Cineterapia


Don Juan DeMarco_Jeremy Leven

You want Don Juan DeMarco, the world’s greatest lover, to talk to you? What do you know of great love? Have you ever loved a woman until milk leaked from her as though she had just given birth to love itself, and now must feed it or burst? Have you ever tasted a woman until she believed that she could be satisfied only by consuming the tongue that had devoured her? Have you ever loved a woman so completely that the sound of your voice in her ear could cause her body to shudder and explode with such intense pleasure that only weeping could bring her full release?

Ainda só realizou um filme, apesar dos 69 anos. Mas já escreveu vários. Começou como psicólogo, é casado com uma psicóloga, continua ligado à psicologia. E o filme realizado tem como protagonista um psiquiatra. Um psiquiatra que é tratado e curado pelo seu paciente esquizofrénico. Milagre do amor.

Have you never met a woman who inspires you to love? Until your every sense is filled with her? You inhale her. You taste her. You see your unborn children in her eyes and know that your heart has at last found a home. Your life begins with her, and without her it must surely end.

Quando se vai fazer o primeiro filme aos 53 anos, é natural que se reúna um grupinho de gente conhecida para não assustar: Francis Ford Coppola, Marlon Brando, Johnny Deep, Faye Dunaway, por exemplo. Também ajuda ter actores secundários irrepreensíveis. Depois é só juntar o argumento, montar e está pronto a servir.

There are only four questions of value in life, Don Octavio. What is sacred? Of what is the spirit made? What is worth living for, and what is worth dying for? The answer to each is the same: only love.

Este filme é obscenamente terapêutico. Quem o vê, e revê, e volta a ver, corre o sério risco de trocar a máscara que julga ser a do seu destino pela que é da sua liberdade. Cuidado. Isto é, cuidado contigo se ainda não a trocaste.

Sadly, I must report that the last patient I ever treated, the great lover Don Juan DeMarco, suffered from a romanticism which was completely incurable, and even worse, highly contagious.

8 thoughts on “Cineterapia”

  1. Ora cá está uma escolha do camandro! Eu apaixono-me pela minha própria sombra cada vez que vejo este filme…

    E para dar a estocada final, cá fica a banda sonora. Que encaixa na perfeição…
    http://www.youtube.com/watch?v=hq2KgzKETBw

    “…To really love a woman
    Let her hold you –
    til ya know how she needs to be touched
    You’ve gotta breathe her – really taste her
    Til you can feel her in your blood…”

    (Tás apaixonado, Val?)

  2. Sou fã desse filme. Tão liiindo. Assim de repente julguei que era o João Pedro da Costa mascarado. Que cabelinho tão bonito.

  3. Mente Quase Perigosa, obrigado por teres trazido a canção. Também tinha pensado em incluí-la, mas esqueci-me.

    Se estou apaixonado?… Mas, como não estar?!

  4. “….completamente incurável e ainda pior, altamente contagiosa.”

    Mas isto até parece o diagnóstico clínico da tara persecutória, que afecta o marmeleiro.

  5. pois eu também tou que nem tenho pachorra para nada – quero casar com meu Dragão imagine-se, logo eu que sou S. Jorge, com a benção do Espírito Santo e o caralho. Só agora é que percebi o que é aquele pombo. ´té manhã se Deus quiser que eu por mim já não digo nada

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