Acusação BES, para começo de conversa

Para começo de conversa, a acusação agora formalizada no processo judicial de liquidação do banco BES não se esgota nos eventuais crimes de Ricardo Salgado e mais 24 arguidos. Pela própria tipologia dos crimes em causa, o seu contexto implica directamente instituições públicas variadas, um Governo e seus responsáveis respectivos. Isto num primeiro nível, porque num segundo nível de responsabilidade aparecem os partidos com representação na Assembleia da República e os banqueiros em Portugal como cúmplices do desfecho a que estamos a assistir desde 14 de Julho de 2020: a suspeita de se ter criminosamente gerado um prejuízo de 11,8 mil milhões de euros.

Tamanha a semi-inaudita gravidade do caso (BPN é igual, e até bem pior no intento ilícito), tamanho o seu envolvimento com a estrutura da oligarquia (a ideia de fazer dos Espírito Santo aliados dos socialistas seria hilariante se não tivéssemos o estômago às voltas com o descaramento dos pulhas), que de imediato começou a politização do mesmo pelos mesmos que nada mais sabem fazer do que judicializarem a política e politizarem a Justiça. Esses tentam ligar Salgado a Sócrates, por todos os meios que encontrarem, ao mesmo tempo que santificam Passos Coelho e lhe levantam estátuas onde aparece de espada na mão a esmagar o dragão. Mentem agora como mentiram antes e mentirão amanhã. Mentem não no plano em que tenham ideias diferentes sobre o nosso destino comum ou interpretações alternativas de acontecimentos ambíguos. As suas mentiras são factualmente tangas para alimentar borregos porque apenas fanáticos as conseguem mastigar, obrigam a desligar a inteligência, o respeito próprio e o mero senso comum para serem aceites sem gerarem um curto-circuito neuronal. Dizer – como está Rui Rio a imitar, assim provando em catadupa que não passa do enésimo líder decadente na direita – que Passos Coelho decidiu afundar o BES para ser o primeiro a resistir a Ricardo Salgado em Portugal não é só desvairadamente primário, é também cristalinamente revisionista e tem como obsceno fito esconder a tragédia financeira, económica e social que podia – e devia – ter sido evitada por Passos e Maria Luís Albuquerque.

Mas quem começar a falar deste caso por aqui, pela sua relevância e complexidade política, ainda não estará no ponto inicial da conversa. Esse remete para estas duas características do processo judicial:

– Durante os seis anos em que os procuradores tiveram a batata na mão e foram-na descascando e fritando, nunca a indústria da calúnia nem os seus caluniadores profissionais puderam explorar sensacionalismos e calúnias. Isso prova que é possível, no mais apetecível dos casos para os abutres de todas as cores e interesses, manter o Estado de direito inviolado no que ao segredo de Justiça diz respeito. Mais indica que nenhum advogado viu qualquer vantagem em cometer esse tipo de crime, ao contrário das acusações que são invariavelmente lançadas pelos agentes da Justiça quando confrontados com o caudal das suspeitas óbvias sobre a quem ele aproveita.

– Durante os seis anos em que o processo esteve em investigação, nenhum órgão de comunicação social apareceu com “investigações” próprias ou declarações acerca da culpabilidade dos visados. Não houve jornalistas de favolas à mostra e a babarem-se enquanto corriam para se constituírem assistentes. (se houve, aceito penhorado a correcção)

Isto significa que a violação do segredo de Justiça é uma arma política usada impunemente por procuradores, juízes e jornalistas em conluio. Significa que, como bolçou Joana Marques Vidal a rir, o regime quer continuar a servir-se desse tipo de crimes ao sabor dos arranjos fácticos de poder entre as suas partes, caso contrário legislava para aumentar a sua gravidade penal e autorizaria escutas aos próprios agentes da Justiça actualmente à-vontadex na passagem do que lhes apetecer aos compadres jornaleiros (e à-vontadex em que outros tipos de crime, então, e pela mesma lógica que os protege?). Significa que a Operação Marquês se resume quase exclusivamente à oportunidade para utilizar os instrumentos de devassa do Estado para exercer perseguição e castigo sobre alvos políticos – e isto feito com o beneplácito daqueles que na esquerda também o viram como vantagem; grupo onde se encontra o actual PS, por paradoxal que possa parecer aos ingénuos e distraídos.

22 thoughts on “Acusação BES, para começo de conversa”

  1. o ministério público deveria explicar o que é que o riciardi combinou com o passos e que agora faz parte da estratégia do ministério público para acusar o sócras. uma coisa já sabemos foi ilibado de qualquer acusação relacionada com o bes a troco de chibar o primo e mais uns quantos, mas o que o ministério público quer é a cabeça do sócras. vejamos até onde é que este cabrãozeco das felações premiadas chega, ontém já ameaçou uma mortágua com um “… devia era desaparecer de vez” entre uns broches a enaltecer o trabalho da investigação.

  2. Como se costuma escrever na net, bem esgalhado Valupi.

    A acusação só trouxe de volta o ambiente nauseabundo que se viveu após a queda da família. Com grande parte do comentário com mais pressa de começar a pagar duas refeições por dia ao Salgado que em pensar na economia. Sobretudo aquela malta que já andava dobrada há muito tempo. E mesmo os putos da imprensa económica. Os avençados que andaram nas televisões a jurar que o BES não tinha problema nenhum. E o Ricciardi ainda segurou um para pôr à frente do ECO. Que só nasceu para enterrar ainda mais o Salgado.

    Para quem sabe que não acontece nada em Portugal que não acontece noutros países e nunca comprou aquela ideia velha do só em Portugal, ainda se torna mais insuportável. O pecado original começa quando chamaram esta família e outras porque o país precisava de capital. Sabe-se hoje que na Portela só aterraram mesmo os velhos capitalistas. Capital nem vê-lo. E foram às privatizações e reorganizaram a vidinha toda em Portugal com as indemnizações milionárias que lhes demos. Alguns, como o Champalimaud, para vender as nossas ofertas aos espanhóis. E os Espirito Santo ainda viram a exposição à crise financeira engolir-lhes o Grupo todo de um dia para o outro. E aqui só uma ressalva para dizer que a queda do BPN não teve nada a ver com a crise. O BPN foi unicamente um caso de polícia. E ladrões. Mete-me muito mais nojo Ricciardi. Nojo que para ser franco já vinha do SCP, quando correu com último presidente campeão. Para alienar o património não desportivo quase todo. Além de detestar bufos. Que agora até se permeiam.

    Mas o que é que se podia esperar de um banqueiro que vê grande parte do seu império empresarial desmoronar-se de uma dia para o outro? Qualquer empresário normal recorria aos bancos. E o Salgado até tinha o BES ali a jeito. Com um triste, como o último governador, no BdP. Dois ou três anos antes, aquando da privatização da EDP, o BESI deu-se ao luxo de representar as duas partes do negócio. O Estado e os chineses. Rebenta o escândalo e lá foi a família toda fazer uma 2ª via da declaração do IRS. O Ricciardi foi só à terceira. Mas o Carlos Costa nunca viu quebra de idoneidade alguma que justificasse correr com a família da administração do BES. Infelizmente. O maior banco privado português, nalgumas áreas da economia com uma carteira de 2/3 das empresas. E ainda compro menos a ideia “irredutível” da canalhada do Governo à época. Infelizmente a UE e a Troika época nunca comprariam nada muito diferente e de certeza que trataram logo de passar a receita. Quanto muito devem ser responsabilizados pela divisão desastrosa que resultou da resolução. E só por isso é que o BES vai acabar por custar mais que o BPN. Mas a preocupação de muita malta é ver o Salgado atrás das grades. De preferência sem julgamento.

  3. Esta CAMBADA de políticos mafiosos revolucionários marxistas leninistas traidores que assaltaram o País na ABRILADA de 74 continuam a viver á grande e á francesa….
    Desde Vascos otelos Coutinhos Gomes Antunes Corvachos Santos Almeida Constâncios Varas costas Soares SÓCRATES Constâncios Varas salgados e companhia já deviam ter devolvido o dinheiro que roubaram ao POVO trabalhador…..

  4. Oh !
    Mais um espantalho de palha .
    O Cadilhe quando assumiu funções no BPN alertou para o descalabro e disse que com 600 milhões de empréstimo do Estado conseguia consertar .
    Teixeira dos Santos nao só recusou como mandou nacionalizer o banco .
    Disse que não ia custar um centavo aos contribuintes TOMA LÁ Ó LUCAS GALOCHAS .
    Criou três tretas chamadas Parvalorem, Parups e Paraparticipadas para onde seriam transferidos os activos tóxicos e todo o BPN tóxico e não tóxico passou a ser gerido por gajos e tipos saídos da Caixa, para onde, afinal, foram despejados todas as toxinas passando a funcionar como aterro tóxico .
    Alegou que existia risco sistémico.
    Se isto não é felattio feito aos direitolas, não sei o que é sexo oral .
    As três empresas veículo acima citadas, tem sido objecto de escândalos com venda de coisas que parece que nao eram assim tao toxicas assim . E alguns têm embolsaso dinheior que não é deles .
    Ninguém sabia de nada .
    Constâncio, toda a gente da finança, detentores de cargos políticos, todos falavam entre eles era de temas como renda de bilros, modas e bordados, crochê e afins .
    Teixeira dos Santos cometeu não quebra de segredo de justiça mas sim, quebra de dever de lealdade de detentor de cargo político, ao anunciar em primeira-mão e por e-mail, à jornalista Helena Garrido do Jornal de Negócios. E só depois, ao PM, Sócrates.
    O BPN foi vendido por 40 milhões e com uma injecção de capital por parte do Estado de 600 milhões.
    Afinal, os tais 600 milhoes que pedia Cadilhe .
    Por conseguinte, quem comprou, não só não desembolsou um cêntimo, como ainda embolsou 540 .
    E com uma cláusula adicional, livre de litigância e com a promessa de que qualquer eventual litigância que viesse a surgir, ser assumida pelo Estado .
    Cláusula que já foi acionada e o Estado já lá meteu e continua a meter dinheiro .
    Passos Coelho recusou para aí uns 800 milhões ao Salgado .

    Ninguém sabia de nada .
    E no entanto, qualquer quadro médio de um banco, sabe que existe uma sala que alberga a NO, a contabilidade não oficial .
    Ninguém sabia de nada que lhe desse desconforto saber .
    E no entanto, não havia nada escondido que não se pudesse ver .

  5. Onde é que tu queres chegar, Ó Império? Quantos accionistas relevantes e executivos do BPN não estavam ligados ao PSD?

  6. Sei lá .
    Se calhar, todos .
    Ou haverá gajos do PS ligados a bancos ?
    O Ps nao é um partido de esquerda ?
    Há bancos de esquerda ?
    Gajos de esquerda devem ajudar bancos ?
    Já chegamos à Madeira ? ( O Banif tinha como presidente do conselho de administração o Luís Amado, topo de gama do PS até segue currículo sortido, em link baixo ) ou foi colocado lá no tempo do Passos Coelho para queimar em lume brando ? Ele aceitou . Deu aparência de pluralidade democrática nas nomeações, e credibilidade num banco a caminho da bancarrota. E agora está a aquecer em lume brando na EDP, na companhia do Catroga, da Cardona e dos outros . Olé, electricidade de esquerda .
    É o PS dos “centrados” que têm fascínio pelos “empresários”, o PS dos negócios. Pinho e Lino nem sei se eram filiados ou se eram afiliados .
    O Banif, claro, deu grelo e os espanhóis do Santander, logo no 1° trimestre a seguir à aquisição, diziam que o banco já estava a dar lucro ( por causa da venda dos activos ) . O estado enterrou lá dinheiro, que pouco antes da debacle, o Banif até queria devolver ao BP, e eram uns bons milhões, três digitos, e o desvairado Costa ( o do Banco de Portugal ) disse ipsis verbis, para não devolverem a massa, porque isso iria dar uma imagem de fragilidade ao banco . Vá lá entender os gajos e os tipos da banca e da bancarrota !
    Onde é que eu queria chegar . Eu só queria chegar era ao FARINHO .
    É que sucede que para mim, PPD e PS é tudo farinho do mesmo saco . E também cabem alguns do CDS, é só ver os cândidos & cordiais debates entre Marçal Grilo e Nobre Guedes .

    Link pra tu mirares
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Amado

  7. “O Banif tinha como presidente do conselho de administração o Luís Amado”

    pois, mas quem faliu o banco foi o roque & amiga. o amado foi lá posto pelo coelho para gerir a falência, enquanto o laranjal tratava de falir o resto dos bancos ou privatizar ao preço da uva mijona.

  8. E do Jackpot da EDP. E do Jackpot da REN. Foi à conta do Monte Branco que tiveram todos que fazer novas declarações de IRS. Em linha com a idoneidade requerida pelo BdP para exercer funções executivas na banca. Segundo o Carlos Costa. Até porque quem branqueia dinheiro numa lojinha do Rossio para ocultar descaradamente rendimentos ao fisco é incapaz de mais qualquer tipo de fraude à frente de um banco. Eram todos bons rapazes.

  9. Consertar um banco de um gang? Com 600 Milhões? Com mais um plano completamente ilegal e com mais crédito aos clientes que iria crescer 20% ao ano segundo o Cadilhe. Numa marca completamente destruída que já tinha esgotado o financiamento de emergência e as linhas concedidas pela banca, com problemas de liquidez para honrar os compromissos do dia-a-dia e já com uma fuga de depósitos e liquidez brutais. Nem com 600 Milhões por mês no tempo que durou o Cadilhe no BPN. O Cadilhe devia era ter começado por denunciar a situação à PGR mas nem isso. Deviam-lhe saber bem os 700 mil ao ano que ainda levava para casa à conta de um banco completamente destruído. O Estado também fez tudo para evitar a nacionalização mas infelizmente não apareceu nenhum Cadilhe com pilim. Grande lata.

    Em primeiro lugar e em qualquer parte do mundo, os bancos só operam com licenças. Claro que no fim do dia os Estados têm sempre que assumir responsabilidades, seja público ou privado. Hoje felizmente já com uma participação muito maior do sistema no Fundo de Resolução. Um bocadinho diferentes do populismo que fechava aquela merda toda e eles que se amanhassem. Só agora no BES, os técnicos da Justiça precisaram de 6 anos para descobrir o fio à meada de muitos fluxos financeiros, muitas lavandarias, muita dívida e muitas sociedades off shores. Mas o Cadilhe como também costuma acertar no totobola à segunda tirou-lhe logo a fotografia toda. Por isso é que esteve lá tanto tempo.

    O Cadilhe é tão fdp que ainda hoje faz que não percebe que o risco sistémico não tem nada a ver com a quota dos bancos mas com a confiança no sistema. A economia é confiança e entretanto já tinha rebentado a crise financeira. Como aliás o Bento no BES. Ao certo já custou cada um mais de 5 mil Milhões a todos. Mas entre acionistas, obrigacionistas, clientes de produtos de papel comercial e contribuintes o BES já custou três vezes mais. Era tão bom se fosse só pagar depósitos. De preferência o próprio Sistema Bancário.

  10. Agora a sério :
    No fim da nacionalização da Banca,houve algum caso como o do BPN, do BES,do Montepio,do Totta?
    Ouviu-se então algum grupo gritar: QUEREMOS O NOSSO DINHEIRO!!!
    Se isto não é o suficiente para vos pôr a pensar,continuai a dormir e a recomendar-me nas vossas orações !

  11. No fim das nacionalizações o sr. António Cavaco Silva não tinha acções em qualquer instituição?
    Poder-se-à afirmar que, até então. o galinheiro estava vedado às raposas ?

  12. Quanto ao BES, o Banco Central Europeu, o método escolhido foi o de pôr o perneta ( o conjunto dos restantes bancos através do Fundo de Resolução) a carregar o paralítico (o BES ) às costas .
    É o chamado modelo do “PIJAMA PARA HOMEM SEM PERNA “. (*)
    (*) É daquele jeito que a geração de portugueses mais bem preparados de sempre, escreve .
    Modelo idealizado por Mário Draghi . E também lá estava Constâncio, como vice-governador.

    Claro que os “ carregadores “ não se querem prestar ao frete .
    Alegam que não têm dinheiro, e na verdade parece que nem sequer para assegurar o Fundo de Garantia dos Depósitos, têm . Refiro-me- à constituição de Fundo de Provisão.

    Quer Mário Draghi, quer o antecessor, Romano Prodi, foram quadros do Goldman Sachs .
    A política de juros baixos, tanto serve para alegadamente ajudar a recuperação da economia, como os incumbentes que devem dinheiro aos bancos, como para ajudar os bancos a saquear o dinheiro dos aforradores, mediante o pagamento de juros baixíssimos, o que se traduz na transferência das poupanças para as instituições bancárias .
    É uma filosofia gerada e nascida no Goldman Sachs, que questiona a existência de pensões e poupanças, e defende que devem ser transferidas para nós ( eles próprios e outros bancos ).
    Sobrou o fardo para o Estado e os contribuintes portugueses .
    Ramalho, o finório de serviço no Novo Banco ex-BES, vai vencendo activos com 70% de desconto e ao abrigo da cláusula que diz que enquanto o NB der prejuízo na venda de a activos, pode ir mamando do Estado. Apurou-se que um dos compradores, – e estamos a falar de activos imobiliários, sector que estava em alta, portanto não se compreende nem os descontos nem os prejuízos – um austríaco, integra o quadro da administração do NB.
    Falta apurar de quem será testa de ferro . Às tantas, quer Salgado, quer outros, andam a reaver, via terceiros .

  13. Não, o Roque já tinha morrido, foram as filhas . Que já estavam em guerra com a viúva .
    No caso do BES quem pôs tudo em pratos limpos foi o Pêquêpê, que em poucas semanas e com um grupo de advogados reuniu documentação suficiente
    que espelhava o descalabro, meteram-se em uma ou duas viaturas e foram até ao Banco de Portugal espeter com a papelada nas ventas do Costa, este tinha medo do Salgado que o ameaçou com um parecer jurídico dum tipo de Coimbra com relação à eventual retirada da licença de banqueiro, não tivesse a coisa estourado na Suiça e no Luxemburgo e ainda hoje o Salgado andava para aí as curvas.

    O comentador P dá uma no cravo e outra na cavalgadura . E escreve …

  14. … mas quando o massamólas lhe explicou que tinha apanhado o sócras, cagou no seu principal patrocinador.

    “No caso do BES quem pôs tudo em pratos limpos foi o Pêquêpê, que em poucas semanas e com um grupo de advogados reuniu documentação suficiente”

    o pqp cagou no assumpto quando resolveu o assunto maude. quem propôs a falência daquilotudo e mais a cabeça do sócras ao passos coelho foi o mandante & financiador da claque do sportém. vingou-se do primo, do quem o baptizou “riciardi”, da famiglia, dos sócios que não foram à bola por ele, livrou-se de ser arguido e ainda empochou bué d’ “euricos” dos hayatanga. um chibo consorte, que veste “azeiteiro” e fala à varandas com sotaque tia de carcavelos, embalagem perfeita para o produto. o ministério público ganhou um informador, papelada timbrada bes em barda, um fã da corporação justiceira e um delegado de propaganda.
    é ler ou ouvir as últimas:
    https://tvi24.iol.pt/sociedade/jose-maria-ricciardi/ricciardi-responde-a-mariana-mortagua-sobre-bes-acha-se-a-nova-dona-disto-tudo

  15. “Agora foi o Riciardi, não percebo muito de gelados, depois vai dizer que foi o Picollini .”

    de pastéis de marselha não percebes e roupa de criança tamém não. a única coisa que sabes é espalhar a opinião oficial da corporação e comer gelados com a testa, próprio de quem come ser ler o manual de instruções. depois fazes figuras destas, mas tamém é para isso que te pagam.é cada
    https://www.garrafeiranacional.com/ricard.html
    https://www.facebook.com/pages/category/Baby—Children-s-Clothing-Store/Picollini-1694761834143948/

  16. Agora fiquei confuso. Então o Cadilhe não salvava o BPN? Das duas, uma. Ou está-me a escapar alguma ironia subliminar ou o império é bipolar. Porque desta vez até concordo com alguma análise.

    E onde é que trabalharam as cabeças do FMI e do BM? Chama-se globalização financeira. O Draghi naquela altura salvou o euro e a UE. Com os juros e sobretudo com o PSPP. Independentemente de em última análise estar sempre presente o mercado único que serve sempre mais os do costume. Demagogias à parte, Portugal não fez nada para receber cá a Troika. Portugal tem um problema estrutural bem espelhado na balança comercial. Aliás a crise portuguesa é uma parte da crise mais vasta da zona euro, que resulta da acumulação de dívidas externas nos países periféricos. Que por sua vez se deve aos efeitos da liberalização financeira em economias relativamente atrasadas. É uma história comum a vários países do mundo que decidiram ou foram forçados a liberalizar de repente a finança, sem primeiro assegurar os instrumentos regulatórios para prevenir a acumulação de desequilíbrios.

    A liberalização financeira traduziu-se numa queda acentuada das taxas de juro. Como acontece em todas as economias com falta de capital, como era o caso das periferias da zona euro. E a queda abrupta das taxas de juro conduziu a um aumento drástico do crédito. Como acontece em todos os países com estruturas produtivas frágeis. E a súbita disponibilidade de crédito barato leva sempre ao crescimento de sectores como a construção e o imobiliário. São sectores que criam muito emprego, impulsionam a procura interna, importam matérias-primas e equipamentos, mas pouco ou nada exportam, contribuindo assim para agravar a dívida externa. Portugal não tinha qualquer problema estrutural ao nível da dívida pública – como a tralha neoliberal andou para aí a espalhar. Que depois foi-se a ver e de pública até tinha muito pouco.

    A dívida pública em termos de história económica e social nunca foi um problema. Quanto muito a insustentabilidade da dívida pública. Que é um conceito totalmente oposto em termos académicos. Para quem não abordou o estudo da economia só pelo lado micro. Ou do business, como chamam agora às faculdades portuguesas. Foi o elevado endividamento externo de origem maioritariamente privada que levou ao resgate. Qualquer família se deixar de ter rendimentos de um dia para o outro ou até se lhe mexerem nos juros da casa e do carro também vai ao chão num instante.

    E os mercados financeiros tinham que vir recuperar o que perderam do outro lado do Atlântico. Com uma crise financeira alimentada pela desregulação financeira e pela bolha imobiliária que rapidamente se alastrou à Europa. Onde já era evidente o elevado endividamento de alguns Estados, muitas famílias e muitas empresas. Assim como a fragilidade bancária perante uma supervisão completamente ineficaz. Foi a UE, antes de Draghi, que permitiu que a crise financeira se transformasse numa crise económica profundíssima, com níveis medonhos de desemprego e a destruição de inúmeras famílias.

    Além de exportarem tudo o que era título tóxico para balanços bancários por esse mundo fora, que por sua vez ainda agravou mais as crises bancárias – nome porque até Merkel já trata a crise de 2008 – ainda vieram cá buscar joias como a EDP. Como dizia o Cavaco ainda tínhamos os anéis. Precisamente no que também se especializou o backoffice do FMI nas inúmeras intervenções nas últimas décadas por esse mundo fora. Mas se Draghi não põe termo à especulação nem o estado social se salvava porque nós nem para o serviço da dívida.

    E só os Estados estão à altura de resolver problemas estruturais como o nosso em termos de balança comercial. Eu pelo menos não conheço nenhum país em que os privados per si tenham resolvido algum problema estrutural da economia. Cabe sempre aos Estados planear e criar condições de investimento. O problema é que sem soberania monetária estamos completamente f…. ao nível de políticas de finanças públicas de espectro macroeconómicas.

    Conforme o euro foi desenhado eu nunca vi outra alternativa que não fosse a transferência de fundos europeus. E não nos estão a dar nada como dizem alguns ignorantes. Nunca transferem 1/10 do que deviam. Seja pela via das importações seja pela destruição quase completa do nosso aparelho produtivo. Que Cavaco assinou de cruz. E falo de alterações estruturais no aparelho produtivo. Na agricultura, no mar ou num ciclo novo de reindustrialização. Finalmente tão em voga. Não falo de crescer como alguns milagres económicos recentes na UE. À conta de sediarem multinacionais por baixas de IRC e outros paraísos fiscais. Só mais uma enfermidade da UE e do euro. Para quando a uniformização fiscal? Que também é o que os tamancos deviam ouvir este fim-de-semana no CE.

  17. Por acaso até é um artigo da merda do Observador:

    https://observador.pt/2017/09/13/tecnoforma-ministerio-publico-arquiva-processo-contra-passos-coelho-e-miguel-relvas/

    Só não me lembro de ter lido nada sobre a quantidade de formações, formandos, ou mesmo que programas, duração…

    Carros, vencimentos, rendas, despesas várias…não há indícios de crime. Quantos milhões?

    Tem tudo a ver com o tratamento da Operação Marquês.

    G’anda Passos, safaste-te bem!

    E lá andou o Carlos Alexandre. Lembram-se de alguma fuga de informação?

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