Afinal, Ferreira Leite tinha razão

Por mais que nos custe, temos de dar o braço a torcer, ou talvez ela prefira o pescoço, porque Ferreira Leite tinha toda a razão e foi injustamente criticada. Agora vemos como sempre colocou o interesse nacional em primeiro lugar e procurou alertar os portugueses para os perigos iminentes. De facto, ela bem sabia das desgraças que Passos Coelho poderia causar nas finanças públicas, por isso deixou-o fora do Parlamento para que pudesse procurar uma outra carreira, por exemplo em telenovelas, ou tão-só um brinquedo para ficar entretido. Foi uma decisão que procurou defender o prestígio de Portugal da estouvada imaturidade, cujo alcance poucos na altura compreenderam, mas que hoje até na Alemanha se aplaude pelo rasgo visionário.

7 thoughts on “Afinal, Ferreira Leite tinha razão”

  1. Faltou-lhe foi o rasgo para mandar também para casa, o grupo de pisteiros que se lançaram entretanto no rasto do poder. E a qq preço.
    Caso seja necessário, aplicando agora com muito mais vigor, todos os PECs, PACs, e PUCs que qualquer grupo indique , na condição de o coroarem rei!
    Quer ser rei, e quer reinar!
    Connosco.

  2. De facto, assistimos ultimamente ao fenómeno da internacionalização da nossa galhofa privada que é o PSD. Mais uma consequência da globalização. Até agora riamo-nos em família, agora a gargalhada tem dimensão europeia.
    Para quem é sério e gosta do país não deixa de ser embaraçoso.

  3. O que é pungente é ver que o PSD, ou pelo parte dele, derrubou o governo para dizer que vai fazer exatamente o mesmo.

    Só falta perceber o motivo, o bem do país não foi certamente.

  4. A revista “The Economist”, que tenta descrever a coisa da forma mais “blunt” possível, começa o seu artigo sobre o assunto da seguinte maneira:
    “In Ireland a bail-out by the euro zone’s rescue fund helped force the government to call (and lose) an early election. In Portugal an early election may force the government to accept a bail-out. The question is: which government?”

  5. E se disser que ninguém tinha razão e que todas as forças politicas são culpabilizadas neste cenário !

    O Eng. Sócrates saiu e temos por isso um cenário de eleições antecipadas, que nesta altura coloca sem dúvida pressão acrescida sobre Portugal. Realizar estas eleições antecipadas custará ao país mais de 18 milhões de euros, incluindo tempos de antena, despesa com os membros das mesas de voto e os perto de oito milhões de euros de subvenção estatal para as campanhas. Mas tudo isto oportuno, pois a crise económica deverá estar muito longe, de acordo com a visão dos nossos politicos,certamente !!!

    Pessoalmente, parece-nos que eleições antecipadas só não serão prejudiciais (ou até positivo), se pudéssemos antever um resultado final de Governo suportada em maioria absoluta! Mas melhor, melhor que todo este cenário seria ter-se conseguido um consenso sem recorrer a eleições, este sim seria o melhor sinal que o país poderia dar aos mercados Internacionais.

    Por isso continuo a acreditar que se tivéssemos bons políticos teríamos o problema de Portugal resolvido criando um Governo de salvação nacional que incluísse praticamente todos aqueles partidos que defendem a democracia. Sem um acordo de regime não há solução, quer haja eleições ou não.

    Em suma temos politicos tão maus que nem sequer compreendem que se devem entender e para bem do País e não degladiarem-se sobre quem tem mais razão !

  6. espera só até veres quem vai ser a futura ministra das finanças. coirência e verdade é com a leiteira, pergunta ao santana como é que conseguiu ser candidato da velha a lisboa.

  7. Eu sempre usei muito bem a palavra companheiro e agora não há sombra para dúvidas, meu amor. Lembras-te quando me dizias para não chamar companheiro ao mordomo – que era algo íntimo e forte? E eu, o que sempre te disse: não, amor. Companheiro não é o que nos ama e o que nos fode; companheiro é o que nos faz a cama bem feita para nela, agoniados depois de descobrirmos e aceitarmos altas traições da oposição, nos continuarmos a deitar.

    Agora dás-me razão. Tu viste. Tu também os viste nus na nossa cama. Como pôde o Horácio trair-me desta maneira – a mim e a D. Carlos -, com a MFL, depois de saber que aqui em casa não se toleram Tratados de Finanças Públicas?

    (aqui em casa fazem-se Tratados exóticos e fedorentos completamente privados)

    Pois, pensa, pensa. É bom que penses que o Horácio foi, de certezinha, influenciado pelo eurodeputado do PSD, Carlos Coelho, que faz questão de contrariar a ideia da austeridade da ex ministra da educação que fez dela uma «Dama de Ferro»;

    (pois, pois, deulha foi com o pau, o judas)

    Aonde já se viu: católica, divorciada e mãe de três filhos. Até cancelou o último dia de campanha para ver o seu novo neto, que nasceu em Inglaterra – que capa manhosa e fingidora. isto sim, são controvérsias a rigor;

    (fingido. O meu mordomo é um fingido que se mascara de convenções e bons costumes para asfixiar a minha confiança no futuro, na real democracia da nossa casa)

    Eu tenho de desabafar. Tanto andou, tanto andou, que tinha de vir aqui pousar? Que é isto? Não lhe chegou, depois dos governos cavaquistas que sempre lhe passaram a mão pelo pêlo, ser deputada da oposição, vice-presidente e presidente do grupo parlamentar do PSD e liderar a distrital do partido de Lisboa?
    Não lhe chegou ser a «número dois» de Durão Barroso? Não poderia ter fugido com o Santana Lopes ao invés de fugir dele para se colar ao Cavaco e vir dar, agora, aqui?
    Continuo indignada, meu amor, mas, pelo menos, agora tenho a certeza que jamais duvidarás do meu bom uso da palavra companheiro: companheiro não é o que nos ama e o que nos fode; companheiro é o que nos faz a cama bem feita para nela, agoniados depois de descobrirmos e aceitarmos altas traições da oposição, nos continuarmos a deitar.

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