40 thoughts on “Bufaria”

  1. Obrigado. Isto nem sequer chega a ser bufaria. É apenas CANALHICE!

    O jurnal “i” é um verdadeiro covil de PULHAS. Eu, que NUNCA O COMPREI, vou a partir de agora deixar também de aceitá-lo, mesmo de borla, nos postos da GALP…

  2. Há 44 anos vi eu um senhor mandar comprar o jornal «Mundo Desportivo» na segunda de manhã, recortar com tesoura e colar numa folha branca o «Cartaz da Semana» do dito jornal que ele mandava («para compor») para as oficinas de outro jornal – A VOZ. Isso chama-se recorta e cola mas isto é muito pior. É repugnante…

  3. mas era inevitável como diria a Zazie, neste país de tantas porteiras. Os cães ladram e a caravana passa, e é na pior das hipóteses e depende da tolerância ao barulho, senão dá hienas corridas à patada, ó Leão.

  4. Hum. Parece que, de repente, os jornalista se aperceberam dos blogues como uma ameaça à sua voz corporativa. Só assim se explica tanto barulho à volta dos blogues ultimamente.

  5. O barulho à volta dos blogues deve-se ao José Pacheco Pereira, o doutrinador-mor do jornalismo português. Ou têm dúvidas que o homem, esperto e experiente como é, tem um plano de pré-condicionamento dos jornalistas, das notícias e da opinião?

    Assumindo características de “politicamente correcto”, que desfaz qualquer problema de consciência, a teoria que JPP pretende difundir é simples e eficaz:

    – quem se arrisca a dizer mal do governo – ou seja quem é honesto, imparcial, livre e transparente – é censurado e tem a vida lixada.

    – por outro, quem defende Sócrates só pode ser um assessor, um spindoctor, uma besta, servil, ignorante, comprado e tendencioso.

    MAT

  6. Por amor de Deus Val,
    O que é isto agora?
    Perdeu a memória, foi?
    Então a famosa Liberdade de Imprensa, a gloriosa independência dos jornalistas, a irreprimível consciência do dever cívico, da defesa do indivínduo, do direito ao bom nome, não são os princípios poeque se norteia esta fantástica comunicação social que nos guia tal como um Sol?
    Admitamos quenemsempre estão no seu melhor!
    O resto, somos nós que inventamos coisas. Que sonhamos pesadelos de Comissões de Inquérito a macaquear outras audições em tempos idos…
    Somos uns sonhadores…

  7. Parece-me que a questão talvez seja um pouco mais profunda do que as manigâncias do Pacheco Pereira, embora ele seja talvez dos que mais consciência tem do poder duma cultura de blogs – foi aliás pioneiro em Portugal na forma.
    Já discutimos isto muitas vezes, mas a existências destes espaços de opinião livre (e quando digo livre, estou a falar de “livre acesso por quem quiser”, sem passar por nenhuma empresa ou editor) que confrontam, discutem, e muitas vezes desmontam o que vem escrito nos media tradicionais é uma ameaça directa a quem estava habituado a dominar, incontestado, o espaço de opinião neste pais. E agora, em tempo real, quantas doutas opiniões são desmontadas, e muitas vezes ridicularizadas, numa questão de segundos?
    A questão é esta: numa cultura de blogs, para onde rapidamente se caminha, cada vez mais pessoas consomem as notícias devidamente explicadas e filtradas por inúmeros autores com os quais as pessoas se identificam, ou respeitam. No fundo, uma imensidão de Professores Marcelos a comentar e contextualizar os acontecimentos em tempo real, à medida que acontecem. Tal como o Val, ou o Manuel Abrantes. Querem-me dizer que quem estava habituado a dominar a capoeira, incontestado (a não ser pelos seus pares), vê com bons olhos o surgimento de uma imensidão de pintos a debicarem as canelas, alguns dos quais atingem já o tamanho de frangos?
    Aliás, visto neste contexto, percebe-se melhor a obsessão com o anonimato que para aí grassa: estas pessoas estão habituadas a retorquir e reagir conforme o estatuto que atribuem à pessoa, não estão habituados a discutir directamente as ideias. Que me interessa a mim saber quem é Valupi? interessa-me o que escreve e as ideias que transmite, e o anonimato (perdão: pseudónimo) até ajuda a avaliar a escrita pelo seu verdadeiro valor.
    São estes filtros, que esfrangalham uma cultura dominante, que incomodam tanto, inclusive muitos jornalistas, e que interessa por isso atacar. E é o que se passa.

  8. Este também era um bom tema para debate na comissão de Ética, assim como assim…

    Poderia ser que acabassem todos a conhecer o conceito que a palavra transporta.

    A propósito, está na hora de alguém escrever um livro sério sobre a Ética. O tema é vasto e a matéria actual, o que pensas, Val ?…

  9. Qual a razão de tanta preocupação (até notícia de 1ª página se tornou!) com a identidade do Jumento? Há anos que o leio e o que me importa é o que me transmite, desde notícias, a crónicas, a situações , algumas meras curiosidades e ainda as belas fotos e, claro, os seus ‘coices’, quase sempre certeiros . Os jornais de hoje e alguns dos seus jornalistas são e estão uma ‘seca’ : vendidos aos patrões, ás corporações ,aos partidos… Na net, pelo menos , temos um leque enorme de opiniões ,umas bem fundadas outras não mas , pelo menos , existe o direito ao contraditório e cada um pode fazer o seu juízo sobre o que deve ser verdadeiro e o que é falso .
    Deve ser por tudo isto e pelo grande impacto que o Jumento e outros blogs têm tido no remexer do ‘lixo’ que anda pelo ar que , a primeira página de um jornal que se supunha vir a ser( acho que nunca chegou a ser) de referência, o “I”, seja a revelação da identidade de um blog! Triste chegarmos a este ponto.

  10. Mais um passo (bem largo) na afirmação da blogosfera como poder…
    Começa a ser por demais evidente o desconforto de alguns relativamente a blogs, pior quando são anónimos!
    A verdade é que se dizem muitas verdades por estas bandas e ninguém pode controlar nada (apesar de tentarem…)!
    Já chegou à 1ª página do i, mas o problema já existe há muito ao nível regional com outros blogs, vitimas de “asfixias democráticas”…
    O problema é que ninguém tem que ser jornalista ou trabalhar na comunicação social, para escrever ou emitir opinião…
    Cuidem-se que a Era blogosférica veio para ficar!!!

  11. Isto está a ficar muito feio. A pretexto da clareza e transparência, voltou a valer a delação. Quando já não há argumentos, apela-se à violência ou à delação do autor. assim pode ser que ele fique com medo e pare. Mas com o Jumento quer me parecer que se enganaram! Não creio que vá mudar de opinião, bem antes pelo contrário e o “I” acaba por dar força a todos os que se opõem a este estado da “democracia” à antiga.

    Será que foi por esta liberdade que os senhores que se manifestaram contra a asfixia à frente do parlamento queriam? Será que é esta a liberdade do PP e da Manuela? A ser verdade que esta notícia sai pelas mãos do Dr. Carlos Santos, eu proponho que se trate das coisas à moda antiga… À bengalada. Sempre que este sujeito for avistado na rua, deverá ser agraciado com as devidas bengaladas, por todos os homens honrados.

    Valupi amanhã o Correio da Manhã desvendará a tua identidade porque quando eras miúdo apalpaste o rabo a uma petiza da tua idade… (caso sejas uma senhora, hipótese que considero remota devido à quantidade de caralhada por frase quadrada, trocas o sexo do apalpado e do apalpador.)

  12. Saiu-lhes pela culatra, aos do “i”, o tiro da badalhoquice. Jamais voltarei a aceder ao site (como deixei de aceder ao Publico há coisa de 3 anos, cancelando a assinatura online), jamais gastarei um cêntimo no pasquim em causa, e ainda por cima, agora vou passar a ler o blog que tanta “impressão” lhes causa, e de uma forma regular. Na parte que me toca, quando fecharem e forem para o olho da rua, lembrar-me-ei de Darwin.

  13. Infelizmente Carmen e o ambiente de dissolução e consequente delação que existe é fruto de “criado” pela comunicação social, dela para ela, vive e alimenta-se num circuito fechado de que nós somos meros observadores e consumidores. Os matutinos (todos de direita) fazem as manchetes do dia que depois serão matraqueadas todo o dia pelos canais de noticias , que não “checkam” nada simplesmente reproduzem as mentiras ou inverdades à espera de uma reacção que por sua vez desencadeará outras reacções e os faz ganhar o dia e visando criar uma tensão ou climax politico.O que é que eles mostram da realidade que não está encenado como uma parte da narrativa? As longas cenas de catastrofes e os jogos de futebol. Quase tudo o resto é encenado ou uma reprodução de uma encenação.Nem o Antonio Ferro faria melhor.
    Não tenho a certeza daquilo que vou dizer mas deve ser quase certo que havia mais jornalistas de esquerda competentes e responsaveis que lutavam nas nas redacções antes do 25 de Abril do que agora, e isso sim é a verdadeira asfixia, quando a maior parte do eleitorado não tem acesso a opinião consentânea com a sua escolha ideológica.Algo não bate certo.

  14. Pedro, eu já não compro jornais há mais de 5 anos…sério…nem um…passei a fumar menos…até que agora consigo perfeitamente deixar de fumar durante 5/6 meses e depois voltar a fumar uns macitos deixar outra vez.O meu controlo mental subiu em flecha.:))

  15. Concordo com o teu comentário, K

    E o que não bate certo fica depois bem visível na (des) mobilização para o voto. É surpreendente assistir, num processo de eleição e numa democracia com mais de 30 anos, ao desapego do voto e da participação encarada como dever cívico. De eleição em eleição é cada vez mais fraca a participação dos portugueses.

  16. Ó Valupi, se puderes, vai escrevendo aí todos os blogs visados pelos novos meninos da mocidade portuguesa que se acoitam nos actuais partidos da oposição. Quero começar a frequentá-los e começar a conspirar contra aqueles que pretendem a asfixia da blogosfera. Os blogs são a “democratização da comunicação social”, por isso os fascistas estão no seu encalço para acabar com esta porta de liberdade, já que a das TV, dos semanários e diários foi tomada de assalto pelos fascistas de todos os quadrantes. Os jornalistas honestos e os comentadores independentes e honrados que ainda escrevem ou comentam naquela pasquinada toda a que chamam “media”, deviam ter a coragem de os deixar a falar sozinhos. Ficava à mostra a careca desta pulhice a que ainda se teima em chamar comunicação social. António Barreto, num assomo de coragem que me espantou, chamou bandidos e corruptos aos magistrados que fazem as fugas ao segredo de justiça. E os jornalistas que alinham no crime, o que são? E mesmo assim, pessoas honradas aceitam deixar o seu honrado comentário ao lado de bandidos que até se gabam de prestar um serviço à Pátria, ao violar a lei, argumentando exactamente como os grandes patriotas da pide e os bufos da mocidade portuguesa? Antes, em nome da Pátria, hoje, em nome da Liberadade de Imprensa e de Expressão. Os pulhas sabem que o povo não vê sangue e a coisa vai passando. Pelo caminho fica o sofrimento indizivel de vidas destruidas pela difamação, pelas meias-verdades, pela mentira pura e simples. Para que tenhamos, outra vez, de pé, todas as “virtualidades” da Santa Inquição, já só falta distribuir pelos delatores e pelos caluniadores o património dos condenados na praça pública! Mas para lá se caminha. Filhos da puta, que de mim não levam nada, que não tenho património para os abutres.

  17. já sabia que o ppm é um execrável. já sabia que o carlos santos é um super-execrável. não sabia que o avillez também o era. registo.
    o que este episódio vem confirmar é que a asfixia democrática existe mesmo. mas esta é de sentido contrário ao que o ppereira, pai da asfixia, clamava. quem não alinhe com a oposição corre o risco de ser escrutinado nos meios de comunicação social, militantemente servis (até disponibilizam primeiras páginas, se for preciso).
    o plano de silenciamento já está em prática. é preciso resistir….

  18. Ainda não percebi uma coisa, afinal o Jumento, que ainda não sei que é (pelos vistos devo ser o único), nem me interessa. Cometeu o crime de que era acusado ou não? Ou isso não interessa?

    A corporação bloguista reúne-se em torno do mártir?

    Não sei se cometeu o jumento os crime de que era acusado, mas se tiver cometido deve ser penalizado?

  19. K: o seu a seu dono, vais à minha frente no controlo mental, não por causa dos jornais mas dos outros. Ainda bem, alguém está mais apto a correr mais do que eu,

    Vamos lá com calma para não estarmos a fazer o jogo deles. Eles querem é notoriedade, vender-se, facturar, fazer medo e fazer uns favores aos chefes. O carlos santos desde sempre tiinha cara de psd, até quando assinava Maria Papoila.

    Por outro lado isto é a democracia com a vitalidade toda, agora vem aí o oxigénio feito no espaço dual da fotossíntese e se te lembras é comburente e activa as hormonas,

  20. Olha &, paralelismos engraçados, Tanto lá como cá. Até os slogans são iguais está em causa a liberdade de expressão :)) Será que trabalham com a mesma agência de marketing politico ou será que o arqº Saraiva deu o salto p/internacionalização registando a patente? Sei não.:)))

  21. é tramado, K.

    Sabes o que mais me fez impressão nisto tudo? É que eu tinha arrumado ali numa gaveta há muitos anos aquelas frases básicas do marxismo de outros tempos, por achar redutoras e dogmáticas, como seja não há imprensa livre privada porque obedece a interesses de classe, os jornalistas não podem escrever contra a agenda dos patrões, e coisas assim; o Capital domina o 4º poder, e etc.

    E no entanto está tudo aí, evidente.

    Agora há a blogosfera, e os efeitos borboleta. Aquele velho cliché: ‘em política o que parece é’ está mais ameaçado, com esta metralha de descodificadores online,

  22. Nem mais &. Grande parte das campanhas que existem cá pela mão do pacheco são autenticas copias da direita reaccionaria americana e que se vão repercutindo mundo fora, por exemplo as análises coincindentais de acontecimentos (reais ou criados mediaticamente) que visam dar uma linha de coerência argumentativa a campanhas de difamação/descredibilização.É tudo mais ou menos franchisado, pense global actue localmente.
    A grelha de análise marxista apesar de ser redutora não é errada e é uma boa abordagem porque tipifica bem as relações de poder, nomeadamente economico, na sociedade.

  23. e tens alguma idéia que queiras dizer sobre como podemos abalar este estado de coisas? Reconvertendo-o positivamente, porque fazer isto tudo estatelar-se dá muito sofrimento na base,

    acho que vou fazer um último treino de vôo de dragão um dia destes :)

  24. Enviei este texto de solidariedade para o Jumento:
    Quantos blogueres gostavam de ter a frontalidade do Jumento, Aspirina B, Câmara Corporativa e Jugular. Era leitor assíduo de todos – 31 da Armada, Abrupto, Blasfémias, Insurgente, Cinco Dias e Arrastão, para este de vez em quando mando uns textos, aos outros já não me dou ao trabalho de os ler.
    Lia-os com interesse mas não me julgava capaz de mandar um texto. Tinha vergonha. Sabia que as minhas capacidades eram poucas, tanto as oratórias como a escrita. Aconteceu em Julho do ano transacto e desde aí com a minha persistência, deixei a vergonha, comecei a criticar o que para mim é criticável.
    Esses Abruptos queriam acabar com os blogues que lhe são adversos. Dizem-se defensores da liberdade de expressão mas, quando é chegada a hora de o demonstrar o que almejam é que venha o lápis azul. Têm medo que pessoas da minha conduta social “povo” que não tem outros meios – as televisões convidam sempre os mesmos, o País está refém dos “marcelos” – os contradiga. Quando assim é, à que calar esses incultos que só existem para lhes dar o voto.
    A blogosfera foi das invenções mais importantes do século XX. Fez com que a população mundial comunique e esteja a par das notícias mundiais no mais curto espaço de tempo. Quantas situações de calamidade são socorridas de imediato. Se não fosse as novas tecnologias, incluindo a Internet com os seus blogues, isso seria possível? Claro que não. É ver-se a onda de solidariedade. Há muitos que gostavam que só fossem eles a usufruir. Faz-me lembrar quando era miúdo e havia os donos da bola e os que tinham melhores brinquedos. Há mínima zanga ameaça-nos que os tirava se não nos puséssemos de acordo com eles.
    O que mais me indigna é ver que entre esses ditadores e bufos há pessoas da minha geração – final da década de quarenta – que não tinham liberdade e hoje sejam os carrascos dessa mesma liberdade. Não sirvas a quem serviu e não peças a quem pediu.
    Há quem se interroga sobre a denominação de bufo. Bufo, para mim, é todo aquele que não sobrevivendo pelas suas faculdades, usa todos os meios, inveja, ódio, avareza e maledicência para progredir mediante os seus superiores. Pela vida fora encontrei muitos. Sempre os apartei.
    Há males que vêm por bem. Muitas vezes julgamos que vamos produzir efeito com algo que fazemos ou revelamos e, esse efeito torna-se o contrário. Em lugar de desunir. Une. Em lugar de enfraquecer. Torna-nos mais fortes.
    Como disse, há vários meses que leio as críticas do Jumento. Fez e faz críticas bastantes certas mas, nunca nenhuma teve tantos comentários como a bufaria do PPM. Ele deve estar uma fera. Julgava que ia destruir o autor do blogue Jumento e contribuiu para a sua publicidade. Quem diria que ia ser um Rei Midas ao contrário. Preparar toda a sua artilharia e depois dar tiros nos pés, isto só de Paulos e Pachecos.
    Continue com os coices e as ferraduras que nunca lhe doam.

  25. Pingback: V9 at Aspirina B

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