Cabrão do Sócrates

Vai mesmo enterrar o nosso dinheirinho no TGV, o cabrão, desprezando a inteligência e seriedade da D. Manuela da Lapa e seu aio Dom Pachecão, os quais queriam ver o dinheirinho enfiado noutro tipo de comboios e a rolar noutros carris, mais lusos. O que vale é que basta o PSD telefonar ao CDS em ordem a mandar embora esse doidivanas que está a levar o País para o caos.

Despachem-se ou desimpeçam a linha.

33 thoughts on “Cabrão do Sócrates”

  1. Nesta altura, já devem estar a pensar numa comissão parlamentar qualquer, para pôr um travão nisto. Mas, quando a obra estiver pronta, ainda vamos ouvir a Ferreira Leite dizer que esta foi mais uma ideia que Sócrates lhe roubou. :)

  2. Guida:

    Entendo o que quer dizer mas para os mais distraidos aqui vai: só se rouba algo a alguém se esse alguém for seu detentor.
    Com uma cabeça daquelas como se pode ser detentor de algo? Só do seu próprio cabelo e seus habitantes.

  3. LOL, às vezes escreves coisas com piada.

    Pena é que a nossa dívida não seja nenhuma graça.

    Quanto ao TGV não tenho grande opinião, se bem que goste de viver num país dito desenvolvido e que possamos mostrar aos estrangeiros sem nos envergonharmos de ser terceiromundistas ;-)

    Quanto à utilidade do dito comboio no futuro veremos, temo que acabemos por dar razão aos detractores do projecto.

    Será legitimo deixar aos filhos uma casa na Quinta Pattino e uma dívida superior ao seu valor, sem que eles tenham tido oportunidade de rejeitar cada uma delas?

  4. A grande vantagem, para mim, do TGV é o transporte de mercadorias, que com a uniformização dos carris vai ultrapassar a nossa limitação de só circularmos na Península Ibérica.
    A circulação de produtos é fundamental a qualquer economia e actualmente por via terrestre estamos limitados aos camiões, para o resto da Europa, que encarecerem estupidamente estas operações, tornando-nos muito menos competitivos, além das desvantagens a nível ambiental.
    O TGV vai ser fundamental a todos os níveis no futuro para a nossa economia e esta é a altura certa para nos lançarmos para este investimento público,dado o momento de recessão económica. Criar estruturas fundamentais. é uma ocasião única de relançar a economia e solucionar em parte a grave crise do desemprego.

  5. De cabrao e que o homem nao tem nada, na havia necessidade nenhuma da ironia de dois bicos. Mas trata-se, parece, de mais um empreendimento na area dos transportes que ira galvanizar as multidoes lusas na Era da Importacao do Carapau de Viveiro da Grecia. O negocio vai ser altamente rentavel para uns quantos, nao ha duvida, mesmo que se desista dois anos antes, ou depois, de lancada a primeira pedra de betao ou carril do empreendimento. Os Britanicos, por exemplo, estao apreparar-se para um bilhethinho de 1200 Euros para irem da Cornualha a Escocia num futuro nao muito distatante, by quiboi GTV, no less.

    Estas coisas sao todas muito ”relativas”, o Salazar tinha a maior ponte da europa, a maior doca seca, as maiores reservas de ouro per capita, mas o que o aguentava no poder nao era isso, era o carapau, sempre fresquinho e da costa.

  6. Vai-se tornar desnecessário e obsoleto por falta de viabilidade económica (para aí uns 0.05 % dos portugueses o irão usar) e rapidamente irá para a sucata.

    Logo, é bom negócio para o Godinho.

    Entrementes, alguns farão bons negócios (v.g., o meia-foda Vitorino, que já facturou uns milhões com os pareceres jurídicos) :)) e ainda nem sequer um quilómetro de carril baixou à terra.

    Deste modo estes escroques ganham dinheiro: gabinetes de estudos e pareceres jurídicos. Mesmo que o coisa (o dito comboio) não se chegue a fazer, já alguém se governou (Adelante o nostro, caralhatu honestu). E o restu.

  7. só no Aspirina é que há esta hiperlucidez, lucidez vem de luz e hiper dá mais que 4 dimensões, portanto muita luz. Que brilhe toda e por falar nisso está um bom Sol.

  8. addendum:

    JV disse : “A grande vantagem, para mim, do TGV é o transporte de mercadorias”

    Nonsense, nenhum transporte de mercadorias funciona em grande vitesse.

    TGV (train de grande votesse) só tem justificação para percursos longos e grandes velocidades. E transporte de passageiros.

    Um técnico alemão esteve cá (eles tem o ICE que é similar ao TGV) e disse: vocês devem estar loucos, o país não tem dimensão que justifique este tipo de comboios.

    Já estou mesmo a ver as notícias: Valentim Loureiro reclama um TGV entre Porto e Gondomar.
    Idem aspas quanto a Filipe Menezes: quero um TGV entre Porto e Gaia (Alto de Santo Ovídeo).

    Pois se já se fala em estender o metro de superfície (perdão, o caracoleto) tripeiro até Aveiro (que deve demorar tanto tempo como um carro-eléctrico dos anos 30 a fazer o mesmo percurso) por maioria de razão, se haverá que optar pelo TGV, que é mais rápido :)

    E assim se vai alegremente fod.. (por uma questão de polidez, prefiro utilizar o termo fazendo-amor) com o dinheiro do contribuinte.

  9. oh Vox mas realmente é tgv é uma coisa boa comparada com o buraco do BPN – depois claro são os negócios capitalistas de Estado, com toda a série de garantias que a Cidade exige. Essa gente vive disso infelizmente, faz parte da Cidade estendida a Estado.

  10. “Graças aos meus pais, pude pagar as divinas propinas. Estudei no colégio S. João de Brito e na Universidade Católica ”

    Só para quem pode…

  11. Bem, temos o seguinte:
    O país vive das trocas com o exterior.
    Fundamentalmente existem 3 vias e meia para importar e exportar mercadorias:
    – Via marítima
    As mercadorias passam-nos a frente do nariz e vão descarregar a Roterdão e depois os contentores vêm em grande parte de camião, com o custo que isso acarreta: paga zé!. O porto de Lisboa não pode acolher este tráfego porque há meia dúzia de gajos que vivem não sei do quê , que querem aquilo para beber umas cervejas na esplanada a olhar para o rio.
    – Ferrovia
    Só dá para Espanha e mais nada. A bitola da via muda na fronteira com a França e não se pode andar com os contentores ou vagões ao colo para mudar de via como se faz com as carruagens de passageiros. Resta a rodovia. O TGV permite entrar no sistema europeu de caminos de ferro, As mercadorias podem viajar directamente daqui até cascos da rolha nessa Europa. Presumo que o TGV seja contestado pelos gajos que acham que há pouca gente que queira ir a Madrid beber uma cerveja quando têm ali a esplanada no porto de Lisboa mesmo à mão.
    – Rodovia
    É o transporte mais luxuoso para as mercadorias, aliás nós gostamos de coisas caras, só do bom. O problema é que não temos petróleo, não fabricamos os camions e cada contentor necessita de 14 rodas, um motor, e um camionista e a viagem demora tempo. As importações são mais caras, as exportações menos competitivas e no meio disto tudo gastamos aquilo que não temos.
    – Avião (a tal meia via)
    Só serve para transportar mercadorias de pequeno volume e quando se necessita de fazer chegar ràpidamente a qualquer parte do mundo. É a forma mais cara de transportar qualquer coisa, é utilizada quano o seu custo é compensado por outros benefícios.

    Portanto continuemos a ver passar os combóios e os popós e barafustemos quando virmos os outros a avançar e nós parados.

    Pronto!

  12. Qualquer um,

    O problema está bem posto, a questão são se a constantes do problema não se tornam muito, muito variáveis!

    E aí vermos se os carris vão ter ou não uso!

  13. O comentador QualquerUm bateu-me à porta. Nao tenho outro remédio. Eu abro-a.

    “Avião (a tal meia via)
    Só serve para transportar mercadorias de pequeno volume ”
    O que é pequeno volume? Cumpre-me contestar:
    Nov09 – TAP Carga – 5.410.669 Kgs .

    Vejam aqui :
    http://sacodeasnuvens.blogspot.com/2009/11/lindos-meninos.html
    http://sacodeasnuvens.blogspot.com/2009/12/este-velhote-md11f-nao-foi-facil-de.html

    Pequenos voumes? … Depende do tamanho dos aviões.

  14. QualquerUm:
    O seu comentário está claro como a água. Agora o que se há-de lutar é contra os interesses instalados. Qualquer coisa que se inove move discórdias e interesses. Foi no inicio do Mundo e será sempre assim, o que pode ser bom para mim para muitos é o contrário. Se estivéssemos todos de acordo a vida não tinha nenhum significado. Das trevas nasce a luz e da luz vem as trevas. E opositores há-de haver sempre, para isso se está numa democracia e como o nome indica quem governa decide. A não ser que as forças de bloqueio se oponham a tudo e nada seja resolvido. Depois andamos a carpir porque não estamos preparados para competir com outros mercados.
    O transporte aéreo e fluvial é mais dispendioso e com a agravante de se estar a depender sempre do petróleo. Sabe-se que mais uns anos voltamos estar sujeitos à guerra desses preços e com esta alternativa esses mesmos preços embaratecem. Lembra-se que o País ficou à mercê de umas quaisquer companhias de camionagem, quase que derrubavam o governo eleito democraticamente. Depois isso não acontece tão sistematicamente, tem de haver acordos e o melhor é o que prevalece. Como disse, vai haver contestação, aliás, ela já começou ontem com o Presidente da República. Se fosse de autoria dele era um grande investimento, como é do governo de José Sócrates passa a ser um fiasco. Há pessoas que não conseguem ver para além do seu umbigo.

  15. Nanda:
    Quando falei no pequeno volume queria referir-me por oposição ao transporte de bens de equipamento, matérias primas, produtos manufacturados etc.
    A Alemanha é um país exportador que dispõe de um sistema de transporte aéreo de grande envergadura mas não exporta maquinaria ou automóveis por avião, por exemplo.

    Ah! e não sou perito nestes assuntos e, como muitos, sou uma espécie de treinador de bancada, cuja sabedoria vem da leitura de blogs, jornais e uma ou outra experiência pessoal.

    Pronto!

  16. QualquerUm,

    A Alemanha exporta muita maquinaria, muitas peças de automóvel, muitos produtos farmaceuticos e químicos, via aérea. Cerca de 5% das suas exportaçoes via aérea para o Brasil, sao já encaminhadas via Lisboa. O hube de Lisboa da TAP para o Brasil serve também o Reino Unido, a França, a Itália e também a Bélgica (neste caso sobretudo medicamentos).

    Mais algumas dicas:

    Do Brasil para Portugal e resto da Europa: Fruta, Peixe e Flores.

    … Os automóveis sao uma excepçao. O destino Luanda é, aliás, uma excepçao generalizada. Felizmente para as nossas exportaçoes.

  17. É giro ver esta gente toda lanças bocas sobre transportes como se percebessem alguma coisa do assunto, tirando uma ou outra honrosa excepção percebeis tanto disso como eu. Eu pelo menos ando todos os dias de comboio ;-)

  18. Manuel Pacheco, quer dizer Marítimo ou é mesmo fluvial? A ideia que tenho é que a forma de transporte mais barata é mesmo a Marítima, para longas distâncias está claro. O problema é que qualquer um dos meios de transporte não se faz pear to pear com a excepção do camião e algumas muito raras ocasiões de comboio!

    Pacheco em Portugal o comboio depende igualmente, em grande parte, ainda que de forma indirecta de combustíveis fósseis!

    Aqui a questão do TGV não é económica nem técnica mas sim politica! Só não vê que não quer! Foi assim no tempo do PS depois do PSD e novamente do PS!

  19. Durão Barroso ganhou as eleições em 2002 usando o seguinte chavão: Enquanto
    houver crianças nas listas de espera nos hospitais, não haverá aeroporto da Ota
    nem TGV.
    Só que os anos passaram, o numero nas listas de espera triplicou, não houve investimento, não houve desenvolvimento, não houve trabalho e o dinheiro
    desapareceu.
    Porque que estes sábios se preocupam tanto com o futuro quando não endendem o presente.

  20. É pá, para ver o disparate que seria o faraónico projecto do TGV, recomendo que leiam o artigo que está na Wikipédia, neste link:

    http://en.wikipedia.org/wiki/TGV

    em suma: O TGV é essencialmente um meio ferroviário francês.
    Que se estende, é certo, um pouco a alguns países limítrofes fora da França, (o número varia entre 2 a 4 consoante se considere que o Benelux é ou não uma espécie de país) mas sem que estes tenham empenhado grandes meios financeiros em investir nele (existem alternativas locais, e, sobretudo, bom-senso). :)
    Fora da França, na Europa, apenas a Espanha adoptou já em força a tecnologia do TGV; e transcrevo:

    ” TGV technology outside France
    TGV technology has been adopted in a number of other countries separately from the French network:

    – AVE (Alta Velocidad Española), in Spain.
    – Korea Train Express (KTX), in South Korea.
    – Acela Express, a high-speed tilting train built by TGV participant Bombardier for the United States, which uses TGV motor technology (though the rest of the train is unrelated).
    – The Moroccan government agreed to a €2 billion contract for the French construction firm Alstom to build a TGV-line between Tangier and Casablanca. The train is to be operational in 2013.
    – The Buenos Aires-Rosario-Córdoba high-speed railway, in Argentina, will have French TGV Duplex trains, running at 320 km/h.
    – Italian open-access high-speed operator Nuovo Trasporto Viaggiatori has signed up with Alstom to purchase 25 AGV 11-car sets (TGV 4th generation, running at 350 km/h) for delivery starting in 2009.”

    Quanto à questão que alguém aflorou de aproveitamento do carril (a bitola) para transporte de mercadorias:
    O único TGV de “carga” é o La Poste (que transporta apenas correio, mais nada).
    O sistema pensado para o TGV não permite que no mesmo carril circulem outros quaisquer meios ferroviários mais lentos (inclusive o de passageiros, mas principlamente o serviço de carga – em ambos os casos, por motivos de segurança, mais acentuada no caso de transportes de carga, visto que a turbulência causada pelo TGV passando a grande velocidade, pode causar a desestabilização da carga) e cito:

    “Traffic limitations
    LGVs are reserved primarily for TGVs. One reason for this is that capacity is sharply reduced when trains of differing speeds are mixed. Passing freight and passenger trains also constitute a safety risk, as cargo on freight cars can be destabilised by the air turbulence caused by the TGV.”

    Está bom de ver: os franceses querem vender a tecnologia deles e se há algum tanso pobre que esteja interessado, eles agradecem :)

    Em certa altura comentava-se que, quando nós comprávamos algo ao país A, o país B, que não tinha feito negócio, ficava chateado, e então o governo, por uma questão de diplomacia, tinha que comprar algo também a B.

    Foi assim com a compra aos alemães da tecnologia PAL para a televisão (os franceses ficaram chateados porque não venderam o sistema deles), depois na modernização da rede telefónica (Siemens), idem quanto às fragatas Meko adquiridas aos alemães, ora, não me admira nada que os franceses andem bastante aborrecidos conosco. Bem, isso, é coisa que até pode ser remediada pela Maçonaria política local, caseira – de inspiração fancesa – mas, quanto a isso, apenas dou o meu apoio total – e até restrito – LOL, na condição de que consigam extrair bastante dinheiro ao Oliveira e Costa e ao Dias Loureiro, após os terem pendurado de cabeça para baixo, e sacudido bem, para ver o que cai de lá de dentro – algibeiras e resto :)

  21. oh vox a tua conclusão é doentia (em consonância com o país e com o tempo presente). estamos ainda longe da compra do material circulante mas tudo serve para dizer mal. até pode ser que venhamos a adquirir as composições à bombardier esses canadianos camelos que também fazem tgv’s. ou à siemens que também vende composições tgv em frança e na espanha. ou à alstom, esse ingratos franceses que inventaram o conceito tgv. de certeza absoluta que não os iremos comprar aos ingleses porque eles não os sabem fazer (embora os ingleses também queiram entrar nesse mania do tgv, certamente para fazer o frete aos franceses a mando – tenho a certeza – desse insano do sócrates).

  22. Graças aos meus pais, pude pagar as divinas propinas. Estudei no colégio S. João de Brito e na Universidade Católica
    Mas não é católico só lá andou…
    não sou católico, nem sequer cristão, tal como também não sou agnóstico, ateu ou crente em alguma das religiões conhecidas. Sou é católico deísta, por imperativo de consciência: se existo, penso em Deus.
    Ou seja não sabe bem o que é….

    Tanto dinheiro gasto na esmerada educação para se resumir a uma expressão “dinheiro mal empregue”

  23. O TGV, será, desde que usado também para carga, uma óptima soluçao para incrementar a carga aérea a partir de Lisboa para o Brasil e África. Actualmente, salvo 2 excepçoes em voos cargueiros de Londres e Frankfurt, a maior parte da carga que chega a Lisboa para aquelas zonas vem de camiao, dadas as limitaçoes de espaço dos voos intra-europeus.
    O TGV encurtará os tempos de transito e ganharemos vantagens competitivas face à situação actual.

    Vox,
    Quanto “à turbulência causada pelo TGV passando a grande velocidade, pode causar a desestabilização da carga ” .

    E que tal amarrar a carga … como fazemos nos avioes?

    (o till hoje fez greve. sorry!)

  24. VOX, claro que a proridade do TGV, não serão as mercadorias, que poderiam circular num outro tipo de comboio mais lento. O nosso grande problema e que nos estrangula é diferente bitola dos carris e a ter de se construir uma nova estrutura seria correcto no momento actual, ter de se optar por outro tipo de comboio que não o TGV?

  25. Que eu saiba ‘cabrão’ aplica-se a marido enganado. E que eu saiba também a Fernanda não é esposa. Quanto ao conteúdo…está bem.

  26. Eça,continuas com aperto?Não tomaste o chá d`ósga,nem os rabinhos de arraia.Porque esperas?esta-te a subir ao cerebro,já estás pior que a MFL e PP, atrofiadão.Pena

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