Aprender com o Sporting

O futebol é um laboratório de psicossociologia das organizações. Na aparência apenas uma actividade lúdica, na realidade a tentativa de dominar a complexidade dos grupos na produção de bens e serviços. Visto assim, cada jogo é uma aula com ensinamentos que podemos aplicar noutras áreas da actividade humana. Contra o Rio Ave, o Sporting ofereceu três lições:

Um indivíduo pode condicionar o destino de todo o grupo. Foi o que provou Caicedo quando se recusou a marcar o golo da vitória. Qualquer outro jogador teria chutado a bola para dentro de uma baliza que estava escancarada a 1 metro de distância. Não Caicedo, que optou por manifestar o seu desagrado face ao actual comando técnico da equipa, assim repetindo o protesto que já tinha exibido no jogo com o Marítimo.

O sucesso está nos detalhes. A evidência é a de que João Moutinho está a ser desperdiçado como médio direito, quando o seu potencial de abertura e distribuição de jogo pede que jogue a médio defensivo. Depois a questão de saber onde jogaria Veloso, ou sequer se jogaria, não passaria de um detalhe.

Uma organização depende dos seus princípios para se desenvolver. Por princípio, Vukcevic não deve ser substituído em caso algum, mesmo que se lesione. Porque a qualquer momento fará uma jogada genial. No caso de ser substituído ao intervalo, e logo por uma nulidade indescritível chamada Angulo, a violação dos princípios atinge foros de escândalo ético.

Estas foram as lições que uma equipa de meio da tabela ofertou no campo do Rio Ave. Novos ensinamentos esperam o estudioso do trabalho colectivo caso continue a seguir o Sporting, com especial enfoque na temática da reengenharia.

9 thoughts on “Aprender com o Sporting”

  1. Olha Val o Caicedo pode ser muito mau a jogar com os pés mas o vosso presidente consegue ser pior a jogar com a cabeça.Só lhe falta falar de escutas ;))

  2. Até acho que o Sporting desta vez jogou melhor. Mais rápido, futebol mais rasgado a todo o terreno, mesmo com 10 lutou pela vitória. Muito longe de estar bem, notei diferenças para melhor. Agora que o Paulo saíu, os críticos deviam fazer uma trégua para ver se a coisa muda.

  3. Na minha opinião o José Eduardo Bettencourt devia provocar novas eleições e voltar a recandidatar-se e sobre isto não tenho qualquer dúvida… este problema ou morre ou fica doente e para morrer tem de haver novas eleições!

  4. Isto já não vai com «aspirinas» porque é mesmo um cancro. O PB ao colocar o delírio e a alucinação na ordem do dia, todos os dias, escolhendo para jogar os que «treinam» bem e não os que jogam bem no domingo anterior, vriou o cancro. O que fez ao guarda-redes da Sérvia, ao Adrien, ao Yannick, ao Vukcevic, ao Pereirinha, é simplesmente pavoroso. Tirar um jogador da equipa no domingo seguinte a uma exibição brilhante não é incompetência – é sadismo doentio.

  5. Caro Valupi,
    O problema é que, não sei o que lhes deu a beber PB, os jogadores estão todos apanhados da cabeça. Eles só olham para a bola. Eles não jogam com niguém da equipa. Eles não se desmarcam para receber a bola. Eles não correm para a baliza aversária. Eles não passam a bola, chutam a bola. Eles chutam para onde estão virados. Eles têm sempre de parar a bola e fazer fintas onde se fintam a sí próprios. Eles não correm pelos espaços vazios, marram contra os adverarios. Eles já têm medo da bola.
    O Grave é que os jogadores estão parados no campo, sem se aperceber disso, porque têm a mente paralizada. Os jogadores estão passando uma fase de inimputabilidade.
    O que será que PB lhes deu que lhes provocou uma lobotomia (ou como se diz àquilo do Egas Moniz)?

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