9 thoughts on “Artistas no gelo”

  1. Do blog do Simon Johnson, um dos que leio para tentar perceber a situação económica:

    While you slept, there was a fundamental repricing of risk in financial markets around Europe – we’ll see shortly about the rest of the world. You may see this called a “panic” and the term conveys the emotions involved, but do not be misled – this is not a flash in a pan; financial markets have taken a long hard view at the fiscal and banking realities in Europe. They have also looked long and hard into the eyes – and, they think, the souls – of politicians and policymakers, including in Washington this weekend.

    The conclusion: large parts of Europe are no longer “investment grade” – they are more like “emerging markets”, meaning higher yield, more risky, and in the descriptive if overly evocative term: “junk”.

    This is not now about Greece (with 2 year yields reported around 20 percent today) or Portugal (up 7 basis points) or even Spain (2 year yields up 27 basis points; wake up please) or even Italy (up 6 basis points). This is no longer about an IMF package for Greece or even ring fencing other weaker eurozone economies.

    This is about the fundamental structure of the eurozone, about the ability and willingness of the international community to restructure government debt in an orderly manner, about the need for currency depreciation within (or across) the eurozone. It is presumably also about shared fiscal authority within the eurozone – i.e., who will support whom and on what basis?

    Recomendo vivamente, sobretudo (como aqui) pelo que se aprende nas caixas de comentários:

    http://baselinescenario.com

  2. Muito boa sugestão, Vega9000. E não custa nada ver a quem aproveita a exploração emocional da crise, os abutres estão sempre de olhos postos no chão à espera das carcaças.

  3. Estou a ficar, para ser franco, um bocado assustado, e os abutres são boa parte desse susto. Se isto toma proporções maiores – e o próprio Krugman disse ontem que isto estava a ficar assustador – começamos a ter problemas sérios, demasiado sérios. E como bem lembra um dos comentadores neste artigo, o historial da Europa em crises graves não é famoso. Uma crise financeira grave é o sonho erótico do PC e do BE. E uma ascensão visível destes é, por seu lado, o sonho molhado de certa direita totalitária.
    Se puder arriscar uma previsão, diria que não estamos longe de um bloco central de iniciativa presidencial.
    Veremos. Espero bem estar a escrever disparates.

  4. Sim, mas não se pode fugir do futuro. E, no caso português, esta originalidade de não existir maioria parlamentar tem de ser levada até ao fim, não sabendo nós (nem os protagonistas!) do sentido último da situação. Uma coisa é certa: não nos faltam meio de comunicação, pelo que a democracia nunca foi tão forte. Uma comunidade é tão mais coesa quão mais plural, pesem as dificuldades inerentes à diversidade de opinião e vontade. Os tiranos, muito menos os tiranetes, não resistem à liberdade do povo, é esta a lição política do Ocidente.

  5. Deus te ouça, mas lembro também que a opinião pública é, ainda hoje, facilmente manipulável, e um pânico colectivo (como por exemplo uma corrida aos bancos) pode ter consequências imprevisíveis. As democracias modernas podem ser fortes, mas não são inexpungáveis.
    Continuava de bom grado esta conversa, mas tenho de ir para o Porto. Nada como uma francesinha na Cufra para tirar a mente dos problemas.

  6. Sem dúvida, shit happens. Mas o poder reticular também poderá ser factor de influência.

    Boa francesinha, e, se fores um bravo, afinfa-lhe com uma italiana logo a seguir.

  7. 1429 milhoes pra mais auto-estradas….FILHOS DE UMA PUTA, parem de gastar o nosso dinheiro, vao arruinar este pais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.