Ângela Silva explica

«Marcelo Rebelo de Sousa não vai ceder à pressão dos que lhe pedem um Governo de salvação nacional. Reeleito há apenas 15 dias, o Presidente da República tem ouvido ex-governantes e comentadores a defenderem que o atual Executivo já não serve para gerir a crise e que deve ser o Presidente a impor outra solução governativa. Mas Marcelo, além de avesso a Governos de iniciativa presidencial, entende que compete a António Costa gerir a pandemia e não vai deixar que haja crises políticas que interrompam este ciclo sem que se perspetivem alternativas de poder.

A sua convicção é que só depois das autárquicas de outubro se entrará num novo tempo político, com eventual clarificação das lideranças à direita, nomeadamente no PSD, onde a dúvida é quem levará o partido às legislativas, se será Rui Rio ou um regressado Pedro Passos Coelho. Também por isso, o Presidente quer dar tempo para perceber melhor com que solução diferente do Executivo socialista poderá o país contar.

Sem abrir totalmente o jogo, Marcelo disse o essencial na primeira entrevista que deu após reeleito, a Ricardo Araújo Pereira, na SIC, onde em registo humorístico passou a mensagem para dentro e para fora do Governo. “A minha ideia não é que o Governo caia, é que o Governo responda à crise, que enfrente a pandemia”, afirmou. E deixando claro que a sua relação com o primeiro-ministro “é uma relação institucional que pode ter momentos afetivos, mas não uma relação afetiva que pode ter momentos institucionais”, o Presidente explicou o essencial do seu plano de médio prazo: maior exigência e vigilância com o Governo.»

Ângela Silva

🎙️

Invejo a jornalista Ângela Silva. Para além de nunca lhe ter faltado trabalho, como o currículo exibe e se saúda, estabilizou numa função que adivinho descansada e juvenil: ser pé de microfone dos Presidentes da República que sejam de direita. Este destino profissional, por si mesmo, é interessante pois a cada leva direitola na Presidência ela fica com a certeza de ter mais 10 anos de ocupação laboral garantida. Mas o que eleva o interesse para algo já tangente ao fascínio é o talento para reduzir a política nacional a um teatro infantil onde o Presidente da República acumula com ser Presidente dos Conselhos aos Ministros. E daí vermos, quando os ingratos badamecos não aceitam as sábias sugestões belenenses, a nossa jornalista a rapidamente despachar no Expresso o devido responso à criançada, onde ela mostra quem é que realmente manda na choldra. Recomendo vivamente qualquer passagem da sua autoria onde entrem os nomes “Marcelo” e “Costa”, pois as sessões de tautau do primeiro ao segundo são neste especialíssimo tipo de “jornalismo” espectáculo inevitável e mui pedagógico.

No exemplo acima, temos direito a levar com a assombrosa revelação de que Marcelo Rebelo de Sousa é “avesso a Governos de iniciativa presidencial“; ou seja, que não simpatiza, não curte da ideia. Por incalculável sorte nossa, temos de acrescentar, pois calhando o homem achar graça à coisa já a teria há muito posto em acção e repetido as vezes que lhe desse na gana. Para quê estar à espera dos resultados das eleições legislativas, e depois de eventuais e complicadas negociações entre partidos, só para acabar a ter de reunir semanalmente com um primeiro-ministro socialista que está convencido de ter o direito constitucional de formar Governo e governar com plena legitimidade parlamentar e autonomia executiva? Quer-se dizer, para além da perda de tempo e do gasto financeiro, é um absurdo funcional quando comparado com a alternativa que gente iluminada como Villaverde Cabral, Sousa Tavares e Santana Lopes propõem: deixar um só indivíduo tratar do problema e escolher a sua gente, a verdadeira gente séria que sabe muito bem do que os portugueses precisam.

E há mais, estamos perante “jornalismo” que humilha a concorrência pela sua generosidade para connosco, burros do caralho. A Dona Ângela serve a papinha morna e pronta a papar: Marcelo prefere que Costa se esbardalhe todo na pandemia e que, no entretanto, Rui Rio perceba que está na altura de fazer as malas e deixar a sede da Lapa limpa e arejada para receber de novo Pedro Sebastião Coelho, altura em que sim, com Costa esturricado e o PSD pronto para o assalto, o Presidente da República carregará num botão e teremos finalmente um Governo de iniciativa presidencial, prontos. Como é que sabemos ser exactamente assim o autêntico pensamento de Marcelo? A incansável jornalista explica com paciência de santa, lembrando que o Presidente da República escolheu um programa de humor para transmitir o “essencial” acerca do futuro político do País: “em registo humorístico passou a mensagem para dentro e para fora do Governo“. É para este serviço à Grei que Ricardo Araújo Pereira também serve, quando não nos deixa a rebentar de rir com as suas declarações de voto no PCP – isto, dar palco a um Presidente da República que, coitado, sem o baixo patrocínio de um cómico corre agora o risco de ninguém o levar a sério.

47 thoughts on “Ângela Silva explica”

  1. De acordo, Valupi.
    Só há, a meu ver, um erro sistematicamente cometido nas repetidas análises do confronto Marcelo/Costa.
    Primeiro quando se diz que o só o presidente “ajudou” o Governo. Ora, Costa teve muitas vezes de afivelar a máscara sorridente para aguentar golpes de Marcelo. E a imagem das boas relações institucionais resumia-se: ao menos “este não é o Cavaco”.
    Depois, se o presidente é culto, ágil (e florentino), Costa é experiente, resiliente e capaz de perseguir o objetivo maior, pondo de parte as bicadas. Marcelo também desde sempre percebeu que Costa vale mais sozinho do que os Rios, Passos e todos os outros juntos.
    Finalmente. Há cinco anos, Marcelo não disse solenemente que não haveria “porta-voz de Belém”? Que ninguém falaria pela sua boca?

  2. O jornalismo – com grande relevância para os insignes comentadores -, praticamente e sem qualquer exceção, tem andado ao colo do Presidente da República e este, como é sabidola e da família, responde do mesmo modo: pose acompanhado de um discurso apaziguador e de homem de estado, consolidando, de resto, uma apetência dos portugueses por quem não gosta de levantar ondas, crises políticas. Eu ainda gostava de saber o que é uma crise política na cabeça do Presidente da República. Será algo parecido com o que se está a passar na Itália ou na Holanda? Eu chamo a isso outra coisa.

  3. 1. Do que a maioria dos eleitores está farta, é deste Regime Abrilista que nos governa há 47 anos. Já não há pachorra.
    2. O Abrilismo é a falsa opção, que reproduz a contínua oscilação binária isomorficamente inversa e opositiva entre PS e PSD (e respectivas muletas).
    3. São ambos culpados, em quantidade igual. Seja no Estado central, seja no Estado Autárquico, seja nas empresas públicas do Estado, seja nas grandes empresas privadas da energia, telecomunicações e outras, seja na TAP, RTP, PPP’s, etc. Ou nas grandes fraudes económicas, como o BPP, BPN, etc….
    4. E por aí a fora, num incontável rosário de corrupção, compadrio e ilicitude … Responsável por, em 47 anos de Regime Abrilista, em sucessivas bancarrotas e pedinchas ao FMI e U.E, terem acumulado uma Dívida, que os jovens e seus filhos terão de pagar o resto das suas vidas.
    5. O Abrilismo é um esquerdismo, que inventou o conceito de direita que o PSD perfilha.

  4. Na minha ingenuidade pergunto mas porque é preciso um Governo de Salvação Nacional? A força querem apear um governo eleito e que neste momento gere uma crise não politicamente criada e que , de novo por ingenuidade, julgo atingir os mínimos necessários para levar esta situação a bom porto. O PSD partido está convencido que é a altura de ir ao pote acha que o PS está fragilizado . Pois está mas não é por má governação é por ter de gerir tal como todos os outros governos um assédio a estrutura social do país que faz tremer a saúde dos cidadãos e por aí abala o respectivo equilíbrio econômico e social.

  5. Por acaso vi, antes deste, o seguinte post do blogue DER TERRORIST:
    https://derterrorist.blogs.sapo.pt/bazucas-e-juntas-de-salvacao-nacional-4442053
    O texto desse post é o seguinte, como poderão verificar no link acima:
    “Agora que se avizinha a mui badalada bazuca europeia de ataque à Covid saem dos buracos aos magotes a clamar por um Governo de Salvação Nacional que é como quem diz um governo de salvação dos bolsos de amigos e clientes partidários arredados que estão da ida ao pote. A bondade patrioteira do bloco central dos interesses é uma coisa de bradar aos céus.”
    ManuCTorres

  6. e prontos já chegaram ao teu blog Val… os cheganos…

    Ah granda maluco sapinho “num incontável rosário de corrupção, compadrio e ilicitude”, pois todos sabemos que antes de 1974 era tudo gente de bem!

  7. «Do que a maioria dos eleitores está farta, é deste Regime Abrilista que nos governa há 47 anos. Já não há pachorra»

    é uma chatice, a porra da democracia, em que a maioria continua a votar neste regime. para dizer que está farta?!
    de facto, já não há pachorra.
    ~
    não vale a pena perder tempo a ler estes jornalistas/jornais. assim se explica o declínio na venda de jornais: o cidadão dispensa quem quer pensar por ele, como se fosse ele.

  8. FG, concordo: as “ajudas” de Marcelo ao Governo, se julgadas pela sua apetência pela decapitação de ministros ao sabor da frustração e raiva da direita e sua indústria da calúnia, são uma balela.

    Embora não saibamos o que se passa na privacidade, quiçá intimidade, das relações institucionais com Costa, podemos constatar que Marcelo sempre quis garantir a reeleição com os votos dos socialistas e que se divertiu a brincar aos golpistas para entreter os broncos, nada mais lhe restando para fazer à luz da Constituição e do mero bom senso no 1º mandato.

    Agora, no começo do 2º, veio com esta cagada de responder aos taralhoucos do “Governo de salvação nacional” só para fornecer aquilo que a nossa Ângela é especialista em despachar: conversa da treta sobre a superioridade de Marcelo sobre os bandalhos socialistas em S. Bento.

    Dada a sua indelével apetência circense, fica a curiosidade de saber se passará disto e violará, como Cavaco violou, o Estado de direito e o seu juramento constitucional.
    __

    José Eduardo Firmino Ricardo, exactissimamente.

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    MCtorres, claro. A fomeca é sempre atrevida.

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    jpferra, antes perderem o seu tempo aqui do que a conduzirem ou a passearem na rua onde sabe-se lá que tipo de acidentes causariam.

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    rui, sem dúvida.

  9. 1. Chegámos? Totalmente de acordo…
    2. Neste debate, chegámos ao local-crucial. Ao ponto-de-partida, capaz de nos permitir construir o Futuro e a Mudança.
    3. Ou seja:
    3.1. Sendo a “natureza humana” uma «estrutura», que não somos (ainda) capazes de mudar…
    3.2. Sendo essa «estrutura» (no caso da Política), uma «oscilação binária e opositiva isomorficamente inversa e simétrica entre dois pólos». Isto é, sendo a isso (a essa simetria reguladora do Social, que a Natureza criou) a que chamo «Regime» (sejam quais forem os nomes dados aos anteriores, ao actual, e aos posteriores) …
    3.3. Então, ficamos a saber como orientar o nosso comportamento, mesmo não sabendo quais são os protagonistas que vão ocupar esses papéis na peça («estrutura»).
    4. Se, tivéssemos aprendido alguma coisa com o Passado, e daí tirássemos o critério para prosseguirmos. Isto é, para evoluirmos em complexidade e maturidade. Não ficaríamos outra vez nesse atraso, de encararmos a Mudança como uma guerra necessariamente fratricida entre nós.
    5. Aceitaríamos isso, como uma transformação necessária à melhoria, do que fomos capazes de fazer no actual Regime Abrilista (47 anos). Até, quiçá, uma melhoria para nos dar uma probabilidade de sobrevivermos e evoluirmos.
    5.1. Aceitaríamos isso, não como uma guerra, entre este e aquele, entre isto e aquilo, etc….
    5.2. Ou seja, aceitaríamos que era inevitável essa tensão, entre os pólos opositivos dessa «estrutura» (de que são feitos todos os Regimes). E não nos começávamos a chamar “fascistas”, “extremistas”, “estúpidos”, “ignorantes”, “bandidos”, “anti-democráticos”, etc., … uns aos outros.
    6. Chegámos aqui. E até podemos projectar, o que vai acontecer nos próximos 10 anos…
    6.1. A geração que fez o 25Abril74 já faleceu toda, ou quase toda. O actual Presidente da República, o líder do PS e o do PSD têm «70 anos». A geração dos seus netos enfrenta uma difícil herança para conseguir viver com conforto e prosperidade. E vai querer tomar nas suas mãos os destinos do País. E olha para esses líderes como “velhos”.
    6.2. Logo, estão criadas as condições para a Mudança. Não tanto por causa de uma questão ideológica, entre «esquerda ou direita», «liberalismo ou socialismo», «pretos ou brancos», «bons ou maus», etc.. Mas, por causa dessa «estrutura» inscrita na natureza humana.
    6.3. Logo, o que vai acontecer são duas batalhas e uma guerra. Que vão ser a história do próximo Regime, tal como foram a deste, e de todos os outros.
    6.4. Duas batalhas, por quem conquistará um dos pólos dessa «oscilação binária e opositiva isomorficamente inversa e simétrica» (agora, no Regime Abrilista, é entre António Costa e Rui Rio). E uma guerra, entre os líderes que conquistarão o poder em cada um desses dois pólos (agora, no Regime Abrilista, é entre PSD e PS).
    7. Perguntarão, … E, quais são as premissas, concepções e projectos desses dois novos líderes desconhecidos, e desse novo Regime?
    7.1. A resposta também está na lição que aprendemos do Passado, sobre a natureza humana e a Sociedade.
    7.2. Esse conteúdo ideológico e programático forjar-se-á através da força de três vectores.
    7.3. Um vector, constituído pela «escolha dos Eleitores» (o número de votos que dará a cada um dos lados). E os outros dois vectores, pela capacidade de cada líder dos dois pólos da oscilação convencerem (interna e externamente) os eleitores a darem-lhes os votos para conquistarem o poder.
    7.4. É nesse caminho de tensão e dinâmica, feito pelas frases e formulações discursivas mais eficazes e capazes de ganharem mais votos, que surgirá esse novo conteúdo ideológico e programático.
    7.5. Portanto, não sabemos qual vai ser, mas sabemos como vai ser.
    8. E há ainda duas outras coisas, que sabemos antecipadamente, por causa da lição do Passado e da tal inércia da natureza humana.
    8.1. A primeira coisa, é que, os que mais beneficiam do actual Regime (objectiva e subjectivamente), e os «mais velhos» (aqueles que na metáfora, representam o papel de “velhos do Restelo”), serão uma força de inércia e resistência. E, aqueles que têm muitos anos de vida à frente, e beneficiam menos do actual Regime, Abrilista serão a força de disrrupção e ruptura.
    8.2. A segunda coisa, porém, deixa-nos mais descansados. É um debate muito antigo entre Permanência e Mudança, entre Parménides e Heraclito, e recentemente, entre Dan Sperber e Ph. Descola.
    8.3. Dei para esse debate um contributo científico, ao discernir uma “Estrutura da Relevância”, codificada na cognição humana (na “natureza humana”). Que permite aos seres-humanos «escolher aquilo que é relevante» independentemente dos contextos sociais e interpretações conjunturais, e independentemente de não saber qual é a Verdade e a Certeza absoluta sobre as coisas e o mundo. Uma “estrutura da relevância” constituída por critérios de escolha a priori. Que, desde a célula eucaryote, permitiu codificar a relevância a transmitir às gerações seguintes através do ADN.
    8.3. Portanto, a natureza humana precaveu-se a tempo, sobre as consequências nefastas e fatais resultantes de uma ideologia assente na Liberdade total, ou no relativismo radical.
    8.4. A simetria, que observamos naquele modelo de «oscilação binária e opositiva isomorficamente inversa e simétrica» (e em todos os Regimes Políticos), é o processo que a Natureza criou para regular a desordem e o caos. Os desvarios discursivos e os disparates que se escrevem nestes comentários. Uma coisa, que já Aristóteles tinha tentado com o “Organon”.
    9. Em suma, se fossemos inteligentes, e humildes em relação à lição que o Passado nos oferece, poderíamos encarar esta Mudança como um processo de transformação de nós próprios e do modo como gerimos Portugal. Em vez de nos atacarmos uns aos outros, como animais.
    10. Chegámos, enfim…

  10. O Tirolês e o Profeta;
    Há uns anos tivemos aqui a comentar um taralhouco que escrevia em Tirolês.
    Agora “chegou” um Profeta (Alemão subsidiado pelo SAP?) a escrever salmos bíblicos em Engatatês.
    Mas porque carga de água é que temos que levar com esta gente?

  11. “8.2. A segunda coisa, porém, deixa-nos mais descansados. É um debate muito antigo entre Permanência e Mudança, entre Parménides e Heraclito, e recentemente, entre Dan Sperber e Ph. Descola.”

    os açorianos já descobriram a diferença, custa mais 2 milhões ano e 20 tachos adicionais, fora o que não foi orçamentado.

    “10. Chegámos, enfim…”

    chegaram ao fim.
    os 11,9% não cobrem as perdas dos partidos de direita. acabou o prazo de inutilidade da oscilação binária e opositiva isomorficamente inversa e simétrica entre dois pólos, volta prá casota.

  12. Tanto medo da Mudança?
    Como se o modo do Regime Abrilista (47 anos) governar Portugal vos orgulhasse.
    Não querem um País e uma Nação melhores?
    Como se vos tivessem posto uma cassete no cérebro. E deixassem de ter ambição, de falarem pela vossa própria voz.
    Disseram-vos para serem de direita ou de esquerda. Para rezarem ao Abrilismo. E vocês submeteram-se a essa voz alheia, prescindindo da vossa.
    Não chega?

  13. Não sei se deu para perceber, tanto à ilustre cronista/jornalista como aqui aos comentadores é que aqui, precisamente neste burgo, não é permito governos de “iniciativa presidencial”. O sistema político português é parlamentar e não presidencialista, nem sequer semi. Mesmo que o comentador mor do reino o quisesse, nunca poderia levar a sua ávante pois não é permitido pela Constituição da República Portuguesa. Espero que não seja necessário fazer um desenho !

  14. Mas não é o Ventura, quer Governos Presidenciais, prescindindo dos Primeiros-Ministros?
    Não é isso, que está no seu Programa?
    Agora, discutem o que ele quer?
    O que estão desejosos, e nem às paredes confessam, é que ele chegue…

  15. “Tanto medo da Mudança?”

    qual mudança? a que fizeram nos açores? acabar com o rsi, aumentar despesas e tachos da coligação em funções

    “Como se o modo do Regime Abrilista (47 anos) governar Portugal vos orgulhasse.”

    tás com sódades da mocidade portuguesa, legião, pide, censura, aljube, caxias, união nacional e guerra colonial? só o desaparecimento dessa merda paga todas as asneiras que possam ter sido feitas e tenho muito orgulho nisso.

    “Não querem um País e uma Nação melhores?”

    só quero um país melhor e livre de gajos como tu. a nação podes meter no cu.

    “Como se vos tivessem posto uma cassete no cérebro. E deixassem de ter ambição, de falarem pela vossa própria voz.”

    k7 é coisa do tempo das “conversas em família” e ninguém ambiciona ser ventríloquo do caetano.

    “Disseram-vos para serem de direita ou de esquerda. Para rezarem ao Abrilismo. E vocês submeteram-se a essa voz alheia, prescindindo da vossa.”

    repetição do § anterior, agora em modo iurd

    “Não chega?”

    o original é um aldrabão e as cópias são uma cambada de grunhos (“fascistas”, “extremistas”, “estúpidos”, “ignorantes”, “bandidos”, “anti-democráticos”)

  16. “Os «governos de iniciativa presidencial» não são nem impedidos pela Constituição da República Portuguesa de 1976 (doravante CRP 1976)…”
    https://apps.uc.pt/mypage/files/pveiga/1552

    o que não é permitido é dissolver o parlamento durante 6 meses após eleição ou reeleição, o que atira convenientemente com a possibilidade para depois das próximas autárquicas.

  17. Para os que nos criticam aqui, dizemos:
    1. Sim, mostrais que tendes medo da Mudança.
    2. Falais do RSI. Ora aí está um bom exemplo, da incompetência do Regime Abrilista.
    2.1. Então, ao fim de 47 anos, o que propõem às Pessoas é continuar-lhes a dar esmola?
    2.2. Apostar no RSI não é um acto político miserabilista, injusto e xenófobo?
    2.3. Apostar no RSI não é promover a discriminação, em vez da inclusão?
    2.4 Apostar no RSI não é contribuir para ilicitude, em vez da solidariedade e da partilha?
    2.5. Apostar no RSI não é destruir centenas de vidas de raparigas e mulheres que, à conta dessa falta de integração, lhes é vedado o ensino e a escola por aqueles que gerem o RSI nas casas delas? É essa violência calada e silenciosa que elas têm de aguentar que, Vocês, lhes oferecem?
    3. É este esbulho anti-democrático que, Vocês, querem continuar a ser cúmplices? Já não vos chegou 47 anos de incapacidade?
    4. O que nós queremos para o futuro de Portugal é, que essas Pessoas todas — sem discriminação nem excepção, seja por causa da cor-de-pele, da proveniência cultural ou étnica, do género, ou das opções religiosas e étnicas — sejam iguais perante a Justiça e perante as oportunidades. Não queremos os guetos que, Vocês, estão a promover.
    5. Não queremos para o futuro de Portugal a política covarde, xenófoba e discriminatória e não-inclusiva que, Vocês, gestores do Regime Abrilista, andaram cá a fazer durante 47 anos, impunemente e sem contraditório.
    6. Com o RSI, Vocês, destruíram centenas de vidas a raparigas e mulheres. E continuam aqui, todos contentes, de flor à lapela, cantando e rindo. Acusando os Outros, daquilo que vocês são.
    7. Iremos-vos derrotar em eleições livres e democráticas. Não precisamos de vir pela calada da noite, com chaimites, para fugir ao escrutino eleitoral do Povo. Não precisamos de assaltar a RTP e os meios de comunicação social para pôr lá os nossos simpatizantes, como vocês fizeram. Fá-lo-emos, sob o estrito cumprimento da actual Lei e Justiça democrática.
    8. Não tendes qualquer moralidade ou ética. Não sois exemplo de nada. Sois a corrupção, compadrio, dívida, ilicitude e precariedade, que bem vimos durante estes últimos 47 anos da vossa governação.
    8. Já não chega?

  18. Valha-nos a Virgem Santíssima que o batráquio não sabe onde pôr nem para que servem vírgulas. Acreditará ele que representam espermatozóides em crawl de costas, devido à forma? Vá-se lá saber. O que se sabe é que, talvez convencido de que abundância subliminar de esperma lhe viriliza as paneleirices saudosistas, polvilha a diarreia com colheradas delas, ao sabor do vento, onde caem é onde ficam, com o critério com que preenche boletins de totoloto. Pobre batráquio, dormiu o tempo todo nas aulas de Português e agora, na missão evangelizadora confrangedoramente burra que a si próprio atribuiu, nem se dá conta da triste figura que faz.

  19. 1. Chegámos?
    2. Pois, chegámos.
    3. Porque é que chegámos?
    4. Porque, uma das falácias em que assentam as ideologias “esquerdistas” é a crença de que o Social se sobrepõe ao Indivíduo.
    5. Esse é também, o principal erro científico da “Sociologia”. Concretamente, ao pressupor que «o Social explica o Social».
    6. É esse erro, que conduziu à ideologia do “Relativismo Cultural”, que formou os simpatizantes e militantes dos partidos de esquerda e extrema-esquerda.
    7. O erro em acreditar que cada individuo humano, dentro de si, não possui, inscrito nas suas células eucaryores constituintes, um processo de evolução (que se expressa por níveis de complexidade) independente do Contexto, do exterior/Ambiente. Logo, em parte, independente das vicissitudes e circunstâncias históricas e sociais das sucessivas épocas.
    8. É esse erro, também, que encontramos nas explicações e interpretações darwinistas e neo-darwinistas. Que conduziram a sobrevalorizar o difusionismo e os empréstimos culturais, em detrimento de uma evolução feita por níveis de complexidade, autónoma do processo de “Adaptação”.
    9. Perante o actual nível de abandono escolar e decadência da escola pública em Portugal, é bom lembrar o que Jacques Rancière escreveu, em “O Mestre Ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual” (ed. Pedago, 2010), no capítulo “Emancipação dos homens e instrução do povo”.
    — “É, pois, preciso anunciar o Ensino Universal a todos. Antes de tudo, aos pobres, sem qualquer dúvida: eles não têm outro meio de se instruírem, não podem pagar explicadores particulares, nem passar longos anos nos bancos da escola… Contudo, não é um método de pobres. É um método de seres-humanos, isto é, de inventores. Quem o empregar, quaisquer que sejam sua ciência e posição social, multiplicará os seus poderes intelectuais…. Os sábios também devem aprendê-lo… Eles só se acreditam capazes de ensinar o que sabem. Conhecemos bem essa lógica social da falsa modéstia — pela qual aquilo ao que se renuncia estabelece a solidez do que é anunciado… A ficção social vive de filas de espera e de infindáveis explicações… prometendo o progresso e a redução da desigualdade: com mais um pouco de explicações, de comissões, de relatórios e de reformas!”.
    10. É para pôr fim a este descalabro, que chegámos.

  20. é o que se chama dar pérolas a porcos .
    aproveitem e aprendam alguma coisa de antropologia , pás. normalmente paga-se para isso.

  21. o arremacho preocupado com as virgulas do facho e a iô-iô em êxtase pendular antropológico com o novo brinquedo a pilhas. só falta o deluxe bannonizar a cena e fazer disto um local de kulto chegano.

  22. Mais ou menos a propósito:

    Hoje tivemos 2 programas de opinião nas rádios ( Antena 1 e TSF) ,encomendados, para promover/lavar a imagem de Rio e do PSD.
    A estratégia, visto que a fonte do “Cóvides/SNS/vacinas” vai secando e não está a ter um sucesso retumbante, é dourar o supositório PSD.
    Reparem como todos os comentadores falam do PSD como alternativa ao governo atual sem que ninguém lhes tivesse perguntado nada (e sem se engasgarem a rir, diga-se).
    Acho que já percebi o esquema:
    Quando os ouvintes intervenientes não palpitam de acordo com a agenda, espetam logo com um comentador encartado que , com o seu cajado da credibilidade (?) orienta, de novo, os borregos no virtuoso caminho para o curral da opinião publicada/ manipulada.
    Ao contrário do que os próprios apregoam, este partido não tem programa definido, quanto mais alternativo, que permita resolver os problemas do país.
    E vem em aí o Passos. Já o andam a promover “in absentia”, como fizeram com o Cavacoiso resultando numa presidência de má memória.
    Já agora, alguém se preocupou em perguntar a esse burgesso onde é que ele gastou os 78.000.000€ que tanto insistiu que pedissemos ao FMI?
    É que, com uma crise de menores dimensões, não pagou “Lay offs”, não deu apoios nenhuns, aumentou brutalmente impostos ( lembram-se do IVA da restauração?),despediu na função pública, parou todos os projetos de obras públicas co-financiados que ainda vamos ter que executar, desinvestiu na Cultura e na Saúde públicas, mandou os jovens licenciados, médicos e enfermeiros emigrar, privatizou a TAP, os CTT, etc.
    Entretanto, além de não resolver nenhum problema estrutural e ter feito o país bater no fundo ( daí o tal mísero crescimento que tanto referem) , ainda deixou a batatas quentes da Caixa, do Banif e do Novo Banco para os Xuxas resolverem.

    Na minha modesta opinião, o problema do PSD não é o Rio ou as lutas fraticidas dos vigaristas e oportunistas que compõem este partido.

    O problema do PSD é A MEMÓRIA DOS PORTUGUESES.

  23. Perdão, ainda faltam zeros, para terem uma ideia que compare com a “bazuca” europeia total (a ser verdade) de 45.000.000.000€.

    O valor correto do FMI foi de 78.000.000.000€

    onde foi parar a guita que estivemos ( ou ainda estamos, não sei bem) a pagar com juros exorbitantes?

    Ah, já sei,não digam: Foi o Sócras que roubou.

  24. O problema do PSD é, perceber que nunca mais irá governar sem o Chega.
    Portanto, perceber que só com um líder que faça uma aliança com o Chega voltará ao governo.
    Como o Rui Rio tem medo, o PSD quer correr com ele o mais depressa possível.
    Antes que o Chega suba muito em votos.

  25. “O problema do PSD é, perceber que nunca mais irá governar sem o Chega.”

    pois e o problema do chega é não perceber que nunca irá ter os votos que o psd precisa para governar.

    “Portanto, perceber que só com um líder que faça uma aliança com o Chega voltará ao governo.”

    portanto e de acordo com a aritmética o psd não CHEGA volta ao governo e o CHEGA não CHEGA lá

    “Como o Rui Rio tem medo, o PSD quer correr com ele o mais depressa possível.”

    tem medo é de perder mais votos para uma aliança que vale zero em poder e muito em impopularidade, cada 10 que votos que saem vão 2 para o chega, 3 para abstenção e 5 para o ps.

    “Antes que o Chega suba muito em votos.”

    já subiu o que tinha de subir, agora é só a descer. já todos perceberam que não CHEGA, é curto para fazer governo. ponham anúncios nos jornais e na televisão a dizer que compram votos a € 1.000/cada pode ser que funcione como funcionou o esquema de angariação de assinaturas para legalização do partido. se forem a tribunal não há problema que o chefe da banda alinha na vossa música e nem deve haver enquadramento jurídico para compra de votos a granel se for feito através de mediador/comissionista.

  26. 1. Nesse ano de 1917 há um outro acontecimento, em Outubro, no outro lado da Europa, também ligado à fé e à crença.
    2. Nesse, o deus-comunista fez ajoelhar milhões de pessoas. E passados uns anos, assassinaram e deportaram milhões em nome desse deus-comunista.
    3. Até invadiram países europeus, tentando impôr com a força das armas essa fé aos outros.
    4. Em 2019, o Parlamento Europeu condenou esse crime comunista e estalinista, como sendo igual ao nazismo.
    5. No 25abril74, os que vieram pela calada da noite em chaimites, escreveram nas paredes de Portugal que vinham em nome dessa fé nesse deus-comunista.
    6. Portanto… É mesmo. Iremos chegar, inevitavelmente.
    Portugal merece.

  27. Afinal agora percebe-se claramente a enxurrada de falácias obscuras de índole esotérico repetidas sempre no mesmo sentido de esconder a verdadeira mensagem que SAP2i quer fazer-nos engolir; a ideologia Chega.
    Para tal mistura umas ideias filosóficas debatidas desde Platão-Sócrates como é a dialéctica histórica que permite as mudanças de ‘processo histórico’, e nos trouxe até ao que somos hoje, embrulhando a sua mensagem de “mudança” à Chega nas oposições filosóficas entre a imutabilidade de Parménides e o fluxo contínuo de Hraclito. Esquece-se, contudo, de dizer que quer um quer o outro filósofo pré-socrático contemporâneos argumentaram sábia e filosoficamente os seus argumentos o que não é o caso do nosso comentarista que os esconde sob a capa de de dois nomes (Dan Sperber e Ph. Descola) que não constam em nenhuma história da filosofia reconhecida.
    Depois mente ou inverte noções e conceitos; mente quando refere que é crença actual de que o Social se sobrepõe ao Indivíduo que não consta de qualquer ideia democrática que, precisamente, é o sistema que tenta harmonizar o social e o individual, a comunidade do contracto social com a liberdade individual; inverte noções e conceitos quando faz a apologia das oposições dialécticas para preparar a ‘mudança’ mas depois explica que ” Logo, estão criadas as condições para a Mudança. Não tanto por causa de uma questão ideológica, entre «esquerda ou direita», «liberalismo ou socialismo», «pretos ou brancos», «bons ou maus», etc.. Mas, por causa dessa «estrutura» inscrita na natureza humana.”. Ora, não cita a oposição ricos-pobres, fidalgos-servos gleba, poderosos-miseráveis, reis-súbditos, senhores-escravos que são exactamante classes sociais opostas cuja luta entre elas (a tal dialéctica histórica) levam à verdadeira mudança de avanços civilizacionais mas invoca uma “estrutura” inscrita nos humanos que é uma «oscilação binária e opositiva isomorficamente inversa e simétrica entre dois pólos», uma faláçia esotérica, provavelmente, para querer dizer acerca da velha questão filosófica de saber quem precede na determinação humana se a existência ou a consciência, o inteligível ou o sensível, o empirismo ou o mentalismo que é uma questão que se arrasta desde sempre e ainda ninguém conseguiu explicar logicamente nem com a actual filosofia analítica.
    O mesmo faz com a troca baldroca acerca do conceito darwinista da evolução; começa por explicar o erro humano de não acreditar “que cada individuo humano, dentro de si, não possui, inscrito nas suas células eucaryores(?) constituintes, um processo de evolução (que se expressa por níveis de complexidade) independente do Contexto, do exterior/Ambiente. Logo, em ‘parte’, independente das vicissitudes e circunstâncias históricas e sociais das sucessivas épocas.” e continua que tal erro é o que “encontramos nas explicações e interpretações darwinistas e neo-darwinistas. Que conduziram a sobrevalorizar o ‘difusionismo e os empréstimos culturais'(?), em detrimento de uma evolução feita por níveis de complexidade, autónoma do processo de “Adaptação”, sem perceber que é essa mesma capacidade genética de mutação de células que lhe permite o processo de Adaptação darwiniana da evolução conforme ao meio ambiente e meios de utilização.
    Depois mente descaradamente sobre o RSI quando questiona se o dito RSI não “é contribuir para ilicitude, em vez da solidariedade e da partilha?”, pelo que quer vender a ideia que retirar o dito apoio social é que “não é um acto político miserabilista, injusto e xenófobo” mas sim “promover a inclusão”.
    Toda a argumentação Chega de SAP2i é uma cartilha apologética do individualismo puro elitista, discricionário e discriminatório, contra os menos capazes para o trabalho duro e mal pago ao serviço dos empreendedores considerados os bem ‘adaptados’ para organizar e dispor do país que é de todos os portugueses: falam de Mudança como se esta só por si fosse um bem quando ao longo da luta pela emancipação e liberdade contra os tiranos houve tantas mudanças para melhor e para pior; falam dos ‘guetos’ da democracia e da inclusão dos miseráveis e abandonados quando gritam aos 4 ventos que querem meter os ciganos em campos concentracionários e o mesmo ou na prisão todos que não pensam como eles; falam de boca cheia contra a corrupção quando verdadeiramente pretendem instalar um Estado constituído, ele próprio, de leis, justiça, caridade, ética e moral corruptas.

  28. Dan Sperber e Ph. Descola são antropólogos , José. E o Estruturalismo do Lévi-Strauss é mesmo assim “esotérico”, ou demasiado abstracto -:)

  29. 1. José Neves, fala do que não sabe, e do que leu superficialmente. Para falar desses autores, e dessas opiniões, é necessário muito mais rigor e um estudo sistemático e demorado.
    2. Chama-me mentiroso. Neste Blog, é-lhe permitido isso, ofender-me e insultar-me.
    3. A mim, o Blog censurou-me, proibiu-me de publicar. Senão, mostrava os seus erros no texto das 0h43, 19/02.
    4. Até não sou do Chega. Mas acusaram-me disso, como se fosse um crime. Como se a escolha de um partido autorizado pela Justiça e pela Lei, em que votam quase 500 mil pessoas, em eleições livres e democráticas, fosse um crime. De imediato testei a honestidade democrática de quem ficou nessa histeria.
    5. O nick «fiat na virgem» às 18h53, 18/02, agride a fé de Ventura. Como se ter fé, fosse crime. Como se fosse a Inquisição ao contrário. Quem tivesse fé devesse ser queimado. Ora, perguntei, se, quereriam abolir as religiões todas. Porque todas têm por base a fé. Fui logo impedido de publicar.
    6. Perguntei se esse sectarismo, intolerável numa Democracia, não é também uma fé e uma crença numa ideologia. O Blog censurou, e não publicou.
    7. Fico a pensar se esta censura, que cheira a antigamente, não é o motivo por que o Chega tem cada vez mais votos. Esta intolerância provoca a revolta nas Pessoas. Põe-las contra o Regime Abrilista. Será que não vêem?
    8. De onde veio esta intransigência e esta atitude anti-democrática contra o Chega? O Chega já matou, assaltou, fez um golpe de estado, foi declarado ilegal?
    9. Ou então, aqui no Blog, o Chega é a desculpa para fugirem ao contraditório. Sozinhos, podem acusar à vontade, por saberem que ninguém vos contradiz? É isso?
    10. Já deixou de ser permitido escolher a opção ideológica, partidária, religiosa, social? É esse o vosso conceito de Democracia e de Liberdade de Opinião? São vocês que se dizem do Regime Abrilista?

  30. Filosofias houve e há muitas e muitos filósofos da história das ideias, desde logo alguns pré-socráticos e depois Platão, elaboraram estudos esotéricos que são análises de argumentos mágicos dada a impossibilidade de as explicar racionalmente.
    Todos os alquimistas elaboraram e trabalharam sobre ideias esotéricas e, como se sabe, também Pessoa tem obra esotérica feita e não publicada. E, também como se sabe, nenhum trabalho de ideias feitas com base em magia ou abstracções esotéricas tiveram alguma vez alguma importância para o desenvolvimento do progresso das ideias, da ciência (secundariamente) e da civilização.

  31. Mas o Jose neves sabe do que está a falar?
    Não tem vergonha?
    1. Sabe quem são Ph. Descola e Dan Sperber, onde trabalham, o que publicaram, e o que representam para a Antropologia e Sociologia? Sabe onde está publicado esse debate entre Permanência e Mudança nas suas obras?
    2. Sabe como actualmente a Ciência discute e critica o darwinismo, perante os novos dados e descobertas científicas? Diga lá, onde está o erro, à luz desses autores, alguns até «prémios Nobel»?
    3. Sabe o que pensam as raparigas e mulheres ciganas sobre o impedimento de frequentarem a escola pelos rapazes e homens da sua etnia? Já fez trabalho-de-campo numa dessas comunidades, para dizer esse disparates? Fala de cor, nunca trabalhou lá.
    4. É por causa dessa falta de qualidade crítica e científica, que a esquerda está a perder a liderança.

  32. Que medo dos meus comentários!… Sózinhos, sem escrutínio nem contraditório, acham-se grandes, e gabam-se como adolescentes.

  33. 1. Quando digo que o Regime Abrilista (47 anos) deve ser substituído, não é por despeito, ofensa, extremismo ou anti-Democracia. É por ser um Modo-de-Governar que já não consegue acrescentar valor e desenvolver Portugal.

    2. Perguntarão: QUAL É A ALTERNATIVA?

    3. A resposta está na lição que aprendemos do Passado, sobre a natureza humana e a Sociedade. E no milenar debate entre Permanência e Mudança iniciado em Parménides e Heraclito.

    4. A RESPOSTA é:
    4.1. Será sempre uma «simetria isomorficamente inversa e opositiva», comandada pela codificação eucaryote da Vida e pela “estrutura da Relevância”.
    4.2. Será sempre a mesma simetria: esquerda/direita, culpados/inocentes, certo/errado, nós/outros.
    4.3. Os novos conteúdos programáticos forjar-se-ão no «caminho do Dizer» (retórica). Forjar-se-ão num caminho de tensão dinâmica, feito pelas frases e formulações discursivas mais eficazes, capazes de ganharem mais votos. Será assim que surgirá o conteúdo ideológico e programático da Alternativa.
    4.4. A justificação Axiológica, Moral e Ética será a mesma de que em todos e quaisquer Regimes.

    5. Logo, a Alternativa será, numa parte, sempre igual à de todos os outros Regimes. Mas com pessoas e ideias diferentes.

    6. Portanto, não sabemos qual vai ser, mas sabemos como vai ser.

    7. O fim do Regime Abrilista (47 anos) não será o caos, nem o fim-do-mundo. É apenas uma Mudança, para um Portugal mais competente e próspero.

    8. E essa Mudança não é feita pelo “Social”. É feita pela acção política de Indivíduos concretos.
    Pelo “Individual” (pois são uma pequena parte da totalidade dos que compõem a Sociedade).

    9. Ora dizer: É isto que vai chegar, … é motivo para nos acusarem, ofenderam e vilipendiarem?

  34. E os que lá estavam? Também não tinham lá chegado? Não estavam instalados no mesmo sítio? Até talvez fossem uma matilha, quem sabe?

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