Anarquia do mais forte

Num blogue cujo elenco reunia actuais assessores do Governo e demais figuras dos aparelhos partidários do PSD e CDS, à mistura com arraia-miúda, podiam encontrar-se exercícios de ódio alucinado como este:

Migo! Migo!!

Há qualquer coisa de insuportavelmente repugnante naquele esganiçamento histérico com que Sócrates se vira para os congressistas berrando: ‘Está comigo todo o Partido Socialista? Vocês estão comigo??’

Livra, até o outro tarado, lá nos Parteitage de Nuremberga, berrava ‘Hinter uns kommt Deutschland!’ – e não hinter mich…

Carlos Botelho às 02:13 | comentar | partilhar | favorito

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12 comentários:

Anónimo a 9 de Abril de 2011 às 09:02

Tal como nos tempos do outro “tarado”, Portugal está a viver a sua própria fase “República de Weimar”, falido e com um Kaiser sem poderes e sem vontade. Os portugueses, tal como os antigos Weimarenses, criaram o seu próprio “tarado” e, ponho a cabeça no cepo, torná-lo-ão, ao tarado, Primeiro Ministro pela terceira vez.

Depois … depois a nossa Weimar cairá de vez e a Nazificação do regime será irremediável.

O que é inquietante é que se fazem comparações com a verdadeira Weimar, de uma forma ligeira, sem verdadeiramente acreditar que é essa situação que realmente vivemos. Expressões como “tiranete” implicam um cinismo por parte daqueles que se julgam superiores a tudo isto. Pois é altura de termos consciência de que o “tarado” não é um tiranete, mas um tirano, perigoso para Portugal e para os Portugueses … os que ainda cá moram, claro está.

Fonte

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O blogue em causa, o extinto Cachimbo de Magritte, era política e sociologicamente relevante por ser um desses espaços de acesso público onde se deixam a nu as entranhas putrefactas da actual direita partidária. O que lá se mostrava era a versão pública do que diziam uns aos outros nos almoços e na copofonia. E, certamente entre muitas caralhadas e calúnias febris, também podiam cuspir o que se lê acima: Sócrates é igual a Hitler – ou, no caso deste infeliz que assina Carlos Botelho, Sócrates consegue ser ainda pior. Para que não se pense estarmos apenas perante o espasmo canalha de um maluquinho a quem se acabaram os comprimidos, recorde-se que Catroga fez a mesma associação. Outros passarões laranja lembraram-se do Drácula e de Saddam. No fundo, estavam todos a espalhar esta sublime elucubração, uns por deboche e outros por demência: Sócrates é o Diabo.

Entretanto, o que importa reter é o comentário que por sorte ficou registado no Google. Nele se evidencia que as referências à República de Weimar, o período que antecede a instauração do nazismo, já vinham a ser feitas há muito tempo em Portugal. Apareciam como reacção espontânea ao período de crise política e económica começado em 2008, e agravado a seguir às eleições de 2009 e à queda da Grécia e Irlanda em 2010, ou como parte da retórica catastrofista de uma direita sem projecto e, por isso, decadente. Mas essa associação não é fatalmente irracional ou espúria, também pode ser legítima e frutuosa.

De facto, há diversos aspectos que parecem similares entre a situação alemã após a I Guerra Mundial e a actual situação portuguesa no contexto europeu. Os mais referidos têm sido a crise económica, o bloqueio político e a crise de valores. Sem surpresa, o discurso sobre a alteração profunda do regime, de modo a se abandonar o parlamentarismo por troca com o presidencialismo, começou a ser espalhado no espaço público por personalidades mais ou menos, e assim ou assado, ligadas a Cavaco Silva. A invocação de Weimar surgia como tentação irresistível para esses populistas encartados. Isto logo a partir de 2008, resultando da crença de que a oligarquia não conseguiria comprar ou assustar Sócrates e de que ninguém no PSD o conseguiria derrotar em eleições. Os acontecimentos de 2009, onde nem com golpadas escabrosas e inauditas que envolveram magistrados, polícias, jornalistas e a Casa Civil o conseguiram derrubar, provou à saciedade o diagnóstico. Tratava-se de um discurso que reunia fogosos artilheiros da brigada do reumático com celerados e acelerados arrivistas para quem valia tudo por ser tudo ganho para a sua deslumbrada gula, mas não passava de entretenimento despachado na indústria da política-espectáculo.

As alusões a Weimar têm continuado a ser feitas; podendo mesmo vir da esquerda, inclusive da mais inteligente e decente, e por boas razões. Continuam a ser feitas porque a crise europeia permanece tal qual como em 2010, quando a Alemanha arrastou os restantes parceiros para uma solução que só tem agravado o problema inicial – o qual é sistémico e não particular ou conjuntural. No caso português, pode-se até dizer que a memória de Weimar está renovadamente actual, dada a natureza anti-constitucional do actual Governo, a perseguida desagregação do Estado social e o indestrutível bloqueio político à esquerda. Isso reproduz, mal comparado e apenas num plano abstracto, a tripartição entre nazis (NSDAP), social-democratas (SPD) e comunistas (KPD) que moldou os principais acontecimentos na fase que acabou com a conquista do poder por Hitler. As analogias tornam-se ainda mais fáceis, e mais perturbadoras, quando se constata que a resposta de Weimar à Grande Depressão consistiu numa austeridade violenta, reduzindo salários e apoios sociais, ao mesmo tempo que se subiam taxas e preços e se favoreciam empresários e industriais. O resultado foi o aumento do desemprego e da pobreza. O rosto desta solução, chanceler Brüning, um conservador especialista em finanças, chefiava um Governo minoritário que dependia do suporte presidencial e que estava entalado entre duas ameaças totalitárias, a dos comunistas e a dos nazis. A sobrevivência parlamentar da solução dependia dos social-democratas, obrigados a um papel de garante do regime que ficou conhecido como “política de tolerância”. Numa Europa onde o fascismo ameaçava todas as democracias, o SPD aceitava um autoritarismo económica e socialmente penoso na crença de ser essa a forma de evitar que Hitler tomasse o poder.

Este o cenário para a entrada em cena de Hermann Heller, uma enorme e ampla figura que deixou obra de referência nos campos jurídico, filosófico e político. Nascido em 1891, os curtos 42 anos de vida chegaram para se tornar num dos principais teóricos da natureza e papel do Estado. A sua maturidade acompanha as sucessivas crises que marcaram a existência da República de Weimar, sendo esse o terreno e o contexto para uma reflexão prenhe de ensinamentos intemporais que concernem ao destino de todas as democracias – e, em especial neste tempo, da nossa.

Para resumir uma longuíssima história num naco legível de uma toma só, Heller confronta-se com uma Alemanha derrotada, ocupada e humilhada pelos limites à economia e à soberania impostos no Tratado de Versalhes. Para além disso, o eleitorado era inexperiente e continuava moldado por uma estrutura social tradicional, vindo de uma monarquia onde não existia sufrágio universal e não tendo ainda assimilado o que fosse a república. Este quadro gerou uma fragmentação partidária marcada por nacionalismos diversos e antagónicos. A um tal ponto que as forças políticas que subiam ao Governo ameaçavam acto contínuo mudar o regime. Não havendo um entendimento comum de qual fosse a identidade e finalidade do Estado, a consequência foi uma permanente instabilidade parlamentar. A democracia em Weimar ia perdendo a substância do acordo entre as forças políticas e foi ficando dependente dos seus processos formais para garantir uma réstia de legitimidade. Esta a grande caldeirada que originou a definhamento do parlamentarismo em Weimar e a hipertrofiação do presidencialismo. A que se seguiria a ditadura fascista.

Heller é um dos primeiros críticos do fascismo. O fascismo prometia a restauração da Europa e a verdadeira liberdade do indivíduo no seio da comunidade. Exigia o fim da “atomização” do povo por via de uma máquina estatal e a criação de um Estado forte baseado na disciplina e liderança, livre das divisões causadas pela “política partidária”. Defendia uma doutrina moral acima da segurança burguesa. Esta concepção de Estado baseava-se num irracionalismo sem fundamentação onde o indivíduo era um meio para fins sociais – fazendo Heller a mesma crítica ao marxismo, também uma doutrina onde as pessoas são sacrificadas à “verdade histórica”. Estas ideias pareciam-lhe ocas e ridículas, surgindo embrulhadas em ódio, mas encontravam eco na cultura política alemã. Os valores nacionais foram saindo da esfera da república e tornaram-se propriedade de políticas reaccionárias.

Outra, radicalmente diferente, é a concepção do Estado e da democracia a que Heller propõe. Considera que uma sociedade pluralista terá sempre conflitos, pois o Estado está enraizado na realidade social, na multiplicidade dos desejos humanos, das diferenças sociais, das crenças e opiniões divergentes. Quão maior for a democracia, mais problemático será garantir a unidade social prévia que legitima o Estado. Mas para sociedades com uma economia desenvolvida baseada na divisão do trabalho e com uma estrutura social pluralista, o único regime possível é a democracia. E as democracias não se fundamentam num conjunto inquestionável de princípios ou valores morais. Reina o pluralismo.

Daqui se parte para o corolário seguinte. Heller concebe a democracia como um regime inclusivo de todas as classes sociais e o Estado como uma força normativa que garantirá a redistribuição da riqueza e das oportunidades sociais, caminhando para um socialismo sem marxismo. O socialismo sem marxismo transforma-se num ideal ético. Implica reconhecer que as ideias e crenças não nascem de condições económicas ou de classe. Em vez do determinismo materialista, as condições de produção são influenciadas pelas atitudes, crenças, valores – as intelectuais e psicológicas condições do trabalho. O trabalhador, e o seu modo de relação com o trabalho, é também uma fonte de alteração histórica. O socialismo será uma ética cujo poder consiste na consciência de si próprio como ética. A primeira tarefa do socialismo será a de criar as bases para um Estado democrático que não oprima as liberdades individuais, mas que as contenha dentro de uma ordem política justa. As dimensões teóricas dessa tarefa são os limites e possibilidades de uma sociedade livre.

Ora, em tempos de abstracção axiológica, outrora como agora, o Estado deixa de ser fonte de confiança, o que lhe retira legitimidade e abre uma crise. Se forem tomadas decisões sem ter em conta as suas consequências concretas e os constrangimentos sociais e históricos, ou se o individual pode ser sacrificado à necessidade histórica para o progresso da luta de classes ou para a aplicação cega de soluções financeiras que destroem o tecido económico e social, então não é possível ter uma vida ética. Porque a política acontece dentro de uma irredutível realidade subjectiva cercada por constrangimentos objectivos. A multiplicidade e variedade da experiência moral é o palco ele próprio das escolhas políticas. E nesta realidade se constrói o ideal de um Estado social como uma conjugação de liberalismo individual, de acção social colectiva e de autoridade estatal.

A ponte principal para a contemporaneidade portuguesa está na sua reflexão acerca dos limites da tolerância. Em Weimar, foi esse o erro do SPD, ter aceitado oferecer uma tolerância que acabou por contribuir para o triunfo do nazismo. O pensamento de Heller conclui que há limites para a tolerância em política, e que eles correspondem ao acordo de regime que dá unidade ao Estado. Portanto, há questões onde não pode haver um meio caminho entre dois oponentes. Os compromissos possíveis devem nascer da clara definição do que seja intolerável. Só com o reconhecimento dos valores partilhados é que se pode querer negociar. Sem valores partilhados, até a discussão e a tolerância se tornam opressivos.

Em Portugal, em 2011, por causa da selvagem ganância do poder, a direita preferiu sacrificar o País, indiferente ao que iria acontecer à quase totalidade dos portugueses. Não contente, partiu para um ataque à classe média e aos pobres que já reduziu e destruiu a qualidade de vida e a segurança a milhões de pessoas. E não satisfeita, pretende ter carta branca para violar e violentar a Constituição, à boa maneira oligárquica. Para isto, esta anarquia do mais forte, não pode haver tolerância.

27 thoughts on “Anarquia do mais forte”

  1. isso que fizeste de pegar em uma ponta queimada, e inútil e de malina, e apará-la – dando-lhe consistência histórica e factual – e fazendo a ligação para a verdade putrefacta, porém manipulável pelas moscas a quem interessa a podridão, fazendo esquecer o remendo pela perfeição do raciocínio, foi excelente. isto tem de ser lido porque estou convencida de que os portugueses, grande parte, estão a ficar atrofiados da inteligência.

  2. É preciso pensar: são necessários muitos artigos como este.

    De facto, como diz, ” a retórica catastrofista de uma direita sem projecto e, por isso, decadente” é o que nos conduz a este estado crítico de consequências ainda muito incertas.

    Por termos uma direita que se afundou numa irremediável mediocridade é que ela se agarrou àquilo que achou que tinha à mão: um programa da troica para governar.

  3. val, desculpa a deriva.a direçao do grupo de teatro “seiva trupe” no porto em situaçao economica dificil,apostou no cavalo errado,para sair da crise,ao apoiar o populista filipe meneses.a revanche veio célere! o “independente de direita à força” rui moreira, já apresentou a factura, com ameaça de despejo por falta de pagamento de rendas.confesso que para começar, esta revanche não lhe fica nada bem.

  4. ignatz,é verdade,mas uma coisa é certa, como a dívida já tem barbas,foi uma vingança do ainda presidente rui rio,patrono de rui moreira.

  5. As Queridas Mães Da Minha Geração,Privilegiavam O Pó De Talco Para Nos Confortar As Virilhas No Pós Banho,Como Prevenção De Eventuais Irritações Da Pele Fruto De Algum Resíduo Liquido Esquecido Nas Ditas Partes.

    Ora,O Que Hoje Acontece,É Que Muitos Dos Estupores Que VAl,De Forma Sagas e Certeira,Retrata No Seu Texto,Andam À Muito Tempo,A Confundir Virilhas Com Narinas.

    Consequentemente,Esta Pandilha De Montes De Merda,Para Mal Dos Pecados De Todos Nós,Está À Frente Dos Destinos Deste País.E,Mal Dos Males,Parece Não Haver Nada Nem Ninguém Que Trave O Comboio Que Puseram Em Marcha E Nos Conduzirá,Fatalmente, Para O Abismo.

    Por Anda O Partido Socialista E A Sociedade Civil?(…)

  6. Post interessante

    “Isso reproduz, mal comparado e apenas num plano abstracto, a tripartição entre nazis (NSDAP), social-democratas (SPD) e comunistas (KPD)”

    Reproduz como? Onde está a tripartição e quem são os nazis (mal comparado e num plano abstracto, claro…)? Imagino que o PS seja o SPD de antanho, orgulhoso defensor das garantias constitucionais e não é difícil ver o PCP e o KPD. Agora o NSDAP não estou bem a ver, já que atribui ao Passos o papel de Brünning…

    Já agora, o ódio que a direita vomitava para cima do Sócrates (corrupto, Freeport, escuta-Belém e outras inanidades) é muito diferente das actuais acusações de fascistas, criminosos, delinquentes e vendedores de pátrias ao serviço da Troika ou da Goldman Sachs? E se não for (como não é), o que é que isso diz da cidade? O que é que isso diz da nossa direita, da nossa esquerda?

    Cumprimentos

  7. Miguel D, reproduz a tripartição das forças políticas, que no análogo português coevo leva a reconhecer que tanto o PCP como os actuais PSD e CDS de bom grado mudariam o regime, e que só o PS, e o PSD não passista, se propõe defender a actual democracia. Obviamente, é sempre arriscado fazer comparações com a Alemanha nazi ou pré-nazi por causa da contaminação irracionalista do tema. Mas não passa, neste texto e no meu pensamento, da consideração do que seja a geometria de qualquer sistema político, onde há sempre uma direita, um centro e uma esquerda. O SPD era uma força do centro-esquerda, queria o socialismo através de reformas, não da revolução e muito menos da ditadura do proletariado.

    O ódio dirigido a Sócrates era um tipo de calúnia clássica, fulanizado e escabroso, tendo visto a sua vida e dos seus familiares espiolhada e devassada. No caso do ódio dirigido aos actuais governantes, estamos a lidar com factos históricos e sociais inquestionáveis na sua realidade, onde são as interpretações relativas à sua origem e consequências que geram as intensidades emocionais. Num caso, tratou-se (e continua a tratar-se) de puro assassinato de carácter, no outro temos um combate a forças políticas, ou com efeito político, e seus representantes e cúmplices.

    Seja como for, o ódio é sempre a derrota da cidade. Trata-se de um fardo antropológico que temos de carregar e só nos resta continuarmos a educar os cidadãos para a sua redução ao mínimo possível, por um lado, e não vacilarmos quando ele nos aparece à frente, pelo outro.

  8. Fabuloso texto. É o aspira B.

    “Segundo a TSF, a análise assinada pelo representante da Comissão, o português Luiz Pessoa, defende que qualquer activismo político por parte do TC, com o chumbo de algumas medidas do OE para 2014, pode provocar um segundo pedido de resgate.”

    Parece que o segundo resgate está a ser preparado e irá mesmo acontecer. Só espero que o Seguro se comporte como secretário geral do partido socialista e não como um sacristão.

  9. Grande lençol de 7 páginas para falar de um tipo que é uma “grande referência nos campos jurídico, filosófico e político”, mas que na wikipédia alemã nem a duas páginas tem direito!
    E isto tudo para quê? Para dizer que o “socialismo democrático” é um ideal ético capaz de influenciar e determinar as condições de produção e de funcionamento da economia. Pois… Tem-se visto!
    O que tem acontecido ao longo das últimas décadas é precisamente o contrário: em Portugal (mas não só, como é evidente) o tal “ideal ético” começou por ser metido na gaveta e mais tarde foi substituido por uma coisa qualquer sem substância, “moderna” e “reformista”, e que em nada ou pouco se distingue da ideologia dominante, como diria o velhinho e “mais do que ultrapassado” Marx.
    Porque só um cínico profissional dirá que o “reformismo” dos PSs ou SPDs do século XXI tem alguma coisa que ver com o “reformismo” do SPD do início do Século XX, que, e passo a citar, “queria o socialismo através de reformas”. Também a nossa Constituição tem um preâmbulo onde é afirmada a decisão de “abrir caminho para uma sociedade socialista”, e, no entanto, o que o “reformismo” dos últimos anos mostrou é que se está a abrir caminho para uma sociedade cada vez mais “moderna” e, por isso mesmo, mais neoliberal.
    Aliás, como a própria citação nos mostra, o SPD (assim como o PS) é um partido que “queria” e que “era”, mas, como está à vista de todos, já não é nem quer. E porquê? Porque o tal “ideal ético”, em vez determinar o funcionamento do sistema económico, foi sofrendo ao longo do tempo transformações que se limitam a reflectir as alterações do funcionamento do sistema económico. O “ideal ético” tornou-se mais “moderno” e “reformou-se”, para se adaptar à economia moderna, à economia neoliberal global. Em suma, é caso para dizer e reconhecer que, de facto, “as crenças e as ideias nascem das condições económicas. Volta Marx, que estás perdoado!

  10. Está montado o palco para mais uma encenação, que servirá para iludir os néscios e os pobres de espírito sobre as causas do 2º resgate que se avizinha.

    Por via das dúvidas, o Governo alargou e aumentou o corte dos FPs, pois com a versão dos cortes sugerida pela OCDE, havia o “risco” (para o PSD!) de que passasse no TC. E assim, chegados a Junho do ano que vem, caía tudo, sem bode expiatório para culpar nem fugas à la Vítor Gaspar. Com cortes que aprofundam os que já haviam sido antes feitos, e tendo em conta a jurisdição entretanto produzida, o TC terá enorme dificuldade em não chumbar.

    Há que desmontar mais este embuste. Infelizmente, é mais um a somar a tantos outros. Para quem duvida da weimarização da política portuguesa, aqui está mais um exemplo. O poder laranja está apostado em propagar, na sociedade, a dúvida sobre a legitimidade do princípio da separação de poderes; que é, como sabemos, a razão de ser da soberania dos tribunais.

    O PSD parece-se com aqueles treinadores que perdem um jogo, por insuficiência evidente da sua equipa, mas depois aparecem na conferência de imprensa a culpar o árbitro da derrota, acusando-o de ter usado de um critério disciplinar “demasiado estrito” que “prejudicou a nossa equipa, que estava em postura defensiva”. No entanto, o árbitro aplicara imparcialmente o mesmo critério. E tinha ficado evidente que a equipa laranja perdera o jogo por retumbantes 4-0; da forma que jogara, nunca conseguiria vencer aquele adversário. Os laranjas haviam cometido demasiadas faltas, dois dos seus jogadores haviam sido expulsos e sofrera três golos sem resposta. Já nos descontos, o árbitro marcara um penalti, após falta evidente. Ainda assim, o treinador dos laranjas veio afirmar:

    — O senhor do apito deve ser cego, pois não vi falta nenhuma!

  11. não têem nada a ver com o possivel bloqueio ao porto de lisboa,mas regozigam-se com a “solidariedade” deste grupelho!

  12. tens razaõ ó “esquerda moderna! eu como não gosto de meter a cabeça na areia,tenho-te a dizer que esta deriva neoliberal (é um facto) já “atacou “cuba e coreia há 50 anos e o jeronimo de sousa e seus seguidores ainda não deram por nada.dizes algumas verdades, mas não tens autoridade moral para fazer!

  13. Gostei e deve continuar a malhar nessa escumalha que nos rouba todos os dias. Desde o PR até ao mais reles assessor todos andam a comer do pote à nossa custa.

  14. ora o mote era o campo aberto ao piorio da direita por inépcia ou inércia e falta de foco das outras “forças” e que se vê aqui na caixinha de comentários? os comunas atacam os socialistas, os socialistas e simpatizantes atacam a cgtp e o mote…foi-se. muito weimariano…

    (ignatz, já pensaste bem como vais chegar ao ginjal e voltar de lá ? o melhor é ir de barquinho, filho, que aquilo deve estar um horror de trânsito parado e assim não podes contribuir para reduzir o prejuízo da ponte…)

  15. ó homem não te metas na soflusa que vais parar ao barreiro, aquilo deve estar cheio de camaradas a reunir-se ou de saída. vai antes pela transtejo com direcção a cacilhas, agora vê lá se te enfias no do seixal, distraído com a playliszt, e vais parar, na mesma, aos camaradas a reunir-se ou de saída.

  16. ignatz,põe esta na playlist, ouve quando fores de barco para a outra margem.
    http://www.youtube.com/watch?v=H_a46WJ1viA
    eu vou estar a cantar isto na outra margem, sempre na outra margem ;)

    When you’re weary
    Feeling small
    When tears are in your eyes
    I will dry them all

    I’m on your side
    When times get rough
    And friends just can’t be found
    Like a bridge over troubled water
    I will lay me down
    Like a bridge over troubled water
    I will lay me down

    When you’re down and out
    When you’re on the street
    When evening falls so hard
    I will comfort you

    I’ll take your part
    When darkness comes
    And pain is all around
    Like a bridge over troubled water
    I will lay me down
    Like a bridge over troubled water
    I will lay me down

    Sail on Silver Girl,
    Sail on by
    Your time has come to shine
    All your dreams are on their way
    See how they shine
    If you need a friend
    I’m sailing right behind
    Like a bridge over troubled water
    I will ease your mind
    Like a bridge over troubled water
    I will ease your mind

  17. cavaco, descobriu a sua nova vocaçao.passou a “”gestor de desentendimentos” . para ter sucesso nesta nobre tarefa que por acaso não faz parte do seu adn, já pos em campo sua equipa liderada pelo sabujo vitor do vento! para angola a toda a força!

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