Bater merda com dois paus

É também por isso que mente sem vergonha e nunca, ao longo da sua vida pública, e também da sua vida privada, se sentiu ou sentirá tolhido por qualquer escrúpulo ético.

Zé Manel

*

Sócrates não teve, nem terá, qualquer imperativo ético, seja na vida pública ou na privada. Kaputt, finito, over and out. Provavelmente nem será humano, tal a malignidade que transporta no seu interior. Isto dito pelo cidadão que ofereceu o seu jornal para campanhas de assassinato de carácter e para uma conspiração destinada a influenciar as eleições Legislativas com origem na Presidência da República. Isto declarado pelo caluniador que foi desmentido pelo presidente executivo da Sonaecom acerca da alucinação onde se imaginava a causa do falhanço da OPA belmiriana sobre a PT. Vale tudo no reino da pulhice.

É interessante, do ponto de vista zoológico, ver a perturbação que Sócrates conseguiu infligir, bastando continuar igual a si próprio, num público-alvo determinado: canastrões na casa dos cinquenta, sessenta e setenta que têm o rei na barriga e se apresentam completamente desmiolados. Seja como for, quando a opinião tece considerandos difamatórios acerca da vida privada, ultrapassou-se o Rubicão.

Não sei o que o Zé Manel sentiria se fosse alvo de uma acusação que atingisse as suas relações pessoais, familiares e de amizade, que não tivessem qualquer ligação com os conflitos e polémicas nascidos da actividade profissional e política. Mas sei que atacar o carácter de alguém é uma exuberante manifestação de impotência. Geralmente, só calhandreiras e ressabiados é que têm estômago, e tempo, para andarem pela cidade a bater merda com dois paus.

23 thoughts on “Bater merda com dois paus”

  1. acredite que lembrar o carácter de sócrates nesta altura é tudo menos coisa de amigo,logo agora que o animal feroz insiste em pelo menos uma mentira diária
    outra coisa que você como amigo e muito provavelmente avençado não devia sequer lembrar eram conspirações e campanhas mentirosa com o objectivo de ganhar eleições,é que a primeira pessoa que a malta se lembra é precisamente do desenhador

  2. Mas, Val, vindo de onde vem, é perfume!
    É elogio!
    A única questão que pode ainda preocupar é que haja em Portugal um jornal da extrema-burguesia, propriedade de um grupo económico que se pretende sério(?), devotado ao bem comum(?) e com efectiva influência em vários quadrantes, mas que dá guarida a cães raivosos e a ódios de estimação.
    Repugnante é o ar seráfico com que o chairman do grupo se coloca, faz tempo, entre o papel de Rasputine do regime, e o das redes bombistas da direita mais desesperada. Isso sim é que é um study-case.
    Digamos que a ganância e a acumulação primitiva se cruzaram com a ética, e passaram por ela sem a reconhecerem.
    É apenas a História a repetir-se…

  3. Gente como este jornalista Zé Manel está a prestar um serviço inestimável à democracia: pôr a descoberto as suas chagas mais putrefactas. Uma dessas chagas desenvolveu-se no jornalismo da liberdade de imprensa e de expressão. A democracia, generosamente, abriu os braços e a necessidade de um ganha-pão acomodou-se à vontade de um patrão que endeusou o lucro.
    Apareçam mais e mais zé maneis para que a farsa se torne gritante e a democracia acabe por libertar o ser humano da ganância do lucro na comunicação social.
    Entregar a comunicação social ao dinheiro foi como entregá-la ao diabo.
    Pior mesmo, só entregá-la à ditadura.

  4. Larga a zurrapa pá.

    Embora ela altera percepção da realidade, de facto, mantém-se inalterada. Quando largares a zurrapa tomarás consciência disso.

  5. Mferrer,

    Vexa é acabou de entrar para o Guiness Book, Consegui em apenas 3 parágrafos bater o recorde de tontices, destilação de ódios e burrice.

    Oh homem a sua avença vale isso tudo?

  6. No meu tempo de criança numa velha aldeia da Estremadura em casos que tais dizia-se a tipos deste género (que já os havia e sempre houve) – «Vai cagar de um carro abaixo e lamber-lhe as rodas!»

  7. Ibn, Rico,
    Há por aí uma fixação, uma adição aos destilados que é causa de tonteiras e de demência galopante.
    Vc não corre o risco de entrar para um livro.
    Os Miseráveis já foram escritos. Devia ter estado mais atento!
    Mas os vapores dos destilados não deixam enxergar, não é?
    Dá para ver.

  8. Fixação Moi?

    Eu serei o seu Jean Valjean!

    Oh homem, faça um favor ao mundo e a si próprio, não tente escrever palavras que não compreende, nem use ideias que estão para além da sua capacidade cognitiva.

    Vexa jamais poderia fazer parte dos Miseráveis, tal a sua cobardia.

    O seu Valjean.

  9. Val, o “Blasfémias” é um asco de blogue e o jmf é um desgraçado de arremedo de jornalista, frustrado e aldabrão. É um cão raivoso que julga poder morder o PM.

    Mas, deu-se ao trabalho de ver os comentários que por lá passam…! Isso é que me preocupa…

  10. Tem razão Maria da Guia,
    Não só aquilo é um local mal frequentado como, se lhes abrimos a porta, saltam cá para fora os outros cães de fila, tontos, pagos à linha e envoltos em vapores insalubres…
    E pior, com citações de badana de livro que nem entenderam…
    Mas sempre na obscuridade do anonimato que para cobardes estamos cá nós, não é?

  11. Valupi, parece-me que esta do anonimato era para ti. LOL!

    Mferrer, quem és tu e onde estavas tu em 30 de Fevereiro de 1524?

  12. Maria da Guia,

    Defina aldrabão, assim podemos ficar todos em sintonia!

    Mas tenha cuidado, não faça um definição muito lata, não vá caber lá muita gente, está a ver não está?

  13. TÁ PARA AQUI UM PALHAÇO A QUERER SOMBRA AO DITO JMFERNANDES
    ABRAÇO A GENERALIDADE DOS COMENTARIOS E AO AUTOR DO ARTIGO.

  14. Calma Aires, calma, podes falar baixinho que o jogo está quase no fim, já estamos nos descontos, felizmente!

  15. Este gajo Ibn Erriq (já o disse uma vez, soa-me a nazi….) deve estar na esteira do Zé Manel, veio do tempo em que este último escrevia no órgão oficial da UDP – “Voz do Povo”, em que já dizia mal dos camaradas da altura, por não lhe darem o tacho devido e o patrão da Sonae achou-lhe graça, por ele dizer “umas coisas” à “revelia” do dito “senso comum”. Era muito esperto este Zé Manel…

  16. Mata Hari e Zé Manel, são asiáticos. Oriente e Ocidente até podia dar um conflito de civilizações, mas nada disso aconteceu, eles até foram mais longe e mais além numa escalada de gradação e similitude, que ultrapou de longe a acção dos naturais. Ela ao serviço de Hitler e ele ao serviço de Belmiro, ela boa como o milho e ele mau como as cobas.

  17. O Zé Manel sofre do mesmo problema do Crespo!!!!! Ambos queriam e contavam com qualquer coisa que não lhes foi dado! No caso do Crespo sabemos que ele queria o cargo de adido de Imprensa em WV – DC. Do Zé Manuel não sabemos!!! Ò ainda não sabemos o que seria!!!! Mas, quando se souber, vai haver gargalhada geral!!!! Sabemos só que o Zé Manel é das relações do Pacheco e do Lobby judaico….. O que não lhe deve dar muita saúde mental!!! Será por aí…????!!!!!!!

  18. MÁRIO, Não podia estar mais de acordo com o que diz e por isso daqui vai o meu sentido abraço. É que, de facto, poucas vezes tenho visto pôr o dedo na ferida, na dolorosa ferida aberta na democracia, como faz no seu comentário. Utilizando termos porventura demasiado cáusticos e simplistas, a mim parece que o dilema é este: ou a democracia encontra forma de se defender contra os desmandos de “esta” comunicação social para quem os “tempos de antena” são o único critério ou “esta” comunicação social acaba com democracia. “Entregar a comunicação social ao dinheiro foi como entregá-la ao diabo. Pior mesmo, só entregá-la à ditadura”. Era difícil melhor síntese!

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