Baldaia’s effect

Finalmente, um órgão de comunicação social disponibilizou-se a discutir o tropo “Sócrates” com racionalidade. Foi a TSF, no Fórum de hoje, assim quebrando um tabu que tem servido tanto os interesses da direita decadente como os da esquerda sectária. Voltarei a esse programa na sua integralidade posteriormente. Por agora, quero só pegar na primeira intervenção opinativa que nele ocorreu.

O meu problema com o Paulo Baldaia não resulta de ele ser jornalista nem de ser director da TSF. Ainda menos de ele adorar Cavaco e de não suportar Sócrates. O problema consiste no facto de ser apresentado como director da TSF para efeitos da sua manifestação mediática do amor a Cavaco e do ódio a Sócrates. É uma promiscuidade que afecta a opinião pública porque procura esconder a sua desonestidade intelectual num canal de enorme influência.

Isso levanta questões acerca do jornalismo de opinião, o qual pode ser uma função crucial na promoção da participação cívica e do esclarecimento político ou, caso seja pervertido, acaba por estar ao serviço de agendas particulares e, dessa forma, ser uma arma de combate político ilegítima quando não assumida. Ora, e salvo melhor raciocínio que estou disposto a acolher, não é suposto que o director da TSF tenha um papel activo no revisionismo da História recente de Portugal. Já a pessoa que dá corpo ao director da TSF pode acumular esse cargo com outras tarefas sem ser necessário originar um conflito de estatutos e de interesses. Bastaria que fosse apresentado como “comentador” quando aquilo que vai fazer é dar a sua opinião em vez de estar a dirigir a TSF.

Repare-se no que voltou a despejar:

– Sócrates foi responsável pela vinda da Troika.
– Sócrates foi responsável pelo Memorando.
– Sócrates foi responsável pela austeridade imposta por este Governo.
– Uma parte significativa do eleitorado vê em Sócrates o responsável pela crise.
– Com Seguro, não havia ataques do PSD e do CDS contra Sócrates.
– Os ataques a Sócrates retiram votos ao PS.
– Foram os ataques a Sócrates que levaram à vitória do PS por pouca margem nas europeias.
– Quando os eleitores se lembram do que aconteceu há 4 anos temem que, com Costa por causa de Sócrates, venha aí mais do mesmo.
– Sócrates tem muitos anticorpos no eleitorado flutuante.

Falar de ódio a Sócrates pode parecer completamente desajustado perante o modo como Baldaia oraliza ou escreve. Contudo, a sua intenção é sempre a de contribuir para o discurso da culpa. Ele descontextualiza os acontecimentos, não é equânimo na análise e pretende espalhar e reforçar uma certa imagem negativa de Sócrates e de qualquer figura que identifique como “socrático”. Nesse sentido, Baldaia usa o seu estatuto como director da TSF para reforçar o impacto dos seus ataques. Quão mais isenta parecer a sua opinião, mais tóxica ela ficará no espaço público.

2011 ainda não passou para este grupo largo de jornalistas que foram também decisivos para o desfecho das eleições nesse ano.

25 thoughts on “Baldaia’s effect”

  1. “Quão mais isenta parecer a sua opinião, mais tóxica ela ficará no espaço público.”
    Acho que está a confundir isenta com qualificada. Num espaço de opinião não se espera isenção (eu pelo menos não espero). Mas espero poder avaliar a opinião emitida considerando a qualificação de quem a expressa. Eu explico. Se Paulo Baldaia se apresentasse como campeão do mundo de futebol tal não mudaria nada relativamente à isenção (continuava a ser a sua opinião), mas mudava tudo (para mim) relativamente à qualificação. Claro que podemos sempre defender a análise das ideias independentemente das qualificações de quem as profere (se quiser, eliminando completamente o “argumento da autoridade”) mas na prática um “leigo” terá sempre de aceitar algum “argumento da autoridade”. E ser director de um órgão de comunicação como a TSF é um qualificativo importante para eu, um “leigo” , avaliar a “qualidade” da mensagem. E não é qualquer um que chega a director da TSF. Sem que isso tenha a nada a ver com isenção visto tratar-se de um espaço de opinião e não um noticiário.

  2. desde que o moreira de sá confessou como é que aquilo funcionava que o balde de merda e o forum perderam a pouca credibilidade que aquela porra tinha, portantes sintam-se à vontade e sem constrangimentos para continuarem a fazer merda, sócras2016 agradece.

  3. anonimo, o teu comentário tem vários pontos de interesse para a questão que trato. Começa pela noção de isenção. Esta tanto pode ser tomada como separação de qualquer interesse partidário em contenda como pode remeter para a integridade ética e honestidade intelectual do comentador – defenda ele o que e quem queira defender. Depois, é também interessante a tua cedência ao argumento de autoridade, que é precisamente o que o Baldaia pretende.

    Ora, donde vem a necessidade de estar a respeitar o estatuto profissional do comentador? E qual a sua vantagem? Não será muito melhor avaliar as ideias enquanto ideias e desconfiar de quem aparenta ser apenas um profissional ao serviço da comunidade, o tal ideal de serviço público ou de quarto poder, quando o que está realmente a ser é um combatente por uma das partes?

    Em suma, eu também não espero dos comentadores que abdiquem das suas ideias, pretendo é que se assumam como comentadores e nada mais.

  4. o que é que interessa que o baldaia se se assuma? há para aí montes de gajos que se assumem de esquerda e defendem merdas de direita. o que interessa é o que as pessoas pensam e se as opiniões são manipuladas ou falsificadas, hoje a coisa não correu lá muito bem avaliando a respectiva caixa de comentários.

  5. “Depois, é também interessante a tua cedência ao argumento de autoridade”

    Caro Valupi, todos nós temos (em maior ou menor grau) de ceder ao argumento de autoridade nas mais variadas áreas, seja ele devido à experiência, à especialização, … Se não fosse assim era igual ir ao médico ou ir a um curandeiro (e para mim não é). O que não significa, como é óbvio, aceitar como “verdade absoluta” todo o que nos é apresentado sob o manto do argumento de autoridade: por isso é que se pedem 2ªs e 3ªs opiniões médicas (e elas até podem ser contraditórias) mas não se colocam no mesmo patamar dos curandeiros.
    Dito isto, o “argumento de autoridade” não deve (não pode) ser utilizado para certificar dogmas e verdades inquestionáveis. Mas também acho que pode ser um elemento a considerar na avaliação das ideias e argumentos que são apresentados. Fica ao critério de quem as ouve valorizar (mais ou menos, ou nada) a “autoridade” de quem as profere e defende. No caso concreto, acho relevante saber que quem proferiu determinada opinião ou argumento é director de um órgão de comunicação social, acrescentando a minha valorização (ou não) desse órgão.

    Quando à questão da isenção, essa para mim é uma questão muito simples: em assuntos desta natureza (política) nem sequer a coloco, partindo do princípio que ninguém é isento (nesse sentido). Nesse sentido, o “serviço da comunidade, o tal ideal de serviço público ou de quarto poder” não pode ser atribuído individualmente mas ao que resulta do confronto de livre ideias (não isentas) na esfera pública de vários indivíduos reflectindo vários pontos de vista. A não ser assim, resta a tarefa penosa (eu diria até sem sentido) de constantemente decidir, com isenção, quem é ou não isento.

  6. uma opinião é sempre pessoal e não tem de ser misturada com um papel profissional – se assim fosse, todas as entidades profissionais estavam eticamente acreditadas para tecerem comentários acerca dos seus colaboradores durante o expediente com o único argumento de que quem manda é o patrão.

    depois também pode acontecer que pessoas menos informadas possam crer que o patrão é gente importante e muito qualificada e por isso tudo o que diz é lei – e na TSF o Baldaia é, porque faz parte da gerência, patrão.

  7. Já agora um pequeno desafio.
    O que espera/pensa de um artigo económico na coluna de opinião de Krugman no NYT:
    – Ignora que se trata de um prémio Nobel em Economia e “avalia” a análise de forma totalmente isenta de “argumento de autoridade”? Discordando, acha que seria capaz de argumentar com ele em “pé de igualdade”? Acha que devia ser anónima, escondendo o facto de se tratar da opinião de um prémio Nobel da Economia devendo portanto surgir apenas como uma opinião entre outras? É isso que os leitores (leigos na matéria como eu) estarão à espera?
    – Acha que sendo ele um economista de profissão é isento de pontos de vista político quando trata de assuntos de economia? Sinceramente, é isso que espera dele?
    É que se assim for, tem uma tarefa impossível ao tentar conciliar as suas opiniões com as (totalmente contraditórias) de outros prémio Nobel de Economia.

    Para o bem ou para o mal, bom ou mau, Baldaia é um profissional da comunicação social que atingiu algum reconhecimento dos pares ao chegar a director da TSF (que por sua vez também tem o seu estatuto na comunicação social portuguesa). Como profissional da comunicação social dedica (espero eu) parte substancial do seu tempo a analisar informação, opinião, … a que nós (não sei o que faz o Valupi) nem sequer temos acesso. Como disse, isso não faz da sua opinião “dogma” e muito menos “isenta”. Mas acho que não podemos fingir que a sua opinião tem o mesmo peso e interesse da minha, por exemplo.

  8. anonimo, misturam-se nesse teu segundo comentário vários conceitos e o resultado é um curto-circuito.

    Quanto ao argumento de autoridade, recordo-te que essa formulação remete para uma falácia – um erro argumentativo onde se tenta impor uma ideia apenas pelo recurso à suposta ou exposta autoridade da fonte. Algo diferente é a aceitação da autoridade como reconhecimento de uma competência intrínseca a essa autoridade. Contudo, tal não se relaciona com a nossa questão, tal como aponto no texto inicial, pois não decorre da ocupação do cargo de director da TSF que esse sujeito esteja por isso habilitado para emitir opiniões políticas. A origem das suas opiniões, dito de outra forma, não tem qualquer ligação com a sua função na TSF. A menos que ele estivesse a representar a opinião política da estação de rádio, e só aí faria sentido dar relevância ao seu cargo por ser o que com mais autoridade estaria a expressar a posição da TSF. Ora, como é óbvio, ao participar como comentador o Baldaia está apenas a representar-se a si, mas a coberto da função. E é esta a questão para mim, a qual, curiosamente, tu vieste provar que é bem real.

    Quanto à isenção, o problema não diz respeito aos comentadores que apenas são comentadores. O problema está é em jornalistas que misturam os dois papéis. Por exemplo, num debate político onde haja um moderador não se está à espera, nem tal será aceitável, que esse moderador corte a palavra a uns participantes só porque não concorda com a sua opinião. Esse moderador, enquanto moderador, está ética ou deontologicamente obrigado a ser isento – isto é, a tratar todos os participantes por igual, independentemente das opiniões de cada e da sua. Repara que é isso que se espera da função jornalística não opinativa, que se limite a ser um retrato o mais rigoroso possível da realidade. Um retrato isento, pese a inevitável subjectividade e relativismo de todos os indivíduos.

  9. anonimo, o exemplo do Krugman não compara com o do Baldaia. O facto de ser Nobel com certeza que aumenta a sua autoridade enquanto dimensão de prestígio e notoriedade. Porém, o Nobel, e todos os outros prémios que terá recebido, mais o seu currículo, obra e percurso académico, são elementos da sua esfera pessoal de realização enquanto atributos. Compete a cada um de nós quando o lemos fazer a avaliação do que valem, mas não estão a interferir com o espaço mediático que está a utilizar – posto que o ocupa precisamente por ser essa pessoa que é. Já o Baldaia dirige uma estação de rádio e não se limita a essa actividade profissional de gestão, também aparece nos programas da mesma para uma outra actividade que já nada tem a ver com a de ser director da TSF: emitir comentários políticos. Neste caso, há uma justaposição de estatutos, a qual não ocorre com o Krugman, e a qual cria a perversão que tu tão claramente assumes.

  10. O P. Baldaia, também costuma ser muito assertivo nos
    artigos de opinião que escreve no “DN”! Está contami-
    nado pela campanha negra contra Sócrates, observa a
    história mais recente a partir dos roteiros elaborados
    pelo Pilatos de Belém! Para ele um dado adquirido é
    que o PECIV não resolvia nada … resultou com a Espanha!
    Também, muito fechado na cabine da rádio, não se aper-
    cebeu das duas críses internacionais a partir de 2008!
    Tem dificuldade em sustentar as suas opiniões ou seja,
    é só afirmativo e, nada demonstrativo!
    Se, como disse o Ignatz, o genro do presidente é “dono”
    da TSF esta é a explicação mais verosímil! Mas, como se
    verificou os portugueses já não vão na patranha 60%
    dos intervenientes estão com Sócrates!!!

  11. “pois não decorre da ocupação do cargo de director da TSF que esse sujeito esteja por isso habilitado para emitir opiniões políticas”
    Penso que é daqui que decorre a nossa divergência. Estamos ambos de acordo que o “argumento de autoridade” não pode ser tomado como um dogma. Eu, por outro lado, acho que também não pode ser ignorado (e aqui não sei se concordas).
    No caso concreto, como eu disse, a própria definição de jornalista pressupõe que se dedique profissionalmente à análise social e política (competência intrínseca da profissão de jornalista), coisa que eu, como engenheiro, não faço (não tenho tempo nem acesso à informação). Daí que possa valorizar a sua análise nesse sentido (como resultando de um acesso a fontes a que eu não tenho acesso e a uma análise com uma profundidade que eu não disponho de tempo para fazer).

    Também concordo com a afirmação “O problema está é em jornalistas que misturam os dois papéis” mas, ao contrário de ti, acho suficiente para distinguir essa função o facto de a natureza opinativa do forum TSF não merecer dúvidas. Como também julgo que ninguém confundiu o papel de comentador com o de moderador naquela situação em concreto.
    Será que Ferreira Fernandes, um jornalista que eu leio com muito prazer, mistura os dois papéis ao escrever a coluna de opinião no DN, o mesmo jornal onde assina notícias e faz entrevistas? Essa coluna está bem demarcada como sendo de opinião e não vejo como se pode confundir com os artigos jornalísticos que Ferreira Fernandes assina com a sua opinião expressa na coluna (e, já agora, as crónicas de FF têm, felizmente, um ponto de vista bem marcado).
    Em resumo (não posso continuar a discussão ou o trabalho atrasa-se). Para mim é relevante poder analisar a qualificação de quem faz análise/comentário político (caso limite: Krugman) sem que isso signifique ceder ao “argumento de autoridade”: é apenas mais um elemento que considero na minha análise. No caso particular de jornalistas, relevo (em geral) o facto de serem “profissionais da recolha e análise de dados e informação”. Não espero qualquer isenção de qualquer fórum opinativo, e não confundo os jornalistas na sua função de transmitir notícias, de moderar debates ou de emitirem opinião própria desde que o fórum onde o fazem seja suficientemente claro nesse aspecto (embora possa apontar casos em que a moderação feita por jornalistas é tudo menos isenta: isso sim não me parece correcto).

  12. Se Paulo Baldaia faz parte do grupo que teme que quem considera José Sócrates muito melhor primeiro-ministro do que Passos Coelho regresse ao poder faria bem não avivar a memória dos portugueses. Já ninguém cai na esparrela. Estou convencido que a cantilena do passa-culpas a Sócrates, pelos seus detractores, rende muitos votos aos seguidores deste. E é a principal razão porque António Costa é muito mais popular do que Seguro.

  13. anonimo, concordo contigo quanto à especialização de alguns jornalistas em matérias económicas e políticas, assim se distinguindo do cidadão comum e podendo – aliás, devendo – usar esses conhecimentos para esclarecerem a população e aumentarem a qualidade do debate político. Foi isso que realcei no texto inicial ao dar relevância ao papel do jornalismo de opinião.

    Onde não concordo é no teu novo exemplo de comparação com outro caso, agora do Ferreira Fernandes. Acontece que o FF não se apresenta como director do DN, até porque não o é, quando escreve as suas crónicas deliciosas e absolutamente personalizadas. Donde, jamais alguém poderia ser influenciada pela sua posição hierárquica dentro do jornal. Mas em relação ao Baldaia – e tu até chegaste ao ponto de o assumir detalhadamente – quando é apresentado como director da TSF para dar a sua opinião há um efeito retórico que se pretende: o seu estatuto profissional está a tornar mais importante a sua opinião política. De alguma forma, acontece uma colagem entre a sua posição hierárquica, a marca TSF e o argumentário que ele se lembrar de vocalizar.

    Precisamente porque não é necessário existir isenção para haver comentário político – embora também seja possível fazê-lo a partir de um ponto equidistante, à maneira de um típico cientista político, ou sociólogo, ou antropólogo, etc – é que a associação nesse contexto entre a TSF e a opinião de um seu funcionário que também é cidadão causa uma deformação que não é inocente nem inócua.
    __

    Quanto ao genro de Cavaco, isto também é giro:

    http://www.ionline.pt/artigos/portugal/genro-cavaco-apoia-costa

  14. O chamado “argumento de autoridade” só existe para o argumento autoritário. Tal argumento é, historicamente, uma falsidade.
    Qualquer argumento de qualquer actual sumidade sobre matéria de sua competência e disciplina académica é tão somente “argumento válido” para ter em conta no contexto de momento. Porque, mal o momento passou, e ainda é recente e não história, e já a argumentação de autoridade proferida e ensinada está desactualizada e ultrapassada: foi o caso de todas as sumidades mestres pensadores desde Tales de Mileto, passou por Marx e agora está com Hayek a caminho do descrédito e total perda de valor como “argumento de autoridade”.
    Quem já leu filosofia política e a história do pensamento político percebe bem a falácia que é o “argumento de autoridade” para além do momento histórico em que tais autoridades se pronunciaram.
    Contudo, os verdadeiros sábios mestres pensadores, pelo seu génio incomparável, ousaram, tentaram e usaram de fundamentação racional lógica levada até ao absoluto.
    Não é o caso do medíocre baldaia que não é mais que mais um baldado da lógica e do racional que se transformou em mais um crente na omnipotência e omnisciência dos mercados e, por via deles, no poder dos patrões que lhe proporcionam um ganha-pão de brioches à Antonieta.
    O baldaia é mais um daqueles que profere afirmações que recupera de outro e outro e outro, até que pela mera repetição, se torna aceite como facto estabelecido. Provavelmente já repete a ideia por via de 2ª. 3ª e 4ª mão que já, além de não conhecer as causas ou fundamentos de suas afirmações, também já não conhece a origem e conteúdo dessa afirmações.
    No fundo, o baldaia, tornou-se um papagaio.

  15. Descobri agora no comentário de Valupi a ignatz o link que remete o Montez como putativo votante em A. Costa.

    Sobre tal insinuante chamada de atenção só tenho a dizer que:
    tem igual significado e vale tanto o voto do Montez em Costa que diz ser “da liga dos campeões” como o do Valupi que diz o mesmo e não vota A. Costa.

  16. Sobre os argumentos de autoridade, o próprio Krugman já se referiu a isso, e diz que a única coisa para que um Nobel deveria servir no espaço público era dar-lhe a oportunidade de ser ouvido. Tudo o resto tem de ser alcançado pela qualidade dos argumentos. O baldaia como é um merdas e tem opiniões de merda só lá vai dizendo a toda a gente que é chefe da TSF.

  17. José Sócrates assinou prematuramente a sua própria ordem de marcha quando, logo no início da sua era, assinou o Decreto-Lei 211/2006, de 27 de Outubro, e é um milagre de Fátima que se tenha aguentado até Junho de 2011. O Decreto-Lei 211/2006 acabava, entre outras, com a Caixa de Previdência dos Jornalistas, que, ainda que do assunto quase não falem, na grande maioria nunca lhe perdoaram. E é espantoso, para não dizer sinistro, que tal variável nunca apareça nas variadas equações e cenários que tentam explicar a sua defenestração, facto apenas explicável por serem precisamente os jornalistas os veículos por excelência de divulgação das equações.

    É verdade que os factores principais que levaram ao despedimento foram a guerra e a campanha miserável que lhe fizeram as corporações mafiosas, a mão atrás do arbusto e a quadrilha do pote ávida de gamela, mas sem a colaboração, activa ou acriticamente passiva, da grande maioria dos jornalistas, o processo teria sido bem mais difícil e o sucesso não era garantido.

    O Baldaia é apenas um entre muitos. A eficácia e à-vontade com que actua derivam do lugar que ocupa e de à estupidez não dever nada. O não equacionamento de questões deontológicas e a falta de condenação dos seus pares deve-os, principalmente, à variável menosprezada que refiro acima.

  18. “Quanto ao genro de Cavaco…”
    … eu ficaria preocupado era se o costa votasse nele, assim deixa lá, pode ser mais um voto no costa ou talvez não, mas nunca o saberemos por ser secreto.
    até o santana diz que vota no costa ou que concorda com o sócras se isso lhe der votos para a presidência. esta semana na sicn faltou pouco para o contorcionismo e não lhe dói nada porque não tem coluna vertebral.

  19. não ouvi o forum tsf e não vou perder tempo com a rádio cavaco que, pelas citações que fazes, não diferem muito do conteúdo e estratégia que o psd mostra na última efabulação do milagre económico do passos, que a câncio já desmontou.

    http://www.publico.pt/multimedia/video/novo-tempo-de-antena-do-psd-cola-costa-a-socrates-20141112-150543

    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4239237&seccao=Fernanda%20C%E2ncio&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

  20. jose neves, não percebi o teu segundo comentário, mas gostava de perceber.
    __
    Joaquim Camacho, bem lembrado mais esse factor para explicar a aversão “pública” de que Sócrates foi alvo.

  21. Ainda me pergunto, que raio de efeito causa Sócrates a gente aparentemente equilibrada ???
    Há, na realidade, uma paranoia que atinge alguns e os faz falar, sem descanso, acusando-o de tudo o que foi, é , e será feito à face da terra.
    Dá para desconfiar. E o que numa determinada fase era aceite, porque sim, porque era politicamente correto, virou o feitiço contra o feiticeiro ! Hoje, as comparações com o panorama politico atual são escandalosamente evidentes !!

    Lucas Galuxo diz o que muita gente sente., incluindo eu !!! Quanto mais batem em Sócrates, menos convincente se torna essa sanha persecutória !!

    Uma das razões porque votei nas primárias foi porque Costa assumiu Sócrates e o seu trabalho nos governos a que presidiu !!

    E já agora uma observação :- será que o facto de Sócrates ser um belo homem, física e intelectualmente fazedor de invejas de gordos e mal encarados, conta ??????

  22. Já cheguei um pouco tarde mas, a propósito de mais ou menos autoridade, ainda bem que falam dos “Nobel” da economia.
    Não que eu atribua qualquer valor aos prémios, mas sabiam que o da economia não existe, certo?
    Deu-me um gozo terrível derrubar , com este facto, um primo que é economista e se entretinha a arrotar postas de pescada empoleirado no “Nobel” da classe. Caiu-lhe tudo ao chão.
    E já agora Val, podes relacionar com o tópico dos maluquinhos da conspiração se tiveres a curiosidade de saber porque é que os merdia nos vendem tão entusiasticamente esta patranha.

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