Ai, a tola

São muito poucas as figuras públicas que se tenham pronunciado sobre o caso Augusto Santos Silva-TVI/Sérgio Figueiredo, no meu conhecimento. Ainda menos aquelas que botaram faladura depois do seu epílogo. Mas deviam ser mais, porque Santos Silva tudo fez para transportar o episódio para a rua e solicitou apoio. Do outro lado, Sérgio Figueiredo resistiu com discrição durante semanas ao bombardeamento, até que explodiu por escrito num jornal. Aparentemente, não haverá novos desenvolvimentos, ficando a réplica à réplica sem tréplica.

Nuno Santos – Censura é outra coisa – puxa as orelhas ao Augusto, dizendo-lhe que ele já tinha idade, e estatuto, para ter juízo. A sua opinião, todavia, peca por ser demasiado simpática, quase neutra. E isso acaba por não fazer justiça a um dos políticos mais importantes em Portugal pelo seu percurso como cidadão, responsabilidades governativas assumidas e características intelectuais. Há que praticar nesta ocasião aquele talento que mais admiro em Santos Silva enquanto interventor no debate político, a lucidez implacável.

Acalentei a esperança de que a prometida resposta ao esclarecimento do Sérgio fosse uma ocasião para Santos Silva dar um exemplo de grandeza numa situação onde tinha tropeçado em si próprio com estardalhaço. Ainda bem que não apostei, pois o que saiu foi não só mesquinho como até grave dada a pessoa em causa. Eis os factos:

– O Sérgio testemunhou por escrito que, antes de ter ficado ofendido com as declarações públicas de Santos Silva, tinha aceitado participar num evento de lançamento do seu livro, primeiro, e que tinha interesse em falar ao vivo e privadamente nessa oportunidade ou noutra acerca das queixas que lhe tinham sido enviadas por escrito pelo comentador, depois. Santos Silva não o desmentiu quanto a estas declarações, o que implica estarmos perante a chave do problema. O relato do Sérgio fica carimbado como exacto, posto que ele narra a sua experiência: recebeu um email, respondeu apaziguando o seu interlocutor e propondo uma conversa face a face, para depois se dar conta que, entretanto, esse mesmo interlocutor já tinha escalado o problema para um nível que ultrapassava a esfera daquela comunicação privada e exigia uma resposta institucional da TVI. Isto é simples de perceber.

– Santos Silva atacou o esclarecimento com nova bateria de insultos e ofensas, alegando que a publicação no Facebook das suspeitas de perseguição política era legítima tanto por ter sido feita antes de receber o convite para a conversa como por se tratar de “hipóteses verosímeis e assentes na observação de factos“. Assim, temos a seguinte sequência de eventos: às 9.24, está a mandar um email ao responsável da estação onde se queixa de um problema; às 9.32, está a anunciar ao mundo que a estação para quem trabalha a troco de dinheiro o persegue por razões políticas; às 12.48, recebe as palavras que o Sérgio tornou públicas e concorda com o pedido para uma conversa a dois ou três. Que fez a seguir? Deixou pendurada no Facebook a insinuação que lhe apeteceu espalhar de manhã e nada mais explicou a respeito. Isto é também simples de perceber, mas acumula com ser grave.

É grave que Santos Silva não pareça dar-se conta da puerilidade da sua argumentação falaciosa. Obviamente, a posição de Sérgio Figueiredo na questão é a de um director que pretende exercer o seu poder sobre a grelha pela qual responde à sua administração. Ao mesmo tempo, tem de gerir as consequências psicológicas, emocionais, nas vedetas afectadas pelas suas decisões. É o que fica patente nas palavras que dirige a Santos Silva antes de saber que o jogo tinha mudado de regras. Quem sabe o que resultaria dessa conversa, caso o princípio da confiança não tivesse sido rompido? Talvez algo tão simples como se acordar em mudar “Os porquês da política” para um dia da semana onde ficasse mais resguardado do império do futebol, por exemplo. O que não poderia ficar sem resposta, precisamente por se tratar de uma grave insinuação, era uma declaração pública onde se punha em causa a honra dos responsáveis da estação, fossem quem fossem posto que não se nomeava ninguém na calúnia. Para mais, uma acusação que não se retirou ou contextualizou apesar da promessa de um encontro para se resolver o conflito de interesses.

E é gravíssimo que Santos Silva continue, apesar das evidências, a cavalgar a acusação da censura por motivos políticos partidários. Quando alguém, para mais académico, ainda por cima político, coloca no plano das “hipóteses verosímeis e assentes na observação de factos” tal suspeita, a pergunta imediata é esta: a que período diz respeito essa observação de factos? A partir do seu pressuposto A – “a TVI ofende tão flagrantemente as obrigações de pluralismo no comentário político no canal generalista” – somos forçados a concluir que será desde que Santos Silva se tornou espectador da TVI, posto que sempre assim foi por lá, quando não pior e muitíssimo pior; bem antes, portanto, de ter aceitado colaborar com essa estação nada plural, e sobretudo nos restantes dias até à data em que foi colaborador satisfeito. Qual a razão para só agora termos acesso ao que ele foi pensando em segredo da estação que servia com as suas competências e zelo profissional? A resposta está no pressuposto B, o seu espaço ter vindo a ser perturbado. Conclusão: não fosse ter sofrido esse aborrecimento continuaríamos sem topar o seu profundo repúdio democrático para com a casa onde ia buscar um dinheirinho jeitoso, protagonismo mediático e influência política. Gravíssimo.

Santos Silva abdica com gosto das palavras mansas. Esse é o único ponto, no meio desta infeliz situação, em que estou completamente de acordo com ele.

86 thoughts on “Ai, a tola”

  1. fico com a ideia que os pedidos de esclarecimentos e justificações que ASS fazia à TVI relativamente aos incómodos que sofria com as mudanças de horário do seu programa não se resumiam a esse email enviado às 9:24. Assim:

    às 9.24, está a mandar MAIS UM email ao responsável da estação onde se queixa de um problema;

    às 9:32 publica post no FB;

    às 12:48 recebe finalmente resposta às suas queixas. (e aqui não é descabido pensar que a resposta se deveu ou foi provocada pelo post no FB)

    Imaginar que o email de SF a ASS foi enviado sem conhecimento do post no FB colocado 3 horas antes não será também de alguma ingenuidade?

  2. Eu só sei que gostava muito de ouvir a voz inteligente e crítica do Prof. Augusto Santos Silva e agora impediram-me de o fazer.
    De quem foi a culpa estou-me cagando.
    O que eu sei é que deixei de ouvir uma voz Oposicionista de qualidade !
    E o Prof. Augusto Santos Silva até tem capital acumulado para fazer um disparatezito (se for o caso, não sei se é), e o Sérgio Figueiredo ainda tem de comer muito arroz com feijão até provar que vale alguma coisa.
    E pronto !

  3. “Aquele talento que mais admiro em Santos Silva enquanto interventor no debate político, a lucidez implacável.”

    Deve ser por isso que o Santos Silva facturava a participacao que fazia a titulo pessoal atraves da universidade. Era a solucao que lhe mais eficiente em termos fiscais e o que lhe metia mais dinheiro no bolso… Faz lembrar os PPRs do Louca. Ja no campo da etica e que a coisa resvala… mas quem somos nos para criticar um socialista mal-educado?

  4. Valupi: «… “Os porquês da política” para um dia da semana onde ficasse mais resguardado do império do futebol, por exemplo.»

    Boa piada! E que dia da semana futebolística (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, sábados e domingos, sem interrupção para feriados, férias, greves ou calamidades públicas) seria esse? Parece-me que agora até há — na SIC, acho eu, mas as outras não lhe ficam atrás — programas esclusivamente sobre transferências de jogadores e bolsas futebolísticas! É uma praga e não há como lhe fugir. Os canais noticiosos portugueses são uma anedota dentro de outra anedota.

  5. eu não gostava dele. Pretensiosamento culto e erudicto, misturava deuses gregos com romanos, sibilino, falho de objectividade, abundoso em criação e desmontagem de factos e cenários, tácticas e contra-táticas, auto-convencido que detinha fina ironia, um diletante armado em engraçadinho que na realidade não tinha gracinha nenhuma.
    E além disso, vestia-se mal pra caramba, devia abastecer-se de vestimenta no casão militar ou na Maconde.
    Já não falando do incompreensível para o cidadão médio, esquema de remuneração.
    Que é um overhead?
    Deixá-lo ir.
    Se é assim tão talentoso, não faltará quem o queira contratar.

  6. tenho uma vizinha ressabiada que também é assim – uma tola com boca de lavagem. :-)
    a gravidade, do lado da opinião pública, acumula quando tudo o que interessa no caso nem sequer passa pelo carácter fanado do homem por detrás do profissional. esta é a principal crise em que vivemos.

  7. bem: ponto essencial, em minha opinião, prende-se com o facto de ser “apenas” e “só” o espaço de comentário de ASS, e “nunca” outros, como o da MFL, excluindo raríssimas exceções.
    tratamento discricionário. e o ASS, quando postou no facebook, não tinha qualquer feedback do SF; deveria eliminar o post do face? seria acusado do quê, exatamente? os factos que relatou eram verdade ou mentira?

  8. http://corporacoes.blogspot.pt/2015/04/para-que-nada-mude-certo.html#links
    Val, o que escreveste é uma injustiça; podes linkar para leres o “repúdio democrático”;
    sobre a pergunta: ASS comentava para quem? para quem calhava passar pela TVI 24, quando, por acaso lhe davam tempo de antena? se o jornal da noite de um canal de TV for para o ar ás 20, ou 20:15, ou 20H45; ou 20H21, qual será a audiência? sim, era uma voz incómoda para o status, muito diferente do Brilhante Dias, João Soares, Zorrinho, Maria de `Belém…portanto, por motivos políticos…

  9. jrrc, nice try but no cigar. Esse comentário que foste buscar refere-se ao conjunto dos canais generalistas, não é uma denúncia específica contra a TVI. Ora, quando alguém acusa aqueles que o contrataram de não serem plurais só na situação em que se sente maltratado, temos de perguntar onde estava essa opinião, ou consciência, antes da zaragata. Tu que sabes, manda aí a ligação para um qualquer trecho dos Porquês da Política onde Santos Silva tenha acusado a TVI de estar a favorecer o PSD ou a prejudicar o PS.

    Santos Silva era tão incómodo que tinha visto o seu contrato renovado por mais um ano, indo até Dezembro, e já tinha a promessa de nova renovação no final desse período. Era tão incómodo que estava a lançar um livro a mielas com um jornalista da estação e tinha convidado o director da mesma para ir ao Porto apresentar a obra. De facto, que grande incómodo que ele dava a essa gente.

  10. Não concordo com esta apreciação do Valupi sobre o caso
    de ASS e a direção de informação da TVI, como espectador
    do programa, creio que a idéia, conhecendo a autor dos
    “porquês da política”, era provocar a sua desistência pois,
    o penúltimo programa tendo como interlocutora uma jor-
    nalista enervada, de voz ríspida e desagradável que acabou
    inopinadamente foi a gota de àgua que fez o copo transbordar!
    O ASS tem toda a razão pois, assistia-se a uma permanente
    falta de respeito pelos espectadores e pelo próprio, com a
    irregularidade imposta, quanto ao diretor de informação que
    conheci ontem no programa de variedades do prof. Martelo
    pode ser que sim mas … falta prová-lo !!!

  11. o sócras tamém não incomodava nada, se não tivesse sido preso ainda estava na rtp em amena cavaqueira com o orelhas.

  12. “2. E o comentário político em todas as três televisões generalistas está nas mãos de militantes do PSD,
    3. Assim violando as ditas televisões obrigações legais, contratuais e deontológicas básicas de pluralismo,
    4. Sem que a regulação, a autorregulação, o árbitro, os proprietários, os diretores e os jornalistas se incomodem.”
    presumo que o SF não precisou de um desenho para se rever na fotografia.
    e claro, a TVI estava muito interessada em renovar com o ASS, por muitos e muitos anos, desde que ele não aceitasse; e as tuas deduções, como não se baseiam em nada de científico, valem o que valem, o mesmo que as minhas…

  13. Ignatz de tanta troca de galhardetes com as arrastadeiras, já escreves português como a cavalgadura fascista!

    Repete comigo: “leste”, “fizeste”

  14. “um dinheirinho jeitoso”

    Fodace que observação mais mesquinha!
    Uma merda de um dinheiro, que tudo espremido deve rondar os 100 paus à hora no final, é isso que invejas?
    É mesmo o fim da linha, não por acaso é a ante-penúltima frase!

    Tira as palas Valupi, senão ainda acabas cegueta.

  15. Ai, a tola Valupi,
    como é possível que entendas que a resposta dada pelo SF ao ASS, e onde ele diz expressamente:
    “…Quem é cobarde nesta história? Quem bate pelas costas? Quem marca uma conversa em privado e, à traição, atira uma pedra sem aviso e sem pudor?…”
    foi antes de ter ficado o fendido com o ASS, quando a conversa foi marcada posteriormente, bem como a alegação que tu indicas como factos foi feita na resposta ao ASS, logo, posterior ao publicado no Facebook “…Não posso prometer que não volta a acontecer. Mas quero muito conversar consigo para, em virtude disto, a) garantir que não me escapa; b) avaliarmos os dois uma forma de reduzir a aleatoriedade e o desgaste na sua vida e nos hábitos dos espectadores que lhe são fiéis.
    Aceitei ontem o convite que o Paulo Magalhães me fez para a apresentação do vosso livro no Porto. Como vamos estar lá os três juntos, podíamos aproveitar a oportunidade. Senão, também na próxima terça, vem mais cedo e conversamos na TVI antes de fazer o seu programa…”
    Será que o SF não seria informado do que o ASS andava a escrever no FB há dias?! Quão distraído ele anda!
    Mas pelos vistos depois de ter acordado a conversa quererias que o ASS sem conversar chegasse ao FB e dissesse o quê?
    Que estava tudo bem?
    Que se tinha enganado e afinal era só impressão sua?
    Que a TVI tinha agido impecavelmente? Olha que nem o SF o diz na justificação.
    E gosto muito da dicotomia. O SF pode insultar e crismar o ASS do que lhe aprouver, mas se o ASS se enxofra é malcriado!
    Gostei! Como cereja em cima do bolo… E já agora, ou andas a receber mal ou vives noutro planeta. Comentar por 100 € a peça?! Acharás tu que o ASS se dava ao trabalho por causa dos tostões. Aí, a tola Valupi…

  16. o santos silva pediu autorização à tvi e para divulgar um contrato de merda que lhe rendeu a ele à faculdade que representava um valor irrisório. pronta reacção dos palermas de direita, que não sabem fazem contas e são exímios a martelar as contas alheias, ganha balúrdios, foge ao fisco, serve-se da universidade, xuxas só sabem gamar, enfim o rosário habitual para não terem de falar dos contratos do marcelo(10 mil), mini-mendes (7 mil), gato félix e da velha leiteira (5 mil), tudo malta certinha que trabalha pró boné e não é incomodada pelo futebol.

  17. Tatas, a confusão que vai na tua cabeça pede que tomes cuidado contigo. O que está em causa foi explicado pelo próprio Santos Silva: ele manda um mail ao Sérgio, 10 minutos depois escreve no Facebook uma calúnia. O Sérgio responde-lhe de boa fé ao meio-dia e depois, algures, toma conhecimento do que foi escrito no Facebook. Altura em que lhe volta a escrever, desta vez para anunciar que a confiança desapareceu e que Santos Silva terá de sair, pelo próprio pé ou empurrado. É isto, e só isto, que está em causa para avaliarmos quem é o responsável pelo episódio.

    Quanto aos 100 euros, apresenta lá as contas que fizeste para chegar a esse número.

  18. Ai as tolas, meus senhores, ai as tolas…
    Os monitores das nossas consciências.
    Habituei-me, desde há um mês e ‘’picos’’, a vir ao aspirina ver os anónimos. Vim aqui parar por causa do cegueta, mas logo intuí que o aspirina era um privilegiado posto de observação sociológica do anonimato.
    O anonimato é um fenómeno que suscita desde há uns anos a minha curiosidade de aprendiz de sociólogo.
    O anonimato tornou-se num dispositivo de alívio e lavagem da consciência. Qualquer malfeitor, uma vez anónimo e no papel de juiz do seu vizinho e demais circunstantes, investe-se no papel e estatuto de moralista, está capacitado para verberar todas as iniquidades, nomeadamente as suas próprias transferidas para a identidade dos outros.
    Não vou desenvolver aqui o assunto, deixo-o assim esquematicamente sumariado, referi-o aqui porque sempre que leio o senhor Valupi fico a cogitar. Que estranho sítio e estranha casa esta. Como é que o que o senhor Valupi escreve dá origem ao elenco de comentários que se segue?
    O terceiro comentário é do cegueta: ‘’Mas que se pode esperar de um XUXA?’’
    Eu estou convicto de que o cegueta não irrompia com tal cretinice se não andasse por aqui anónimo. O cegueta sugere-se como um sábio, um sujeito cultíssimo que já leu Proust e os Maias, que reza os códigos de cor e salteados, eruditíssimo, tão erudito que não perde tempo, o seu erudito estatuto autoriza-o a mandar tudo p’ró caralho. O seu eruditíssimo estatuto e o seu anonimato.
    A erudição do cegueta permite-lhe resolver o dilema, tão bem e tão astutamente exposto pelo senhor Valupi, num ápice. Assim: Em qualquer contencioso em que se apresente um XUXA o XUXA perde a razão.
    Segue-se prontamente o nosso General, dirigindo-se aos tolos que desconhecem a lei, acusando o ASS de receber os seus honorários através da universidade. É o estatuto que o impõe, em nome da transparência e porque a universidade ‘’cobra uma taxa’’ sobre os honorários do trabalho ‘’extra’’ dos senhores professores.
    Mas sem dúvida o que mais me interessou na abordagem do senhor Valupi, tudo muito bem escrito e arrumadinho, foi a astuta parcialidade.
    Eu não sou um espectador de televisão. Vejo televisão em circunstâncias muito restritas. Talvez no último mês e meio da duração do programa com ASS, assisti a quase todos. Para mim, ASS é apenas um astuto comentador, calculista e calculado, talvez o mais inteligente dos comentadores do PS na televisão.
    Como espectador circunstancial, habituei-me a ver em confronto o ASS e o Paulo Magalhães, este último tentando debalde armadilhar o terreno que o ASS trilha, uma espécie de jogo de gato e rato em que o gato é programado para fazer o papel cenográfico de tolo. Depois, vejo nos escaparates a capa de ‘’Os porquês da esperança’’, com o ASS em primeiro plano e Paulo Magalhães em espectro, como uma espécie de consciência remota e anónima de ASS.
    Vamos pois supor que ASS sabia e sabe perfeitamente e no uso de todas as suas faculdades mentais e cívicas que a TVI existe para censurar e filtrar opinião, como todos os restantes meios de comunicação em Portugal, como monitores da nossa consciência, e que por isso sabia o papel que lhe estava cometido como comentador em representação do PS?
    Em representação do PS, sim. Ele pode alegar que estava ali em representação de si próprio. Mas eu ouvi o que ele dizia. Não é crime representar o PS nos programas de televisão e alguém tem que o fazer. Embora para o cegueta Aos XUXAS devesse ser negado o direito à palavra ou mesmo à vida. Ainda bem que o PS, por vezes, é representado por representantes como ASS.
    Como bem diz o senhor Valupi, Santos Silva conhecia as regras do jogo, conhece os protocolos a que os meios de comunicação social privados e públicos estão vinculados para parecerem espaços de liberdade de expressão e opinião, sabe que isso é uma farsa e que as televisões monitorizam a nossa consciência através dessa cenografia que permite aos comentadores dizerem perante as audiências umas coisas que baralham as consciências.
    O que eu não entendo é que o senhor Valupi faça cair o pau numa só tola.
    Com as tolas tão juntinhas uma à outra, como é que é possível acertar numa só?

  19. Sem dúvida, as observações acerca do dinheiro e dos honorários, a forma boçal e aparentemente moralista como os anónimos, de quem ninguém conhece as fortunas, colocam a questão, não é apenas mesquinha, é obscena.

  20. Por acaso algum dos senhores sabe quanto recebem os senhores Chomsky e Zizec quando vão à televisão dar ânimo aos regimentos e batalhões pseudoanarquistas do fascismo?

  21. Manuel de Castro Nunes, a liberdade de expressão não é direito apenas de uns, mas de todos – grupo onde incluímos os órgãos de comunicação social, os seus donos e capatazes. Assim, e tomando o caso em análise como exemplo, não sei onde é que nesta questão o tópico da liberdade de expressão apareça como central. Que se saiba, nunca a TVI impediu Santos Silva de dizer o que quisesse, sequer tentou influenciá-lo. Como é óbvio.

    Quando falas do pau a cair numa só tola estás a falar de um assunto que já é só teu, não o do texto onde vieste comentar.

  22. Desconheço os motivos do ódio de estimação de Valupi por Santos Silva, mas espanta-me. Não creio que seja por ele ser socialista, nem por ter sido ministro nos governos de José Socrates. Não importa, mas importa-me, como tele-espectador, ter ficado sem os melhores comentador e programa político da TV, eliminados, depois de muito torpeados, pela TVI24, por ordem, presume-se, do seu director Sérgio Figueiredo. Diga-se e discuta-se o que se quiser sobre o caso, a verdade é que os tele-espectadores, e é nesta condição que falo, nunca sabiam se “os porquês da política” iam ou não para o ar e a que horas. E foi por isto acontecer que Santos Silva, reagiu e no meu entender bem. E aconteceu por razões políticas? Não me custa acreditar que sim. Mas se não foram essas as razões, quais foram? Por Santos Silva ter sido indelicado? Tretas!
    Entretanto, lá vamos cantando e rindo com o futebol. Obrigado, Serginho!

  23. Não Valupi, não! Tira os óculos da parcialidade. O ASS vinha há dias a queixar-se no FB, porque vinha há meses a protestar junto da TVI oralmente, como o disse diversas vezes. E posso garantir-te que não foi o único a protestar com as mudanças constantes de horário.
    E de que calúnia falas?
    Já agora…
    Quanto aos 100 euros, se quiseres dar-te ao trabalho de fazeres as contas, deves chegar a qualquer coisa entre os 200 Euros no máximo ou cerca de 50 no mínimo, conforme ele tenha optado por viajar em executiva, dormir num ***** e jantar no Belcanto ou ter escolhido ir de lambreta, dormir na pensão Estrelinha e petiscar umas bifavas.

  24. Manojas, ao atribuires a um “ódio de estimação” a minha opinião a respeito deste episódio, revelas o teu sectarismo alucinado. Mete “Santos Silva” na caixa de pesquisa do blogue e vê o que te aparece escrito por mim.
    __

    Tatas, mostra lá essas queixas no Facebook, Traz esses textos.

    Não sou eu que tenho de fazer contas, és tu. Tu é que falaste em 100 euros. Ou estavas a inventar?

  25. Ora… Valupi…
    Isso merecia por si só um debate sério.
    Numa sociedade em que os meios de difusão da opinião e da expressão estão concentrados nas sedes de cumplicidade entre o poder financeiro e o poder político, em que a opinião e a expressão são mercadorias intrusivas no espaço ou território doméstico de cada um, reduzir a questão ao dilema a que o reduzes parece pouco sério, desculpa o termo, alegando o facto consumado em conformismo.
    Depois, és tu quem, no teu texto, te apoderas do argumento de ASS para circunscrever o tema à liberdade de expressão, fazendo crer que a origem do contencioso é o facto de ASS alegar lesão da liberdade de expressão ou opinião e Sérgio Figueiredo alegar que ASS não colocou o tema em sede nem tempo próprios.
    Ora, na minha opinião, nem a TVI nem ASS como usufrutuário da TVI têm legitimidade para invocar liberdade ou direito de opinião.
    Pelo menos no que me diz respeito, que vejo a liberdade circunscrita ao aspirina, passe a ironia.
    Eu entendo que o teu texto fosse orientado para a denúncia da hipocrisia dos comentadores. Não entendo que esse propósito te orientasse para a concessão de beneplácito aos seus patrões.
    É só isso.

  26. A TOLICE é, de facto, um algo vasto da personalidade de alguns (aparentes) seres humanos. Andam com dianteiras no ar, espirrando, escarrando, tolices (des) inteligentes, permitindo-nos ver os calos do cotovelo, com hematomas de diâmetro considerável. Expelem TRAMPA – a única que alimentam – em medida de tomo. Olham em redor, escoceiam, urram ( e ZURRAM) se noutros identificam algo que não têem. Apontam o dedo de imediato, tentam sanear e quedam-se frustrados em análises castradas de conteúdo ( e forma). Dizem-se DEMOCRATAS. Perigosos, contudo!! Se lhes derem palco, ei-los destruindo e «comendo com os cotovelos sobre a mesa». Por isso, um badameco chamado OBAMA, que deve ter passado anos sem tomar banho, disse que Portugal é «Trash» da Europa. Portugal vendeu-se, continua a servir e os ditos SALVADORES da PÁTRIA, que tudo vêem e almejam, dissertam sobre TRAMPINHAS, como a oportunidade e a constitucionalidade da prisão preventiva, as taxas moderadoras para AS que matam a VIDA UTERINA, etce, etce.
    São XUXAS, COMUNAS, todos cientes de DIREITOS, desconhecendo deveres e REPUDIANDO quem lhes dá TRABALHO e PÃO na mesa. Vejamos quantos destes SALVADORES já dedicou um dia a reconstruír o PAÍS. O subsídio de desemprego é mais apelativo do que trabalhar sob o salário mínimo. Criticam quem conhecendo as situações, pretende limpar corruptos, tipos que do NADA, passaram a transportar-se em ambientes de dinheiro, levando-os a frequentar os sítios que antes desdenhavam por serem de direita.
    Vejamos o caso daquela deputada – MEDEIROS – que se fazia transportar com tickets de 1.ª Classe, entre Paris e Lisboa, em representação do povo português – onde há votantes como os IGNARALHOS que aqui pavoneiam a TRAMPA escrita em jeito de BESTAS sopeiras…
    Bá, entretenham-se…

  27. Manuel de Castro Nunes, continuas a falar do assunto de um ponto de vista que não é o meu. Nada contra isso, apenas o aponto para esclarecimento de posições. Para mim, este episódio tem interesse do ponto de vista psicológico, intelectual e, por extensão dada a figura em causa, político. Mas não por haver qualquer dano à liberdade de expressão, que não vejo nenhum. Aliás, a própria TVI rescindiu o contrato e, ainda assim, permitiu que o colaborador continuasse com acesso à antena durante um certo período. O que fez o comentador com isso? Atacou ferozmente a estação dentro desse espaço, o que provocou a decisão de lhe impedir o usufruto das restantes ocasiões.

    Quanto ao domínio do poder financeiro e/ou político sobre a comunicação social, pois sim, como não? E qual é a alternativa? Tens alguma solução? No entretanto, lidamos caso a caso com as circunstâncias. Quando a TVI estava nas mãos do casal Moniz, os donos estavam ligados aos socialistas espanhóis, ao ponto de terem aparecidos exaltadas denúncias que a Prisa vinha aí para dar uma estação ao PS. Afinal, foi o que se viu. As cumplicidades entre o poder financeiro e político também podem ter muita graça.

  28. E, afinal, quem é Santos Silva? mais um que NÃO FORMA os portugueses, a não ser ilustrando um caráter abaixo do duvidoso. Varra-se.

  29. “Prisa vinha aí para dar uma estação ao PS. Afinal, foi o que se viu.”

    Nomeacao dum director de informacao que confessa abertamente a sua admiracao pelo 44.

    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4257060&seccao=S%E9rgio%20Figueiredo

    Nomeacao para Presidente do Conselho de Administracao do antigo advogado do 44 e uma das maiores figuras do regime, Proenca de Carvalho.

    Substituicao do Santos Silva por um politico do PS no activo, o actual presidente da Camara de Lisboa, alguem de maior educacao e aspecto mais moderno, numa tentativa afastar a sobra do 44.

    Se duvidas houvesse que a TVI e um playground pro PS, basta ver o que aconteceu durante a entrevista do Passos Coelho… tudo staged para assegurar uma ma entrevista.

  30. Vou contar-te uma história VALUPI.
    Quando o PÚBLICO debutou, eu escrevia, logo desde a primeira edição, uma cónica juntamente com o Diogo Ramada Curto, às sextas feiras.
    O estatuto editorial da crónica era desmantelarmos, com ironia e erudição, esta última a cargo do Diogo, os mitos e ícones ideológicos do regime.
    Fomos ”malhando” em todos. Decorridos quatro meses, talvez nem tanto, calhou-nos em sorteio o António Mega Ferreira. A crónica tinha por título ”Gato escondido com rabo de ora”.
    Na Segunda Feira de manhã, à ”primeira hora”, o nosso editor, o saudoso Torquato Spúlveda, telefonou-me a pedir-me para ir lá com o Diogo.
    O Diogo não pôde ir, fui eu. Diz-me o Ricardo Sepúlveda:
    – Vê. Acabei de assinar a minha carta de demissão.
    – Como?
    – Puseram-me a questão em pratos limpos. A vossa crónica acabou na Sexta Feira. Como eu não quero, peço a demissão.
    Ele estava a ser sincero.
    E eu respondi-lhe:
    – Ora, Torquato. Nós já sabíamos quando escrevemos a crónica. Tem juízo, fazes aqui falta. E nós, eu, por mim, não quero colidir com a liberdade de expressão do PÚBLICO. Não faltava mais nada. Vamos jantar logo com o Diogo. Mas falamos sobre temas mais interessantes.

    Acredita, Valupi. Ninguém quer negar ou sequer subtrair o direito à liberdade de expressão ou opinião às televisões nem aos jornais. Por mim, o meu esforço orienta-se para que todos saibam em que consiste, rigorosamente, a liberdade de expressão e de opinião de cada um.
    Mesmo a do cegueta.

  31. Valupi,
    queres ter a última palavra… Seja! Não por desânimo, mas porque já começas a chover no molhado…
    Podes ir ver o FB do ASS, é público, elas lá estão escarrapachadas.
    Quanto às contas, sabes fazê-las tão bem ou melhor do que eu, fica à vontade para as contraditar…
    Tu ficas do lado do censor, eu do outro… Esclarecidos?

  32. Ó CASTRETA CASTRADO,

    Tu, pá, és um frustrado armado em escritor da treta. Pensas que sabes, pá. Esse é o teu problema, mas tens outros, nota. Badalas, badalas, e não aceitas que te apareça alguém pela frente, como EU, que te REDUZA à sua significativa mediocridade. Contas histórias, pá, daquelas que não interessam nem ao comuna mais burro da horta, porque és VAIDOSO, MALUCO e OBCECADO.
    Tu não me conheces, mas CRÊ que vários me conhecem, sabes pelo quê? FRONTALIDADE, SERIEDADE e POR NÃO IR EM TRAMPAS e TRAMPINHAS. Vê só, esta coisa do 44, sobre a qual, com mais ou menos ligeireza, tenho escrito aqui, NUNCA FOI NEM SERÁ contestada pelos ILUSTRES que, por certo, espreitam o dispensário. SABES PORQUÊ? Não tem que ver com liberdade de expressão, ó manganão! Não há liberdade de expressão neste País, pá! Continua a haver gavetas, pá. Ainda não deste por elas ó 31 de boca?! É que NINGUÉM VEM DESMENTIR O QUE TENHO ESCRITO AQUI NA MATÉRIA, pá. Está tecnicamente correto, pá. Eu NÃO ESPECULO em alimento teorias da TRETA ( como tu), e são gajos como tu, com alegadas crónicas jornalísticas que ESTRAGAM a mentalidade do País.
    Ó CEGO ÉS TU. Que sabes TU E OS IGNARALHOS DAQUI sobre as minhas convições políticas? Tu não identificas, sequer, o animus de algumas expressões que aqui coloco! TRETAS, LÉRIAS e TRAMPA e CEGUEIRA saem de ti. Que sabes tu e outros do que eu tenho feito e o que faço ( em que campo do SABER)? Descansa, porém, que não me quedo no silêncio, a não ser que me dê gozo exibi-lo mais tarde com toda a oportunidade…
    Quanto a ti, vai pastar e exibir os teus galões de latão num qualquer comício de COMUNAS, XUXAS, ESQUERDALHA XUPISTA que come à minha custa e NÃO AGRADECE. Descansa que também não gosto do Passo Coelho, pá, o gajo pos-me luzes na minha viatura, pá, eu não gostei e expliquei-lhe o conceito de marcha urgente como lhe manifestei o meu desconhecimento sobre qualquer cimeira em Massamá. Não mando dizer, PÀ. Digo e de FRENTE. Agora aqui, NÃO TENS de saber QUEM SOU ( nem sabes se sou um ou uma!), porque é permitido não dizer quem sou. PERCEBES? Come um fardo vitaminado e tira a JASMERDIM do BOLSO e recomeça as redações com a bicha. Com o voyeur do ORDINÀRIO BADALHOCO do BICHIGNATZ.
    VAI PASTAR.

  33. As contas eram 3,000 euros por mes, para ser visto pela mae, familia e conselhias do PS, facturados atraves da Universidade para nao pagar impostos e / ou ter de pagar a um contabilista.

    E mais um hipocrita socialista, impostos que os paguem os outros, emprego que o crie o estado.

  34. Manuel de Castro Nunes, a sociedade é isso, onde há indivíduos, seus egos e suas liberdades. E daí? Qual é a novidade? Esse episódio com o Torcato será um entre milhares ao longo da história da imprensa.

    Quando se parte para a crítica às limitações a essa noção absolutista de liberdade – onde, por exemplo, se pode exercer a sátira sem consequências por parte dos visados e seus aliados ou títeres – fico sempre curioso em relação ao que possa ser a alternativa.

  35. Cegueta!
    Eu ainda estou a trabalhar.
    Logo volto.

    Valupi. Certo. Sei bem do que falas. Mas quanto alternativas eu acho que restarão poucas o nenhuma mais do que exercer uma crítica rigorosa e sem mais pretensões ao que desfila nos ecrãs à nossa volta.
    Já volto.

  36. Sobre o “ódio de estimação” retiro a estimação mas não o ódio. Senão para quê ou porquê o “Ai, a tola”? Para gáudio dos habituais anti-socialistas que por aqui andam, que, alíás, nunca se pronunciaram, eles e os outros comentadores, sobre o cerne da questão: teve ou não razão o titular do programa em protestar face às constantes interrupções que o mesmo sofria, sem que para tal houvesse uma justificação credível? O resto são tretas!

  37. Sim, e o resto são tretas, muitas delas a cheirar a frustração, a raiva, a ressentimento e também a pretenciosismo.

  38. Ora, desde quando se responde a um XUXA ou COMUNA?

    Ora, desde quando é que um XUXA ou um COMUNA trabalham?

    Que há a dizer de um GAJO que defrauda a Comunidade e se frustra porque perdeu a visibilidade?

  39. Manojas, o cerne da questão pode ser esse para ti, mas não o é para mais ninguém que não esteja a ver o caso com um entendimento sectário. Se fosse apenas isso que estivesse em causa, os protestos contra a mudança de horário, então pela tua lógica já há tempo que o Santos Silva teria sido despedido, posto que os seus protestos a respeito não começaram no dia 18 de Junho.

    O cerne da questão, e é sobre isso que escrevo, reporta à insinuação pública de estarem essas perturbações no horário a nascer de uma perseguição política em favor do PSD e contra o PS. Ou que fosse só contra o PS. É isto que está na origem do episódio, como, de resto, as duas partes confirmam por escrito.

    E quanto ao “Ai, a tola”, por acaso leste o que escreveu o Santos Silva?

  40. Em verdade vos digo, amigos e companheiros, ser crença comum entre a pidalhada piolhosa que, quando as galinhas têm dentes, nascem os pintos carecas. Trata-se de um erro, porém, tal como outras crenças ingénuas sem qualquer relação com a verdade científica.

    Por exemplo, houve quem ouvisse o chafurda ceguinho guinchando, aos pulinhos: “A mim ninguém me enraba porque eu ponho o cu no chão!” Mais um engano, caros amigos, já que o chão, obviamente, não é para aqui chamado.

    Verdade, verdadinha, é ter eu recebido há dias, directamente da Transilvânia, um SMS do simpático príncipe Vlad, o Empalador, canalizador nas horas vagas, em que o admirável soberano me garante trazer o besuntas invisual debaixo de olho faz algum tempo, tendo já preparado, com amor e carinho, o varapau que fará a limpeza radical da canalização do chafurda, penetrando-o pelo sim-senhor e saindo-lhe pelos gorgomilhos.

    Perfeccionista até ao exagero, assegurou-me Sua Alteza possuir o referido varapau certificado de origem nas florestas da Transilvânia e carimbo de autenticação, implicando a excelência da matéria-prima empregue um custo acrescido que o magnífico príncipe compensou poupando na vaselina.

    Temos, assim, dado o inevitável acréscimo de atrito com as hemorróidas, recto, esófago e amígdalas do escarreta ceguinho, guinchadeira garantida e fartura de decibéis, pelo que me atrevo a sugerir uma visita rápida ao AKI, que tem uns muito jeitosos tampões para os ouvidos em promoção.

  41. ó Camacho, você até parece que está a cingir-se aos autos e à verdade científica, ou não estará antes a derivar prós autos ( viaturas ) e a dirigir-se para o estampanço ?
    Parece-me que já bateu …

  42. O comentário que estáva a escrever foi apagado, mas vou repeti-lo. Não sou militante partidário, não conheço pessoalmente o professor Santos Silva (digo-o para evitar maus pensamentos). O comentador Santos Silva, na minha opnião, foi melhor comentador político da TV, em comparação com Marcelo, Mendes, Sarmento, Ferreira Leite, e também José Socrates. Continua:

  43. também já me sucedeu a mim.
    e não se perdeu nada.
    deve ser do servidor, ke está super-cheio e lento.
    mas escusa de dizer mais, Manojas, já está tudo dito e entendi.

  44. O programa “os porquês da política”, de Santos Silva, a passar na TVI24, que acompanhei desde o início, a partir de certa altura começaram a sofrer, sem aviso, alterações de horário e, por vezes. a não ir para o ar. Naquele que
    foi o último a ser transmitido Santos Silva fez , veementemente, o seu protesto pelo que estava a acontecer. Devido a tal protesto, o programa foi suspenso. Através do facebook, Santos Silva voltou ao assunto avançando várias hipóteses para o que estava a acontecer e desafiando a TVI24 a dar explicações. Estas vieram bem tardiamente e Santos Silva replicou dois dias depois. continua:

  45. continua a descrição cronológica para chegar à substância, para quê perder mais tempo a teclar, quando se junta a arrogância de um com a arrogância do outro, o resultado é que o gestor do imprevisto, ganha, e o gerido fica a saber que o resultado de desafiar o imprevisto, é sempre muito previsível.
    Conselho ao ASS : é favor dirigir-se ao Balcão de Despejos mais próximo.

  46. Voltei a sofrer um apagão, não sei porquê, mas não vou repetir, estou cansado. Termino dizendo que sectário é o seu “Ai, a tola” e sectário é a maior parte do arrazoado dos comentários feitos ao dito.

  47. pode ter sido sabotagem do sectário.
    Ou terá sido do secretário ?

  48. É visível que, Valupi está a patinar na sobreposição do “poder”
    do diretor de informação sobre os “avençados” e que fica justi-
    ficado pelo interesse maior da estação, alcançar lucros logo, se
    o futebol gera audiências … viva o futebol! Todo o resto que se
    lixe especialmente, aquela minoria que teria algum interesse
    em ouvir o ASS tão pouco, este merecia uma explicação séria!
    Como base de argumentação é extremamente frágil para não
    dizer outra coisa, é óbvio que não estava em causa qualquer
    censura direta tudo se passa em “nuance” !!!

  49. ”Manuel de Castro Nunes, a sociedade é isso, onde há indivíduos, seus egos e suas liberdades. E daí? Qual é a novidade? Esse episódio com o Torcato será um entre milhares ao longo da história da imprensa.

    Quando se parte para a crítica às limitações a essa noção absolutista de liberdade – onde, por exemplo, se pode exercer a sátira sem consequências por parte dos visados e seus aliados ou títeres – fico sempre curioso em relação ao que possa ser a alternativa.”
    Vou analisar detalhadamente a tua resposta.
    (…) a sociedade é isso, onde há indivíduos, seus egos e suas liberdades (…)´´
    Conheces tão bem como eu a modinha popular. ”Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua. Eu não tenho liberdade nem de pôr um pé na rua.”
    Noto que que fizeste questão de não deixares clara a extensão dessa categoria, ”indivíduos”, com as suas liberdades. Alguns? Todos?
    Perguntas depois: ”Qual é a novidade?”. Para mim não há novidade alguma, conheço essa sociedade e essas liberdades há sessenta anos. Sem tirar nem pôr.
    Coloco-te uma questão preliminar e então podemos prosseguir. Mas responde com seriedade, sem manobras de trapézio.
    Tu estás mesmo convencido que a minha liberdade de expressão é equivalente à liberdade de expressão do Sérgio Figueiredo ou mesmo do Santos Silva?
    E peço-te a fineza de ponderares ainda outra. Quando a TVI convida ou aceita a proposta de um comentador como Santos Silva sabe que está a constituir um vínculo com um propósito. O propósito é assinalar as seus espectadores que é plural, não incorre em discriminações e está empenhada em que os seus espectadores possam ouvir Santos Silva. O vínculo advém de saber que tem que respeitar o estatuto de Santos Silva, não apenas o seu, pessoal, mas o que advém do propósito de convidar Santos Silva para um programa de opinião. Se a TVI desconsiderar o estatuto do comentador, alegando mesmo motivos comerciais de gestão da agenda de programação, sabe que pode recair a suspeita de estar a criar um facto consumado que se concluirá no ”despedimento” de um comentador incómodo.
    Por outro lado, Santos Silva, ao aceitar o programa, sabe a que regras está sujeito, tendo em vista o carácter e natureza do seu ”patrão”.
    Trata-se de um jogo velhaco.
    E a questão que me colocas é a de que ficas curioso relativamente à alternativa? Mas de que alternativa falas, tu que explicitamente te conformas com ”uma noção absolutista de liberdade”? O que queres dizer com absolutista?

    Vamos agora, então, ao menino que ficou lá fora.
    Cegueta! Eu já te adverti. Tenho cópia do histórico desta ”coisa”. Foste tu quem primeiro, na ausência de argumentos, incorreu aqui no insulto e na ameaça.
    Eu deixei andar a coisa até ao ponto em que esgotaste a paciência e eu me senti compelido a dizer-te que já não podias regredir e te partia o focinho. Penso que tu não entendes o que para mim é partir o focinho.
    Face a isso, tu não fazes mais do que agravar a sentença. Continuas aqui, anónimo, a insultar e ameaçar.
    A tua basófia vai ao ridículo de sugerires que te vá partir o focinho à Versalhes.
    Estás a ver-me entrar na Versalhes e perguntar. ”Quem é aqui o cegueta?”? É óbvio que eu não te vou partir o focinho à Versalhes.
    Tens o meu número de telefone e as minhas coordenadas. Eu nem sei quem tu és. Sei que és igual e fotocópia do Toino das Gamelas.
    Se fosses homenzinho, já me tinhas telefonado. Ou aparecido por aqui.
    Tu pensas que estás a enganar quem com essa basófia?
    Só te digo que, se tens o azar de te cruzar comigo, já não te parto só o focinho.
    Entendido?
    Agora continua aqui com as tuas basófias. Eu sou uma melga. E já não te deixo em paz. Vou atirar-me às tuas canelas. E tu vais agravar as tuas penas até ao absurdo.
    Não vou descansar enquanto não te partir o focinho. E garanto-te que, chegada a altura, vais ser tu a pedir-me para te partir o focinho, não sei se entendes…

  50. Boa noite e profusos cumprimentos.

    Senhor Numbejonada,
    Aquilo que o Snr. Manojas esteve a fazer chama-se densificação.
    Concorda ou sem corda ?

    Demais senhoras e senhores, leitores em geral, snrs. Mercados.

    Poi eu por mim, confesso que em matéria de comentário político, só vejo TV à quinta-feira.
    Primeiro, vejo a Dra. Manuela na TVI, depois passo para a Quadratura do Círculo.
    Na TVI vejo e aprendo economia e política com a Dra. Manuela. Como se faz, objectiva, certeira, concisa e sucintamente, crítica à política e à propaganda governamental. E sem necessidade de recorrer a ironias e a deuses gregos e romanos.
    Na Quadratura do Círculo, é um regalo ouvir as análises políticas e a caracterização sócio-económica a que o país chegou. O companheiro de debate socialista ouve atento e diz, ” é verdade isso que está aí a dizer “.
    Depois, quando chega a vez do empapoilado que se senta ao lado esquerdo do Pacheco, coloco os auscultadores para não ouvir.
    Não vá ele debitar que a tributação dos prémios de sorteio e concursos, quando feita em espécie, é, ontologicamente impossível.
    Isso e também que, os que auferem rendimentos mais elevados, não deveriam ser tão pesadamente tributados em sede de IRS, pois que esses rendimentos não tributados, seriam usados para criar mais emprego.
    Pois não se está mesmo a ver …
    Em boa verdade, a melhor oposição ao governo, é feita pelo Pacheco e pela Manuela.
    O resto é treta.

  51. J. Madeira, larga o vinho.
    __

    Manuel de Castro Nunes, se conheces essa sociedade há sessenta anos, então escuso de andar para aqui a explicar-te o que tu já conheces de ginjeira. Case closed.

  52. Ó COBARDE, anytime, ASSHOLE! Se me conheces, Ó BESTA, força. Ofereces, logo APARECE. COMUNA.
    OLHA QUE EU TENHO UM PAVOR DE TI, QUE NEM CALCULAS. FAZES ARQUIVO, É? ME TOO.
    COBARDE. MALUCO. ESPANTALHO.

  53. Essa tem graça, Valupi.
    Encerras os casos com muito menos astúcia do que a que aplicas a abri-los.
    Bem… e na verdade não te pedi bem explicações.
    Não me digas que, depois de tudo, ficaste convencido de que eu andava aqui à procura de explicador.
    Para isso telefono ao cegueta.

  54. Que raio é isso de fazer densificação, como lhe chama a comentadora do menino jesus? Não importa. Só volto à baila para dizer que o que fiz foi, como simples tele-espectador, relatar ao que assisti e li, sobre a eliminação do programa “os porquês da política”, da autoria, por coincidência, do único comentador socialista da TV com programa pré-estabelecido de dia e hora. Mas parece que não era isto que interessava ao Valupi e aos seus comentadores de serviço, pelo que peço desculpa pela minha intromissão

  55. Ainda não percebi o que leva a merda da santa, volta e meia, a interpelar o ateu impenitente, irreciclável e irrelevante que sou. Acaso acreditará que, lá da escuridão de nicks da treta onde se esconde, consegue fazer-me ver a luz? Pois se eu nem rezar sei! Daria, certamente, por mais bem empregue o seu tempo se seguisse o exemplo da prima Maria, arranjasse um parapente ou uma asa delta e fosse fazer rapadas às oliveiras de Fátima. Mas não, deu-lhe para perder tempo com o incréu! Misteriosos são os caminhos do Senhor…

  56. Atão não querem lá ver que o escarreta ceguinho entra em apoplexia fulminante e dá o peido final antes de o magnífico príncipe Vlad, o Empalador, ter tempo para lhe enfiar no ventilador da cauda o varapau que iria desentupir-lhe a canalização!? Que desperdício de recursos. Por estas e por outras é que o país não vai a lado nenhum, e o culpado é o Manuel de Castro Nunes!

  57. “Em boa verdade, a melhor oposição ao governo, é feita pelo Pacheco e pela Manuela.”

    poizé, os outros foram proibidos e estes até parecem oposição, mas só estão a arrebanhar votos para os partidos do governo. esqueceste o bagão pugressista e reaças félix, que está de acordo com a política do pcp desde que votem no cds.

  58. pró comentador poizé de reacção lenta e abafada, das 8:17, de quem não se sabe o(s) outro(s) pseudónimos, mas a quem se reconhece o habitual estilo textual, resumindo e concluindo, mais uma tirada, em jeito de samba do crioulo louco.
    A Olinda é que costuma Madrugar mas sinceramente não estou a vê-la a prestar-se a esse papel.

    A oposição ao governo é feita por quem sabe e por quem pode, ponto final.
    Em suma, quem tem talento para o fazer.

    E depois esqueceu-se de mencionar os que não foram proibidos, dos quais, ou se sabe, ou não se desconhece a posição, os que coçam o braço para dentro e os que coçam o braço para fora, os que arrebanham e os que disseminam, os que parecem e os que fingem, os que parecem parecer e os que fingem que não parecem, os que parecem e fingem e os que não fingem nem parecem, os que coçam o braço para dentro e os que coçam o braço para fora, outra vez, os que mais parecem que namoram com a doce e meiga Ana Lourenço, caso do Bagão, e os que no entretanto vão fazendo oposição, que é o caso do Félix, e os que gostariam de namoriscar com a Aninha, que poderia bem ser o teu caso, ou preferias namorar com o Rodrigues dos Santos, ó burro do caralho ?
    Não é tudo isso oposição ?
    Oposição é oposição.
    Ou para tí oposição, era dizer bem do governo, desde que os tele-espectadores fossem mais tarde votar na oposição ???
    Ioda-se pró sectário, mas tu vês algum comentador dizer bem do governo ?
    Eu não vejo, e até o micro Marques Guedes, só dá diferimento parcial, quer dizer, só diz bem em vá lá, em relação a uns 30 % da actividade governativa.
    Agora, que culpa tem toda essa gente, se o PS está fraccionado e não consegue arrumar a casa ?
    Organizem-se e constituam-se em alternativa credível, porra !

  59. Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva :
    o PS está tão fracionado que nem sequer alcança o feito de meter um comentador para as noites de futebol;
    Já o Diogo Feio chegado de Bruxelas, com pouco taxo, muito tempo e folga nos bolsos, comenta tudo….são 90% do PSD, mais os que ocupam cargos em órgãos sociais da Federação, mais nos órgãos sociais da Liga e mais na Liga de Bombeiros Voluntários..por caso incomoda-me, porque o Estado (Administração Central, Local, Regional, etc) paga como o caralho às TV´s ( publicidade institucional, mais a outra, mais os apoios à alta competição… )
    entretanto, feita a pausa, volto ao trabalho.

  60. ó JRRC, então pronto, já entendí, é um problema de distribuição de tachos.
    Tachos para todos.
    Não sei se haverá.

  61. O senhor Pimpampolas regressou das festas fúnebres de seu irmão, o excelso Orlando Modesto.
    O nosso General regressou de manobras viçoso como um alface.
    O Valupi foi de férias e deixou esta coisa em modo automático.

    Ó cegueta!
    Hoje estás de folga, porque eu tenho uns trabalhos para acabar. Uma terra para carregar e umas paredes para alevantar.
    Aproveita, cegueta!
    Logo venho.

  62. pois vai lá «alevantar»as paredes ó COBARDE, aproveita e fica bem no meio da terra, não vá algum corvo comer o que tens à custa dos outros. COMUNA. E come, come bastantes fardos de estrume, que andas muito anémico, ó FANFARRÃO.

  63. Talvez, o Valupi precise de beber um copito de vinho de quando
    em vez, para afinar o ângulo de observação dos casos em apreço!!!

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