37 thoughts on “A propósito de Fernando Nobre”

  1. Porque a esquerda é mais marcada ideologicamente. Desde a social democracia do PS ao socialismo/comunismo de BE e PCP. Há várias sensibilidades dentro da esquerda e mesmo ódios viscerais entre as diferentes ideologias e partidos. Também há sempre contas a ajustar com o passado, antes de depois do 25 de Abril.
    A direita não tem ideologia, ou tem a mesma. Nem há contas a ajustar, porque sempre andaram de mão dada. É-lhes, portanto mais fácil unir-se em torno de uma figura. Uma qualquer.

  2. A direita não tem ideologia?
    LOLOLOLOLOLOLOL!
    Há uns tempos que não me ria tanto!
    Então a direita que governa o mundo há milhares de anos, aliás desde sempre, com alguns piquenos e indecisos intervalos, que produziu todos os textos religiosos do mundo, que instituiu monarquias de semi-deuses, que inventou o comércio de escravos, que varreu da face da Terra civilizações e povos inteiros, que fundou e justificou a Inquisição, que se tem envolvido em toda a espécie de guerras de conquista e pela posse de “espaço vital”, que programou o holocausto de ciganos, homossexuais e de judeus, não tem ideologia?
    Mas esta gente quer fazer-nos de parvos?
    Ou é mesmo apoucada?
    Escolham! De preferência sem preferências ideológicas…

  3. Porque a direita não brinca em serviço. Sabe que se dispersar nunca elegerá um Presidente da República. Por outro lado, a direita, apesar de minoritária no país é muito mais homogénea: é mais fácil encontrar um candidadto comum.

  4. FV, só dizes asneiras. Os do PSD também não se entendem. Eles sabem lá alguma coisa? Julgam que sabem, o que é totalmente diferente. Um candidato comum para o PSD: um jerico.

  5. Normalmente a razão de candidatos é de 2:1, sendo que Fernando Nobre é a continuação do episódio eleitoral presidencial Alegre/Soares… Nada de novo…
    Portugal é de direita, inserido numa Europa de direita, num mundo quase só de direita…
    Portanto quem ambiciona a esquerda, (as)sente-se confortavelmente, que não está para breve!!!

  6. A esquerda tem no seu “ADN” o social como elemento decisivo para a sua existência. Nesta medida, apresenta projectos que, podendo conflituar no método, são convergentes nas causas que defendem.

    A esquerda, globalmente entendida, assenta em processos dialécticos que a “condenam”
    ao entendimento permanente dos processo sociais.

    O Fernando Nobre será o outro lado do social, aparentemente a face não politica mas socialmente relevante, sobretudo na vertente hoje muito em “moda” da solidariedade social.

  7. Pelo menos tem uma vantagem: no seu mais recente livro refere em duas páginas o massacre de Deir Iassine logo na primeria manhã do EStado de Israel. Ou seja poucos dias depois do assasinato do conde sueco enviado especial da ONU no Hotel Jerusalém. Escrever o que ele escreveu não é para todos.

  8. Não faço a mínima ideia. Para responder era preciso que entendesse a direita, mas uma boa parte da direita é classificada por um dos seus como sendo “sacos de gatos”. Vá lá uma pessoa saber como se orientam os “sacos de gatos”. :)

    Quanto ao Fernando Nobre acho que faz muito bem e provavelmente terá o meu voto.

  9. Fernando P,

    esta é muito boa pá: «A direita tem o sentido da sobrevivência, a esquerda tem a febre do futuro.», parabéns, e agora na Primavera o futuro torna-se presente ou parecido,

  10. Em traços gerais, a esquerda tende a ser ideológica, a direita tende a ser pragmática.
    Quando se privilegia a ideologia, as posições tendem a radicalizar-se e a isolar-se: eu não concordo com as tuas posições, ou parte delas, por isso vou apresentar a minha candidatura para preservar a pureza daquilo que considero que está certo.
    Já quando se privilegia o pragmatismo, há a tendência para se encontrar consensos em torno de um objectivo comum, mesmo que quem lá está não reflicta todas as sensibilidades.
    Eu vou apoiar-te porque, embora não concorde com todas as tuas posições, sempre és melhor que a outra parte.

  11. A direita só pode estar com o Rangel. Malta da direita saquem lá esta afirmação do Rangel em entrevista ao I, e sonhem com o futuro aí tão perto, à distância de mais umas calúnias:

    “…(…) Nós temos que romper um pouco estes tabus. Além de que vamos ter de aceitar alguma selectividade na escola.»

    Alguma selectividade na escola. Alguma selectividade na escola. Alguma selectividade na escola. Alguma selectividade na escola. Alguma selectividade na escola. Alguma selectividade na escola.

    Sim, a escola, que raio, não é para todos. Não, não é. Qual? Novas oportunidades? P’ro povo? P’ra este povo? Ora, nós somos pequenos, estamos no cú da Europa e o dinheiro é pouco. Nós outros, os senhores é que sabemos, a escola tem que seleccionar e encaminhar: o filho do povo deve aprender a trabalhar, o filho do senhor a governar, um ou outro mais aplicado pode usar o elevador social, porque embora conservadores, de valores de antanho, somos pelo desenvolvimento da energias do capital.

    Em suma, a malta tem que ser educada para calceteiro, mecânico ou trolha. Assim, fizestes 12 anos? Ok, vai aprender a montar tacos.

  12. Ao longo da minha vida de eleitor já votei à esquerda, à direita, ao centro. Já votei em branco, já votei nulo, mas sempre fui votar.
    As presidenciais que se aproximam estavam a criar em mim um sentimento muito confuso e o mais certo era a minha abstenção. Votar Manuel Alegre é para mim impensável, voltar a votar Cavaco só se lhe tapasse a cara antes de fazer a cruzinha.
    Hoje fui positivamente surpreendido com a notícia que acima transcrevi, o que me leva ao voto humanitário. Este homem tem um curriculum de humanidade que fala por ele, e se por um verdadeiro milagre da natureza conseguisse ser eleito, Portugal tomaria certamente um rumo mais solidário.
    Força Fernando, o blogue Faroeomundo está contigo!!!
    FM

  13. FM, não tenho dúvidas que o Fernando Nobre tem um extenso curriculum humanitário. O problema é que o cargo de Presidente não é humanitário, é político. E nesse campo, quais são as posições de Fernando Nobre? E politicamente, o que é que significa “solidariedade”? Mais subsídios, logo mais impostos?

  14. Isto de esquerda e direita tem muito que se lhe diga…
    Mas uma coisa é certa: quem “nega” ou disfarça a existência da direita é, sem sombra de dúvidas, de direita!
    (Atenção, não confundir a “inexistência de direita” com “falta de liderança à direita”. A direita existe. Pode é não ter qualquer rumo definido.)

    Ainda que o partido com assento parlamentar mais há direita tenha no seu nome “Centro”, o que faz com que alguns politólogos da praça defendam que existe em Portugal um “sistema partidário enviezado à esquerda” eu acho que há realmente partidos encostados à direita.
    Talvez não de forma tão acentuada como em outros países, aqueles que passaram por um processo revolucionário à mais tempo que nós (alguém que se diga de direita hoje em Portugal ainda é conotado de Fascista ou Salazarista), mas parece-me que existem, de facto, pessoas na frente de partidos com ideias de direita.

    À direita (por que a há) nesta altura será mais difícil aparecer um novo candidato presidencial, penso eu que, por duas razões:
    1 – Cavaco Silva já “anunciou” (através de actos) a sua recandidatura;
    2 – Há um certo receio de contrariar o Prof (Cavaco).

    Quanto a isso de “dispersar” candidatos não me parece que seja essa a razão. Basta olhar para o PSD, mais concretamente na luta pela liderança, desde que o Prof saltou fora da cadeira na Lapa. Tem sido um regabofe de dispersão de candidatos.

    À esquerda os candidatos aparecem que nem cogumelos porque até agora, julgo, não apareceu ninguém com um peso e capacidade de reunir o consenso dos vários partidos e pessoas de esquerda.
    Parece-me ser importante que os partidos percebam que, ao contrário das legislativas, estas candidaturas são “uni-pessoais”. Às vezes seria bom esquecer a simbologia (e disputas partidárias) se isso contribuir realmente para encontrar alguém com o melhor perfil para ser a mais alta figura do Estado.
    Por isso não ter acontecido em Janeiro de 2006 é que temos como PR o Prof.

    Keep up

  15. Fácil: para uma parte da esquerda, o fim não justifica os meios. Por isso se desentendem entre eles. Já para a direita, os meios são irrelevantes desde que se atinja o fim.

  16. Pedro,

    Confesso que fiquei todo trocado com essa “revienga”.

    Então, trocando por miúdos: Temos a direita igual à esquerda marxista e uma esquerda para quem o fim não justifica os meios, portanto, uma esquerda democrática.

    Dito de outro modo, temos o PS e o seu espaço (partido da grande esquerda moderada e democrática da Social Democracia), e toda a oposição, digamos, num toque de extremos, metida na dialética: assim a modos que uns mais marxistas e outros mais hegelianos, vá lá.

    Não é que faz sentido!

    Pedro, obrigado.

  17. Até o Obama que defendia uma série de coisas muito humanitárias teve um choque de realidade e adaptou as suas ideias.

    A questão de votar Fernando Nobre é mais um protesto e o premiar de um movimento cívico e que se aparenta apartidário.

    Reafirmo que me sinto enojado por ter votado Cavaco e que sinto um desprezo total por Manuel Alegre. Não havendo mais novidades, reafirmo o meu voto inicial.

    http://www.faroeomundo.blogspot.com

  18. Porquê Joaquim Coimbra? Porque razão através da sua conamanu Felícia não publicou isto na sua central de intoxicação?

    Porquê? E não houve a puta de um ou uma deputado/a que tenha confrontado aquela bruxa, HOJE NO PARLAMENTO, com isto:

    Conclusões do despacho de Pinto Monteiro hoje publicadas pelo DN:

    Veja-se este extracto:

    “Em primeiro lugar, nas referências, explícitas ou implícitas, feitas ao Primeiro-Ministro nos produtos das alíneas a), g), l), m), o), p), s), f), u), v), e z), do n.º 8 não existe uma só menção de que ele tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social.

    Não resulta sequer que tenha proposto, sugerido ou apoiado a compra pela PT de parte do capital social da PRISA, tal como se não mostra clarificado o circunstancialismo em que teve conhecimento do negócio.

    Ao invés, há nas escutas notícia do descontentamento do Primeiro-Ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da operação; “devia ter tido a cautela de falar com o Sócrates… não falei e o gajo não quer o negócio. Era isto que eu temia. Acho que o Henrique não falou com ele, o Zeinal não falou com ele… eh pá… agora ele está ‘todo fodido’. ‘Está todo fodido e com razão'” [n.º 8, alínea u), produto nº 5291, de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos; v. ainda os produtos das alíneas x) e z)].”

    Que merda de país.

  19. A Felícia Cabrita esclareceu que os acionistas do Sol são o empresário Joaquim Oliveira e dois empresários africanos: “São empresários angolanos que nos libertaram da intenção do PS de liquidar financeiramente o nosso jornal”, afirmou.

    Alguém sabe forma de sabermos quem são, quem são realmente estes dois amigos africanos desse país cheio de “narta” fácil? Não é que eu não saiba, são “muambeiros”. Mas, se houvesse um link, só um, era melhor, não?

    Val, tu que pertenceste à tal “central de comunicação do governo”, não consegues descobrir isto?

  20. Outra questão.

    Alguém sabe separar:

    A decisão proferida por um Tribunal de 1ª instância dos Tribunais Cíveis de Lisboa (na sequência de uma providência cautelar), no sentido de manter proibida a venda e divulgação do livro de Gonçalo Amaral “A verdade da Mentira”, e sustentada em que a) Todos os cidadãos, sem excepção, têm o direito de utilizar os meios judiciais ao seu dispor tendo em vista a defesa dos seus direitos, incluindo o direito ao bom nome; e b) Cabe aos Tribunais decidir se os direitos invocados estão legalmente protegidos ou se colidem com outros direitos e liberdades merecedores de maior protecção, como a liberdade de expressão

    Deste outro assunto chamado “face oculta” ou, ainda, “freeport” e “outros que tais”?

    No primeiro caso, o Tribunal decidiu que o direito ao bom nome (e outros direitos da esfera pessoal dos McCann) são merecedores de maior protecção do que a liberdade de expressão, mas ao que parece, o PM de Portugal não goza de tais prerrogativas.

    Assim é dificil.

  21. O que é isso da esquerda e da direita…?
    As opções ainda são USA/URSS? Pinochet/Estaline? Le Pen/Louçã? Passos Coelho/Sócrates?
    “Esquerda” como em colectivização dos meios de produção…? “Direita” como em poder nas mãos do exército…? Ou “Direita” como em economia de mercado e iniciativa privada?

    Algures no terceiro milénio podíamos começar a pensar pela nossa cabeça, no que faz sentido e o que não faz, para o mundo em que vivemos. Quanto mais depressa cada um se livrar dos chavões herdados dos séculos anteriores, melhor…

  22. O Fernando P está no ponto. Embora eu pense que essa “febre do futuro” de alguma esquerda não seja mais que um escapismo do presente.No futuro nada acontece, No Future.Sex Pistols :))

    Esta campanha é uma campanha com uma falta de credibilidade incrivel se pararmos para pensar um pouco.Medíocre mesmo porque revela, em primeira análise, um total desconhecimento do mundo empresarial, comum a muitos jornalistas comentadores e intelectuais estoriadores. Só um alucinado poderá pensar que a PT ou um banco ou qualquer das maiores empresas não tem controlos internos que lhe permitam detectar qualquer plano megalomano daqueles.Ainda por cima num mercado pequenissimo como o nosso onde tudo se sabe e todos se conhecem. Este plano só podia ter sido concebido num bar e por jornalistas. Existe no entanto uma vontade de a alimentar e “acreditar” tanto por parte de quem defende o governo como de quem o ataca.É como se fosse um derby politico virtual que tambem alimenta as nossas necessidades afiliativas e mecanismos psicologicos de identificação. No fundo é um thriller, em que nós fazemos parte do elenco.Mas o argumento é mediocre.

  23. K: agora quando me der as febres da Primavera fico logo a achar que estou com um pézinho de futuro, mas toma-se uma Aspirina e cai-se logo no presente, dá-me idéia.

    ds: I’m sorry pela manobra dilatória mas ainda não reencontrei a citação do W. do T.- há-de aparecer, mas não é nada de especial, é daquelas que advoga a economia do pensamento numa interpretação.

  24. A direita aposta tudo no mesmo cavalo porque se perder continua a ganhar. A sua ligação aos grupos económicos não engana: na pior das crises continuam a ganhar.
    A esquerda continua eivada de benditas crenças sociais e políticas sem exemplos nem perspectivas. Na esquerda, eles pensam que são todos os melhores e autênticos.

    Finalmente surge alguém da sociedade civil que não representa uma postura passadista e vergonhosa do país, alavancada no nada que fizeram. É esse o lema dos opositores Alegre e Cavaco.

    (tudo aponta para que, não só tenha o meu voto, como, ao fim de muitos anos, me volte a envolver em campanhas políticas)

  25. O lema do Cavaco e do Alegre é o nada que fizeram pelo país, alicerçado na poesia, no lirismo e num passado que nada diz. Para que não fiquem dúvidas do comentário anterior.

  26. Declaração de interesse: Nas últimas eleições presidenciais votei em Manuel Alegre. Tinha decidido que nas próximas ia votar em branco, caso não aparecesse mais nenhum candidato que me desse algumas esperanças.
    Manuel Alegre, pelo ar que demonstrou que era senhor e dono dos votos que o apoiaram e pela traição que usou para com Sócrates, valendo-se desses votos, não mais teria o meu.
    Cavaco pela maneira que lidou com a sua presidência, caso visita à Madeira, tornando-se um lacaio de quem em tempos o menosprezou, ridicularizou e até num circo o queria pôr como palhaço, não merece o meu voto.
    Mas, entre ele e Manuel Alegre, antes o prefiro, porque sei o que espero dele, de Alegre nunca se sabe o que vai acontecer e tenho medo dos trinta dinheiros.
    Fernando Nobre pode contar com o meu voto e vou tentar conseguir uns tantos mais. Dizem os analistas que não tem hipóteses. Espero para ver, mas de uma coisa estou certo, está a arranjar divisões e essas tanto estão na esquerda como na direita. Até ao lavar dos cestos é vindima

  27. Muito fácil perceber porquê: existem mais cozinheiros na esquerda á espera de tacho que na direita, mais dados a criticas gastronómicas.

  28. Está convidado para o jantar de 1 de maio com o Dr. Fernando Nobre!

    O objectivo é o de reunir um grupo de cerca de 500 amigos, por isso para que tudo corra da melhor maneira possível, e por forma a que este encontro se torne num momento inesquecível para todos os seus intervenientes, é fundamental toda a nossa colaboração, pelo que o Dr. Fernando agradece a sua presença e a de todos os seus amigos e familiares a quem queira divulgar este convite.

    Local: Mercado da Ribeira (Av. 24 de Julho, próximo do Cais do Sodré), para quem reside fora de Lisboa e não conhece muito bem o local, são estas as coordenadas de GPS: N 38º 42′ 24,89” , W 9º 8′ 44,56”
    Hora: 19h 30
    Custo: 15 euros (preço do jantar, não é uma recolha de fundos)

    Vamos Acreditar!
    Divulgue aos seus amigos esta mensagem!

    Contacto para marcações: paula.sarmento@lisboacomfernandonobre.org

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