Clima de absoluta irresponsabilidade

Outra das consequências de abrir uma crise política absurda que obriga a eleições a meio de uma legislatura de heróico serviço público é a de estas se irem fazer no Inverno.

Inverno, o tempo das gripes, a que se junta um provável novo pico da ainda presente pandemia e o frio, quiçá a chuva. Condições que levarão muitos milhares a desistirem de ir votar.

Não basta ao BE e ao PCP estarem-se a cagar d’alto para as necessidades daqueles que alegam representar e defender, boicotando a melhoria das suas vidas em nome de estratégias sectárias, o resto da malta também vai sofrer com o seu desprezo pela segurança da população e pela integridade eleitoral.

A esquerda à esquerda do PS poderá bem ser a esquerda pura e verdadeira, não duvido. Mas isto de preferirem a irracionalidade, a irresponsabilidade e o irrealismo ao interesse nacional merece uma resposta histórica.

21 thoughts on “Clima de absoluta irresponsabilidade”

  1. o maior entrave ao falado empreendedorismo e desenrasque na vida pelo próprio são esses partidos : uma pessoa faz as contas de custos/ benefícios e de caras que é melhor ser empregado que patrão , porque até no caso de não valermos nada a trabalhar estaremos seguros , enquanto que se não valermos nada a trabalhar como patrão vamos ao fundo. uma sociedade de agarrados , dependentes , compráveis , é o que essas pessoas desejam.
    o berloque de esterco é pior que o chega.

  2. Quem quer votar vota quem não quer votar não vota. Estar frio ou calor, chover, fazer vento e outras desculpas com base nas condições atmosféricas é uma patetice

    Um bom fds

    José Marques

  3. eleições no inverno?! mas vocês acham que a revolução foi em abril por acaso? alguém vinha pra rua combater a ditadura se estivesse a chover e friozinho?! está tudo maluco

  4. A única boa notícia é que já começaram a desmarcar as greves para as especialidades. Como já disse uma passionária s/ megafone em frente à AR, já não vale a pena estar a gastar cartuchos. Ao frio. Esta forma de luta também está bonita. Até as demissões vão acabar nos Hospitais. Novembro vai ser o mês das reintegrações nos cargos de chefia do SNS. Precisamos de parceiros sociais e não só de Sindicatos, completamente independentes. E no caso dos Sindicatos para se sentarem a discutir os problemas reais dos trabalhadores nos CA das empresas como na Alemanha ou no Japão. Ou na Volkswagen em Palmela. Essa ideia da globalização neoliberal que o mundo é todo igual e só há um modelo de desenvolvimento nas maiores economias do mundo é uma enorme falácia.

    Tão grande como Portugal completamente estatizado. Na cauda da UE a 27 em todos os indicadores que o podiam confirmar. Como menos percentagem de emprego público no emprego total onde só há 4 países com uma taxa menor. Só para citar um exemplo. Mas podia prosseguir com a habitação ou o investimento público, completamente cerceado pelo serviço da dívida. Ainda cortesia do crash. Em contrapartida quase 80% do PRR está consignado à maior competitividade das empresas. Como exigência da própria UE. Não obstante a choradeira que também para aí vai pelas confederações patronais. Até politicamente a direita só se animou toda em Portugal quando ouviu falar na conquista e na chegada do PRR com dinheiro fresco de Bruxelas. E vai de dar corda outra vez à rapaziada do divino Coelho.

    É o país que temos! Que não soube ouvir o divino Coelho quando mandou trabalhar os malandros. Sobretudo piegas como o Rangel ou a coisinha mais burra da política portuguesa, só por acaso do CDS. Já a parte que podiam sempre contar com o inefável Ventura – racista e xenófobo – não escapou a nenhum. Mesmo atendendo a que o Chega também jamais se coligaria… Mas o que já não falta por aí são ideias para replicar a grande solução de Rio para os Açores. Mais ou menos envergonhadas.

  5. “A esquerda à esquerda do PS poderá bem ser a esquerda pura e verdadeira, não duvido”
    Mas o que é a esquerda pura e verdadeira ? Onde já governou ? Que resultados obteve ?
    Atenção, porque para além do Bloco, também há os que montam tendas no Rossio e se dizem “verdadeiros”. E para os verdadeiros os outros serão todos falsos.
    Até na Finlândia há um partido dos “verdadeiros finlandeses” que ideologicamente tem em Portugal um homologo, para mim , muito pouco recomendável.
    Não é por nada , mas desconfio sempre dos que se dizem “verdadeiros”.
    Quanto a BE e PCP o que me parece é já imaginavam a revolução (cada um com a sua, claro) apesar dos avisos, e ou não há ninguém com alguma racionalidade e deu no que deu ou as guerras internas ainda estão escondidas e não tardarão a estalar. Estão completamente aturdidos e desorientados. Até deu pena ver o PCP a dizer que deveria haver novo orçamento que poderia ser aprovado com modificações ( das dele, obviamente).

  6. Isto deve estar entre as cinco maiores burrices de sempre da política nacional!
    Só me apetece insultar aqueles idiotas do BE e do PCP.

  7. Havendo eleições numa altura inconveniente para a direira (em disputas internas e crises de identidade pela liderança desde 2015) é preferível haver eleições agora, considerando o que foi sufragado nas últimas eleições: uma maioria PS/PCP/Bloco. Apesar da tentativa de Marcelo para dar tempo à direita se reorganizar, o que é necesário é derrrotá-la e aos intentos do Presidente da República, que nunca viu com bons olhos o que se passou em 2015. Cabe perguntar qual a razão porque Marcelo, que sempre tem na verdade torpedeado o Governo do PS/Costa, pretendeu queimar etapas anunciando logo que dissolveria o Parlamento, sem ouvir nem os partidos, nem o Conselho de Estado, para logo de seguida desenvolver diligências para tentar que este fosse aprovado, não se sabe bem como nem por quem. Na verdade, o que PS, PCP, Bloco, PEV e PAN – a maioria na AR – transmitiram a Ferro Rodrigues para que este informasse Marcelo é que não viam necessidade de novas eleições, secundado pelo Primeiro Ministro, que afirmou não se demitir. Mas já o Rangélico veio dizer que as eleições deveriam ser lá para finais de Fevereiro – e não em Janeiro – e que Rio deveria a estar aberto à “ressurreição” do chamado Boco Central. O PS é a charneira: ou conta com o apoio da direita, em bloco central, ou faz por ganhar o apoio da esquerda. O que não sucedeu quando Costa e outros dirigentes nacionais do PS, à revelia dos órgãos dirigentes do seu partido, resolvereram apoiar a recandidatura de Marcelo, que nunca escondeu ao que vinha, para lá das selfies. deste modo canalizando para a folgada reeleição do actual PR muitos eleitores do PS.

  8. PCP E BE não podem ter perdão. São eles e só eles os culpados por esta crise e, eventualmente por nova vitória da direita, se esta se vier a verificar. É que tanto agora como em 2011, estes dois partidos tiveram uma atitude deveras singular: desencadear uma crise na altura certa em que a direita entendia haver perspetivas de poder vir a ganhar o poder e, posteriormente, criaram as condições objetivas para possibilitar uma possível vitoria dessa direita. Numa análise fria dos factos, parece ter havido nestas duas circunstâncias uma espécie de apoio tácito, embora encoberto, de ajudar, facilitando-o, o plano estratégico da direita.
    Devido à anunciada chegada dos fundos do PRR, os interesses que apoiam os partidos da direita no nosso País, não podiam permitir que estes não fossem distribuídos por outro poder que não os que os representam, para melhor se poderem aboletar com eles. Daí, a necessidade de este ser o momento ideal para a abertura duma crise e a tentativa hercúlea de tentar por todos os meios reconquistar o poder.
    Pois foi este o preciso momento que a extrema esquerda escolheu para, pela segunda vez, desencadear a crise que lhes poderá vir a permitir almejar tal desiderato. Tal e qual como fizeram em 2011.
    Aliados táticos? É o que parece. NÃO TÊM PERDÃO.

  9. Retificando parte do penúltimo parágrafo do post, e em abono da verdade, deveria ter sido escrito o seguinte: “Não basta ao regime jacobino e maçónico estar-se a cagar d’alto para as necessidades daqueles que alega representar e defender, boicotando a melhoria das suas vidas em nome de estratégias sectárias”.
    Tê-lo escrito seria não apenas acto de coragem, mas também testemunho de verdade.

  10. Não dá para acreditar: O Chico do CDS está a discutir as finanças do CDS em directo na TV !!!!!
    Até invocou os SÓCIOS do protesto de ontem que era melhor que tivessem subido as escadas e pago as quotas !
    Não devem ter dito ao moço que poderia recorrer ao Jacinto Leite Capelo Rego…..
    Algo deve lhe deve ter corrido mal na reunião donde veio….

  11. Não, nunca imaginei, mas a verdade é que pela sua estúpida e irresponsável actuaçãol, o PCP e o BE não têm perdão. Os seus dirigentes, mas também os seus partidários, os seus militantes, face ao silêncio que mantêm. Como é possível ouvir o seu chefe parlamentar, o tal Oliveira, justificar o chumbo do orçamento, dizendo que o PCP não pode abandonar os trabalhadores e o povo português à sua sorte, sem reagir? Mas não é isso que ele está a fazer? Como é possível ouvir o secretário-geral do partido, o tal Jerónimo, dizer que não está disposto a abrir as portas à direita, sem reagir? Mas não é isso que ele está a fazer? Não foi isso que o PCP e o BE fizeram quando ajudaram a direita a derrubar o governo PS de José Sócrates? Chumbando o orçamento, por razões pouco ou nada orçamentais, estão a provocar uma crise política e social grave que até pode beneficiar a direita fascista que ainda por cá anda, muito pior que a do Coelho e da troika. Só o eleitorado não partidariamente faccioso e democrático nos poderá safar. Mas isso não é certo!

  12. eu ando meia atarantada com a possibilidade de eleições antecipadas pelo boicote dos tansos. é que além da irracionalidade, da irresponsabilidade e da irrealidade, há ainda a ingratidão por um governo que exerceu a sua actividade, em altura imprevista e improvável, da melhor maneira que conseguiu. e conseguiu, somos todos a prova disso.

    portanto, desprezo valentemente os tansos e os manhosos que exploram, oportunamente, as fragilidades dos outros.

  13. **Do PCP, do verdadeiro PCP,lembro Alvaro Cunhal,nas eleições para PR entre Freitas do Amaral e Soares: com uma mão tapem a cara de Soares;com a outra ponham uma cruz no quadrado deste,no boletim de voto !
    Apareça o primeiro a dizer que isto não aconteceu…

  14. O PM não lhes pediu que votassem a favor … bastava a abstenção para continuar
    a discussão e, eventual “melhoria” do OE 2022 mas, não, o Governo dizem eles, é
    muito arrogante, eles como “verdadeiros” representantes do povo e dos trabalha-
    dores … preferem alinhar com as direitas pois, dizem ser dos direitos!!!

  15. PS e BE, tendo perdido parte de sua base eleitoral nos últimos anos, só vislumbram reganhá-la numa situação de oposição renhida. Por isso quiseram que o governo caísse e, talvez, desejam que a Direita ganhe as eleições antecipadas.
    Mas o tiro pode sair pela culatra, se as bases tiverem a perceção de que houve agravamento das condições de vida provocadas pelo chumbo do orçamento. Para já, não haverá aumento do salário mínimo em 1 de janeiro, nem aumento dos funcionários públicos…

    Faz lembrar a fábula da rã que deu boleia a um escorpião…

  16. Valupi eu adoro ler-te. Mas desculpa lá, este texto ou é de uma ironia extrema, ou tens de meter tabaco no que fumas. Não é mais tabaco, nota. Ou ainda, estás em modo de total desespero.

    Então o PCP/BE são responsáveis por os portugueses num dia a decidir passarem mais 30 minutos fora de casa, para irem votar. Sim senhor, dê-se de barato que a esses 30 minutos corresponde a 0.0001% de morrer de gripe. Ok!
    Então e os portugueses que não morreriam porque apanharam solinho nesses 30 minutos e sintetizaram vitamina D?

    Será que há estudos? Parece me imperativo que se compare o impacto de 30 minutos na rua no Inverno na esperança média de vida dos portugueses.

    Diria aliás, derivado a população envelhecida do PC que é assim que o PC vai desaparecer! Leva os militantes as mesas de voto, constipam se, e Pumba. É uma espécie de suicídio político mas devagarinho…

  17. Coiso chato, revelas ter excelente gosto nas leituras. Quanto ao assunto, é o mesmo que se falou nas recentes presidenciais. Inverno + covid = aumento da abstenção.

    Para a gripe, diria que a dinâmica de uma campanha eleitoral terá o seu contributo para uma maior incidência pois aos normais encontros sociais quotidianos vão juntar-se os que resultam do processo político em marcha.

    Pelo que não está só em causa o dia da votação, em que muitos preferirão não ir votar por receios vários, mas todo o período eleitoral.

  18. Oh!!! O irrealismo!! Qualquer dia estás como o Cavaco – como é que era? – duas pessoas de boa fé a olhar para a mesma informação vão ter a mesma interpretação?! É nisto que estamos agora Valups?! Está bonito, sim senhor! Mas não precisas de descer tão baixo…o PS ganha na mesma.

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