9 thoughts on “Abismo atrai o abismo”

  1. “A maioria das respostas, como quase sempre nas redes sociais, não tinha pés nem cabeça.”

    Não é que discorde do Henrique, um cronista que felizmente tem pés e cabeça. Pena que use tão pouco a cabeça.

  2. só consigo ler um pedacinho do artigo. :-( no entanto, julgo que o resto andará à volta de que caricaturar e parodiar é um grande mal – e um mal maior depois do sangue. ora o que está aqui errado é o sangue, não é a paródia. e isso remete-nos para o que é uma ofensa e o que a palavra diz sobre nós. porque quando na isenção se vê pretensão – a da ofensa – a coisa cai no poço.

  3. A verdade é que os cartoons da charlie hebdo são uma forma de assédio destinado a deprimir, gozar, e ridicularizar reiterada e descaradamente certas pessoas. É bullying, é perseguição e só faz rir até ao ponto em que semana após semana os alvos da chacota são SEMPRE os mesmos. A Ana Gomes tem alguma razão e aliás o Papa Chico também, que agora, certos esclarecidos, preferem já não citar.

  4. Paródia. Boa palavra, mas a paródia esporádica é uma coisa, a paródia persistente é assédio. Julgo que ninguém se chocaria se gozassem com os muçulmanos como pessoas os seus hábitos e costumes, eles aceitariam isso na boa. A questão é parodiar o profeta deles, algo que consideram um tema sagrado e mais digno de proteção até do que a sua vida privada e íntima. E notem que no ocidente não me parece que nenhuma revista se dedique a parodiar sistematicamente a intimidade e a vida privada de nenhum grupo de pessoas.

  5. “E notem que no ocidente não me parece que nenhuma revista se dedique a parodiar sistematicamente a intimidade e a vida privada de nenhum grupo de pessoas.”

    ora deixa cá ver… correio da manhã, sol, i, expresso, sábado, domingo, segunda, anos bisexos & anestesia geral da comunada.

  6. a equipa da radio comercial estava quilhada, ou mais do que matada, se de cada vez que satiriza e parodia uma tragédia ou uma alegria lhes dessem um tiro, Enapa. sem a realidade não há riso. e o que seria do mundo sem riso em parelha com o sono e o amor? o amor que ri também descansa – ou não é amor: é disfunção em vigília.

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