A piscina da Soledade — recensão acrítica

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Foto enviada por anónimo perfeitamente identificado como tal, a propósito de 27ª Convenção dos Pseudónimos, Heterónimos e Homónimos de Portugal, reunião que teve lugar numa piscina de paradeiro incerto, algures no Algarve.

Já com o cognome de Swimmer’s Digest, dado por quem o sabe dar, o novíssimo blogue de Soledade Martinho Costa, minha prima, está fadado para os mergulhos de cabeça. Ou não tivesse a autora, efusiva e repetidamente, reclamado a posse de uma piscina grande, relvada, com árvores, com flores. É precisamente nessa piscina que costuma alinhavar linhas. Porquê? Porque não gosta de escrever directamente no computador. Assim, opta pela piscina, logicamente. Se tem vontade de escrever, vai até à piscina. Isto é lógico, repito. Ademais, é a sua imperial piscina um local muito calmo e aprazível, ambiente ideal para escrever indirectamente no computador. Dúvidas ou duvidas? Continuemos, então.

SARRABAL é o distinto vocábulo elegido no baptismo. Nome bonito para um blogue, informa-nos a autora. E aqui convém ilustrar os ignaros, os néscios, os decadentes, lembrando que são poucas as pessoas do Mundo que sabem serem poucas as pessoas no Mundo a dominar o significado destas 8 letras. Empáfia, dirão alguns, confrontados de supetão com estética de antanho. Por mim, apenas quero deixar um louvor a tão sofisticada e classissante tradução de blog. Mas mais: anoto o acerto lexical. Aos leitores da terceira entrada, de título AGOSTO, é servido um poema de fino e aromático recorte bucólico, logo seguido daquilo que, na falta de rigorosa definição, terá de ser chamado de sarrabulho. Isto é não só familiaridade e coerência fonética, é também estilo, donaire.

Das plurais e dilacerantes questões que o sarrabulho do Sarrabal picha nas laterais deste Agosto, ressalta uma CARTA ABERTA dirigida ao meu primo, a qual me convoca e interpela. É um texto notável, herdeiro singular do espírito bulhento de Maria Amália Vaz de Carvalho, e que ainda alcança o feito de estar pejadinho de verdades, do princípio ao fim. Todavia, desairosamente passo por cima do seu valor artístico e sociológico para me concentrar numa confissão que, se o Jorge Carvalheira autorizar, rotularei de pungente. É que a autora esclarece aparecerem algumas palavras no texto que nunca antes tinham sido usadas por si; e esta nota só ganha a sua verdadeira dimensão, o seu profundo sentido, o seu altíssimo valor, se contemplarmos essa longa, abarrotada de sucessos, carreira literária de todos sobejamente conhecida e por todos desvairadamente admirada. No parágrafo em causa, irrompem a negrito, sobre o lívido fundo da página electrónica, os vocábulos fumegam e cagalhão. Esta destrinça gráfica admite a tese de serem esses os termos virginais. E vem daí a minha perplexidade, a qual vou expressar sob a forma de repto: ó Soledade, quanto a fumegam, estamos de acordo: é agregado de caracteres que nenhum autor, se for sério, deverá sequer simular escrever no teclado de um telemóvel sem bateria — mas, Soledade, porque raio esperaste até agora para revelar o cagalhão da tua escrita?!…

77 thoughts on “A piscina da Soledade — recensão acrítica”

  1. Isso não é uma pessina! Parece mais em antes um daqueles centrifugadores/tuparaware para tirar a água das alfaces!

  2. Eu quero aqui deixar claro que naquele maduro Maio de 1000 nove e noventa e sete só votei contra e com voto de vencido por puro despeito: a Soledade não me convidou a ir a banhos à dita.

  3. O Benáncio não é o crítico birado de costas? quis-me parecer pela dentadura.

    Muito se esforçou o crítico em bão. Estragaram-lhe a soledade toda.

  4. Isto tudo é imbeja. Que o senhor Benáncio tem muitos conhecimentos e não publica cagalhões só para agradar.
    Ainda por cima, cagalhões à borla. Toda a gente sabe que para cagalhões à borla basta um par de primos jarretas. O senhor doutor não ia precisar de incomodar por tão pouco.

    Aquilo era poesia e da boa, como a dentadura, dura mais que a bida do poeta.

  5. Não é nada a dentadura do senhor doutor. Aquilo junto às pernas do crítico é o marranito Costa. Parece que deixou cair o Mutt, como quem larga o lencinho…

  6. Bem estranhei terem-me lebado os bonecos do frigorífico no balde de gelo…

    Disse o primo Balupateta que era para só para refrescar as entradas

  7. São mesmo uns imbejosos. Eu cá não percebo de poesia mas o senhor doutor só publica obras primas.

    Que é que os marranitos queriam que o senhor doutor lhes fizesse?
    Isto não é o da Joana. Mesmo para a vitrina da rua não é qualquer uma.

  8. Se calhar queriam que lhes desse mais atenção às entradas…

    digo eu…

  9. Valupi,
    As suas palavras “fumegam”e “cagalhão” estão fora do contesto do comentário feito no Aspirina (assinado por Napoleão, a 19 de Julho de 2007, 11:28), ao poste “Retornados (prólogo)” assinado pela Susana e que diz: “As crianças fumegam feitas cagalhões” (e que o Sarrabal transcreve). Ou seja: “Em tempo de guerra, as crianças são cagalhões que fumegam”. É isto. Quem iria incomodar-se com a palavra “fumegam” ou com a palavra “cagalhão”? E então, havia de ser no Aspirina! Ao omitir, deliberadamente, as palavras que não (lhe) convinha transcrever, fê-lo por vergonha, ou peso na consciência? Não venha impingir a treta dos “…admite a tese de serem esses os termos virginais”, porque não pega. São as crianças que estão em causa. São elas as ofendidas. E você sabe. Sabe, mas sabotou. Assim, não vale. Você fez batota, Valupi…

    Quanto à escrita, pergunte ao Venâncio. Publiquei aí 19 postes (além de ter feito dezenas de comentários). Será que ele gosta assim tanto de publicar “cagalhões” no Aspirina?

    PS. Já agora, corrijam a foto: não se trata da minha piscina. Essa deve ser lá para as bandas de Amesterdão. Vê-se…
    Mas fiquei desvanecida com a comparação que fez entre o meu estilo de escrita e o de Maria Amália Vaz de Carvalho!Não esperava tanto de si…

  10. soledade, essa é extarordinária: eu nunca usei essas palavras, nem sequer em citação! a soledade delira.

  11. Soledade: sem querer abusar da sua luminosa, porém ortónima, passagem ortónima pela nossa humilde caixa de comentários, gostaria de lhe dizer o quanto gosto do seu HTML de Sarrabulho. Parabéns.

  12. O meu narij adberte qu’Aspirina B continua encrabada em plena faje anal. A Soledad puxa, é cajo de dijer, pelo mais fedoryento qu’há em bós.

  13. Soledade, tens razão. Como sempre. E esclareço que o fiz, seja lá o que for que tenha feito, por vergonha do peso na consciência. E sim, sim, sim, são as crianças que estão em causa, são elas as ofendidas. E eu sei, olá se não sei. Sei, mas sabotei, sim. Porque sou um sabotador. Um sabotador, eis no que me tornei. Se calhar, por também ter sido uma dessas crianças ofendidas que eu ando agora a ofender, a sabotar, feito criançola. Batota. É o nome do meu jogo. E de que vale a batota? De nada, não vale para nada. Mais valia largar de vez a batota e dedicar-me ao cultivo da batata, distribuindo depois esses tão simpáticos tubérculos pelas tais crianças que fumegam.

    Mas deixemos estas dores d’alma. Quero que saibas que o Fernando fez muito bem em ter publicado os teus poemas e textos. Estamos agradecidos aos dois: a ele que se prestou generosamente ao trabalho, e, especialmente, a ti que ainda mais generosamente partilhaste a tua arte e saber com este grupo de infelizes; não te inibindo de acrescentar dezenas de comentários, como bem chamas a atenção (e, se me permites a ousadia, creio que a obra que deixas nos comentários do Aspirina B nalguns casos rivaliza, se é que não supera, o legado exibido nos posts – mas eu não me quero precipitar, aguardarei tranquilamente pelo trabalho de investigação de futuras equipas de académicos). Não, o Fernando não publica cagalhões. Não, isso não, obviamente que não. Apenas se deu o caso de teres falado nos ditos numa Carta Aberta e eu, que sou bronco, resolvi pedir um esclarecimento.

    Quanto a Maria Amália Vaz de Carvalho, a comparação é evidente. Só um surdo a não quererá ver (o pior surdo é aquele que, ainda por cima, é cegueta, como diz o povo, né?). No entanto, uma confissão: não desenvolvi a comparação porque temi que a Maria Amália ficasse a perder… a sério… Há que ter muito cuidado, Soledade, quando se tem o teu talento, para não achincalhar figuras públicas, ainda para mais de cariz histórico… Eu sei que tu entendes o que estou a tentar dizer.

    Quanto à foto, de modo algum pretende ser equívoca. O facto de ela ter sido escolhida é fortuito acaso aleatório ao calhas. Trata-se de uma imagem digital recebida na nossa redacção, a qual vinha embrulhada num papel pardo cheio de nódoas de proveniência desconhecida. Nele estava a legenda que acompanha a imagem. Foi só isto, e eu acredito na veracidade do documento, apesar do amesterdamento bem visível nos rostos lascívos dos convivas.

    Assim, é meu compromisso de honra publicar as imagens da tua já mitológica piscina, e logo que nos faças o obséquio de as enviar. Por favor, deixa-nos conhecer a fonte da tua inspiração, o lago dos teus nefelibatas cisnes, o oceano das profundas insondáveis donde se te solta a voz marulhada com que escreves, indirectamente, no teu computador, algures no perímetro da espaçosa casa (com piscina).

  14. O mais fedorento, podes crer.

    Cada bosta atirada à Soledade vale por duas atiradas a quem a publicou.

    Ai crítico, crítico, que eles não te poupam

  15. Isto é trauma de operariado a armar-se ao pingarelho. Lavavam-se no chafariz público e era só em dia de festa

  16. Já para não falar nas esquisitices todas com a literatura de ficção. O Jorge da Lâmpada bem lhes perguntava pela secundarização, era literatura menor, aqui só promovem obras-primas ou primas do mestre de obras.

    Era bosta de segunda. Estes são cagalhões de primeira escolhidos por entendido encartado.

  17. Carambas, deparei-me no blog da Soledade com um comentário que dizia que eu tinha gandas peneiras… É verdade, além das peneiras, também tenho crivos na eira. Gosto de separar o trigo do joio.

  18. Valupi:

    Vou dar-lhe uma resposta menos “bulhenta” um dia destes. Apesar de tudo, acho que merece. Como poderei enviar-lhe a foto que me pede? (Não me atrapalho por tão pouco…).

  19. Cláudia:
    Volta a ler o poste do “Sarrabal”. Eu não te convido para coisíssima nenhuma! Apenas digo que vou enviar-te uma garrafita de vinho de Lagoa…As “peneiras” não são tuas, pertencem à Ana Cristina Leonardo. Mas se tens peneiras e crivos na tua eira (penso que também terás malhos e tararas), hoje, que as debulhas e as desfolhadas são coisas (quase) do passado, já pensaste em fazer uma piscina, aproveitando a tua eira? Talvez desse jeito, para refrescares as ideias…Já uma amiga minha dizia: “não se pode dar o pé, que não queiram logo tomar a mão!”. Sou obrigada a dar-lhe razão.

  20. Soledade, além das eiras, tenho casas, montes, terras e, se quisesse, podia ter piscinas, mas haja pachorra para tanta… peneira. E tanto sou citadina como campesina. Sou cidadã do mundo.

  21. Não metes água, nem na piscina da Soledade!
    Parece-me que quando saírem os aspirínicos, esta ficará desprovida de conteúdo.
    A Soledade terá que arranjar um cocktail para a encher novamente, de água, de multidão ou de P.H.H.

    (Soledade, sou muito, muito trenga e por isso não consegui comentar no teu blogue. Aqui fica: Boa sorte para o SARRABAL! Gostei muito de ler os comentários do teu post Agosto.)

  22. Soledade, é assim mesmo. Nós, os grandes autores, os mestres da Língua portuguesa, e as referências máximas da blogosfera, temos de estabelecer relações de parceria e convívio – até para dar exemplos de elevação a essa gentalha que insiste em nos ler, coitados.

    Envia, por favor, as imagens (sim, mais do que uma, pois então!) para o email do Aspirina. Encontras no cabeçalho o endereço, em “escreva”.

  23. Cumo pxicólego betrinário, xinto um xerto faxínio pla porrada que ferbe aqui no galinheiro da Aspirina V.

  24. Ana Cristina Leonardo:

    Dizes-me tu, rapariga, sentidamente: “porque razão continua a embirrar comigo? Não me parece justo.” Acredita, que ao ler a tua frase quase chorei. Talvez tenhas razão. Talvez não seja justo. Mas como eu “prefiro arrepender-me do que faço…”, prometo ir qualquer dia encontrar-me contigo na tua “Pastelaria”. Por curiosidade: serves às mesas, fazes as limpezas, ficas na caixa, qual é a tua função no negócio? Podes devolver-me depois o chá de cicuta. Assim, como assim, não vás tu por engano servi-lo a qualquer cliente…

  25. Sininho:

    Sinceras ou não, grata pelas tuas palavras.
    Ainda não abri no “Sarrabal” as caixas dos comentários. Mas vou fazê-lo por estes dias. Sempre pouco espaço ao Senhor Professor F. Venâncio, aqui, nas caixas de comentários do “Aspirina B”…

  26. Valupi:

    Um esclarecimento: já fui ao escrever. Por baixo de para, tem Cc:, é nessa linha que escrevo o seu nome? Não sou tão sabichona como (às vezes) pareço…De resto, estou a avaliar o assunto, porque vocês não são de fiar…

  27. Cláudia:

    Não te chamei “gabarolas”. Nem vou chamar. Tiveste o bom-senso de o chamares a ti própria – antes que alguém o fizesse! Aconselho-te a que te contenhas, porque podem repetir-se estes percalços…Acredita que já me arrependi das “peneiras” não serem para ti em vez de as dirigir à Ana Leopardo… Mas fiquei. Fiquei mesmo impressionada com a lista do teu vastíssimo património, acredita. Ainda mais, quando te intitulas “cidadã do Mundo”! Só há um senão: uma verdadeira “cidadã do Mundo” não costuma ter vizinhas…Ainda por cima, “uma cidadã do Mundo” a dizer mal da vizinha: que faz broa rançosa! É feio, cláudinha. Muito feio. Não condiz com o teu património nem com o teu estatuto…E eu é que tenho fama de me gabar!

  28. Oh Soledade, que emoção… Aqueles comentários todos és tu, só tu e ninguém mais do que tu???
    Larga a música e faz teatro! Pleeeeeeeease!

    Todas as piscinas por onde passo, aqui no Algarve, choram por ti. É uma onda de Soledareadade para com as águas que te inspiram.

    Já agora… desculpa a correcção, poupas espaço ao Senhor Professor Doutor FV. Doutor, esqueceste o Doutor! (prepara-te que o resto dos Doutores deste Hospital vão cair-te em cima. Então e o espaço deles!? Não conta?)

    Por fim, fico contente que nunca mais te tenhas esquecido do B, Aspirina é B! É a bitamina da criatividade!
    Cada gota de água da tua piscina é fonte de inspiração para eles! (Se calhar deveria dizer molécula… )

  29. Sininho, agora é tempo de ameixas e de pêssegos, plym?

    eu gosto de tudo, desde que não tenha bicho

    mas maçãs não, faz-me arrepio na língua

    e tu?

  30. Soledade, poupa-me. De cada vez que leio coisas tuas, fico com neurónios a menos. Consigo tornar-me parva ao último grau, graças a ti, Soledade. Porque não vais fazer tricot para a piscina?
    E sabes, Soledade, qualquer pessoa perde o estatuto contigo…

  31. Como te imagino… Com pele flácida de tanta mistura de óleos e cremes e fluidos e pastas que lhe tens posto; óculos dourados na ponta do nariz, um nariz arrebitado e suficiente; unhas pintadas com o melhor esmalte; pés brancos como a cal, sensíveis ao próprio ar que governa o mundo.
    Chega a hora da bruxa inspiração, aquela que te põe os cabelos que nem uma Górgona. Olhos de louca, Soledade, encaixa palavras como pedaços de puzzle forçados. Como elas sofrem, carago…
    Eis a obra. Fez-se luz. As quadras encarrapitadas da Soledade, matéria acabada, com princípio e fim, sem mistério, sem tesão.
    E se te descrevo tão bem, minha cara pretensiosa, urdideira de rimas, amarrotando vocábulos, é que antes de bombeira, fui incendiária.

  32. Sininho:
    Não sei o porquê do teu espanto. Informo-te que já escrevi duas peças de teatro. Uma delas, Iº Prémio atribuído pela Associação Portuguesa para a Educação pela Arte. Foi-me entregue por Maria Barroso, em sessão solene, no Palácio das Galveias. Dos membros do júri não falo. Não se brinca com coisas sérias. Não vou permitir gracejos, na forma do (vosso) costume.
    Como vês, nada impede que junte a música e o teatro! Por outro lado, o que não falta no “Aspirina B” são comentadores a gabarem-se, sempre que têm oportunidade… Então, uns têm a fama e os outros o proveito? Sendo assim, aproveito a “boleia” que me dão…
    Agora essa dos “doutores do Hospital, que vão cair-me em cima”!? sininho, andas mesmo distraída…

  33. Cláudinha, querida:

    Acredita que estou seriamente preocupada contigo. Estás completamente fora de ti! Acalma-te, filha (da maneira como me imaginas, devo ter idade para ser tua mãe, verdade?). Bebe um copinho de água com açúcar…Ó senhores do “Aspirina”, não será melhor chamar uma ambulância? Façam qualquer coisa. Os vossos fármacos não devem ser os mais indicados para caso tão grave! Acudam à cláudinha, por favor. Eu até dou a minha piscina em troca da despesa do internamento, do tratamento, das melhoras dela, sei lá…A pequena parece que se passou!
    Ó Cláudinha, a sério, então onde está o teu humor? Não estamos aqui para brincar, para nos divertirmos, para tramar um pouco esta vidinha tão chata!?
    Depois do teu comentário das 08:47 tencionava dizer-te apenas o seguinte: “cláudinha, por acaso, não sei fazer tricot. Ensinas-me? Em troca, deixo-te dar uns refrescantes mergulhos na minha piscina”. Mas, olha, depois de ler o teu comentário das 09:42 já nem escrevi!
    “O meu Retrato” (só para a cláudinha): não tenho pele flácida. Nem uma ruga. Nem pés-de-galinha. Eu própria me espanto com a minha sorte, acredita. Mas já é de família. De manhã, depois do banho (chuveiro), uso um tónico do Yves Saint Laurent e depois um creme de protecção solar (Anthelios XL – 50 +). Em dias especiais, após o tónico ponho o Platinéum de dia (da Lancôme). Como vês, não uso esses “óleos, cremes, fluidos, pastas” que tu imaginas. Os óculos de sol (de marca) são bem escuros e sem dourados. Dourado é o meu cabelo, curtíssimo e com madeixas. O nariz não é arrebitado. É perfeito. Não pinto as unhas das mãos nem dos pés. Não tenho a pele branca. Sou morena (e agora, depois destes meses de “bronze” suave no Algarve…imagina a brancura dos meus pés!). Peso 56 quilos e não faço dietas. Dizem (parecia mal dizê-lo eu) que sou bonita e elegante. Àh, e visto bem. Com gosto e com graça; o que é moderno e me fica bem.
    Cláudia, não acertaste uma, querida. Mas olha que foste foleira… Agora Górgone!? Não tens medo que o Atlas de noite te vá puxar os pés? Eu tinha…E também vergonha da raiva incontida que ressalta das tuas palavras. Uma raiva que te cega e te faz escrever disparates. Tem calma e descansa. Amanhã é um novo dia. É domingo e vais acordar mais bem-disposta. Tem fé, garota. Estás desculpada, mesmo sendo uma incendiária que, publicamente, se confessa (mas estavas a merecer este discurso)…

    PS. Pelo retrato que fazes de mim, reparei que não viste a minha foto no I volume das “Festas e Tradições Portuguesas” do Círculo de Leitores (últimas páginas). Evitavas o trabalho de não acertares uma…

  34. Z

    Um fruto que não aprecio são as uvas por causa das grainhas. A melancia também não me encanta. Mas como e quando como até gosto. É só preguiça… ruminante.

    Agora é tempo do tomate rosa ou coração de boi. Come-se à dentada ou em salada, regado com um fio de azeite e orégãos. Tem um sabor e uma textura… inigualáveis! Só aparece agora, fim de Julho até meio de Agosto. A não perder!

    Soledade

    O porquê do meu espanto deve-se ao simples facto de eu desconhecer por completo a tua vida (até há bem pouco tempo! Sim, porque de comentário em comentário, de nick em nick, vou fazendo o CV.)

    Assim sendo, na medida em que o teatro já te é familiar, como Fada Merdinha ou Musa Expiradora sugiro-te um tema para a tua terceira peça de teatro: Cybercomverso.

    Não ando, sou distraída! Uma das minhas belas características. Obrigada por ma lembrares.

  35. Quantos, mas quantos Volume I das “Festas e Tradições Portuguesas” do Círculo de Leitores não vai vender por este país fora (ou mundo fora) depois da auto-retrato que acaba de fazer?

  36. Estas gajas são tão putas que até temem a concorrência de uma senhora de 70 anos

  37. Julinho da Adelaide:

    Felicito-o pela coragem do seu comentário. Essa, da minha idade, andava, há muito, a fazer engulhos a muita gente.Principalmente, quando o Anonymous resolveu investigar (ele, que é um jovem!). Piadinha daqui, alusão dali, mas ninguém se atrevia a ser explícito. Atreveu-se você. Fez bem.
    Quanto às gajas, aquilo que são ou não são, não me é da minha conta. Você é que parece conhecê-las bem… Agora, o que não costumo é esconder a minha idade. Se desejar enviar-me os parabéns, faço anos (70) no dia 16 do próximo mês de Novembro.
    Quando há juventude de espírito e também física, a idade não conta, meu caro. É o caso. E depois, tenho três netos lindos! O Rafael (9 anos); a Teresa (7 anos) e a Soledade Eugénia (5 anos). Que mais pode uma mulher de 70 anos desejar, não me diz?

  38. Lembrei-me agora da Sofia Loren. É mais velha do que eu. Quantas de 30 ou 40 anos não a invejam, diga lá!?

  39. Pois é mesmo assim. Estas jovens hão-de estar mais gastas que a Madame Toussaud. É mulherio ordinário e desocupado.
    Ao artista do post a beatice também vai toda para o aborto e não sobra para mais nada; são uns tristes- não gostam de mulheres.

  40. Soledade, quando carregas na palavra “escreva”, abre-se a tua janela de email, já com o email do Aspirina escrito no seu devido lugar. Só tens, depois, de escrever o email normalmente. Se sabes usar o email (se não souberes, não é vergonha, fica descansada, pois vais muito a tempo de aprender e não tem qualquer dificuldade), então saberás usar o botão no cabeçalho do Aspirina. Em alternativa, escreves o endereço num email que tu própria prepares para enviar, segundo os teus usais procedimentos. Se tudo isto para ti for grego, pois pergunta a alguém próximo que saiba.

    Entretanto, será que a tua dúvida implica que também não tenhas imagens digitalizadas da tua divinal piscina? Isso, sim, seria trágico – e até motivo para uns açoites (figurados, atente-se, que aqui somos todos grandes escritores e só falamos por tropos) nesse rabiosque com 69 saudáveis e esbeltas primaveras.
    __

    Julinho, tens de ser mais rigorosa: aqui não gostamos de mulheres, estás 245% certa, mas é de mulheres como tu.

  41. O aborto está convencido que controla tudo, incluindo IPs. O que ele gosta é das mulherzinhas que insultam senhoras de 70 anos. Com elas sente-se em boa companhia. A beatice não chega para perceber como é uma besta.

  42. O que estes ordinários não percebem é que há muito mais gente a ler e esta ordinarice. Estão convencidos que vivem isolados na piscina e nem se dão conta do triste espectáculo público que deram com este caso.

  43. Julinha, toda essa gente que lê esta ordinarice, e tanta que ela é, às tantas, de tanta ser, é gente que gosta do que lê, e tanto.

  44. Pronto, cláudinha, já estás mais calma. Eu não disse que acordavas hoje com melhor disposição? Passar de Górgona a “croma”, vindo de ti, é já um bom avanço! Agora essa do “nariz perfeito” (é verdade) e dos “56 quilos” (também é verdade) …Não querias que fizesse um retrato errado da minha pessoa, ou querias!? E tu, quanto pesas? Muito mais, imagino…E dieta, fazes? Calculo que sim…
    Não vês, cláudinha, que não consegues “esgrimir” comigo, mocinha? Não tens imaginação, nem piada, nem humor corrosivo (que parece estar na moda). Sabes apenas ficar irritada. E é essa tua irritação, essa tua agressividade para comigo que me faz ter imensa vontade de te irritar, percebes? Acabo por achar-te graça. Terás, decerto, outras virtudes. Eu sei. Já fui espreitar o teu “Mundo”. Afinal, tudo isto, não passa de pura distracção para passar o tempo (algum)…

  45. Vai levar na peida, ó besta.

    A Soledade mal sabe enviar mails, quanto mais usar outros nicks.

    Foram v.s que se fizeram passar por outras pessoas a elogiá-la só para a descredibilizar.

    Mas bem podem limpar as mãos à parede que quem saiu mal visto foram v.s e quem a convidou.

    A Soledade não arrobou as portas do blogue. Foi convidada pelos mesmos que a insultaram e achincalharam.

    Tarados que mostraram a trampa que são.

  46. Rapariga: tens mais jeito no insulto (um «levar na peida» faz-me sempre sorrir) do que na argumentação (que é torpa e quase ininteligível). Explica lá isso melhor faxavor (os insultos, não a argumentação, claro).

  47. Parece um caniche de estimação: chama-se e lá vem ele a dar à cauda.

    Então, como vão as estatísticas de IPs? É trabalho digno de quem caga de telemóvel

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