Aquele momento em que

Aquele momento em que estou a ouvir Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal, despejar a mais funda indignação contra quem trouxe a doença de Laura Ferreira para o combate político a propósito da viagem a Cabo Verde, sem nunca nomear o alvo ou alvos do seu nojo, e depois a ouvi-la recusar-se comentar o tratamento da mesma situação de doença na biografia de Passos Coelho lançada em período eleitoral, por fim a ouvi-la passados minutos a dizer que Passos é um político que cultiva a imagem de português de classe média para obter ganhos eleitorais, é um momento de iluminação sobre a dinâmica das emoções na deformação cognitiva.

Não só o que está em causa não remete para a decisão pessoal de aparecer em público com sinais visíveis do tratamento oncológico, como o que está em causa ficou ainda mais reforçado com a exploração hipócrita que os direitolas fizeram da denúncia de objectiva manipulação política. Porque se fez, faz e fará aproveitamento político da doença do cônjuge do primeiro-ministro. Quem trouxe a doença para a esfera mediática, logo política pelo contexto das suas responsabilidades, foi Passos Coelho. E quem decide fazer uma parangona com a sua mulher rodeada de três ministros não está a dar uma informação acerca da pessoa Laura e do modo como lida com a sua doença. Há nisto uma outra doença, moral, que torna o espaço público infecto e que atinge até aqueles que pareciam imunes.

21 thoughts on “Aquele momento em que”

  1. Ah! O pensamento ziguezagueante da pluma caprichosa! A Clarinha, mais uma vez dá razão ao O’Neill. Está onde não devia estar, fala do que não devia falar, opina quando apenas devia concluir. Desconfio que se apaixonou por si mesma, se encanta com o som da própria voz e, ultimamente, tem-se arvorado em grilo falante do burguês tuga.
    Para lá dos odiozinhos de estimação o que será que a faz mover? Quem sabe?

  2. Inté parece a ISATELL MOREIA, num é? …ó TATAS…mas com um pouquinho mais de classe televisiva, num sei, digo eu de que.

  3. SOLUÇÃO: MULHERES COM PROBLEMAS ONCOLÓGICOS! NUNCA APAREÇAM, ENTÃO. FICAI EM CASA. DEFINHAI EM CASA. SE TIVERDES UM PARCEIRO COMO POLÍTICO E/OU PULHÍTICO EM TEMPO DE ELEIÇÕES, CORREIS O RISCO DE SERDES ASSOCIADA A CAMPANHA «DE PENA» e de «INTERESSE» PELOS ILUSTRES PENSADORES PORTUGUESES – SIM OS MESMOS QUE AJUDAM NA CONTÍNUA TRANSFORMAÇÃO DO PAÍS NUM COVIL DE MEDIOCRIDADE, LAVAGEM DE INFLUÊNCIAS, ARQUIVO DE CUNHAS, ENRIQUECIMENTOS ILÍCITOS E OUTROS TEMAS ASSIM.

    O esterco continua à solta, com PEIXEIRAS a falar em nome das MULHERES, furiosas na sua frustração, culpando o mundo por NUNCA TEREM TIDO UMA BOA QUECA. A FERREIRA ALVES é mais outro palito pintado andante que se estimula no meio de um conjunto de papalvos que ATÉ TÊM quem os oiça…

  4. É mais do que evidente que a Clara Ferreira Alves só, aparentemente,
    é que não faz o que a direita quer! Ela faz parte da primeira linha do
    Balsemão por isso, disse mal do Sócrates, disse mal do Seguro e, está
    fazer o mesmo com António Costa, procura dar um ar de independência
    nas suas intervenções, “arranhando” quem quer promover no caso, o
    Passos Láparo … como dizia o Jornalista, é uma estipêndiada !!!

  5. AMADOS,

    Hoje é domingo. Rezemos pelos descrentes e por aqueles que não sabem nem o que dizem nem o que fazem – dizemos, em linguagem terrena, que são malucos. Nesse rol, o já altamente comprovado maluquinho do PASTO PRUNES. Acerta a medicação, pequenote, e continua a instalar a dentadura nesse rabo, pois a buraca é maior do que se presumia e continua a deixar saír – ininterruptamente – a trampa ( que o personagem tem vindo a verberar por aqui).

  6. Cegueta
    Deixa ficar o teu comentário

    Mouverrender daixntaixs. Endernfinixaix venderlaixmender nouver rendertouver. Pouverdenders sendermprender rendercouverrrenderr aixouver vinixdraixcenderinixrouver caixrvaixlhinixdouver.

  7. Mover as dentaduras. E no fim vender o leite sem ver nem achar rendimentos. Pois verás ”ende” (vocábulo extracto do léxico dos cronistas medievais) que se o prenderes rente à couve verás o vinho acender o rastilho, etcetera e tal ??? caralho?

    Entendido Ferreira. Vou já aprovisionar. Parto os cornos ao cegueta por mim e por ti.

  8. Mas este post é sobre a Clara Ferreira Alves.
    Gamelas!!!!
    Tu não tinhas recebido também a Clara em Nova Iorque? Ou fui eu que, na altura, percebi mal a história?

  9. ‘’Agora, nos trabalhos mais mal pagos, vêem-se mexicanos, peruanos, bolivianos, venezuelanos e outros sul-americanos, como dantes se viam afegãos ou paquistaneses, árabes ou malaios, chineses ou italianos. Ou portugueses, de reconhecida competência e probidade como mordomos exclusivos ou corretores da bolsa, tanto faz.
    (…)
    No meio do pavor financeiro e da derrocada, a cidade continua igual, com o consumo no topo, com a agitação nas lojas que saldam produtos todo o tempo. os que acham que o capitalismo liberal morreu aqui enganam-se sobre o poder desta economia, que gerou a maior riqueza de que há memória, para se renovar e para sobreviver. Esta é a regra americana. Mas nada será como dantes. A Nova Iorque que eu conheci da primeira vez, no final dos anos 70, era uma metrópole infinitamente mais pobre e habitada com gente mais miserável. Houve ganância e “hubris”, mas também houve prosperidade e igualdade. Os pedintes juncavam os passeios, onde estão eles hoje? Os que decretam a morte de Wall Street com tanto gozo deviam lembrar-se disto. A cidade continua a sua marcha à procura do dia seguinte, apenas do dia seguinte, sem amanhã que canta. Um novo capitalismo pode emergir desta crise, mais consciencioso, mais criativo, menos egoísta. Mas, com todos os seus defeitos, este ainda é o lugar onde todos gostaríamos de viver. Ou de ter vivido. A nossa rapsódia de Gershwin, o som que é a síntese romântica da cacofonia de Manhattan.’’
    Clara FA, EXPRESSO, 2008.

    http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_clara_ferreira_alves/new-york-new-york=f413508

  10. Acho que o Passos tem o mesmo direito a tentar aproveitar-se da situação que um pobre que vi há dias a pedir nuns semáforos mostrando um coto aleijado com a mangá muito arregaçada. Ou uma mulherzinha com uma criancinha muito ranhosa ao colo. Ambos podiam mostrar um pouco mais de decoro. Mas não teriam o mesmo resultado…

  11. MANEL PORCARIA PRUNES, a diferença entre ti e o teu derivado 45 ( e outros do mesmo jaez) é nenhuma, pá. As moscas não diferenciam, ó fariseu.

    Continuas com o rabo desdentado, a trampa jorra e enterra-te. Intoxica-te, pá.

  12. FARISEU. HEREGE. Intoxica-te pá. É só contorceres-te pá, e o resto acontece naturalmente. Tu consegues. Já com essa bocarra na BURACA desdentada!

  13. confesso que em muitos anos de vida,nunca vi um doente oncológica de cabeça descoberta na rua.tinha que ser a mulher do vigarista de massamá e logo em altura de eleiçoes.onde chega a falta de pudor.quanto à clara ferreira alves,subscrevo as palavras na integra de jmadeira.é uma mulher ao serviço nas alturas certas de pinto balsemão e da direita.

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