A realidade a bater-nos na cabeça

Ainda a propósito da recondução de Carlos Costa, e esquecendo a sua escolha por Sócrates em 2010 que apenas o Pacheco Pereira conseguirá explicar, colhe realçar a opinião de Teixeira dos Santos:

"Carlos Costa foi reconduzido. Ainda bem. Uma decisão justa. Usou até ao limite os seus poderes no caso do BES. A solução fácil seria usá-lo como bode expiatório das ilicitudes de outros."

Teixeira dos Santos elogia trabalho de Carlos Costa no Banco de Portugal

Independentemente de se discordar ou concordar com ele, o que esta atitude revela é uma independência e decência que não vemos na chungaria com que a actual direita enche o debate político e o espaço público. O mesmo para o trajecto de Luís Amado, já agora, invariavelmente alérgico à baixa política e clamando pelo bom senso ao serviço dos valores mais altos. Teixeira e Amado foram dois dos mais próximos ministros de Sócrates, e não se vê neles um pingo de ressentimento pelo modo como foram tratados. Aliás, não se vê tal fragilidade e disfunção em ninguém de ninguém que tenha estado com Sócrates até ao fim. Em contraste, no PSD e CDS impera a cultura do ódio, seja sincero ou tão-só instrumental.

Igualmente colhe recordar um episódio ocorrido na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, em Dezembro de 2011, onde se vê saltar a tampa a Carlos Costa numa discussão com João Galamba: Troca de “mimos” entre Carlos Costa e João Galamba. Esta cena levaria o João a responder impecavelmente na ocasião, e depois a explicitar as suas razões por escrito, num texto que não perdeu qualquer actualidade, bem pelo contrário: Ficamos à espera de um pedido de desculpas do governador do Banco de Portugal ao Parlamento na pessoa do Deputado João Galamba e que de caminho o refute

O descontrolo do governador é cristalino. Ele estava em diálogo com um indivíduo mas as suas mensagens dirigiam-se a um grupo, o PS. É por isso que usa o plural para largar o insulto da “realidade” e do “bater com a cabeça”. Como nos recordamos, a campanha começada em 2008 contra Sócrates pela direita tinha três vertentes: era corrupto, era mentiroso e era louco (isto é, não se relacionava com a “realidade”). A realidade de que fala este Costa passado dos carretos, portanto, é igual à “verdade” de que falavam Cavaco e Manela, igual à “libertação da economia” de que falava Passos.

4 anos depois, este momento entre o governador e o deputado contém encapsulada uma parte essencial do que aconteceu ao País numa altura em que alguns escolheram trair os portugueses.

36 thoughts on “A realidade a bater-nos na cabeça”

  1. E uma chatice quando ate o antigo ministro das financas elogia o trabalho do actual Governador do Banco de Portugal.

    Este blog e um espaco congelado no tempo, no tempo infeliz do protectorado do 44.

    Ha um abismo que separa o estilo de Carlos Costa, que salvou billioes aos contribuintes na falencia do BES, versus o estilo sonolento de Constancio, que custou 4 billioes aos contribuintes so na falencia do BPN.

    Ha tambem um universo que separa a peixeira empertigada que da pelo nome de Varoufakis Galamba, o tal que nunca acabou o doutoramento e a quem nao se conhece profissao para alem de ser um boy da ala radical do PS, e a calma e intelecto de Carlos Costa.

    Enfim, este blog representa cada vez mais uma radical e atrasada visao da esquerda socialista portuguesa, algo que condenou e continuara a continuar a condenar Portugal ao maior dos fracassos economicos e sociais.

  2. Este Carlos Costa é apenas mais um videirinho habituado a ter dois e três empregos ao mesmo tempo. Oscilando sempre entre a banca e os corredores do poder, é tão competente em tão variadas matérias como a cultura, o audiovisual, a cooperação, a organização ou as regulamentações de mercados. Agarrado desde sempre à muleta política lá vai, cantando e rindo, de bolsos cheios e cara alegre fazendo fretes a quem lhe paga.

  3. Ponho-me aqui a pensar que há qualquer coisa que não bate certo nesta recondução do Carlos Costa como governador do BdP. A coligação podia deixá-lo ir à vida, depois de o ter usado como muito bem quis, com o mais que certo beneplácito do próprio. Já fora do BdP, Carlos Costa podia, agora, servir de bode expiatório do que aí vem, sim, porque há de ser paga pelos contribuintes a factura da “resolução do BES”. Presumo que a recondução do Carlos Costa era inevitável e serve melhor à coligação do que o papel de bode expiatório. E porquê? Um novo Governador poderia não estar disposto a continuar o encobrimento de tudo o que se passou até à “Resolução do BES”. Podemos imaginar o que deve haver de “papelada” como prova de tudo o que era conhecido sobre o BES por parte do Supervisor, do Governo, da Troika e do próprio PR, que podem ter feito de tudo, e em conluio, para encobrir o desastre ,até ser consumada a famigerada “saída limpa”. Imagine-se um acervo destes cair nas mãos de um novo Governador. Costa tinha de ser reconduzido a todo o custo. Consenso com o PS? Nem pensar. Não podia haver outro. Por isso não admira que o PR, sempre com a boca cheia de apelos a consensos, para este questão nem abriu o bico. Todos feitos uns com os outros. Aposto que há por aí ingénuos a pensar que foi mais uma decisão “corajosa” de Passos Coelho. Como se este alguma tivesse tido hipóteses de tomar uma qualquer decisão por si próprio. Foi sempre muito bem comandado. Também com inteiro beneplácito do próprio.

  4. Maria Abril, todos nos temos de entender as nossas limitacoes. Uma frase como estas “Ponho-me aqui a pensar ” demonstra bem que ainda nao percebeste as tuas.

  5. Básico, gabo-te a coragem de empregares força na doutrinação dos supra comprovados IGNAROS. Não te esqueças de perguntar aos IGNORANTEZES sobre a «licenciatura» telepática do santo da ermida de Évora.

  6. Hum…reparei agora no título do post. Os IGNAROS são de ferro, os gajos são imunes às dores de cabeça e aos hematomas. Agora divertem-se com bombos, avionetas, romarias …hum, um destes dias, farão o seu turismo na Venezuela.

  7. Ver, na mesma semana, Marco António Costa e Duarte Marques, na passerelle do Expresso, incontornáveis na linha da frente do actual PSD, diz tudo sobre o estado a que a direita portuguesa chegou.

  8. Sobre o buraco do BPN. Tudo indica que José Sócrates foi o único interveniente que agiu com responsabilidade na sua história, conseguindo impedir o contágio do pânico a todo o sistema financeiro num momento delicado. Está por apurar o montante da roubalheira efectiva levado a cabo pela entourage cavaquista antes do resgate e por saber se a gestão em bica aberta da massa falida, nomeada por Passos Coelho, entre as suas amizades, não levou a perdas iguais ou ainda maiores.

  9. Sobre o BES. Acho que os portugueses ainda não tomaram consciência do que significa ter o país com todos os seus Bancos e Seguradoras controlados por chineses, espanhóis e angolanos. O discurso do “protegemos o dinheiro dos contribuintes” é uma infantilidade saloia, própria para alivio de medíocres.

  10. Sobre a banca portuguesa seria bom recordar a maré de fusões e confusões que os economistas de pacotilha defenderam até à exaustão com o célebre argumento de que o mercado era pequeno e as fusões tornariam mais fortes os grandes bancos com a vantagem de menos custos com pessoal, melhor e mais económica cobertura geográfica, e ganhos de escala. Ao fim de mais de vinte anos, temos Pouco mais de meia dúzia de bancos nacionais foleiros, uma cobertura ridícula, e pelo menos uma dúzia de bancos estrangeiros a operar no tal mercado pequeno. Abençoada ‘ciência’ económica que só produz milagres destes…

  11. JPFERRACOLHO, IMBECIL és tu e que te arrogas exercer o direito de defender a própria opinião e achar que os outros não podem fazer o mesmo. Na verdade, o que tu defendes são os barulhos do papagaio que tu cantas por aqui.

    Certifica-te de que é mais inteligente do que o numbejonada/Básico, caso contrário, o grande imbecil do dispensário és tu. Tás a bere? Bá, muda lás as cuecas, que essas pá, já tiveram a borrada do dia.

  12. “A estupidez é infinitamente mais fascinante do que a inteligência. A inteligência tem seus limites, a estupidez não.”

    Claude Chabrol

  13. atão ia embora antes dos xinocas assinarem os papéis e depois como é que metiam metade do psd e o primo broeiro dos espírito santo na administração da nova roubalheira, para não falar dumas comissões por fora para alimentar o delfinário da lapa. o pacote de brindes fiscais e demais vigarices combinadas de boca para serem incluídas no contrato de venda e assinados durante o próximo governo devem permitir anúnciar durante a campanha eleitoral um sucesso na venda e libertar os bancos das responsabilidades quando daqui a dois ou três anos descobrirmos que afinal o negócio foi ruinoso à semelhança da edp, mas para pior.

  14. O nivel de estupidez do comentador do pardieiro nao me deixa de supreender.

    Um tal de Tatas acha que num pais de 10 milhoes de pessoas, ter 6-7 bancos nacionais mais meia duzia de bancos internacionais nao chega. Diz tambem que a cobertura e ridicula – quando todos os analistas dizem portugal (como espanha) tem bancos e agencias bancarias a mais. Um gajo vai a um mxrda duma aldeola no meio do nada e da logo de trombas com um ATM e com uma agencia da Caixa, mas nao, isso nao passa duma invencao tambem.

    A internet e isto, todo o macaco tem direito a sua opiniao, e nao se importa que a mesma tenha nao tenha qualquer adesao a realidade.

    E caso para dizer, com gente deste calibre no tempo dos neandertais ainda nem sequer tinhamos inventado a roda ou o fogo. Burros como o Galuxo, o Tatas ou o Ignorantz ainda andavam a argumentar que a roda nao servia para nada, que nao estava demonstrado que fosse mais eficiente andar com as cargas as costas ou montadas num animal de traccao, e que o fogo era um poder divino que o homem nao deveria tentar dominar.

  15. ah ganda burro do caralho! a taça subiu-te aos cornos e ainda não percebeste que perdeste o campeonato.

    “Um gajo vai a um mxrda duma aldeola no meio do nada e da logo de trombas com um ATM”

    “… com gente deste calibre no tempo dos neandertais ainda nem sequer tinhamos inventado a roda ou o fogo.”

    *https://www.youtube.com/watch?v=Zrryj8DFG4A

    se calhar os cabrões até têm internet e atrevem-se a mandar-te para o caralho nas caixas do aspirina.

  16. Quer dizer que a tecnologia financeira com que não podiamos viver sem era a esperteza estranja de arrematar os centros de decisão nacionais com os recursos das seguradoras próprias vendidas ao desbarato? Ainda dá um chilique ao chinoca com tanta gargalhada.
    Básico, o Portugal com vida própria acabou. Foi destruído pelos ignorantes das Lusíadas e pelas redes de influências comissionistas das Católicas a quem bates palmas. Sobram figurantes, sem papel, entretidos com o jogo da bola, sem consciência do canto da história em que foram engavetados.

  17. ó tou xim, óbe, debes ser daquelas que quando pateia, larga caganitas tipo azeitona, apanha e lambuza-se nas ditas, num é? É.

    SPORTÉM! ganda rebirabolta. Tameie cumeça por S, cumó SALAZAR.

  18. O Galuxo, so para simplificar as coisas, vai ao diccionario e ve la a definicao de bancarrota. Deve la haver tambem uma pequena seccao sobre consequencias. Quando conseguires abarcar o conceito, tenta pensar mais uns segundos e tentar descortinar uma coisa chamada nexo causal. Um pensamento simples tipo:

    1 – Que partido esteve no poder entre 2005 e meados de 2010?
    2 – Que pessoa liderou esse governo?
    3 – Que tipo de politicas economicas foram seguidas, foram politicas macro-economicas expansionistas? O endividamento diminuiu nesse periodo? Alguma vez foi registado um superavite orcamental? Como se comportou a balanca comercial? Como evoluiu a taxa de poupanca interna durante o periodo?
    4 – Quem apareceu na TV a dizer que ia chamar a Troika (apos uma pequena discussao com o Luis)?
    5 – Quem fez os telefonemas a pedir apoio a entidades internacionais?
    6 – (A mais importante) Sera que podemos descortinar algum tipo de causalidade entre a bancarrota e a gerencia do pardieiro que da pelo nome de Portugal?

  19. Básico, mas o Galucho vai responder de acordo com o que o dicionário prescreve acerca do seu significado, ou seja, não se liga ao que o Ignorantezes diz.

  20. Básico,
    Sabes bem que essa cantilena da bancarrota, Sócrates, coisa e tal, é uma ficção idiota. Havia vários caminhos para Portugal sair da maior crise financeira global da nossa geração. José Sócrates defendeu, até ao fim, o mais responsável. Os ignorantes das Lusíadas e os comissionistas das Católicas, de braço dado com os fantasistas da extrema esquerda, com a pressa do pote, obrigaram Portugal a escolher o caminho que o leva a pouco mais que engraxa sapatos dos que por aqui passam.
    Quem é inteligente sabe-o bem.
    https://www.youtube.com/watch?v=1y8uNhZzjvo

  21. Mas alguém ainda acredita que quem põe e tira administradores dos bancos centrais da zona euro são os primeiros ministros dos países? Santa inocência!

  22. oh hererdia, já disseste isso ontém, mas tens razão. ninguém nomeava um 1/8 teixeira para porteiro do banco de portugal.

  23. OlhÓ JPFERRACOLLHO apichonado pela estupidez dele. Como o gajo se reconhece. Congrátuleichiones, ó FERRACOLHITO.

  24. o assunto diz-me muito respeito, acabei de o escrever no jornal i, e agora vou dize-lo aqui, nesta outra noticia, que nao a sobre a noite de 30 de abril daquele ano 1982. Estive lá, vivi a situaçao desde as 7h da tarde, e como observador estive sempre em deslocaçao tambem pelas imediaçoes da praça. Até acho que fiz apontamentos. Nao conheço o Livro branco, mas “vi” que a policia matou , assassinou, sem nenhuma justificaçao, alias basta ver os lugares e a hora dos assassinios. Finalmente o seguinte : a minha dor é tanta, que sou o unico que nas chamas redes sociais, continua a falar dessa noite.

  25. Profusas saudações a todos,

    Convindo manter o espírito de infinita prudência, e de salutar tolerância, que norteia este espaço, ocorre-me dizer o seguinte :

    Em se tratando de políticos, banqueiros e governadores de bancos centrais : é melhor presumi-los como inocentes, e pessoas honestas, do que presumir que uma pessoa honesta, é político, banqueiro, ou governador do Banco de Portugal.

    Em relação a ex-primeiros ministros e outros políticos em geral :
    decidir, ou escolher, entre, se é preferível fazer uma avaliação de inoçência, e, deixá-los seguir a sua vida, mesmo que tudo indique que são culpados, e ou, tentar quantificar o número de inocentes que sofrerão as consequências dos actos daqueles, é tarefa que não é fácil …

  26. Refazendo melhor o meu texto, e em relação a políticos, o que eu queria dizer era :

    Será preferível deixar escapar um político culpado, do que tentar quantificar o número de vítimas inocentes que ele irá ver sofrer no futuro, é decisão que não se afigura fácil .

  27. Ó coisinho, qual é a noite e as mortes a que te referes. Não estarias cansado e te enganaste na porta?

    Aqui trata-se de ministrar saúde aos doentes crónicos, a saber, o IGNATZ, vulgo IGNARALHO, IGNARAÇAS, IGNATONTO, IGNONCIO, IGNORANTZ, com seus derivativos JPFERRACOLHO, também BURRACOLHO, PAPAGAIOTONTO, JRODRIGUES ( é quando o IGNARO MOR está com telha de que planta couves), Jafonso ( que se engana no nick e nos remete ao IGNARO MOR), ABRILADA, esta tem a mania que lava as palavras em omo branco, tás a bere? e depois regista as calinadas como se fosse obra filosofal e logo lhe aparece o clone a parabenizá-lo, tás a bere? Mas há mais.

    Os médicos de serviço é o numbejonada, o básico, o campus e a olinda, há mais uns quantos, mas esses são voluntários, só de quando em vez surgem a levar a comida à boca. Tás a bere?

    Portanto, diz lá, ao que te referes? Quem sabe, podemos prescrever-te remédio para a mazela…

  28. Exmo. Senhor Não Vejo Nada.
    Peço-lhe antecipadamente perdão por roubar o seu tempo. Daqui, de um quartinho entre Alcântara e Belém, tendo nas minhas costas, na parede está bem de ver, a Sagrada figura de Cristo na cruz, acolitado por dois quadros representando o venerando Chefe de Estado Almirante Américo Tomás e o Professor Doutor António de Oliveira Salazar, e à minha frente um mimoso azulejo raiado de azul com os dizeres ” Seja bem-vindo quem vier por bem”, lhe afirmo:
    1- Que nutro por V. Exª, Senhor Não Vejo Nada, um profundo respeito e consideração pela maneira como derrama conhecimentos, mormente jurídicos, a todos os comentadores e frequentadores deste execrando blogo (é assim que se escreve?) quiçá nas esperança que nos seus corações empedernidos e cérebros mal iluminados penetrem`a palavra e luz da salvação trazidas em tão boa-hora por V. Exª. ( Se VExª não gostar do verbo penetrar que tem conotações sodomíticas pode usar outro mais de acordo com as regras dos Familiares do Santo Ofício que o Senhor Não Vejo Nada com toda a certeza partilha ).
    2- Apenas aqui vim uma vez, uma só, logo após ter adorado o Sagrado Lausperene, e folgo em saber que V. Exª., Senhor Não vejo Nada, memorizou o meu humilde nick name (é assim que se diz?). É uma honra sem medida e preço. Hoje, lá pela tardinha, quando me dirigir aos Mártires para o Terço rezarei por si. Peço que me desculpe pelo atrevimento, pois o Senhor Não Vejo Nada é um ser que irradia luz ( atrevo-me a dizer luminiscente. Posso?) e pedir mais claridade para uma pessoa assim é um sacrilégio.
    3 – Gostaria de vir aqui mais vezes (à caixa de comentários), mas há uns tempos a esta parte a pharmácia fede e o Sr. Não Vejo Nada sabe que o insenso está pelas horas da morte e o que me resta no bolso gastei-o numa vela que irei depositar junto à venerada imagem de São Lucas Tadeu, em sua intenção como é natural.
    4 – Sr. Não Vejo Nada, desculpe, temo que seja mais uma desilusão, mas não sou o seu Ignatz. De qualquer forma peço-lhe, de mãos juntinhas, como quando fiz a primeira comunhão na Igreja dos Santos Reis Magos do Campo Grande: – Senhor Não Vejo Nada continue a iluminar com a sua palavra aqui a Pharmacia e estes herejes.
    A Bem da Nação
    Jafonso

  29. Anda por aqui um tontinho que escreve sem acentuação, porque assim tenta esconder a sua incapacidade de escrever decentemente, e adoptou o nome da figura que vê quando se olha ao espelho. Este catraio, de vez em quando, tenta entrar em assuntos de gente graúda e, claro, espalha-se! Pelos vistos entende que “… num país de 10 milhões de pessoas ter 6-7 bancos nacionais mais meia dúzia de bancos internacionais …” chega. Nem valerá a pena tentar que ele nos explique o que é um banco internacional, pois se nem tem sequer a noção de quantos bancos operam no país, como lidar com ele?! Talvez recordar-lhe que na Bélgica, país com uma população de 10,5 milhões existem 106 bancos, não são agências, são mesmo bancos! E isto para uma superfície de 30.528 km quadrados contra os nossos 92.090!
    Que dirão os analistas a isto? Já agora, em Portugal operam 32 bancos, sendo 6 deles estrangeiros. A nossa CGD, instituição com mais balcões (mais de 500), é a que melhor cobre o território, não esquecendo porém que nas grandes cidades se concentram mais de 150 (Lisboa – 85; Porto – 26; Cascais – 13; Coimbra – 13; Braga – 12; Matosinhos – 12; Leiria – 8; Aveiro – 7; Sta. Maria da Feira – 7. Os números depois vão baixando mas para não enjoar… )o resultado é pois de pouco mais de 300 balcões para cobrir o país. Sabendo que temos cerca de 600 povoações com a categoria de vila, e 3092 freguesias, fácil será demonstrar que em muitos locais não existem nem bancos, nem CTT, nem sequer as maravilhosas ATM’s.
    Geralmente quem gasta os fundilhos nas cadeiras citadinas, adora mandar umas bocas sobre a cobertura bancária. Talvez se esses ilustres levantassem o básico do assento e fossem dar uma volta pelo país real, talvez entendessem o drama de muitos idosos e crianças deste atoleiro.
    Cobertura, pffff.!

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