Basta um

Era importante que o Partido Socialista tivesse a percepção de que, em democracia, não há nenhum ciclo de poder que seja eterno e de que preparar a sua regeneração permanentemente faz parte da missão da direcção.

Paulo Pedroso

*

Gostava que o Paulo indicasse uma Direcção do PS, anterior à presente, que tenha preparado, e permanentemente, a regeneração do partido; seja lá o que for que isso queira dizer.

Também acrescento que, de todos os grupos parlamentares, o que tem os independentes mais interessantes e promissores é o PS. Mas não deve ser disto que o Pedroso está a falar.

8 thoughts on “Basta um”

  1. O senhor Paulo Pedroso carrega nas veias a casta pura dos políticos nascidos pos-revolução dos cravos. Para estas “elites” o que é bom é estar em revolução contínua e no mínimo ter um governo de dois em dois anos. Passaram do oito ao oitenta. De um governo de 50 anos para um de, no máximo, dois anos: o primeiro para assentar o cu na cadeira e outro para regenerar o cu que ali se sentou. O País, esse, que fique adiado. Todos têm o seu tachinho garantido, quase todos com reformas conseguidas depois de SE SERVIREM do País durante meia dúzia de anos.
    Homens como Sócrates são par regenerar quanto antes! Onde é que se viu, um homem a querer completar oito anos de governação! Só pode ser um salazar disfarsado!!! Regenere-se, que o País pode muito bem esperar! E este “paulinho” já há muito que tem a reforma garantida.
    Foda-se, Val, porque nos vens lembrar estas merdas!

  2. Os apoiantes de Alegre estão a ficar muito amuados, parecem uns bebés chorões. O Seguro também fez uma birrinha, mais uma.
    Será que o Paulo Pedroso já olhou para o partido que apoia o seu candidato à presidência? É que se há partido onde a palavra regeneração parece ser proibida é no Bloco. É o que dá só ter olhos para o Sócrates…

  3. Val,

    eu sou daqueles que julga estar na perda de algumas bandeiras reformistas do anterior governo e até de alguns dos seus ministros (sobretudo dois deles), o caminho que este governo e o PM levam. Estou em crer que, se o PS tivesse mantido a mesma postura, sem claudicar, sem se vender, teria ganho as eleições e teria encontrado também, em tempo, as medidas necessárias para combater a crise.

  4. Por mim o Pedroso e o Seguro podem apoiar quem eles muito bem entenderem. Agora, o Pateta Alegre o meu voto não apanha. Esse tipo representa o pior da natureza humana: o despeito que gera a traição. Foi assim com o Guterres, voltou a ser com o Sócrates e seria com quantos mais se para isso a idade permitisse. De resto, querem coisa mais parva, nesta fase, do que termos um presidente poeta? Ainda para mais, este?

  5. acho engraçadissimo a cena dos independentes inteligentes e promissores. a inês medeiros ? o miguel gay vale de almeida ? mais uns tantos iguais ? que querem ser artistas e casar e representam grupos que valem votos , e o estado , nós , que pague ? e promissores ? meia idade , os tipos. suponho que toda a vida não passarão de promessas.
    põe aí a lista dos promissores , que é para aferir os curriculos e os interesses. é que a ilga é subsidiada e a cultura também. porque ? não sei. coisas da democracia…em que orientações sexuais e devaneios culturais são financiados pelos contribuintes. o sean nunca precisou de subsidios , o luc besson também não , o tim burton idem. e o almodovar e o jeneut e o caro ou o resnais também não. pró caso de falares de cinema de autor.

  6. Não creio que os subidos à cultura sejam matéria de despesismo ou desperdício. Os casos referidos pelo grilinho, pertencem a universos diferentes. Universos que são financiados por patrocínios que os autores portugueses não conseguem ter por vários motivos, entre eles ausência de estruturas económicas disponíveis para fazer apostas culturais (refiro-me a empresas, por exemplo). Por outro lado se a aposta governamental não se fizer sentir, ficaremos para sempre amputados no nosso processo de evolução cultural. E esta é uma reflexão que considero importante fazermos antes de criticarmos os subsídios à cultura, qualquer que seja a área em causa. Não esquecer também que por exemplo em matéria de cinematografia, Portugal tem registado prémios nos festivais internacionais a que concorre. Acontece que nem sempre tanto os filmes como os prémios são justamente divulgados no nosso país.

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