Acústica da revolução

Nós achamos é que artificialmente estão a afastar, no fundo, os cidadãos e é quase uma provocação para nós estarmos lá e termos sempre as barreiras, que cada vez estão mais longe. Se as pessoas que lá estiverem quiserem subir as escadas, pois que subam, porque ninguém quer subir para destruir ou tomar de assalto. Nós queremos subir para mostrarmos que estamos ali e para sermos ouvidos de mais perto.

Ricardo Morte

Movimento também quer subir escadaria do Parlamento

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O movimento “Que se lixe a Troika”, pela boca letal deste bravo acima citado, introduziu um elemento novo na política nacional: a problemática da acústica. A lógica parece imbatível, remetendo para um cálculo que até crianças com 2 anos serão capazes de validar. De facto, gritar a 200 ou 100 metros do alvo das vocalizações não é o mesmo que gritar a 20, 10 ou menos. Ao terem de percorrer uma dada distância, as ondas sonoras encontram uma respectiva resistência do ar, levando a que percam força à medida que aumente a extensão a cobrir. Há fórmulas para isto, é matemático. As barreiras policiais, portanto, têm impedido que a energia transformadora inerente a uma garganta devidamente treinada na prática da palavra de ordem planeada e no vitupério de ocasião alcance os objectivos almejados pelos manifestantes. Esse obstáculo contra-revolucionário acaba de ser derrubado pelos próprios agentes que o levantaram, qual milagre marxista, pelo que o futuro acústico dos protestos frente ao Parlamento é risonho.

Saltemos para essa cena futurista em que o Ricardo Morte e restantes bravos conseguiam subir as escadarias do Parlamento com a mesma facilidade, boa-disposição e impunidade com que os polícias e guardas o fizeram nesta quinta-feira. Que se passaria a seguir? Não custa a imaginar. A gritaria prosseguiria animada até alguém constatar que continuavam a não ter resposta às suas reivindicações. Essa seria a ocasião em que decidiam avançar mais um bocado e ficar mesmo coladinhos às portas do Palácio num berreiro ululante. Horas depois, ou minutos, teriam de aceitar a evidência de que continuavam a não ser ouvidos. Nisto, um dos líderes presentes decidia fazer História pelos seus próprios dedos e tocava à campainha na esperança de que aparecesse alguém para os ouvir – embora goste mais da possibilidade de se tratar de uma sineta; não havendo dessas geringonças nas portadas da sede da democracia, o nosso herói resolveria o assunto batendo com os nós dos dedos no madeiro. Sendo muito improvável que essa acção radical de tentativa de resolução da problemática acústica tivesse sucesso, até pelo adiantado da hora a que estes espectáculos costumam ocorrer, só lhes restaria forçar a entrada no casario da Assembleia da República. Não para destruir ou tomar de assalto, atenção. Nada disso, bem pelo contrário, por favor. Eles estariam apenas à procura de uns ouvidos disponíveis para deixarem os seus pedidos. E nesse espírito percorreriam os corredores, escadarias, salas e saletas até darem com o hemiciclo. Olhando em volta, contemplando o vazio desolador que os esperava no âmago do poder, e, acima de tudo, não querendo dar o seu esforço e tempo como perdidos, consumariam a lógica infalível que os tinha guiado na aventura: sentavam-se nas bancadas e pediam a palavra.

43 thoughts on “Acústica da revolução”

  1. o saramago já tinha escrito sobre o ano da morte do ricardo e se bem me lembro a fascização em curso era equivalente ao momento actual.

  2. Percebo o seu ponto, Val, mas para refutar o que diz o Ricardo Morte terá que lançar mão de muito melhor argumento do que esse gastíssimo ad terrorem.

  3. Exactamente. O acto simbólico dos polícias vai ter consequências. Mas quem abriu a caixa de pandora foi o governo.
    É sobre esta (e outras?) violências que avisa Mário Soares

    Ouvi à pouco no radio que a ministra da justiça condenou o acto dos polícias porque “o estado de direito tem regras”. Regras como o princípio da confiança e o respeito pela separação de poderes, digo eu.

    O governo não sabe o que anda a fazer quando trai desta forma o respeito pela vida dos portugueses, a dignidade do país e o respeito pelas instituições. A situação de crise tudo permite e justifica. As pessoas podem comer a pastilha durante um bocado, até que as suas próprias emergências comecem a justificar actos de excepção.

  4. ai que riso! :-)

    antigamente haviam umas flores doces, sei que eram doces porque chupava-lhes o centro, que pareciam sininhos – eram espertas aos ouvidos da imaginação e por isso chamei-lhes sinetas. eram cor de rosa fúcsia. às tantas os revolucionários querem fazer a revolução doce das sinetas cor de rosa. :-)

  5. A polícia de choque fica chocada muito facilment, se for á porta da Assembleia.

    Da Outra vez foi com uma brasa, jeitosona, simpática que se derreteram.

    Agora foi com os irmãos de caserna, e subiram de mão dada aquelas escadas.

    Amanhã será com quem?

  6. Esse gajo é um oportunista. Já os polícias ontem estiveram muito bem, foram exemplares na acção e pode até bem ser que esta escumalha que nos desgoverna sinta medo e arrepie caminho.

    Boas, Val.

  7. enapa, se percebes o meu ponto já não precisas de mais nada.
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    ibmartins, quando os crimes, ou erros, ou incapacidades, ou limitações dos outros são utilizadas para nos justificarmos, nós estamos a ser piores do que eles.
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    edie, estás com dificuldades na leitura das notícias.
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    …, de que gajo falas?

  8. Mas Val estamos outra vez de acordo. Também acho que não se justifica um erro com outro anterior. Mas os erros, sobretudo de responsáveis, têm consequências. Este governo tem promovido a falta de valores em todos os campos, e é por isso que estou de acordo com Mário Soares sobre a urgência de demitir estes (ir)responsáveis.

    É também assim que interpreto os seus avisos sobre a violência iminente.

    Na verdade, sem estar a justificar o caso concreto dos polícias, encontro maior “justificação” numa acção errada durante uma manifestação do que numa acção reflectida e concreta contra a lei, elaborada no conforto dos escritórios e gabinetes onde o governo toma decisões.

    Não podemos ter no governo, quem põe em causa valores fundamentais de qualquer sociedade, quem não gosta dos portugueses e humilha o país. Hoje são os polícias, e ainda podemos franzir o sobrolho e criticá-los, amanhã (deus queira que não) pode ser um avô que ficou sem casa porque foi fiador do filho, um empresário que fechou, … o que será um estado de emergência para cada um de nós? onde estará a gota de água que faz com o estado de emergência de um seja o de muitos?

  9. ibmartins, Portugal não precisa de avisos contra a violência, precisa é de propostas dos partidos que mereçam ponderação e discussão. Por exemplo, Soares teria ocupado melhor o seu tempo se tivesse dito o que há a dizer sobre Seguro. Isso, sim, seria algo completamente inovador e relevante para o nosso futuro político.

  10. Mário Soares foi uma voz que se levantou para representar aqueles que dizem “por aí não vou”. Não me parece justo exigir-lhe mais. E tenho esperança que com a sua voz abra espaço para que os colegas do seguro saiam da sua modorra e comecem a ser construtivos. Que no seguro não deposito a mínima esperança e também anseio por algo construtivo.

  11. Aliás Soares já tentou a seu tempo ser construtor com o tal “congresso das esquerdas”, acho eu.
    Pelos vistos é mais fácil unirmo-nos sobre o que não queremos do que chegar à clareza sobre o que queremos

  12. ibmartins, mas uma parte desse “por aí não vou” consiste em dizer que não se vai com Seguro para parte alguma. Ora, isso Soares não afirmou. Porquê? Se é possível pedir a demissão do Presidente da República, não seria, por maioria de razão, muito mais fácil pedir a demissão do líder da oposição?…

  13. Soares é fixe, o povo que se lixe!

    Diz-se por aí que o tempo, nas pessoas como nos vinhos, apura os bons e azeda os maus. Considerando o fel que Mário Soares incansavelmente destila contra todo e qualquer Governo ou Presidente da República de cor política diferente da sua, é lícito concluir que o tempo se encarregou de desvelar o seu verdadeiro carácter (ou, neste elucidativo caso, falta dele).

    Com efeito, de há uns anos a esta parte, o discurso do ex-Presidente da República tem-se radicalizado. Facto que se acentua sempre que, no poder, se encontra um partido que não o seu. Foi assim com o Executivo de Durão Barroso, depois com o de Santana Lopes, sendo o de Passos Coelho o mais recente alvo do seu ressabiamento.

    Em inúmeras entrevistas e artigos de opinião publicados numa diversidade de jornais e revistas (Soares sempre gozou de resto de uma boa imprensa), o autoproclamado “pai da democracia”, entre outros avisos e profecias, tem vindo a alertar para o facto de Portugal se estar a encaminhar para uma ditadura. Pelo meio, Soares fez um silêncio de seis anos – curiosamente coincidente com o consulado de Sócrates – nas suas diatribes. Isto apesar de ter sido o Governo de Sócrates e do PS o autor da proeza de conduzir o Estado português a uma situação de pré-falência, abrindo assim caminho à negociação do memorando com a troika, presentemente em vigor e que coube ao Governo PSD/CDS implementar. Isto apesar de Sócrates ter demonstrado tiques autoritários (especialmente na forma como desprezou a oposição e procurou manietar os órgãos de comunicação social que lhe eram hostis), e de ter estado envolvido numa panóplia de polémicas e de negociatas obscuras, com a sua mais do que duvidosa licenciatura e o caso das “luvas” do Freeport à cabeça.

    Num registo nada compaginável com o seu estatuto de ex-Presidente da República, Mário Soares, seja nas crónicas da sua autoria publicadas no Diário de Notícias, seja no âmbito dos congressos das esquerdas que periodicamente tem promovido, a par de críticas duríssimas (e por vezes legítimas) à insensibilidade social e à inépcia do atual Executivo, não se tem coibido de fazer apelos pouco subtis à violência e à sedição, numa gritante (porém não surpreendente) falta de cultura democrática.

  14. A exemplo de outros pseudodemocratas cá do burgo, este nababo do regime saído do 25 de Abril de 1974, do alto da inimputabilidade conferida pelo seu estatuo de “vaca sagrada” da democracia pátria, acredita – e quer fazer acreditar aos incautos – que esta é uma coutada exclusiva da esquerda. Aos olhos de Soares e dos seus sequazes, são “perigosos neoliberais”, “reacionários” ou “criminosos” todos os que não comungam das suas ideias e ideologia.

    Alcandorado pelos seus indefetíveis e por grande parte dos media nacionais ao intocável estatuto de “pai da democracia”, este senhor julga-se senhor da verdade e acima de qualquer crítica. Por conseguinte, entretém-se a fazer de conta que ainda é um paladino da liberdade e da democracia, emitindo um ror de atoardas que, em última análise, fazem dele o campeão da demagogia.

    Interrogo-me, por exemplo, se Soares seria tão acutilante nas suas críticas e tão drástico nas suas atitudes caso Portugal fosse neste momento governado pelo PS. Interrogo-me se, por exemplo, faltaria às comemorações oficiais do 25 de Abril, a pretexto da ausência de legitimidade dos atuais governantes.
    Para o “pai da democracia”, esta termina quando a vontade soberana do povo, expressa nas urnas, dita a derrota do partido que ele ajudou a fundar ou, simplesmente, quando contraria a sua régia vontade. Talvez Soares, fruto da sua vetusta idade e notória senilidade, não se recorde mas os atuais Governo e Presidente da República foram eleitos por via democrática, estando ambos sensivelmente a meio dos respetivos mandatos que lhe foram conferidos pelo povo. O mesmo povo que ele, enquanto primeiro-ministro (de má memória, convenhamos) flagelou desapiedadamente com brutais medidas austeritárias aplicadas no âmbito de um outro programa de assistência financeira internacional, acordado com o mesmíssimo FMI que Soares agora verbera; o mesmo povo que, enquanto Presidente da República, Soares parasitou, tantas foram as viagens inúteis ao estrangeiro que fez durante a década em que ocupou o Palácio de Belém; o mesmo povo que continua de resto a parasitar por via da obscura Fundação Soares, cuja verdadeira finalidade ninguém conhece ao certo, sendo ainda assim generosamente financiada pelos impostos de todos nós.

  15. Pelos motivos acima enunciados e por um extenso rol de outros que me poupo por ora a enumerar, deveria pois Soares demitir-se, de uma vez por todas, do imerecido título de “guardião da democracia”, a qual lhe deve certamente muito menos do que ele gosta de pensar. Já Mário Soares, que não passa de um político (e agitador) profissional deve – e muito – à democracia e ao povo português, sem os quais nunca teria ocupado os cargos de relevo que ocupou. Em vez disso, teria de ter tentado ganhar a vidinha como causídico ou através de qualquer outro ofício. E hoje, na melhor das hipóteses, não passaria de um velho caduco a tartamudear palavras desconexas num qualquer banco de jardim.

    Que ninguém se iluda portanto com o ar bonacheirão do “Marocas”, que de fixe nada tem e que, na verdade, quer mais é que o povo se lixe.

  16. Não sei…
    Seguro é um incompetente vaidoso, no local e hora errados. O presidente tem responsabilidades maiores porque é o garante do estado de direito.
    Depois, uma posição contra o seguro por parte de Soares creio que mais não faria do que levantar um coro de críticas contra os socialistas, tipo são um saco de gatos, e não ia contribuir para que as pessoas se revejam em algo. Penso que apenas aprofundaria o descrédito geral pela política, só afastaria mais.

    Na verdade Soares só precisou de levantar a voz porque seguro deixa esse espaço em branco. Para bom entendedor…

    Para mim a voz de Soares em defesa de um estado de direito e da dignidade, voltando para o essencial, aquilo que une, a mim abriu-me a esperança de que na sequência possam surgir projectos sérios e construtivos. Penso que só pela construção é possível canalizar a vontade das pessoas, não pelo aprofundamento da divisão

  17. Este velho senil não enxergou as porcarias que as últimas governações socialistas fizeram.

    E agora vira-se a apelar à violência para derrubar órgãos de soberania legalmente eleitos.
    Que governam de acordo com as normas constitucionais. E se alguma lei as ultrapassam aí está o tribunal constitucional para as corrigir!

    Que conceito de democracia!

    Perante a corrupção,o compadrio, as tentações totalitárias do controle da comunicação social dos governos do seu camarada Sócrates, esteve calado.
    Perante a bancarrota a que nos conduziram os últimos governos socialistas esteve também calado.

    O mais interessante é que também há por aí militares que fizeram o 25-A que apelam ao derrube violento do governo.

    Nunca imaginei que esta gente descesse tão baixo e valesse tão pouco.

  18. De acordo ibmartins. Segundo o valupi as “lancinantes (de Soares) palavras são pontas afiadas sem pau” mas, se dirigidas contra Seguro, seriam palavras de nervo forte de pau afiado.
    O discurso do governo e que pretende vender ao povão é precisamente esse de que a actual oposição é má e com ela tudo seria ainda pior. Ora o que faria a propaganda do governo se Soares se pusesse a discursar para derrubar o lider do seu partido (dele, Soares) para o derrubar na praça pública. É evidente que isso daria um trunfo colossal ao governo e ao povão um sinal incompreesível e destruidor para o PS.
    Como diz ibmartins e bem, ele fala à falta de haver um verdadeiro lider no PS, só um cego não vê. E mais, precisamente por falta de comparência de Seguro (ou de existência) é que Soares tem de falar como fala, de forma a vincar quase à bruta a diferença para Seguro, para não dar azo a que a propaganda do governo se aproprie das palavras de Soares para atacar o próprio Seguro e o PS.
    Soares e o seu elevado instinto político, que raramente o traíram, aliado de longa prática de luta, continua a ver mais de futuro que nós de presente.
    E, ó valupi, essa de Soares ser “ponta sem pau” o homem que nos devolveu a democracia e a liberdade e aos 90 anos ainda lutar e se bater sem medo em defesa desses mesmos ideais, não merecia tal insinuação. Na sua idade pode ser ponta sem pau mas lá que os tem pretos, isso tem demonstrado ter.

  19. Diga-se o que disser, faça-se o que se fizer, sem um lider com a força e a lucidez que o Mário Soares (já) não tem, isto vai continuar como está. Com um pouco de sorte, estes mesmos governantes até podem continuar por mais quatro ou oito anos. Basta que a Alemanha mantenha “a mão por baixo” e que esta Alemanha subsista. A desilusão é muito mais com a democracia que com este governo. Os europeus em geral já interiorizaram que os eleitos da democracia estão condenados a defender o poder económico. E a maioria fazem-no por concordância plena, como se prova pelo claro domínio conseguido nos parlamentos da velha europa. Nós ficaremos num impasse, a assistir, sentadinhos em casa, à espera de um milagre do céu. São nove séculos a viver do “milagre de Ourique” e todas as outras ajudas esperadas do céu. Aliás, este tempo e esta vida são uma realidade efémera, uma tempo de peregrinação para a “vida que há-de vir”, depois da morte. E essa vida é tão certa como a morte, enquanto que esta é tão incerta, ingrata, feia e corrupta como os homens que nos têm governado: na monarquia, na república, na ditadura e, agora, com toda a evidência , descaramento e força, na democracia. Parece-me, de facto, que o peso do passado foi demasiado para que, depois de Abril, acontecesse a libertação da “idade das trevas”. Quando, há dias, Sobrinho Simões afirmou que estes governantes, de maioria absoluta e de absoluto apoio do poder económico, estão a destruir os alicerces da “casa da ciência”, tão bem lançados por Mariano Gago, era deste regresso à Idade das Trevas que falava.

  20. obviamente que vociferar contra o próprio partido, ainda por cima na oposição, teria o outro tipo de impacto que queremos na consciência colectiva. quem é que está interessado nas dores de soares contra o PSD? eu não estou, dispenso sectarismos ainda por cima revoltos em nome da democracia.

  21. a contra-informação do governo foi reactivada e o lomba voltou a produzir textos, à semelhança do que fazia no expresso, para divulgação na net pelas arrastadeiras do regime. os escritos acima “soares é fixe…” são spam de perfis falsos, que diáriamente invadem as caixas de comentários da bloga e dos jornais. este, por exemplo, foi publicado no cc por luis rodrigues e no sol por carlosmacedo99

  22. as escadas do parlamento a partir de agora ,estão à disposiçao de todos os peregrinos.o problema do “soares é fixe” é o HOMEM ter “despachado a bandalheira” para instaurar a democracia.quanto a seguro, o drama foi a sua eleiçao ser numa altura de ressaca de uma derrota injusta e covarde da esquerda do protesto,que impediu homens com enorme valor e garra como ontem o demonstrou silva pereira no “expresso da meia-noite “com resposta pronta a mais um ataque do social fascista joao oliveira.val,tenho um enorme respeito e admiraçao por si.já o lia quando o camara corporativa prestava um enorme serviço à democracia,mas não posso concordar consigo (se percebi bem)que soares devesse falar de seguro.o tema era outro.não faltarão oportunidades,mas pela postura do seu filho nesta materia,parece-me que ambos estão bem servidos com o seguro contra todos os riscos!

  23. não, val, tu é que estás com as dificuldades habituais quando os factos não encaixam na tua teoria.
    pronto. lá tenho de fazer o boneco.
    A Assunção deu autorização aos Que se Lixe a Troika para ocupar a escadaria.
    O Macedo disse que mais subidas de escadaria estão fora de questão.
    (acrescente-se que foi com muito carinho que a Assunção elogiou a forma como os polícias se manifestaram).

    Impasse. Quem manda? Capisce?

  24. de facto, edie, quem precisa basear-se em autorizações consentidas ou barreiras proibidas de outros para (não) pensar por si acerca do bom senso cabe na perfeição no pacote do carinho e da ironia, assunção, da Assunção – no do rebanho irracional e estúpido.

  25. Júlio Pomar, genial artista, e Paula Rego, também enorme, retrataram dois Presidentes que definem um período histórico de Portugal na perfeição.

    É que ao olharmos para o de Mário Soares, a primeira reação do público é levar a mão à cabeça e coçar o coiro cabeludo…provoca alergia.

    E ao olharmos para Sampaio, levamos a mão à boca…para esconder o riso.

    Os dois artistas lá sabem o que é o abstracto e o que é muito estranho.

  26. (*) Artigo 330.º
    Incitamento à desobediência colectiva
    1 – Quem, com intenção de destruir, alterar ou subverter pela violência o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, incitar, em reunião pública ou por qualquer meio de comunicação com o público, à desobediência colectiva de leis de ordem pública, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.
    2 – Na mesma pena incorre quem, com a intenção referida no número anterior, publicamente ou por qualquer meio de comunicação com o público:
    a) Divulgar notícias falsas ou tendenciosas susceptíveis de provocar alarme ou inquietação na população;
    b) Provocar ou tentar provocar, pelos meios referidos na alínea anterior, divisões no seio das Forças Armadas, entre estas e as forças militarizadas ou de segurança, ou entre qualquer destas e os órgãos de soberania; ou
    c) Incitar à luta política pela violência.

  27. .. quando ela é acompanhada de incitamento à violência e á debdediência colectiva.Crimes que são punidos respectivamente pelos artigos 326.º e 330.º do código Civil. Num Estado de direito a sério e não numa Republica das bananas neste momento Mário Soares e Vasco Lourenço, entre outros, deviam estar a ser investigados pelo Ministério Público!
    Artigo 326.º
    Incitamento à guerra civil ou à alteração violenta do Estado de direito
    1 – Quem publicamente incitar habitantes do território português ou forças militares, militarizadas ou de segurança ao serviço de Portugal à guerra civil ou à prática da conduta referida no artigo anterior é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
    2 – Se o facto descrito no número anterior for acompanhado de distribuição de armas, o agente é punido com pena de prisão de 5 a 15 anos.
    Artigo 330.º
    Incitamento à desobediência colectiva
    1 – Quem, com intenção de destruir, alterar ou subverter pela violência o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, incitar, em reunião pública ou por qualquer meio de comunicação com o público, à desobediência colectiva de leis de ordem pública, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.
    2 – Na mesma pena incorre quem, com a intenção referida no número anterior, publicamente ou por qualquer meio de comunicação com o público:
    a) Divulgar notícias falsas ou tendenciosas, susceptíveis de provocar alarme ou inquietação na população;

  28. A tal “reunião das esquerdas” (penso que a coisa se chame assim), nada mais foi que uma conjugação de interesses entre “quem-está-morto-e-ninguém-lhe-disse”, criaturas com “complexo-de-corno”, “órfãos-do-Muro “ e delirantes em geral.
    Toda essa gente tem algo em comum: não está no poder. Pois mais nada os diferencia dos que lá estão. Quando mudar, os que estão, farão uma reunião de qualquer coisa, devido à mesmíssima circunstância: estarem outros no poder.
    Porque infelizmente, pelas consequências, quem estiver no poder não governa. Quem governa são as tais consequências. O que, pelo delírio que as antecedeu, pode ser a sorte da gerações futuras… não estar sujeita às consequências dos desvarios dos “pais da democracia”.

  29. edie, tens de começar a ler o que escreves. E escreveste que eu seria apoiante de uma coisa qualquer que, na tua cabeça, contraditava com o que a Assunção fez. Ora, não tem fio por onde se pegar essa comparação. Num caso, houve autorização para se ocupar uma parte (qualquer) da escadaria. No outro, houve uma violação da lei que proibia a entrada numa parte (qualquer) da escadaria.

    Larga o vinho.
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    jose neves, não se trata de Soares ser ponta sem pau, trata-se de estar reduzido à ponta da lança. Ou a um ponta de lança, mas sem a restante equipa para lhe passar a bola.

  30. O regime Democrático defronta-se com a resistência passiva que a natureza das coisas oferece à implantação de uma economia impossível. Nada excita mais a fúria das Esquerdas , do que a procura de inimigos difusos, sem rosto, incontroláveis , que são , em bom rigor, as instituições que nos emprestaram o dinheiro necessário para a execução da ” festa socialista ” . Temos uma sociedade inteira , que não adere ao ” rumo ao socialismo ” e por isso são vistos como um depósito inesgotável de traidores, de sabotadores, de agentes da burguesia. Será preciso matar todos no Campo Pequeno , para depois implementar os discursos inflamados do Congresso das Esquerdas em que Mário Soares e seus convidados Rúben Carvalho, Pacheco Pereira, Helena Roseta, Vítor Ramalho, Marisa Matias, general Pinto Ramalho, Carlos do Carmo e Alfredo Bruto da Costa … EXIGEM NOVO PREC !!

  31. … Já não é a primeira vez que o Hugo Chaves português apela à violência. Com Democratas assim, nem precisamos de fascistóides de serviço ao regime de Ideias Únicas.

    VERGONHOSO e TRISTE

    MAS NEM UMA ÚNICA IDEIA OU PROPOSTA ALTERNATIVA. NADA. NÉPIAS. ZERO.

    APENAS GARGANTA e POBREZA DEMOCRÁTICA

  32. Esta malta é uma parte dos representantes da nossa república das bananas e alguns até fazem parte dos membros da cleptocracia que se instalou.

    O principal, discursou 10 minutos, mas está já num estado de óbvia senilidade.

    Claro que há mais que os que foram ao encontro (esses, membros activos da classe cleptocrática)…

    A minha dúvida: será que os que só são membros da república das bananas e não da cleptocracia (os chamados idiotas úteis) têm consciência disso?

  33. “MAS NEM UMA ÚNICA IDEIA OU PROPOSTA ALTERNATIVA. NADA. NÉPIAS. ZERO.”

    isso é conversa da mulher a dias, cujas ideias, até agora, são copy/paste avulso das políticas do sócras.

  34. oh elsa! cleptocracia é o bpn, bpp, submarinos, tecnoforma, barracão atlântico, coelhas & marianis, swaps, privatizações, comissões e restantes roubos a céu aberto ou por baixo da mesa que a maltosia do psd/cds, jovens & velhos, praticam. política para estes gajos é roubar e é triste pagares o bilhete e não perceberes o filme.

  35. Ó Ignatz, qual será o artista plástico ideal para um dia pintar o quadro do presidente Cavaco? Para ficarmos com estes 40 anos bem representados?

    Já temos um quadro que me leva a coçar a cabeça, outro que me leva a dar uma risada.

    Peço-te uma ideia, aliás sem ti raramente viria aqui, e mesmo tu já te estás a tornar muito repetitivo.

  36. “Peço-te uma ideia, aliás sem ti raramente viria aqui, e mesmo tu já te estás a tornar muito repetitivo.”

    já tinha reparado nisso e no assédio. quanto a ideias, aí vai uma página delas, qualquer uma fácilmente executável por um pintor de construção civil. se o bordalo fosse vivo, talvez lhe dedicasse o fundo de uma caneca das caldas, mas dúvido que o gajo vá ter retrato pintado no museu da presidência, é parvo demais para o permitir e suficientemente perigoso para alguém o fazer.

    http://www.google.com/search?q=clown+famous+paintings&client=safari&rls=en&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=kgSSUursPIO47AbnmIBA&ved=0CAkQ_AUoAQ&biw=1920&bih=956

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