Coalition Forces

Corre nos mentideros da diplomacia internacional que Khadafi, nesta segunda-feira, esteve quase para se render ao primeiro caça que visse passar por cima do casebre onde está escondido. O impulso terá tido origem num equívoco, porém, como revelou um dos seus filhos. Saif al Islam contou que o seu pai tem por hábito diário consultar dois websites portugueses: presidencia.pt e psd.pt. Parece que Khadafi consegue descontrair-se lendo essa estranha literatura porque nela fala-se dos problemas políticos como se não existisse crise internacional alguma e acabando tudo o que corre mal no Mundo por ser culpa de Sócrates e do Governo português. Embora Khadafi saiba no seu íntimo que tal não seria possível, apressou-se a explicar o filho, são à mesma preciosos momentos de escapismo e diversão que fazem muito bem à saúde do coronel. Ora, estava o grande líder nisto quando dá de fuça com o comunicado do PSD onde se promete formar a broad coalition for change. Mal acaba de ler a expressão, engasga-se com a torrada, levanta-se em pânico e fica encostado à parede, tremendo empapado de suores frios. Fruto do stress de guerra a que está sujeito, na sua mente já via Passos Coelho, Miguel Relvas e Marco António Costa avançando triunfantes e imparáveis para Tripoli com a intenção de exigirem eleições antecipadas em ordem a levarem Portas de novo para junto da máquina das fotocópias. E desse estratégico poiso a desatar a comprar dezenas de submarinos e porta-aviões seria um Paulinho, não haveria petróleo suficiente em África para os pagar. Era uma visão insuportável mesmo para quem nasceu no meio de camelos, horrenda, pelo que desatou a correr para o terraço, agitando os braços na direcção do céu e berrando que se rendia. Teve de ser agarrado pelas boazonas da sua segurança pessoal e arrastado para dentro à bruta.

Passado um bocado, acalmou e conseguiu mandar um pombo-correio para o seu grande amigo Ângelo Correia, pedindo-lhe esclarecimentos. Continuava desconfiado, aquela expressão tinha algo de sinistro. Ângelo respondeu prontamente, garantindo que a coalition do PSD tem primeiro de conquistar Belém, depois aguentar a pressão de Rio e Rangel e suportar os humores do Pacheco. Por isso, até que esteja em condições de atacar a Líbia, ainda vão passar alguns séculos.

10 thoughts on “Coalition Forces”

  1. É certo, o coelho e o cavaco conseguiram o impensável. Se houver eleições antecipadas voto no sócrates.

  2. Isto tudo já se parece com a guerra dos marcianos…

    a geração rasca esta bem representada em certos partidos e personagens politicos portugueses…

    “Belo” escrito Val, se bem que dramatico…

    após ano e meio de desgaste das posições de Portugal…

    quase quando
    se aproximava um tempo de saneamento das finanças e da economia

    aconteceu o óbvio e o anunciado:
    as oposições e kavacu não querem soluções
    jogam no quanto pior, melhor para eles…

    kavacu fez isto mesmo quando pôs pais em quase racionamento e fugiu governo AD
    e deitou abaixo lideres do PPD que integravam o bloco central
    que regenerou o país financeiramente
    e conseguiu os dinheiros da europa
    que ele beneficiou nos seus anos de maioria absoluta….

    a luta…

  3. Agora sim.
    Estou mesmo muito preocupada com o desnorte político!!! Será que os egos/interesses são de tal forma que nos precipitem no abismo??? Bem ou mal, o Sócrates tem-nos aguentado à bronca da crise internacional…

  4. tã giro. O Passos anunciou que quando for governo com ampla coligação alargada grande como o caraças (um “governo claramente maioritário”, não tem dúvidas), tenciona consultar o PS para que este contribua com as suas ideias.
    Não sei porquê, mas quando esta besta abre a boca, apetece-me logo fazer um concurso de palavrões.

  5. Como diria o Astérix, se falasse a língua dos novos teutões sociais-democratas portugueses, «- sie sind verrückt, diese lächerlichen Lapeinischen!!!» (“eles são doidos, estes patetas tristes da Lapa!”).

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