A velhice do caluniador eterno

O exercício que vou fazer requer, para a sua plena fruição, a leitura, nem que seja na diagonal, da entrada na Wikipédia intitulada José Pacheco Pereira.

Cá vai alho:

[em epígrafe, Na sombra do Pacheco]

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«Mais do que nunca, temos que ter uma conversação rigorosa, dura, intransigente, mesmo impiedosa, sobre a corrupção.»

Sou eu, Pacheco, um representante e apaixonado colaborador do Cavaquistão, quem o garante. Mais do que nunca, agora que existem leis e instrumentos de fiscalização e investigação da corrupção que fazem com que os anos 80 e 90 pareçam a Idade de Ouro do saque público, temos de continuar a vender a banha da cobra de que a corrupção não pára de aumentar em ordem a manter esta mama que nos enche os bolsos, a mim e aos meus estimados colegas da indústria da calúnia.

«Já se vêem os bandos de pombos atrás do milho.»

Sou eu, Pacheco, o mais antigo e ubíquo passarão do comentariado, quem o garante. Vejo tudo lá do alto com o meu olhar aquilino. Pombos, ratos, porcos, serpentes, lacraus, ervas daninhas, minhocas. Tudo vejo e tudo calo. Não contem comigo para dar nome aos bois; à excepção do Sr. Engenheiro, Deus nos livre e guarde.

«Tiveram oportunidades, e criaram oportunidades, e é a facilidade com que isto aconteceu, e a fila enorme de gente importante que foi lá buscar o seu quinhão, que mostra que não é um problema de meia dúzia de corruptos, mas do “meio” que facilita o crime, ou seja, é estrutural e não conjuntural. Eles vivem no “meio” e são o “meio”.»

Sou eu, Pacheco, com 40 anos de esfreganço de costas e bacalhauzadas no “meio” dessa gente, quem o garante. É preciso frequentar o “meio” sem pertencer ao “meio” para conseguir o que eu consigo, isto de fingir que não sou do “meio” enquanto uso o “meio” como meio para os meus fins. Complicado? Só para quem não é conhecido no “meio”, seus tansos que nada pescam do estruturalismo do “meio”.

«Hoje isto é dinamite para a democracia. Já houve alturas em que não foi assim, ou não foi tão grave assim. Hoje, é.»

Sou eu, Pacheco, com o servicinho do dia ao dispor na “imprensa de referência”, quem o garante. Hoje, sim, hoje é que é. Hoje é dinamite, ontem foi pólvora seca, amanhã será bomba termonuclear. Quando se passava ao meu lado, com os meus colegas de partido, com os ministros e secretários de Estado que eu apoiava no Parlamento, com as centenas e milhares que se cruzavam comigo sem esconderem quem eram e o que faziam, estava tudo bem. Outros tempos, topas? Outros tempos, éramos jovens e amigos. Não há comparação com o horror que agora vejo à minha volta. Hoje. Dinamite. Bum!

«Já viram alguma especial indignação com a corrupção nos grandes clubes quando não é o “nosso”? Como se as pessoas que vociferam nos cafés e nas redes não tivessem uma ideia de onde vem e para onde vão os muitos milhões e milhões que custam os jogadores.»

Sou eu, Pacheco, um dos mais populares historiadores e sabichões do Reino, quem o garante. A gentalha dos cafés e das redes não presta, cospe-se ao falar, não tem bibliotecas em casa. A gentalha dos cafés e das redes vai à bola com os corruptos. Por isso é que coiso. Ando a dizer isto há décadas nos jornais, nas rádios e nas televisões. E não me posso queixar pois eles pagam bem e a horas. Mas a gentalha dos cafés e das redes, francamente, que piolheira.

«É pensar de uma ponta a outra a administração, das autarquias aos ministérios, é cortar radicalmente os milhares de pequenos poderes discricionários que por aí existem, obrigar a que sejam transparentes e escrutináveis muitos processos que nada justifica não serem públicos. Agora que vêm aí vários barris de dinheiro, é vital que tal se faça.»

Sou eu, Pacheco, que em 1972 era maoísta e em 2009 era o mauísta de Ferreira Leite, quem o garante. Aproveitemos a data ao virar da esquina do calendário para fazer o que não foi feito em quase nove séculos de História. Bute “pensar de uma ponta a outra a administração, das autarquias aos ministérios” aproveitando as restrições da epidemia que nos obrigam a ficar em casa. É pura e simplesmente genial pois o falhanço é certo e certa é a culpa dos socialistas que não vão dar conta do recado.

«Mas é também dar o exemplo de que não se mistura “honra” com mundos muito pouco honrados. Por isso é que a participação do primeiro-ministro, do presidente da Câmara de Lisboa e de vários deputados num acto de promiscuidade com o poder fáctico do futebol é muito grave, porque significa indiferença face à corrupção, numa altura crítica do seu combate. Como não se retractaram, ficam com uma mancha.»

Sou eu, Pacheco, um dos patrícios cavaquistas que contribuíram para ajudar ao nascimento do BPN, essa gesta heróica da gente séria, quem o garante. Ver o primeiro-ministro e o presidente da câmara numa comissão de honra – de honra, concidadãos! – do tal Vieira manda uma mensagem que chega imediatamente a todo o sistema de Justiça e interrompe o glorioso combate contra a corrupção. Como é que um procurador, um juiz, um agente da Judiciária ou mero polícia sinaleiro conseguirá encontrar coragem moral para enfrentar os diabólicos corruptos sabendo-se do benfiquismo de António Costa e Fernando Medina? É que a ligação é óbvia, “eleições no Benfica”=”plebiscito à corrupção”. Vergonha! Vergonha! Vergonha!

21 thoughts on “A velhice do caluniador eterno”

  1. O tal de Pacheco é, como quase todos os farsantes que se dedicam ao comentário,
    uma mente quase brilhante mas, toldada pela inveja e ódio especialmente, quando os
    adversários políticos são competentes e merecem a confiança dos eleitores!
    Já o outro inteligente da SIC, mais conhecido como o Gomes das iscas mas, de registo
    Gomes Ferreira dizia, nos dias agitados com a lista da comissão de honra, que o P.M.
    estava a defender o concorrente com processos em curso na Justiça pois, integrando
    a tal lista iria inibir os juízes de aplicar a Lei no “futuro” julgamento … sem mais!!!

  2. O grande problema não é a corrupção, mas a mentalidade e claro o corporativismo (de origens fascistas) existente desde sempre na sociedade “democrática” Portuguesa. Tudo começou no antigo regime marcadamente fascista e de mentalidade cristã que felizmente parecia ter sido finalmente abolido e transformado numa nova perspetiva de igualdade e solidariedade com a Revolução dos Cravos. Claro que foi sol de pouca dura, os partidos criados então, quase todos com gente muito honrada oriundos de quadrantes de esquerda transformaram alguma coisa em Portugal, nomeadamente a educação e a saúde, já que os valores ou princípios da constituição nunca foram cumpridos por nenhum dos governos até hoje na integra. Basta olhar para as famosas barracas ou bairros de lata como bom exemplo que ainda hoje persistem. Se uma democracia que com os seu três pilares sustenta e governa um país em prol do seu desenvolvimento e claro de todos os cidadãos por igual, como é que desde sempre continua-se a violar o estado de direito concretamente no que concerne ao segredo de justiça, como forma inevitavelmente de por vezes se culpabilizar pessoas sem sequer terem ido a julgamento ou até claro interferir indiretamente nessas sentenças de forma a mudar o resultado das mesmas. Que eu saiba o pilar judicial é tão importante como o executivo ou o legislativo, e como todos sabem não existem entidades autónomas que façam o escrutínio adequadas das mesmas. Pois o corporativismo cria a corrupção que é uma teia que envolve a sociedade no seu todo, e claro, é muito complicado mudar as mentalidades reinantes. Ou seja a sociedade nunca é um todo, mas sim muitos grupos que zelam somente pelos seus interesses. Isso começa na escola com o grupo de amigos e sempre se desenvolve da mesma maneira, o que cria uma sociedade cívica apática em relação aos problemas de falta de democracia e egoísta em muitos aspetos, logo essa consciência da vida em grupos que se desenvolve é a primeira forma da democracia em Portugal não melhorar, porque sustenta o corporativismo e o egoísmo (número alto de pessoas que não votam) e claro o não se acreditar na mudança, já que de certa forma vive-se benzinho. Que se lixem as desigualdades, o desemprego, a pobreza, desde que não nos toque a nós, estamos sempre bem.
    Em relação ao Pacheco é um bon vivant que soube aproveitar o Cavaquistão sabe só ele para que e agora vem com o choradinho de vitimização clássico de oportunistas a querer agradar a outros grupos que não o seu natural, ou virou mesmo a casaca. Engraçado os textos de Pacheco a dizer mal do Trump, mas se andarmos para trás no tempo não acredito que tenha dito mal de outros presidentes americanos que têm no cadastro crimes de guerra, é tudo uma questão de modas e claro de opiniões para onde sopra o vento da agenda reinante do império ocidental. Portugal para evoluir deve ser realmente democrático e claro deixar de ter governos, juizes e legisladores todos fantoches da oligarquia financeira reinante (não a portuguesa é claro).

  3. Realmente dá muita vontade de imitar o do Chega e gritar vergonha, vergonha, mas o caso Pacheco Pereira é muito mais e vai muito além de ser apenas vergonhoso; é repugnante a forma como este cooperante servente activo de Duarte Lima e apoiante entusiasta do Cavaquismo corrupto que engendrou o maior golpe bancário pelo modelo de corrupção jamais havido no mundo dos corruptos, ande toda a sua vida de falhado político a descarregar, a pequena e mesquinha corrupção própria e a grossa corrupção dos amigos correlegionários de partido, sobre terceiros acerca dos quais ninguém nem Pacheco apresentou ainda um resquício sequer de prova com valor de justiça.
    Digo repugnante porque essa é a palavra certa para designar a “honradez” política de Pacheco perante a corrupção; mesmo depois das experiências de alta corrupção de Duarte Lima e BPN voltou a mancomunar-se politicamente com outro amigo de partido que já era PM corrupto e depois vendeu o país e o povo português nos Açores em troca de obter o cargo que o tornaria, como já fizera cá, no mais alto corrupto da UE (tão corrupto que o proibiram de entrar na própria UE que chefiara). E sempre apoiado pelo Pacheco até no escandaloso apoio corrupto à guerra no Iraque acerca das consequências faz-se esquecido e nunca fala quando fala das várias guerras que lhes sucederam, e por causa.
    E é um figurante deste calibre que “barulha” acerca da corrupção e nos quer convencer que é mesmo contra a corrupção ou será que apenas nos quer vender a ideia de que os corruptos são todos os que não são do seu grupo político assumindo-se desse modo como um democrata ainda preso aos velhos ideais tiranos maoistas.
    O desplante camaleónico deste despeitado e total falhado político é tal que é capaz de escrever, fugindo de si próprio e escondendo-se de sua imagem, esta perversidade na sua boca; «Mas é também dar o exemplo de que não se mistura “honra” com mundos muito pouco honrados.» falando de António Costa. Logo ele que se misturou de corpo, alma e carácter como açucar no café com o mundo mais corrupto que alguma vez existiu por cá como foi o cavaquismo do qual ele próprio parasitou ao lado de Graça Moura, o rufião e parasita-mor do reino.
    E que dizer da sua originalidade maníaca-totalitária de colar “manchas” aos adversários políticos? Já atribuiu “manchas” a todos os amigos, apoiantes, colaboradores, conhecidos, simpatizantes e familiares de Sócrates até perder-se o rasto da geração; a todos condecorou com uma mancha na pele tal como o “ferro” marcado no gado. Ou será com o significado da cruz amarela com que eram distinguidos os judeus nos campos de concentração?
    Pacheco queixa-se permanentemente de que os meios de comunicação na net são, sobretudo, um antro de mentiras, calúnias e difamação e resolveu não escrever aos “pachecos” senão pago pelos media oficiais e nestes pugna para que censurem os comentários.
    Pudera, com tantos anticorpos políticos e éticos que acumulou na sua falhada carreira política já quase não resta nada de jeito para dizer ou comentar acerca de tão rasca persona política.

  4. A direita (psd principalmente) que anda nas ruas da amargura, carrega em peso através dos meios de propaganda chamados massmedia, tentando assim mostrar aos portugueses que entretanto já não se lembram de todos os governos do PSD e claro da “obra por eles feita”, com a troika como derradeiro exemplo, e assim com a esponja que limpa a história antiga e recente usada e abusada por todos os meios de propaganda usam e abusam do populismo gratuito que afinal não é exclusivo do Chega. Os meios tabloides mais as redes sociais e os telejornais e claro os jornais na rede nacionais não são mais do que um modo totalitário que através dos seus guerreiros (jornalistas e economistas essencialmente) se dedicam exclusivamente a criar opiniões dominantes, para formatar e influenciar os consumidores, a isto se chama capitalismo total ou totalitário, onde os objetivos são sempre os mesmos, obrigar os cidadãos a acreditar e a ter esperança em algo imutável ou sem solução como por exemplo a corrupção e o corporativismo sistémico. Se numa sociedade moderna e democrática são os próprios massmedia controlados pelo poder económico a corromper as mentes dos cidadãos, isto cria um ciclo vicioso, onde à custa da promessa gasta dos políticos o governo se vai alternando e claro vai sempre divergindo em iniciativas construtivas (abuso de offshores por exemplo) para o país mas não para o seu núcleo duro. Ou seja o tema da corrupção arrasta-se, vende muitos Correios da Manhã, quebram-se muitos segredos da Justiça e leis claro (quem rouba vai preso, só esses) e os poderes da democracia impávidos e serenos agradecem e enriquecem não todos mas muitos e hipotecam constantemente o futuro do país, com as crises das bancarrota ou da dívida que depois repartem com todo o povo sendo este o único sinal de democracia expresso. E claro a desculpa de que o país não é rico, não é viável, porque desde o 25º de Abril, o país podia ter tido planos, objetivos, estratégias que com uma democracia consolidada teriam dado outros horizontes a todos. A mentalidade de consumidor que predomina no mundo atual graças às influências muito boas do país mais rico os USA, sempre criou grandes clivagens a nível económico em países como Portugal, e as poucas coisas boas dessa democracia como o sistema judicial, aqui no burgo não foram corretamente implementadas, mas as práticas de corrupção que existem em todas as filosofias de sociedade sejam de esquerda ou de direita, são uma grande mancha que aprisiona o desenvolvimento nacional desde a abolição do fascismo. Somos todos culpados, primeiro claro estão os poderosos que nos manipulam e ganham muito dinheiro com isso, depois é toda a sociedade civil que não é covarde nem burra, mas está alienada pelo fato de ser mais um consumidor com falta de dinheiro, ou porque este tipo de sociedade com excesso de coisas inanimadas mas altamente modernas, além de corroer ou abafar as virtudes e os sentimentos, vai aos poucos abafando a vontade de lutar seja por si próprio seja pelos outros, e com todas as questões identitárias que são uma moda para se criarem muitos grupos mas todos com objetivos diferentes, o que revela o intuito das mesmas, preocuparem-se com coisas não totalmente fúteis mas não se preocuparem com o essencial, direitos e deveres iguais para todos, solidariedade e fraternidade, respeito por todos, educação para todos, ou seja o que está consagrado na constituição somente já chega. Só com uma sociedade coletiva no seu todo com os mesmos objetivos se pode ter uma democracia de verdade e claro isto não tem nada de utópico. Numa sociedade com futuro, de preferência pacífica, só pode existir uma democracia não perfeita mas o mais correta possível para todos os cidadãos, se os mesmos se organizarem de forma educada e cívica e apresentarem soluções de todos os tipos para que os governos, juízes e legisladores possam trabalhar em consonância e não a mentir perpetuamente seja antes das eleições, seja durante as governações. A sociedade que lista como criminosos os devedores ao fisco e continua a revelar segredos de justiça e a fomentar a corrupção não é uma democracia mas sim uma nova forma de fascismo. Depois dizem que o Chega é fascista, e é sem dúvida e por isso mesmo nem sequer devia ter sido aceite a sua candidatura (constituição), mas os populistas com o dinheiro que todos sabemos donde vem subornam quem devem para atingir os seu objetivos. O fator populismo já está instalado na sociedade portuguesa graças ao Trump, ao Bolsonaro e ao Boris, Putin e o lider chinês, a questão agora é simples, se os massmedia continuarem a manter na agenda noticiosa a torto e a direito o Ventura, é normal que ele venha aos poucos, armado em D. Sebastião, a denominar-se como “Salvador” da corrupção e outros males. Ele também fez escola na televisão, logo é mais um vendedor para o povo consumir, o querido Marcelo fez escola no Expresso, na rádio e na Televisão, e é um populista de primeira, mas muito bem falante e claro muito culto, como está na moda ser-se “celebridade” e com isso ganhar-se e bem, já se sabe o resto da história. Bem, só falta a Ferreira da TVI, que também já ameaçou, sei lá, um dia também pode ser Presidente. O realityShow, saiu da televisão e enfeitiçou o povo e agora manda nele. Afinal é verdade a TV continua a ser a droga preferida do povo.

  5. “No Verão de 2009, a 5 semanas de eleições legislativas, o Presidente da República lança, ou aprova que se lance, uma golpada mediática contra o Governo em exercício e o partido que o representa. Ao ser exposto esse plano e essa inaudita, gravíssima e grotesca violação constitucional, a poucos dias de se ir a votos, tanto o autor da golpada como o Pacheco continuavam a disparar publicamente contra Sócrates, contra o Governo e contra o PS. Nunca nenhum pediu desculpa do que fez, antes se agarraram ao ódio e continuaram a tentar usufruir ao máximo das benesses que a República e a indústria da calúnia lhes conferia e confere. O mais provável é que, até ao fim das suas vidas, se mantenham vilmente cobardes e irresponsáveis.”

    Este final do seu texto de 2016, aquando da publicação do livro de Fernando Lima, assessor de Cavaco Silva, resume perfeitamente a cabala então montada em 2009, antes das eleições, contra o PS – e sobretudo Sócrates!

    NUNCA DEVEMOS ESQUECER ESSSE PERIODO DE MENTIRAS DESDE A PRESIDÊNCIA ATÉ AOS MEDIA, PAPEL OU RÁDIO OU TV…! EU NÃO ESQUEÇO!…E continuam em 2020 a rasgar as vestes….

    Enfim, Portugal de sempre….

  6. seja como for , o tipo tem alguma razão : à pala do covid , Portugal , tal como no tempo da múmia e do bochechas , vai ser “abençoado” com milhões de todos os contribuintes europeus , ora bem , alguma coisa terá de se fazer para evitar que os fundos vão parar às mãos das “empresas na hora” de familiares de políticos ou deles mesmos ( tecnoforma ? e são às paletes os políticos que tiveram empresas de formação , perguntem à ana catarina , por exemplo, ou empresas de pub com contratos diretinhos com o estado ou o grupo lena e ta e tal e tal , pps pps e etc etc l ) , aos bancos e demais satélites da pornocracia , corruptocracia , cleptocracia ou , correctamente dito , Oclocracia. Sabendo tudo isto , evidentemente , que quem não quer repetir a dose há-de clamar por prevenção e vigilância dessa mole chupista das tetas da porca que ocupa os lugares de poder . Eu propunha uma espécie de troika de Bruxelas ( lástima que sejam tão incorruptíveis como os nacionais …) a vigiar a atribuição de cada tostão e os resultados dessa atribuição em prol do zé povinho.

  7. e pensando bem , essa maravilha de facilitarem a criação de empresas , as empresas na hora , já terá sido feita para facilitar a roubalheira . não me parece que uma pessoa decida de pé para a mão que quer ter uma empresa , tão de pé para a mão que tenha de ser” na hora”.

  8. Ó yo, tenho mesmo, de dizer-te à maneira afinal correcta com o fazia o saudoso “ignatz”, que és mesmo estúpida.
    Que tem a ver o facto de o método de “estabelecimento” juríco-oficial de uma empresa dizer-se na hora com a ideia inicial e depois a decisão de criar uma empresa?
    És burra e parece sem experiência da vida prática como demonstras amiudadamente e agora com esta nova ‘brilhant’ina’ ideia e também acerca de conhecimento histórico como quando descobriste a outra ‘brilhant’ina’ ideia de que a lei derivada dos mandamentos de Moisés (Moses em judaico) chamava-se ‘evidentemente’ não Mosaica mas sim a Lei Moisaica, lembras-te?
    A decisão de formar e depois criar uma empresa leva, normalmente, meses quando não um ano ou mais se for uma sociedade por quotas. Depois da decisão acertada a burocracia da papelada necessária, falo dos ano’70-80 de experiência própria, levava até cerca de 6 meses a um ano, nunca menos; só para decidir o nome da empresa entre três nomes propostos podia perder-se meses e só depois de haver nome acordado se podia começar a despachar a papelada e após tudo isso ainda era preciso a publicação no DR e num jornal do local da sede da empresa; um ano, normalmente, já era considerado menos mau.
    Mas tu yo denotas uma fixação de amor-ódio tal a Sócrates que só o facto de ter sido ele a criar a possibilidade de evitar a pesada burocracia para oficializar uma empresa (tantos e tantos que desistiram perante tanta dificuldade burocrática) tomas imediatamente à letra a designação sumariada do criar uma empresa “na hora” que imediatamente o associas à corrupção.
    A tua visão de corrupção em tudo que tocou Sócrates, adquirida pela visão das parelhas Alex,Teix&Vidal, “cm”, pachecos, fedorentos, etc. está embutida de tal forma na tua cabeça que fez dela um calhau.

  9. ah , pois , José , por isso é que montes de honestos negócios com o Estado são feitos com empresas criadas na semana anterior e claro , nunca houve leis à medida de interesses , pois não….. não dê me música que eu sofro de anedonia.

  10. Valupi: o José Pacheco Pereira tem toda a razão no que escreve, é mais um a jogar por antecipação, como sabe toda a gente de bem aliás. Estranhei bastante mas nada disseste sobre a famiglia de Castelo Branco injustamente condenada e, por causa da merda de um pecadilho, claramente inocentada em troca do pagamento da pacificadora indulgência , nem arrasaste mais uma vez o cabrão do José António Cerejo que anda há anos a caçar gambozinos no PS, nem elogiaste a magistrada do MP de Coimbra, conhecem-na?, que disse à vice da Ana Catarina Mendes para guardar o dinheirinho para uma outra eventualidade (e obrigado pelos chocolates).

    Deus as guarde, as três.

    19.09.20

    A tipa chama-se Hortense Martins e domina com o marido a Distrital socialista de Castelo Branco e, há anos, a CM local (não por acaso, o José Sócrates começou a sua carreira por lá). Dela sabe-se aquilo mas foi eleita vergonhosamente, mesmo assim, um/a dos vice-presidentes da Ana Catarina Mendes no grupo parlamentar do PS quando o José António Cerejo andava há meses a desatar o novelo da (grande) corrupção nas instituições dominadas pelo PS distrital… E que caça dinheiros da UE, com a lenga lenga sobre as regiões periféricas…, existindo como pivot uma associação de desenvolvimento local criada e dominada por eles sendo que, documentalmente, se percebe que é tudo, obviamente, de fachada.

    Ele, o esposo, é o Luís Martins que foi apanhado a aprovar um contrato de aquisição de bens com uma empresa do próprio pai… Defesa hilariante: na primeira instância, perdeu, Relação, perdeu, Supremo e recorreu ao TC, imagine-se, mas perdeu sempre, andou anos a litigar com má-fe e foi-lhe tirado mesmo, há semanas, o mandato. Que não tinha reparado que o pai estava presente numa sala com três pessoas: ele, outro alguém e o pai!

    Enfim, há meses, anos, que os militantes do PS local chamam a atenção da liderança do António Costa para isto: mas que esperar se a antiga secretária-geral escolhe a Hortense de que não se conhece um rudimentar pensamento para vice da bancada, lhe dá o palco e ela faz perguntas ao PM nos debates das quintas e ele responde como se nada se passasse?

    Nota. O escândalo tem imensos rabos de palha (ajustes directos na CML do António Costa com o ex-autarca de Idanha-a-Nova que há largos se transferiu por limitação de mandatos para Castelo Branco e, aparentemente, montou o esquema, &etc.). É o aparelho fantasmagórico do PS em acção, se se soubesse tudo sobrelotavam a cadeia de Caxias e teriam de ser engavetados por turnos.

  11. “… por isso é que montes de honestos negócios com o Estado são feitos com empresas criadas na semana anterior …”

    pressuponho que também haverá alguns desonestos. mas já que falas nisso, tens estatísticas certificadas ou é só um cheiro de l’air du temps.

    a anedonia deve ser da maiorpausa. compra um vibrador éolico e entretém-te a soprar, é mais ecológico, barato e nunca ficas a 1/2 caminho.

  12. Sr. Neves
    Não quero colocar em causa a sua experiência pessoal passada nem a veracidade do que disse, burocracia, existia e julgo que ainda existe, agora quanto a “tempo” parece que há disparidade quanto ao que escreveu e ao que está escrito nos papéis oficiais .

    A empresa na hora foi criada pelo Decreto-Lei n.º 111/2005 de 8 de Julho, asssinada pelo Primeiro-Ministro José Sócrates e promulgada pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.

    Mais tarde, surgiu a Portaria n.º 3/2009 de 2 de Janeiro, assinada (em substituição do Ministro da Justiça ) por João Tiago Valente Almeida da Silveira, Secretário de Estado da Justiça .
    Na mesma está escrito e cito :

    “É mais rápido constituir empresas através da «Empresa na hora». Em Novembro de 2008 o tempo médio de constituição de uma «Empresa na hora» foi de trinta e nove minutos. Antes da disponibilização da «Empresa na hora», o tempo médio de constituição de uma empresa em Portugal era entre 25 e 30 dias.”

    Portanto veja que está escrito que, em Novembro de 2008, logo, já depois de criada a empresa na hora, feito que ocorreu em 2005, o tempo médio de constituição de uma empresa na hora, foi de trinta e nove minutos, e que antes disso, o tempo médio de constituição de uma empresa em Portugal era de 25 e 30 dias .

    Algo não está certo ( quanto a prazos ) . Vinte e cinco e trinta dias não são nem um ano nem anos .
    Interessa apurar matéria, mais concretamente, quem é o calhau .
    Estaria V. Excelência a referir-se à criação da empresa na hora, do tempo antigo, – por assim dizer, – antes da criação da empresa na hora, propriamente dita, de José Sócrates ? Nesse caso, quem foi o calhau ( ou a calhorda ) e que governo integrava ?

    PS : Quanto à matéria de fato, a que preside esta caixa de comentários, não comento, se emitir opinião muito discordante, sujeito-me “ à provação “, e se o tinto não estiver Agosto, o comentário vai parar à vala comum, por tanto, não estou para perder tempo .

    Fontes ( do governo ) não são fontanários :

    https://dre.pt/web/guest/pesquisa-avancada/-/asearch/235906/details/normal?types=SERIEI&numero=111%2F2005&tipo=%22Decreto-Lei%22

    https://dre.pt/pesquisa/-/search/396942/details/maximized?print_preview=print-preview

    Um Cordial ( nada de Messias )

  13. a anedonia , cara nina , ( que é apenas musical , exceptuando os sons da natureza , passarinhos e assim , que gosto muito ) não tem qualquer importância para mim assim que bebo um tinto – :) obrigada.

    (ps) já percebi , José , porque se picou na hora …o zézito aprovou isso , não foi? )

  14. tamém sou da opinião do tinto, da anedotia e restante venturismo de serviço ao 4º. pastelinho de fátima, se é empresa na hora e só demora 39 minutos, alguém anda a roubar 21 minutos aos empresários e só podem ser os xuxas.

  15. Não ando de comboio (AVE) e não me alimento de avestruz (uma grande ave) de qualquer modo, obrigado pela provocação, retribuo, camarada, com o punho erguido, fechado, e com uma rosa lá dentro – uma rosa dos ventos . Não é bentos, é ventos, cataventos, também chamado, pragmatismo, socialismo pragmático.

    Dasse …
    “Direita decadente”…
    Mas então há direita florescente ???
    Rio é um bluff ?
    Querem o Montenegro ???
    Não há maior demagogo e retórico torcionário .
    E mete Pedro Silva Pereira num bolso em termo de argumentário falacioso .

  16. Senhor D. Pedro Tinto se reparar eu datei os anos em que constituir uma empresa levava meses e às vezes um ano ou mais e, até, muitas vezes nem se constituía sequer porque as pessoas desistiam; se lê-se devagar e com atenção tinha constatado isso à partida. Evitava vir com datas de 2005 quando todos os governos antes já haviam feito um esforço grande para colmatarem tão grande entrave a quem queria ser empresário e à economia.
    Cerca de anos’85 inicia-se a era Cavaco e os “Fundos” e certamente o combate à imbricada burocracia para criar uma empresa dada a faceta empreendedorista british do economista PM. Se em 2005 o tempo necessário para criar uma empresa era já apenas de 25/30 dias eu também posso entender, segundo o espírito mesquinho-desconfiado da yo & Tinto, que tal diminuição enorme do tempo necessário para ser empreendedor tinha como fim a atribuição/distribuição dos fundos, não?
    Porque, afinal, é conhecido como foram distribuídos os “fundos” e impensável que Cavaco tenha beneficiado os socialistas.

  17. Snr. Neves os fundos foram e são distribuídos por todos os que orbitavam e orbitam o poder e desbaratados na maioria dos casos ( em especial na “formação profissional” e “empresários do vale do Ave”) . No essencial, mamou gente do então chamado “arco de governação “, seja, PPD/PS/CDS .
    Esta é a verdade.
    A razão de ser da medida “Empresa na hora” tinha por fim agilizar a economia, o que implicava a redução da burocracia ao mínimo necessário.
    A bondade da lei pode ser sempre desvirtuada por gente dosonesta e sem escrúpulos, gente essa seja de que quadrante político fôr, o “grande de Espanha” não teve pejo em dizer que a lei e as mulheres nasceram para serem violadas

    Nos comentários de 21 de Setembro, a personagem “nina do ricciocinio” e “un gand’avé das caldas pra ti também” ( que são uma e a mesma pessoa, o estilo denuncia-o ) ilustram bem a veracidade do que Pacheco Pereira escreveu em 2009, e cito em parte :

    “ Outubro 2010

    (…) os blogues socráticos desenvolveram um estilo agressivo de insulto e calúnia pessoalizada, que não tem paralelo com qualquer outra área política (se exceptuarmos algumas personagens passo-coelhistas como Nogueira Leite, conhecido por insultar tudo e todos no conforto do Twitter e do Facebook). Esses blogues, como o Câmara Corporativa, o Aspirina B, (…) escritos muitas vezes sob o anonimato e onde pululam empregados do governo, e às vezes mais acima – o anonimato serve para ocultar os autores, mas o estilo denuncia-os –, representam um mundo aparte na blogosfera que revela as fontes do radicalismo que emana nos dias de hoje do centro do poder socialista à volta de Sócrates. Quem se mete com José Sócrates leva de imediato uma caterva de insultos, que inclui todos os clássicos e é sujeito a uma campanha ad hominem grosseira (…)

    A mecânica destes blogues está longe de ser a discussão política, mas uma regra típica dos aprendizes de feiticeiro: a destruição dos adversários a golpes de insultos e calúnias, já que não se pode prende-los, nem censurá-los. Os seus executores são gente (…) com pretensões intelectuais, mas com a pior das tentações intelectuais, a que vem da desenvoltura e do sentido de impunidade de quem acha que está no poder e tudo lhe é permitido. “

    A mim, por exemplo, já me tentaram associar à religião e ao catolicismo ( falso piedoso, beatismo) à direita ( bafienta e bolorenta ) ao fascismo italiano, ao saudosismo salazarista, à polícia política, e por aí adiante, e quando é necessário também não têm pejo em me acusar do contrário, ora nenhum deles me conhece de lado nenhum, mas eu conheço-os a todos e a todas, e de ginjeira, no caso do Pacheco, parece-me que há dor de cotovelo, não lhe perdoam a omissão de não ter mandado dizer pelo porteiro, que não os conhece de lado nenhum, nem sequer de fotografia .

  18. Valupi: tu já viste isto? Afinal o gajo quando foi a Évora levar uma mantinha e uns chinelos ao José Sócrates e disse aquela frase sobre a sua verdade, lembras-te?, estava no gozo… Os jornalistas e os comentadores que dão atum com batatas à arraia miúda, que tu não és desses claro, ainda hoje têm as marcas do par de bandarilhas que lhe foram espetadas no lombo, pá! A ler as coisas que o António Costa dizia em 2915, é de morrer a rir!

    Não engana o algodão: tinhas razão sobre o António Costa, é um cabrão!

    2015-07-19 15:14

    O Secretariado Nacional do PS prepara-se para propor à Comissão Política deste partido, na terça-feira, a recusa da lista de candidatos a deputados aprovada pela Federação de Coimbra, disse à agência Lusa fonte da direção socialista.

    “O secretário-geral do PS, António Costa, não aceita que alguma federação lhe estrague o esforço bem sucedido de renovação e de credibilidade inerente à escolha dos cabeças de lista para as próximas eleições legislativas”, declarou um destacado membro da direção socialista.

    Na sexta-feira passada, a Federação de Coimbra indicou como candidatos a deputados, em lugares elegíveis, o presidente da estrutura, Pedro Coimbra, o atual deputado Rui Duarte, a gestora Cristina de Jesus, e o ex-presidente da Câmara de Soure João Gouveia (antigo militante do PSD e sogro do líder federativo, Pedro Coimbra).

    Neste mês de julho, a Comarca de Coimbra enviou para a Assembleia da República um pedido de levantamento da imunidade parlamentar do deputado do PS Rui Duarte, que o Ministério Público quer constituir arguido pelo “crime continuado de falsificação de documentos”.

    Na última reunião da Comissão Política Nacional do PS, António Costa disse que seria aprovado até terça-feira um código de ética, documento que terá de ser subscrito por todos os candidatos a deputados socialistas.

    Nesse documento, entre outros pontos, os candidatos a deputados do PS assumem não ter questões em aberto nem com o sistema fiscal, nem com a Segurança Social, ou com a justiça.

    “Os portugueses exigem garantias acrescidas de credibilidade por parte dos agentes políticos”, justificou o secretário-geral do PS, quando interrogado pelos jornalistas sobre o motivo de existência desse documento, que está a ser ultimado pelos dirigentes Jorge Lacão, Pedro Delgado Alves, Vitalino Canas e José Magalhães.

    _______

    Na boa essa da credibilidade, camaradas do PS de sempre!

  19. e mais , dá um jeitão uma empresa novinha em folha , sem dividas à ss nem ao fisco nem processos em tribunal e mais coisas feias , para concorrer em concursos públicos , ah pois dá um jeitão.

  20. Chega a ser confrangedor, o primarismo e estupidez desta taxista cota alzheimerizada, sem a mínima noção da tristíssima figura que faz.

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