. &, quem não sabe o que não sabe (nem o que não deve saber) são os socretinos. Para quem não é sócretino, o Z não é nenhum mistério desconhecido que não se sabe: é a impostura e a vigarice de sempre. Quanto à luta entre os irmãos gémeos, essa explica-se pelo complexo de édipo, e pelos ciumes que o poder e os tachos provocam em quem fica a chupar no dedo.

  9. não saber o que não se sabe é o princípio geral de um sistema aberto. Topologicamente um conjunto diz-se aberto se não contém fronteira – o mesmo é dizer que coincide com o seu interior.

    Pelos vistos tu sabes que o que não sabes que não sabes afinal sabes.

    Quanto a alternativas: tens algum enunciado positivo a propôr que não seja o psd a governar?

    Quanto a mim: acho bem que as bolsas continuem o baile, ao menos o tricheur cala-se com a subida de juros e as agências de notação também.

    Concordas que o BCE deve financiar a dívida pública dos Estados?

  10. Aliás, e voltando ao Wittgenstein, o que é que se pode dizer acerca da proposição «O Pinto de Sousa é um impostor»? Esta é uma frase com ou sem sentido? É uma frase verificável ou não, e a que corresponde algum facto? De acordo com o título do post até se pode dizer que sim, pois segundo Wittgenstein «o mundo é tudo o que acontece». Assim há quem saiba que «O Pinto de Sousa é um impostor» é uma frase verdadeira (what you know you know). Também há quem diga que é uma frase falsa, e estes são aqueles para quem «what you know, you don’t know». É o caso do comedor-de-parvos que sabe que o impostor é um impostor, mas que faz de conta que não sabe, refugiando-se nos formalismos jurídicos, evitando assim o confronto com a realidade, com as «coisas que acontecem». Finalmente, há quem pense que a frase «O Pinto de Sousa é um impostor» é uma frase sem sentido e metafísica: são os tais para quem «what you don’t know, you don’t know». São aqueles cujo mundo se reduz ao mundo da propaganda socretina, e que nessa medida nunca poderão falar sobre o ser do Pinto de Sousa. Porque esse ser estaria fora daquilo que acontece. Enfim, a aldrabice do Pinto de Sousa é para os sócretinos um não acontecimento. E por isso é melhor ficarem em silêncio… Mas a verdade é que só é um «não acontecimento» pela simples razão de que é uma normalidade e algo sempre omnipresente: a aldrabice e a impostura são a substância, a essência, em que assentam todas as acções do Pinto de Sousa e acontecimentos a estas associados.

  11. A propósito das ´tiradas´ filosóficas que acabei de ler.

    Há uma pessoa que me é muito querida e que só é cerca de 20 ano mais velha que eu, durante uma conversa que tivemos sobre os partidos e a situação politica do pais me disse o seguinte: ” ouve pá, há uns anos atrás o Alentejo era todo vermelho e sabes porque esta a mudar de cor? porque o PCP transformou-se num partido da pequena burguesia são só doutores, engenheiros e professores”.

  12. joão viegas, o teu protesto é um fartote de boa disposição. Sim, trata-se de uma repetição do cartoon. Não é a primeira vez que os repito, e espero que não seja a última. Neste caso, como no outro, serve para ilustrar uma situação ou problemática que fica implícita.

    Quanto a não o compreenderes, é azar. A lógica do desenho talvez seja mais simples do que estás a supor. Basta relacionares cada círculo com a sua área. O esquema correlaciona diferentes áreas, da menor para a maior, e vive-versa. Ou, numa leitura topográfica, propõe a tese de que o conhecimento é a ponta do icebergue do que fica por conhecer.

    Por fim, os cartoons têm sido do mesmo autor, cujo website está no link que incluo nas imagens. Trata-se apenas de uma preferência por uma figura que não é cartoonista profissional, e cujas temáticas me são familiares pessoal e profissionalmente.

  13. Aos indignados profissionais e defensores do estado de direita:
    Acham que deviamos despedir já o Queiroz ou esperamos que o caso entre em segredo de justiça faça capa no Sol ou no C.Manhã e o people se possa indignar como deve ser na net diurante um dia ou dois, para depois se pedir a demissão ao PRepublica?

  14. que além da sintaxe e da semântica os jogos de linguagem visam efeitos pragmáticos.

    De tudo o que escreves aqui só conheço dois temas: a defesa dos interesses dos professores e o ataque sistemático a José Sócrates. Desafio-te a dar um contra-exemplo. Não vejo, nem vi, uma única proposição positiva.

    Logo, não existindo alternativa de governação que não seja escorada num dos grandes partidos toda a tua estratégia se reduz a promover o psd sem o dizer.

    Está aliás no teu nome, basta olhar ao espelho e acrescentar a letra que falta.

  15. Well Brian,

    Relacionando cada circulo com a sua area, ou seja supondo que estamos a representar inclusões, é que não da mesmo para perceber o sentido da coisa (ao principio, parece que é de facto a mensagem, e podia ser e ter interesse, mas como não tem pés nem cabeça, não é de certeza a intenção).

    Se partirmos antes do principios que estamos a ver argolas, como sugeria ja não me lembro quem da outra vez, ainda va la, mas então qual é a piada ? Simplesmente o paradoxo : “mais do que as coisas que sabemos, são as que sabemos que não sabemos, e muito mais ainda as que não sabemos que não sabemos” ? Mas o grafico não ilustra nada disso. Pelo menos para mim não ilustra…

    Bom, é sina. Não percebo, nem sequer percebo que possa ter piada eu não perceber.

    Isso passa.

    I hit the ball one tome and then…

  16. (vê como curvas de nível numa montanha, a tal representação topográfica que o Valupi fala do iceberg; tem piada sim, ver um gajo resmungar que não percebe, como se fora um puto, mas fazes muito bem; bem, lá vou eu queimar pestanas com citações em latim do Vieira, uma coisa gigantesca ainda para provar a mera admissibilidade da hipótese de que Bandarra tenha sido profeta…)

  17. Também se pode olhar práquilo como um alvo. E aí, pela teleologia do objecto, se chega a uma crítica muito mordaz da forma como nos relacionamos com o conhecimento nestes áureos tempos modernos: nosso alvo não é conhecer mais, mas apenas demonstrar o que sabemos.

  18. &, o Wittgenstein que eu citei é o do Tratactus, e não o dos «jogos de linguagem». Mas é evidente que o «segundo» Wittgenstein também é um bom autor para desmascarar o Pinto de Sousa impostor e aldrabão. É que se o sentido das frases e da linguagem dependem do seu uso e contexto, então o discurso sócretino torna-se mais inteligivel, já que é um discurso com muito pouco de político ou ideológico (e mesmo absurdo neste nivel) mas com muito de publicitário. Isto é, não é a política que nos permite compreender as decisões e acções do Pinto de Sousa, mas sim a publicidade (enganosa) de que ele se serve. Percebe-se assim que para o Pinto de Sousa ser-se de esquerda (ou socialista) não consiste em seguir ou defender uma determinada linha ideológica ou adoptar certas medidas políticas e económicas, mas apenas em fazer publicidade a uma «marca» a que os eleitores se habituaram, pois o que estaria em causa seria apenas a fidelidade dos consumidores (perdão, eleitores). E assim mascarado, o tipo já pode seguir as determinações neoliberais, que está desculpado pelos idiotas uteis e consumistas que vivem fascinados pelos «produtos de marca». O seu «jogo de linguagem» é, portanto, o jogo da aldrabice e da manipulação. Bem lembrado, &!
    Mas &, e pela milionésima vez, poupa-me à tua lógica maniqueísta e exclusiva segundo a qual ou se defende o Pinto de Sousa, ou se defende os seus irmãos gémeos do PSD. Até porque se ambos são social-democratas, nenhum deles é alternativa ao outro. Ou será que não são? Pois… Se o teu mundo de alternativas se reduz aos partidos do centrão indiferenciado, o problema é por isso teu. E é tanto mais teu quanto mais a tua «estratégia» consistir em apoiar um tipo que sempre viveu à custa de «esquemas» e de aldrabices, e que assim continua… Ou seja, e seguindo a tua linha de raciocinio, mesmo sem o dizeres a tua «estratégia» passa por defender os aldrabões.

  19. Aqui vai uma interpretação simplista:

    x- Os meus olhos são verdes.
    y- Que lindos olhos azuis que tens!
    – Eu ? Olhos azuis? Não. São verdes.
    – São agora verdes. São azuis.
    – Não. São verdes. Sempre foram.
    – Não. São azuis.
    – Teimoso! São verdes.
    z- Não sei qual é a cor dos olhos do Valupi.

  20. Caros & (ex-z ?) e João Pedro da Costa,

    Arre que isto é como o autor que, na novela de Borges, escrevia historias incompletas, ou com um final decepcionante, para ser o leitor a re-escrevê-las melhor.

    Vocês estão a dar duas leituras contraditorias.

    A do “iceberg” proposta por &, e pelos vistos pelo Valupi, corresponde a :

    x = what you think you know you know
    y = what you think you know you don’t know
    z = what you don’t know you don’t know

    Dito assim existe coerência, e existe mensagem, mensagem a que encontro alguma piada : saber é uma das modalidades de não saber.

    Mas não é isso que diz o boneco. Nem com esforço, ou benevolência, conguimos pô-lo a dizer o que esta aqui em cima. A menos que não tenhamos a mesma definição da palavra “não” (not).

    A leitura do João Pedro da Costa é outra, e é bastante mais “logica” (ja foi ele que sugeriu esta leitura da ultima vez, se não estou em erro), mas então o boneco também não esta bem feito : as argolas y e z deviam ser muito maiores. Em rigor, z nem devia ser argola sequer. Portanto, nesta interpretação, o boneco ilustra muito menos do que a frase que escrevi no meu outro comentario (““mais do que as coisas que sabemos, são as que sabemos que não sabemos, e muito mais ainda as que não sabemos que não sabemos”). Temos portanto um boneco que obcurece em vez de esclarecer, o que é bastante esquisito. E finalmente, nada na interpretação de João Pedro da Costa suporta a conclusão que ele tira, porque o boneco, sendo logico, não evidencia o que diz o João Pedro, ou seja a insuficiência de pensarmos a relação entre saber e não saber em termos logicos. Ja um boneco com relações inclusivas põe esse paradoxo em evidência…

    Conclusão : das duas uma, ou o boneco não esta bem feito (o que não seria o fim do mundo, outros ha, do mesmo autor, com qualidade), ou não sou o unico a não compreender o que ele significa…

  21. Ds, não tenho alternativa a isto: ou governa o ps ou governa o psd, em minoria ou com alianças. Para mim a melhor solução para o país dentro da realidade é um governo do ps em minoria, parecido com a situação que está excepto que gostava que pudesse fazer maioria com qualquer um dos outros e não, como é o caso, apenas com qualquer dos da direita ou simultaneamente com os dois da esquerda.

    Dito por outra forma gostava que o ps pudesse fazer maioria com o bloco, o que não é o caso, mas também não tenho dúvidas de que se isso acontecesse o discurso do bloco e em particular do Louçã alterava-se, a realpolitik impunha-se.

    E por isso gostava que dissesses que outro quadro ou hipótese achas possível e realista.

    Não considero o ps e o psd irmãos gémeos – ‘irmãos’ ainda que o vá nesse sentido de que têm governado Portugal em alternância nestes 35 anos, mas gémeos não acho: acho o ps social-democrata e o psd direita retinta liberal.

    Jv, sabes que não existe o conjunto de todos os conjuntos? Fica mostrado com os números surreais, que formam uma classe mas não um conjunto porque violaria a lei da cardinalidade. No entanto não vejo contradição naquela idéia da carta topográfica que se resume a dizer que há uma base imensa de coisas que nem se sabe que não se sabe, a que sucede uma encosta de coisas que se sabe que não se sabe e um cume de coisas que se sabe que se sabe; e já é um pau e imagino que no ápice lá regressa o velho Socrates com o só sei que nada sei e qual Sisifo vimos por aí abaixo. Enfim uma interpretação gravitazional.

  22. Caro &,

    When we really think about it, we don’t really know what we think we know (we know)…

    Isto, que poderia ilustrar a ideia de um cume assente sobre um nada, NAO transparece do grafico. Precisamente porque as linhas separam (we don’t know), quando tu pretendes que elas apoiam (we think we do). Tenho pena, mas não transparece…

    O que estas a traduzir de Vieira ?

  23. bem, liberdade de interpretação também nos bonecos… Para mim não há problema, até pode representar um vulcão onde o X é a cratera, a única coisa diferente que eu reclamaria era tracejar o limite exterior do Z para ficar aberto. No entanto, a polémica que o boneco gera, só por si é significativa. Tensão e Significação do Fontanille e Zilberberg já que andas por aí em terras de franciús, ora vê como a tensão criada por eventuais contradições no boneco gerou uma cascata de comentários,

    Não estou a traduzir, estou a ler a Apologia das coisas do futuro, mas só aguento três páginas por noite. Também o Bandarra esteve preso pela Inquisição e o Vieira acha que ele é o continuador do ermitão do Campo de Ourique. Bem e agora vou tratar de umas coisas triviais mas obrigatórias.

  24. Este pictograma delicioso é aplicável a tudo na vida, merece apenas uma correcção…
    O universo Z não deveria ser limitado por uma circunferência, mas sim todo o infinito a partir da duas anteriores (X, Y)!
    Porque aquilo que desconhecemos que não sabemos é muito próximo de infinito…

  25. Caro K

    Reconhecer “humildemente” que Z tende para infinito, é o suficiente para toda uma vida de aprendizagem, que nunca nos levará à plenitude do conhecimento…
    Existe sempre lugar para a criação de algo novo, algo que nos é desconhecido actualmente e que alguèm se encarregará de trazer à consideração dos demais.
    Há 500 anos o Sol girava em torno da Terra, não se imaginava outra hipótese…
    Se perguntar quem criou o Universo, muitos dirão que foi Deus, mas ninguém provou a existência de tal ser… Responder “Deus” é o mesmo que dizer “não sei”, atribui a responsabilidade da criação de algo tão grandioso, como o Universo a uma figura paternalista que zela por nós… Demasiado conveniente!!!
    Em todas as eras da civilização, acredita-se piamente que se está no auge da tecnologia e da ciência, vindo o futuro desmentir esta presunção errónea…
    Se aquilo que o caro K desconhece saber que existe é finito, então ler meia dúzia de livros recomendados pelo Professor Marcelo eclipsará de vez a circunfrência Z do seu diagrama… Boa sorte!!!

  26. &, o que é irrealista são esses teus desejos, ou gostos, que estabelecem uma união entre o PS sócretino e o BE. Enquanto a ala direita, oportunista e sem princípios do PS estiver no poder as únicas alianças possiveis são aquelas que estão à vista e que já se adivinhavam: CDS, PSD e PS de mãos dadas e de acordo no essencial. Ou será que é preciso lembrar quem aprovou o código laboral em vigor? E quem aprovou cortes no subsídio de desemprego? E quem andou a fazer «reformas» que mais não são do que medidas que pretendem (neo)liberalizar as relações económicas e de trabalho? É isto um partido social-democrata? Ou será que o «social-democrata» não passa de uma «marca» sem qualquer correspondência com a realidade? Até porque se a esquerda clássica do PS sempre se definiu com social-democrata, então ser-se da dita «esquerda» moderna, só pode querer dizer que se é de uma «esquerda» diferente da clássica, e que nada tem de social-democrata. É, assim, a «esquerda» que de esquerda só tem o nome – e que até precisa de adjectivos como o «moderna» para evitar confusões ideológicas; as «confusões», claro, que qualquer neoliberal que se preze quer evitar, porque ser-se «moderno» só pode querer dizer ser-se adepto da economia neoliberalizada. Assim, meu caro, a direita liberal (que tu encontras no dito partido social democrata) e a dita «esquerda» moderna (que tu encontras num partido com práticas neoliberais) são mesmo gémeas. A única coisa que as distingue são os costumes, mas estes só ganharam o destaque que ganharam, para ocultar a quase absoluta convergência entre o centrão indiferenciado.
    Concluindo, uma posição realista acerca de uma qualquer possibilidade de um governo de esquerda, tem de começar por reconhecer que o PS sócretino não tem nada de esquerda (o que é algo que tu não fazes). E tendo em conta que o Pinto de Sousa se caracteriza por ser um aldrabão e impostor em tudo aquilo que se mete, essa conclusão não seria assim tão dificil de tirar. Só quem vive agarrado ao consumo de «produtos de marca» é que terá essas dificuldades…

  27. Mouta, olha que o teu discurso é bem religioso. tens consciência (sabes) disso? E estas-te a esquecer daquilo que “não sabes que sabes” e do inconsciente colectivo gerado por milhões de anos de evolução… Mas não quero ir por aí que isto dá pano para mangas…Ora isto é um diagrama, uma representação visual simples de um conceito ou de uma ideia, que penso que o Val quis aplicar ao caso das escutas, ie, não fazer juizos precipitados sobre coisas que pouco sabemos e que a maior parte desconhecemos conscientemente e outra nem sabemos que porventura existe.Aqui o y+z que representam o que tu não conheces, são elásticos que se expandem ou retraem consoante o x (o conhecimento) duma determinada situação.Genericamente acho que é uma boa grelha de abordagem que combina a humildade/precaução com o pragmatismo proprio deste autor e dos anglo-saxões.Kiss.
    Porventura (é simplesmente uma hipotese não tenho conhecimentos para tal)tambem poderíamos conotar este diagrama com o consciente, inconsciente e subconsciente.

  28. Caro K

    Percebi a intenção do Val ao enquadrar o pictograma em “circulos” mais concretos e actuais, quis apenas alargar a análise para campos mais vastos e frutuosos no campo da reflexão… Penso que acerca deste diagrama poderíamos discutir tempos sem fim e de forma inconclusiva, tal é a dimensão de interpretações possíveis…
    A proposta consciente, subconsciente e inconsciente é, também ela muito válida…
    Resumindo, um excelente pictograma, não sendo exclusivamente aplicável ao caso das escutas…

    P.S Nunca me poderei esquecer daquilo que eu não sei que desconheço, só se esquece algo que algum dia se conheceu ou soube existir…lolololololol…

    Demasiado metafísico… É mais fácil aplicar o diagrama à porcaria das escutas!!!

  29. não creio que haja nenhum político de primeiro plano da Europa que possas dizer que é honesto, ou há? Ou mais geralmente diz-me algum dos últimos tempos que não seja o Mandela.

    Grécia, Espanha e Portugal que têm governos ‘socialistas’ estão sob ataque das agências de notação.

    E no entanto, se bem me lembro, a dívida da Bélgica era há uns anitos de 120% do PIB, por exemplo. A Itália também é poupada.

    Como interpretas?

    Mas podes deixar ficar para amanhã porque eu à noite é três páginas do Vieira e basta.

    PS correcção: Apologia das Coisas Profetizadas

  30. Pelos comentários que li acima, parece-me que tenho a explicação mais verosímil para o desenho. O diagrama mostra uma rotura do espaço-tempo. Simples.

  31. Porra! Pelo feedback dá para perceber que toda a gente já tinha pensado nessa hipótese. Mas mesmo assim vou explicar o meu ponto de vista.
    Primeiro temos que considerar um novo conjunto, uma reunião de x com y: “o que eu sei que sei” com “o que eu sei que não sei” que dá: xy=Não sabia que já sabia! que não é a mesma coisa que y.

  32. Continuando. A ruptura do espaço-tempo foi provocada pelo choque entre duas singularidades: uma do PS e uma do PSD. Como consequência criaram-se duas realidades diferentes, uma rosa onde reina a democracia, e uma laranja prestes a transformar-se num buraco negro. A singularidade PSD, cujo sentido de existência se resume ao vazio, pretende ocupar o espaço ocupado pela singularidade PS num período de tempo que contraria as leis matemáticas que regem o universo, e por todos aceite, provocando, assim, a ruptura. Para isso vão recorrer a uma máquina do tempo que já existe (e que muita gente não sabia que já sabia que existia, cá está xy), chamada golpe de estado. Esta máquina é alimentada com um combustível muito especial, extremamente poluente e de efeitos imprevisíveis sobre toda a vida existente (uma mistura de: resíduos emanados pela singularidade PSD chamados de jornalismo sem escrúpulos, escutas e como aditivo o segredo de justiça), permitindo assim viajar a uma velocidade superior à da luz e reduzir o tempo necessário para ocupar um espaço que, neste momento, nunca poderia ser por ela ocupado.
    Nota: Esta explicação só é válida se as singularidades PCP e CDS não interferirem com o espaço-tempo, o que é pouco provável, dado que da singularidade PCP apenas nos chega a luz de um passado muito distante, e o aumento de tamanho da singularidade CDS dá a entender que num futuro muito próximo irá ser sugada pela singularidade PSD devido à sua proximidade a esta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.