A miséria moral como epidemia

A presença de Teresa Leal Coelho na Prova dos 9 de 5 de Março merece ser vista por quem se interessar pelo que pode ser legitimamente descrito como epidemia de miséria moral. O seu papel no programa era o de passar por uma pessoa, com responsabilidades políticas relevantes, totalmente destituída de honestidade intelectual. E se assim o planeou, brilhantemente o conseguiu representar. A coroa de glória foi-lhe entregue (aos 35m44s) quando declarou que não tinha tomado conhecimento nem da carta de Sócrates (!!) nem da respectiva manchete do Diário de Notícias (!!!!). É genial. A genialidade consiste nisto de se oferecer em imolação na hecatombe da política como fantochada circense, aversão à inteligência e celebração da cobardia, sabendo que não haverá consequências, que o poderá repetir até que o Inferne gele.

O actual PSD é deste nível para baixo. O casal Passos&Relvas não foi um acaso, antes a síntese apuradíssima de uma organização que não conseguirá voltar à decência sem um corte radical com a redução da política à luta do poder pelo poder.

5 thoughts on “A miséria moral como epidemia”

  1. Concordo. Teresa Leal Coelho, Marco António Costa, Duarte Marques, Luis Montenegro, Nuno Melo…
    Nunca a direita portuguesa esteve representada com este nível de indigência política. A maioria das actuais figuras são um insulto à história destes partidos e a quem neles sempre votou.

  2. Senhor “Evasão Fiscal…”, Cavaco decidiu que neste governo e em Passos Coelho não se toca, com a mesmissima determinação com que a dupla Rosário Teixeira/Carlos Alexandre parece ter decidido destruir Sócrates. Os factos não são para aqui chamados! Eles podem e mandam. Passos pode fazer tudo o que quiser e pode vir a público o que vier, que o Presidente decidiu que são tudo “jogadas políticas” (da oposição).

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