Borralho do Referendo — “as mulheres”

As mulheres são fodidas. Não sei se, mais de 12 anos após o lançamento d’O AMOR É FODIDO (da então, ainda, coqueluche da alta cultura pop), alguém se perturba com este vernáculo. Seguramente não os responsáveis da SIC que permitiram ao Fernando Rocha um ciclo de glória no débito de palavrões frente às câmaras. Mas a verdade é para ser dita com todas as sete letras, e acontece que as mulheres são fodidas. São fodidas em casa e no emprego. São fodidas de manhã e à noite. São fodidas deitadas e de pé. São fodidas em qualquer lugar, até num referendo.

Alguém disse que, numa cultura onde se venera uma mulher que engravidou sem ter relações sexuais, a sanidade mental na relação entre os géneros nunca mais se iria recuperar. Os paradigmas dualistas, a mulher santa e puta, têm entretido párocos, escritores, artistas plásticos, cineastas, advogados, psicólogos, polícias e taberneiros. Só que nós, herdeiros dos mitos católicos, não somos por isso menos do que os outros, os que não tiveram tal sorte. A condição feminina é vítima do incondicional masculino em todo o Mundo e desde que há memória. O século XX, no tanto que alterou, não resolveu o assunto. As discriminações continuam, como revelam ano a ano os índices comparativos de salários, cargos de chefia empresarial, poder político e, imagine-se, investigação médica. Veremos o que mudará pela força da onda sociológica, quando houver mais mulheres licenciadas do que homens para os mesmos lugares, e as posições forem maioritariamente ocupadas pelo belo (e agora também inteligente) sexo.


Entretanto, a caminho, galopando, vem a situação onde a própria noção de masculino e feminino se irá desligar dos condicionalismos biológicos. Úteros artificiais, fora do organismo humano, e corpos substitutos, já foram apenas desvairadas fantasias. O passo final será a mudança da configuração cerebral, alterando as relações que actualmente diferenciam hormonal e cognitivamente a psique feminina da masculina. O mesmo para as transformações da longevidade, onde a mulher deixará de estar constrangida ao papel de mãe, e de segunda mãe, pois poderão existir seres humanos do sexo feminino com 120 anos de vida e cuja saúde e performances, corporais e psicológicas, sejam as de alguém que hoje tem 50 anos (ou menos). Nesse caso, talvez esses novos seres se queiram realizar como algo mais do que “mulheres”. A evolução das espécies não acontece só às outras.

O nosso cérebro tem 200 mil anos. E nestes 200 mil anos o que tem definido os seres femininos é a biologia, o serem porta-úteros. Essa diferença leva a outras, onde a mulher se torna escrava doméstica, força de trabalho gratuito e elemento destituído de poder político. Economicamente, é fulcral que o maior número de mulheres possível queira engravidar e ficar com a cria a seu cuidado. A genética selecciona este comportamento e ele institui-se como cultura e papel social. É, pois, normal querer procriar e assumir a responsabilidade pelos seres novinhos em folha. É normal que uma mulher se angustie se não passar pela experiência da gravidez de sucesso. E é normal que uma mulher considere que os seus filhos são um bocadinho, ou um bocadão, mais dela pelo facto de ser nela que aparecem. Isto leva, por fim, a que a identidade de mulher normal aceite como normais a distância e irresponsabilidade masculinas.

Em 2007, no debate sobre o aborto em Portugal, não fomos diferentes dos nossos mais remotos antepassados. Falámos das mulheres como de um animal com ecologia própria, um ser fatalmente dependente da sua anatomia. Um ser que seria vítima da sua natureza, razão para se tornar inimputável, coitadinho. Não se vai punir a natureza, pois não? A maioria dos que votaram, e muitos outros que nem sequer lá foram rabiscar o boletim, consideram que os seres humanos de sexo feminino são um grupo que deve poder reclamar uma esfera de irresponsabilidade absoluta, categoria supra-humana a que chamaram liberdade das mulheres. Esta liberdade não se relaciona com nada nem com ninguém, é uma singularidade legal. Irónica e tragicamente, a racionalidade que justifica essa concessão está a confirmar o estatuto parideiro das fêmeas. Os que votaram a favor da despenalização consideram que o evento da gravidez é um acto apenas orgânico, fisiológico, biologicamente solitário. Retiraram-lhe toda e qualquer alteridade, negando que do outro lado já pudesse estar uma pessoa. Isso pressupõe que só as mulheres grávidas poderão atribuir a condição humana aos seres em gestação. O ser no útero da mulher passa a estar num limbo onde espera um veredicto subjectivo, aleatório e, por essa falta de Logos, absurdo.

Falar de mulheres é, no fundo deste e de outros debates, justificar a existência dos homens, essa raça de humanos que, ‘taditos, também têm uma natureza a que não podem fugir. Aliás, estão a caminho de terem duas, começando a adoptar comportamentos femininos. Mas naquilo que ainda se considera tradicional no papel da masculinidade — a obsessão sexual, a promiscuidade, o adultério, o abandono do lar, o abandono da família, o abandono da paternidade, a agressão, a violência, a exploração —, cultivam-se facetas de origem biológica, testicular, que têm moldado as culturas desde as origens antropológicas. Tal como cunhou a tradição cobarde, Entre homem e mulher não metas a colher, estes assuntos são privados. Ser um bom ou mau pai, não se pode regular, nem se deve punir. Que importa se um adulto viola a consciência de uma criança à sua responsabilidade? Que importa se há adultos que deixam para trás seres psicologicamente debilitados, condenados a vidas miseráveis? São coisas que nem sequer se podem aferir, não se saberia o que procurar, nem como. Então, abdique-se também da parte onde ainda resistia uma esperança de comunhão. Voltemos as costas às mulheres, deixemos de carregar o fardo da nossa responsabilidade, fechemos os olhos às causas que estão na origem dos abortos evitáveis. Mande-se essa gente para o hospital e alguém que pague a conta.

Ter uma lei que pune o aborto representa um compromisso da sociedade na defesa das mulheres, dos homens e das crianças, seja quem for. É um compromisso incondicional, absoluto, o mais democrático que é possível conceber, pois anula radicalmente a discriminação, diz que todos têm o direito de nascer — até aqueles, e particularmente esses!, que a estupidez e vilania dos humanos considerariam melhor que não nascessem. Se esse compromisso é assumido pelos políticos, é um outro assunto. Em Portugal, não o foi. Nada se fez, ou quase nada, para que haja menos miséria, tanto a económica como a cultural. Só que o mal não cura o mal. Ao se sancionar o aborto livre, obtém-se a exclusão dos seres humanos portadores de útero da esfera da Lei, da Justiça, da Cultura e da Humanidade. Que o mesmo é dizer, mandámos as nossas mulheres para uma reserva. É lá que vamos quando nos queremos divertir um bocado com esses magníficos exemplares de raça. E depois voltamos para a cidade, onde bebemos uns copos com a rapaziada. O que acontece às mulheres no rescaldo dos nossos safaris, é lá com elas. É fodido, mas é assim.

46 thoughts on “Borralho do Referendo — “as mulheres””

  1. É, é isso mesmo. Só com a proibição do aborto é que os homens vão começar a preocupar-se e as mulheres vão conseguir ser respeitadas de forma equalitária. Então não é? Basta comparar a situação da mulher nos países onde o aborto é ou não permitido!

    Valupi: Tem juízo…

  2. … os machos são um luxo da Natureza, Valupi. Daí a luxúria, que se torna então compreensível. Olha aquela desenrascada dragona de Komodo que tratou de tudo sózinha…

  3. talvez gostes de conhecer esta citação de um excelente livro que ando a ler:

    “…take mammals, for example: careful analysis of their extinction rates shows that species of modern mammals are just as likely to become extinct as were their ancestors living 200 million years ago” pag. 279

    Self-Organization in Complex Ecosystems

    Richard. V. Solé
    Jordi Bascompte

    Monographs in Population Biology #42

    Princeton University Press, 2006

  4. As fêmeas e machos geram.
    A(lguma)s mulheres abortam.

    As mulheres são fodidas.
    Os homens são curtidos.
    O que é o amor, Valupi?

  5. “Ao se sancionar o aborto livre, […] mandámos as nossas mulheres para uma reserva.” (Valupi)

    É o Valupi a tentar salvar as mulheres da reserva e os bispos a quererem salvá-las do inferno.

    Mas o que é que o Valupi os bispos têm em comum?, perguntar-me-ão. E eu respondo: entre outras coisas, o facto de serem homens.

    “É fodido, mas é assim.”

  6. fica bem, que as mulheres são mesmo umas borralheiras, de vassoura em punho a contemplar a miséria com resignação e à espera de um principe encantado que as salve… :)

  7. As mulheres dão nos cornos dos maridos mas ninguem fala disso, só em Washington 25 mil homens levam nas trombas todos os anos, e a maior parte deles tem vergonha de ir queixar-se à policia, são umas desgraçadas, vivem mais anos que a gente e viviriam mais se deixachem as gravidezes irem pra frente por que isso aumenta a isperança de vida delas.
    Purpaganda da nova ordem mundiale igualzinha ao warming do planeta. Isto está bom é para os casais de maricas que podem bater uns no outro e ninguem diz que é viulencia conjegal.

  8. The name for this conjecture alludes to the Red Queen’s remark in Lewis Carroll’s Alice through the Looking Glass: “here, you see, it takes all the running you can do, to keep in the same place”. Van Valen’s view of evolution is that species change just to remain in the evolutionary game. As a consequence of this theory, extinctions occur when no further changes are possible: if genetic variability is not enough, the player is removed from the ecological game.

    Pag. 280 id.

  9. py, até lá, se nenhum meteorito avantajado nos resolver dar um beijinho, nem o homem apaixonado pela ganância de poder ou dinheiro nos arrasar, ainda muitos séculos faltarão…

  10. “Valupi in Wonderland, how do you get to Wonderland?
    Over the hill or under land, or just behind the tree?
    Valupi in Wonderland, where is the path to Wonderland?
    Over the hill or here or there, I wonder where.”

    trá-lá lá-lá lá-lá…

  11. (claro, claro, só que estou a gostar muito daquele livro e então ponho aí umas coisas; eu acho que vai haver um grande sarrabulho pelo Médio Oriente, com repercussões mundiais, e não há nada a fazer, mas consolo-me a pensar que é longe e que espero que os nossos governantes tenham a sensatez de colocar a lusofonia fora da jogada e amndem o tratado de Windsor às urtigas; agora->xonar)

  12. «(…)Os que votaram a favor da despenalização consideram que o evento da gravidez é um acto apenas orgânico, fisiológico, biologicamente solitário.(…)»

    – Mas sera q o homem consegue perceber as alarvidades q profere??? E ñ há ninguém amigo q lhe diga…???

    «É lá que vamos quando nos queremos divertir um bocado com esses magníficos exemplares de raça. E depois voltamos para a cidade, onde bebemos uns copos com a rapaziada. O que acontece às mulheres no rescaldo dos nossos safaris, é lá com elas. É fodido, mas é assim.» Postado por Valupi em fevereiro 24, 2007

    -Acho q, aqui, quem anda a ser fodido ñ são, de todo, as mulheres…alguém, pleaseeee, lhe indica o caminho para…as mulheres???!???…ñ mudes de companhias, ñ!:=>

  13. Mas que grande sarrabulho que para aqui vai. Até há um maluco a cantar. Faz sentido, pois o texto fala de taberneiros.
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    victor ruas

    Se ter juízo, para ti, é não ter convicções, então ainda bem que me falta.

    Confundes a realidade social com o poder político. Haver países onde se proíbe o aborto e, em simultâneo, se continua a maltratar as mulheres, não invalida que pense uma sociedade onde se defendam, em simultâneo, os que engravidam e os que nascem.
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    Py

    Pois, parece que sim. Biologicamente, os machos são um subproduto…

    Quanto aos ciclos de extinção, todos os cálculos são inválidos para os humanos, pois nós somos uma espécie diferente. Pela primeira vez, apareceu um animal que é mais rápido do que evolução, até do que a luz. Claro, isso não nos imuniza contra a extinção, como o risco nuclear ou algum acidente cósmico ou científico (criação de um buraco negro artificial, por exemplo) obrigam a reconhecer. Apenas as leis dos últimos 3,5 mil milhões de anos não dão conta do poder da inteligência humana.
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    Sininho

    A tua pergunta fez-me sonhar com um tempo e um espaço onde a escola se completasse só no dia em que o estudante conseguisse responder a 3 perguntas:

    – O que é a vida?
    – O que é o amor?
    – O que é a liberdade?

    Até lá, marrava-se nas disciplinas usuais, e noutras hoje exóticas.

    Realmente, na sua enormidade, há também um acesso humilde para se responder à pergunta do amor. Todos deveríamos ser capazes de lhe dar uma resposta, e eu vou dar a minha: o amor és tu.

    Que tal?
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    Anonymous 3.29 PM

    Fazem os bispos muito bem. O inferno não é um lugar para uma senhora que se dê ao respeito.
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    Susana

    Bem que eu desconfiava que o príncipes encantados continuam a ter muita saída.
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    Olho Negro

    Só nos trazes verdades.
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    Amok

    Muito obrigado pelas tuas sábias palavras.

  14. py, o Médio Oriente é um barril de pólvora e nós, por aqui, estamos cada vez mais rodeados de minas. Windsor que se lixe, pelo menos enquanto se apresentarem tão voluntários para as guerrinhas orquestadas pelos americanos.

    valupi, desde quando é que as convicções se confundem com o delírio? Ainda se me falasses de sobreposição de valores, vá que não vá, mas daí a apresentar argumentos fantasistas para justificar posturas pretensamente humanistas ou protectoras da mulher, tem juízo…

  15. victor ruas

    Conseguiste arranjar um conjunto de palavras interessantes, mesmo meritórias (como “delírio”, por exemplo, ou “vá”, que até repetes), mas depois colocaste-as numa ordem tal que impossibilita a descodificação do teu pensamento. Que pena.

  16. Desde as tuas respostas ao João Viegas que já me tinha apercebido dessa tua grave lacuna no domínio da sintaxe e na compreensão do discurso, sobretudo quando te convém… Experimenta pedir umas lições de Português aos colegas, pode ser que a situação melhore…

  17. Não vale a pena, victor ruas. Tentei uma vez mas já percebi que com este panasca não há diálogo possível.

    O gajo é só pose e pó-de-arroz.
    Deve estar convencido que é o Oscar Bravio da Musgueira

  18. Zazie,

    Desde quando é que preferências sexuais mexem com as partes dialogantes? Além de que, querida, eu neste caso, e no teu lugar, tinha cuidado.

    E tinha cuidado noutra coisa: a de estares a imitar muito bem a carroceirice da riapa.

  19. Fernando,

    Não me referia a preferências sexuais.
    Na altura expliquei o que queira dizer com isso.

    É simples. Não imagino se o Valupi é homossexual e nunca tal me tinha passado pela cabeça.

    Mas há tiques de paneleirice mental que são características de pessoas retorcidas.

    Correspondem até a um padrão de caricatura que é comummente reconhecido por toda a gente.

    Pode dar-se o caso de a pessoa em questão nem ser homossexual.
    Mas é-o na forma manhosa como reage.

    E foi apenas a isso a que me referia.

    Não fazia a menor ideia que o Valupi fosse gay. Mentalmente é essa caricatura que o Hogarth tão genialmente desenhou.

    “uma coquette com mosca na cara e muito rouge, mas uma grunha por baixo do verniz.

    Apenas referi este aspecto pela forma desonesta e cretina como trata todas as pessoas e invalida qualquer diálogo honesto.

    Carroceirice é isto. E lamento se os teus complexo politicamente correctos se preocupem mais com as minhas palavras que os comportamentos imbecis do teu colega de blogue.

  20. correcção: e lamento que os teus complexos politicamente correctos te façam… etc.

    Porque, de facto, ele é de tal modo desonesto que mais valia que tudo quanto escreve nem permitisse comentários.

    Basta seguir os postes e ver como trata toda a gente. É incapaz de responder a uma ideia ou a um argumento. Trata toda a gente a pontapé, com Estultícia e manhas de grande dama.

    Se isto não é panasquice mental, então o que é?

  21. Zazie,

    Lá tens que aguentar com outra correcção política. Mas «panasquice mental» é, continua a ser, bater no ceguinho. Não arranjavas qualquer coisinha mais corajosa como metáfora? Vá lá, tu que és tão inventiva.

    E eu defendo o meu colega de blogue porque é o melhor que enxergo em muito vastos arredores. Mexer ele contigo já nem é má indicação.

  22. Olha, não vale a pena inventar-se o que já foi inventado: a Jaquina do Tal Canal.

    Fica bem assim para ti?

    Por mim preferia o “Óscar Bravio da Musgueira”, dada pose dandy com que apimenta o seus achaques.

    Mas deixa lá. Foi só para dar razão ao vitor ruas e a outros que ele tem insultado por aqui.

    Já estou de saída. Aguenta tu o barco com a poesia possível.

  23. áh,
    só uma nota: comigo ele não mexe nada. Achava-lhe algo interesse quando defendia a Igreja. Mas a incapacidade de aceitar uma crítica ou dialogar com quem quer que seja, apaga tudo o resto.

    Se reparasses melhor, tinhas notado que nunca mais lhe dirigi palavra.

    Fiz apenas uma tentativa, de boa-fé, naquele outro post sobre o mesmo tema e saiu gorada.

    Aconteceu-me o mesmo que acontece a todos os vitor ruas ou Joões Viegas que por aqui apareçam.

    Não há hipótese. Ele deturpa tudo porque só se quer ouvir a ele próprio.

    Podia fazer como fazem outros no género. Não incluirem a hipótese de comentários nos seus postes.

    Há quem o faça e é mais prático. Assim só se vem ao engano e dá sempre vontade de mandar um ovos à cara.

  24. victor ruas

    Como saberás, não há discurso sem pensamento.
    __

    zazie

    “Óscar Bravio da Musgueira” é irresistível. Aceito, quase comovido.

    Estava a estranhar a tua ausência. Constato que te divides entre um recente estatuto de auto-provedora dos comentadores e um dúbio festim homofóbico. A mistela não cheira nada bem.

    Acho que o mínimo que te deves exigir, agora, é pegares nos comentários do victor ruas – os quais invocaste sem sequer os ler – e apresentares as respectivas ideias que foram ignoradas.

    Aguardarei pacientemente pelo teu trabalho criativo. Se falhares, espero que voltes com uma cesta de ovos.

  25. zazie, não sei se o valupi é “panasca”, mas uma certeza eu tenho: é um troca tintas do piorio ;)

    É isso mesmo, valupi, o discurso dos outros torna-se impossível quando o nosso pensamento é incapaz de o acompanhar ;)

  26. Decididamente, o Fernando irá desculpar-me, mas…a haver moderação nesta caixa de comentários seria, dentro duma certa lógica sensata, esperado q o fizesse tb sobre a forma como certas respostas têm sido dadas por essa personagem q assina por valupi

    É q segundo um dito mt antigo: quem quer ser respeitado, dá-se ao respeito…ora, dar-se ao respeito é coisa q o valupi tem ignorado, desrespeitando todos os q ousam argumentar contra as suas diatribes…

    Se a linguajem da zazie é considerada inconveniente, ñ o tem sido menos a do valupi, com a agravante duma evidente desonestidade intelectual q o tem caracterizado, em especial para com intervenções q, reconhecidamente, apresentam maior rigor argumentativo q as dele, como foi o caso do João Viegas…e eu ñ vi o Fernando intervir!

    Lamentavelmente são ‘cenas’ destas q, muitas vezes, acabam com belíssimos espaços de intervenção e discussão… à conta da arrogância parola de quem colou (e mal!) uma série de leituras e delas ñ soube retirar a mínima aprendizagem…

    Concordo com a zazie: se ñ querem q se responda à letra a um valupi, então…fechem os comentários nos textos dele!, assim como assim ele ñ deixa margem para qq discussão válida, interessante e honesta!

  27. lol. já começou. a época «cascar no valupi». ai ai, o que eu me divirto. :DD

    amok, eu iria mais longe: ponham-lhe um colete de forças, porque apesar da sua incapacidade argumentativa, a força do mal no valupi atrai os desgraçados dos comentadores para as suas caixas de comentários! com um colete de forças ficaria democraticamente decidido que ele não escreveria mais.

  28. victor ruas

    Confesso que não consigo acompanhar o teu pensamento. E confesso que o confesso aliviado.
    __

    amok

    Aconteceu-me algo de maravilhoso ao te ler, algo que eu sei que só tu irás compreender: comecei também a pensar em fechar as caixas de comentários. Isto porque, tal como tu, estou muito desgostoso com o que tenho escrito. Ando até para pedir ao Fernando que me vá apagando os comentários. Eu sei que ele podia fazer isso, se quisesse – e era muito simples: eu escrevia, ele apagava, eu escrevia, ele apagava… eu escrevia, ele apagava!… percebes?… é simples, pá… simples…

    É que eu não consigo ficar sem escrever, estou apanhadinho de todo. Vejo uma caixa aberta, e lá vai disto! É uma vergonha. Ora, o Fernando, que passa o dia sem fazer nenhum, que tem todas as condições para se dedicar em exclusivo à limpeza deste – como disseste, com todo o acerto – “belíssimo espaço de intervenção e discussão”, bem que podia resolver o problema. Mas eu desconfio que há para ali preguiça do homem… Olha como ele deixou que eu escrevesse 15.598 caracteres (fora os espaços, perto de 3000!!) para o João Viegas sem me ter corrigido uma vírgula sequer! Não será isto uma impressionante prova de desleixo?! Não mereceria o João Viegas, e demais leitores, ter tido da minha parte uma prestação que pudesse ombrear com a sua notável qualidade argumentativa? Será justo ter ele, coitado, ficado sem adversário à altura e ter sido obrigado a conversar com um borra-botas qualquer? Eu pergunto, foi para isto que se inventaram os blogues?? Fosga-se, pá, haja alguém que faça alguma coisa!!

    Então, quando contemplava a ousadia (uma ousadia “bold”, se me permites o francês) com que tu utilizavas o negrito para salientar as nomenclaturas, o cuidado da aplicação de caixa baixa ou alta consoante os nomes te pareciam de baptismo ou de pia, fui atingindo por um raio, um raio que quase me partiu, mas que me iluminou o caminho. E que tal se eu passasse só a escrever o meu nome e depois quem quisesse, qualquer um, escreveria por cima o comentário que fosse melhor para o interesse e honestidade das discussões?! Hã??… Não é perfeito??!!…

    Eu acho que é, e, inspirado por ti, proponho uma solução definitiva: vamos mudar os posts desse valupi! Para quê ficarmo-nos só pelos comentários quando podemos abarbatar o bolo inteirinho, até os textos lá para cima!!! Amok, vai ser a revolução, vai ser tudo nosso!!! Amoooooook!!!!!!!!…………

    Bom, peço-te desculpa por algum excesso, mas é que me deixaste verdadeiramente entusiasmado. Vou também ficar à tua espera, pacientemente, confiando que tragas instruções para darmos a volta a isto o mais rápido que for possível. Amok, és demais. Mesmo.

  29. Susana:

    O Correio da Manhã é o jornal mais lido em Portugal…e daí???:=>

    Valupi:

    Ainda comecei a ler, mas deve ter sido o meu ego a ficar todo inchado por tamanho texto p me responder, só pode!, pq às tantas (e ñ foi preciso mt!) percebeu-se q continuas a ñ saber discutir…és um papagaio q palra, tão simples como isso!, e como tal…aquele enorme texto foi só(?) para distorcer o q eu escrevi…como é teu hábito!, problema teu, as pessoas inteligentes percebem mt bem o q eu pretendia exprimir ao Fernando e, como tal, mais uma vez…bye,bye!

  30. amok

    Tudo certo, não te preocupes, amiguinha. O que é preciso é que tu estejas confortável contigo própria. O resto, os comentários dos parvos como eu, são vozes de burro que não chegam ao céu.

    Fica bem, ok?… Chuak!

  31. Típico da tua postura infantil, mas como já ñ deves ter idade para isso só pode ser coisa mais grave…transtorno mental, mesmo!, ou desvio de carácter q, no meu entender, é bem mais grave ainda!

    E assim se alimentam as caixas de comentários ‘famosas’…ah vã glória, a das audiências!:=>

  32. amok

    És tu que as tornas famosas. Tu és a obreira da fama destas caixas de outro modo ignoradas do grande público, mas que, pela supina graça da tua presença, se impõem pujantes para espanto de todo o Mundo e de parte substancial do nosso Portugal. Bem-hajas, amok, rainha do comentário sapiencial e profético.

  33. Valupi, tu representas na perfeição a razão porque o ensino em Portugal está na cauda do mundo ocidental. Obrigada, ando justamente à procura de exemplares como tu.

    amok, se o tipo fechar a caixa de comentários em quem é vamos passar a bater? B)
    Sim, que para discutir a sério o tipo não tem pedalada, é só folclore. :D

  34. eehhe
    Eu não dizia…

    Acho que vou jogar no euromilhões na sexta-feira.

    Tenho tudo a meu favor. Devo ser bruxa que até os topo só pelo teclado

    “:O))))

  35. complexo de castração? stress de cativeiro? luxúria?

    Fêmeas de coala
    Homossexuais em cativeiro

    As fêmeas de coala desenvolvem tendências homossexuais em cativeiro. Esta é a conclusão a que chegou uma equipa de investigadores australiana, noticiou ontem o jornal The Independent. Os cientistas da Universidade de Queensland estudaram com câmaras de vigilância 130 coalas em cativeiro e garantem que as fêmeas têm três relações homossexuais, por vezes com mais de uma parceira, por cada heterossexual. São várias as teorias (…)

    Público, 26.02.2007, pag. 16

  36. zazie, qual foi a descoberta, que eu fiquei cheia de curiosidade?

    py, aguardo ansiosa que esclareças a relação dessa notícia com o contexto… :)

  37. … amor? E depois ainda há aquelas enxurradas de lemings que, em períodos de seca, andam por ali às corridas, até que se despenham uns tantos muitos por ali abaixo. Curiosamente os mais aptos iam à frente…(?)

  38. amok

    Procurei-te por todo o lado, e nada. Para a próxima, combinamos melhor.
    __

    victor ruas

    Não me admira que queiras exemplares como eu. Até a mim me dava jeito ter um exemplar como eu. Mas baralha-me que tenhas escrito “Obrigada”. Queres explicar à malta?
    __

    zazie

    Não sei se és uma bruxa, mas lá que bruxuleias, bruxuleias…
    __

    Py

    E coala é o problema?
    __

    Susana

    Vais ter de esperar sentadinha.

  39. Gosto muito de coalas…
    ————

    Para concluir:

    The current human-driven biodiversity extinction event is taking place in a catastrophically short time scale (Wilson, 1992; Lawton and May, 1995; Leakey and Lewin, 1995). Estimations based on extinction rates indicate that a large fraction of species will be extinct in a few decades. The scenario is thus not far from that of previous mass extinctions.
    (…)
    Similar processes may also have been at work in the Late Pleistocene under extensive human hunting activities. This seems to be the case with Australia (Miller et al., 1999; Roberts et al., 2001) where all marsupials exceeding 100 kg, along with many reptiles and birds became extinct, presumably through a combination of hunting and ecosystem change resulting from burning practices. The same applies to the end-Pleistocene extinctions of mastodons and mammoths in North-America (Owen-Smith, 1987; Martin and Klein, 1984; Alroy, 2001) which were associated with widespread changes in vegetation patterns and the disappearance of many other species.
    (…)

    pag. 313, 314 ibidem

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