Azarinho

Dizer-se que a vitória do PS nos Açores é também uma vitória de Seguro é estar a juntar presbiopia à miopia. O que aquele resultado confirma, e lança, é a candidatura de Carlos César para secretário-geral do PS ou Presidente da República. No caso de ambicionar chefiar o PS, o que só lhe ficaria bem, terá de primeiro perder com António Costa, idealmente, ou ficar na varanda a ver essa caravana passar, convencionalmente. Seja como for, o PS volta a mostrar que é o esteio do regime, não lhe faltando quadros à altura das suas diversas responsabilidades governativas e representativas.

Quanto a Seguro, é apenas mais uma peça da tempestade perfeita que se abateu sobre Portugal. A prova de que a política também está dependente da sorte e do azar.

4 thoughts on “Azarinho”

  1. Pensar que o partido de que fui militante foi capaz de eleger José Sócrates para seu Secretário Geral com mais de 90% de votos e, escassos meses volvidos, acaba por escolher para o mesmo cargo, alguém que despudoradamente o traiu, é algo que me causou uma estranheza inaudita que só podia acabar, como acabou, com a minha entrega do cartão de militante.

    Que venha, pois, o Carlos César que, para alegria de todos os que nos revemos no socialismo democrático dos nossos conturbados tempos, se pode orgulhar de ter passado o governo dos Açores, a outro socialista que os sensatos açorianos elegeram com uma maioria absoluta, não obstante a firme demarcação que a sua adversária/PSD fez, da gentinha do seu partido, que pontifica cá pelo burgo.

    É por demais manifesto que o PS reune um escol de políticos de primeira água, para quem “O POTE” não só não é o objetivo como é mesmo motivo de repulsa e que, quero acreditar seriam capazes de aceitar os delicados encargos da governação no momento difícil que atravessam Portugal e o mundo, particulamente a Europa.

    Que bom seria que a chamada esquerda não governamental, designadamente o BE, se dispusesse a fazer um sério e realista esforço de convergência com o PS! Aí, sim, teriamos boas hipóteses de nos libertarmos desta cáfila que hesito em classificar: Não sei se são apenas burros ou se uma qualquer inspiração esotérica a que o comum dos mortais não pode aceder, lhes está soprando a receita, qual médico paranoico que insiste e torna a insistir na mesma mézinha até que o doente se fine.

    É que, como pode perceber-se que persistam na mesmíssima receita quando, como diz Correia de Campos, no Público “para 2012 eram de 9% as previsões de aumento da arrecadação fiscal (no IVA) o qual, afinal se virá a saldar pelo decréscimo de -2%”

  2. Cicero,josé seguro não merece que tenha entregue o cartão.Estou de acordo com o Val Cesar é mais um candidato para sec,geral ou presidente.Há mais, como Pedro Silva Pereira.Como Socrates ainda é novo, é candidato a varios lugares a nivel nacional e internacional.

  3. “Seja como for, o PS volta a mostrar que é o esteio do regime, não lhe faltando quadros à altura das suas diversas responsabilidades governativas e representativas.”
    Pois é, basta comparar o nível intelectual e político da elite PS contra a do PSD (o que é isso? alguém me pode dar exemplos que provem a sua existência?) para chegar à conclusão.
    O pior é que o Portas não larga nem deslarga. E quando deslargar, acho que o desastre será irreversível.

  4. Val, lance o repto ao César mas no sítio certo, isto é: numa conversa de amigos ou turtúlia, mas para o lugar adquado, secretário-geral. Para corta fitas é tempo é de fazer eleger o indivíduo no parlamento. E assim acabar de vez com os semis.

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